Meu querido filho Luiz Fernando - dezembro de 2008
Este final de semana resolvi atender a um antigo pedido de meu filho Luiz Fernando, um rapaz com 27 anos, cursando Administração na UFSC e apaixonado por cozinha. Isto mesmo, o cara é muito bom na arte da culinária. Ralou por mais de três anos na Espanha e voltou de lá fera em tudo quanto é tipo de comida.
Ele pediu para ficar aqui em minha casa na Laguna com alguns amigos por uma semana. Palavra que morro de ciúmes de emprestar o meu modesto cantinho pra qualquer pessoa, mesmo da família. Mas como poderia negar um pedido do meu próprio filho?
Meu cachorro Pimenta, do jeito que ele gosta de ficar
Além do meu vínculo com casa tinha outro "problema" para administrar: o meu cachorro Pimenta. O bicho é bem do mato, que nem o dono; gosta de sossego, de preguiça, de ficar deitado e passear pela praia quando lhe dá na telha.
Sábado, dia 6 de dezembro. Luiz Fernando chega por volta das 14h30m com mais quatro amigos. Explico a rotina da casa e as manias do Pimenta. Com "dor" no coração, deixo minha humilde morada e o fiel cachorro nas mãos dos "devassos".
Oito dias se passam até o meu retorno de Florianópolis para Laguna (domingo, 14, pela manhã). Chego em casa e encontro, como de costume, o Pimenta pulando na frente do portão. Silêncio total; nenhum ruído, nenhuma voz, nenhum movimento. Abro a porta e tenho a impressão de que um furacão (tipo Catarina, não tem?) havia acabado de passar pela cozinha, copa, sala, banheiro...
Imagem para a minha história - Laguna, dezembro de 2008 - Amigos de meu filho Luiz Fernando. Entre eles o Dica (segundo da esquerda) e o Jocas (de camisa vermelha)
Um "zumbi" que não conhecia aparece, passa por mim e diz: "Daí, cara!". Aos poucos a galera começa a acordar; um, dois três, 10. Deixei a casa com cinco "agentes" (como diz a polícia) e quando volto me deparo com uma verdadeira legião.
Snifs a parte, minha felicidade não poderia ter sido maior ao reencontrar, entre os ilustres hóspedes, dois amigos de infância do meu filho (o Dica e o Jocas). A emoção foi muito grande e tive que me conter. Me passou pela mente um breve filme sobre a minha infância e juventude; a importância das amizades verdadeiras e duradouras, coisas difíceis de se encontrar nos dias atuais.
E por falar em amizade, o meu AMIGO Mário Motta passou por aqui nesta semana em que eu não estava em casa; falou com meu filho (Luiz Fernando), perguntou por mim e brincou com o Pimenta. Bom, né?
Esse negócio de blog é muito bom por isso. Quem num passado não muito distante teria a facilidade de registrar momentos tão bonitos e marcantes como este?
Valeu!

Imagens para a minha história