
Ciro afirmou estar seguro para afirmar que o que está por baixo é "esta ação clandestina difamatória contra a ministra Dilma". "Volto a dizer: (Dilma) é uma mulher de grande valor, que se dedica 24 horas por dia à causa do povo brasileiro", disse o deputado. Mesmo afirmando que há um movimento contra a ministra, o deputado defende investigações sobre o vazamento de informações do governo FHC. "E isso não quer dizer que eu não ache que deva ter um esclarecimento de todas estas coisas." Nesta segunda-feira, a Polícia Federal anunciou abertura de investigação do vazamento, mas não do responsável pela elaboração do dossiê.
Segundo ele, a Casa Civil hospeda informações sobre gastos do governo e, aí, não há escândalo de corrupção. "Em minha opinião, o que há são contas advindas das mordomias do poder brasileiro, que chocam a opinião pública", disse. Ele explicou que a Casa Civil, ao hospedar as informações, tem o dever funcional de nominá-las.
Veja
O deputado ainda denunciou a revista Veja como a "ponta de lança" do esforço difamatório por ter denunciado o suposto dossiê. Para ele, quem entregou as informações à revista foi o senador Alvaro Dias (PSDB-PR). "Já está esclarecido, foi o senador Álvaro Dias, um radicalizado opositor do governo Lula, quadro do PSDB". Ele ainda afirmou que "não passa pela cabeça de ninguém" que Dilma tenha aberto o suposto dossiê ao senador como uma tentativa de difamar o ex-presidente FHC.
Ciro Gomes se recusou a comentar sobre um terceiro mandato para o presidente Lula. "Só opinarei sobre este assunto quando ele deixar de ser especulação". Para ele, o Brasil erra ao antecipar o debate sobre a sucessão. "A culpa maior é dos políticos, mas a imprensa é livre e deveria estar denunciando estas especulações", afirmou. Ciro Gomes está na capital gaúcha para participar do Fórum da Liberdade, que inicia esta noite com o tema "Agora, quem é o Mercado?". Estadão

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