sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A 'supremacia' Berger

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Florianópolis - Bomba! Novo grampo denuncia quem são nossos políticos!

Acabou de aterrizar no Cangablog mais um grampo da PF. Uma conversinha entre o vereador Juarez Silveira e o prefeito Dário Berger. É de chorar... de rir! Falam dos empresários Marcondes e Péricles Druck, do Marcílio e do Amashta, da eleição para a presidência da Casa e até uma ameaça ao governador que o Dário faz tipo se ele fizer tal coisa apoio o Amin. Saio como vice do Amin. Mas tem muito mais coisas interessantes.

Dá para entender como eles "planejam" a atuação política em função dos seus interesses e de empresários. Sente, pegue uma bebidinha e aproveite. CangaBlog

Ouça o belo e instrutivo diálogo dessas duas sumidades

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Florianópolis - Dário manda censurar e ameça jornal Impacto

O juiz Luiz Henrique Martins Portelinha, juiz Eleitoral da 101ª Zona Eleitoral, mandou, mais uma vez, a imprensa ficar calada quanto às críticas ao candidato Dário Berger. Parece que se tornou uma prática comum a censura à imprensa em Florianópolis. O oficial de justiça do TRE compareceu à sede do Jornal Impacto, em São José, munido da decisão do juiz e se fez acompanhar, estranhamente, pelo segurança do prefeito Dário Berger, o policial militar Silvio Odair de Souza não fardado.

Parece que a ação não era apenas de apreensão dos jornais como manda a decisão judicial. Mas uma clara demonstração de intimidação vergonhosa, covarde, ilegal e descabida. Uma demonstração de que tem gente que quer ganhar o poder de qualquer forma e, para isto, não vai medir esforços. Inclusive usando de todos os seus poderes e artifícios. Assim, para nós, já fica claro que se algum atentado criminoso acontecer contra sede do Jornal Impacto ou contra um de seus membros, administradores, funcionários e jornalistas, já teremos uma clara demonstração de quem é o responsável.

Mas, as ameaças explícitas que provavelmente se seguirão não vão nos calar. Elas nos darão mais força para lutarmos contra as pessoas que enojam e se locupletam na nossa cidade. Assim como já fizeram na nossa São José. Estas pessoas que se acham acima do bem e do mal enojam a política da nossa terra. Nossas matérias têm incomodado muita gente que se diz acima de qualquer suspeita, mas, pelo visto, é apenas gente baixa, pequena, miúda. E esta ameaça explícita do prefeito Dário Berger será respondida na justiça e com a nossa principal arma – a verdade. A mesma verdade que ele quer calar. Ele, que já responde a 56 processos em vários fóruns, vai receber mais um. Blog do Canga

Clique nas imagens para viasualizar as matérias do jornal numa melhor definição

 

Trambiques do prefeito Dário Berger, enrolado na Operação Moeda Verde

Tire as crianças da sala para não ouvirem a baixarias que tá na imprensa livre. Escute, ou leia, as falcatruas praticadas pelo prefeito Dário Berger e por seu representante na Câmara, Juarez Silveira, Juju, o boca grande, na Operação Moeda Verde. As escutas foram autorizadas pela justiça e realizadas pela Polícia Federal.

A Operação Moeda Verde, da Polícia Federal, voltou às páginas dos jornais. E, desta vez, pelas mãos da imprensa livre. A imprensa não domesticada. Os supostos crimes praticados pelos principais envolvidos, Dário Berger, Juarez Silveira e outros mais, pode levar os acusados às barras da lei. Depois de um ano estacionado em Porto Alegre, a população torce para que os juízes do TRF 4ª Região deixem de lado o colarinho do chope e troque tudo pela Moeda Verde. É mais útil para a nossa população. O poder do prefeito Dário Berger, seu foro privilegiado, de nada lhe valeu na divulgação das falcatruas praticadas com sua permissão e conivência. Jornal Impacto

 


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Opinião no Estadão: Eloá

Luiza Nagib Eluf

Depois de cem horas em cativeiro, acompanhadas de perto por toda a população brasileira pelo rádio, pela televisão e pelos jornais, terminou o cárcere privado de Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, alvejada na virilha e na cabeça por seu ex-namorado Lindembergue Alves, de 22 anos, pondo fim a mais essa crônica de uma morte anunciada.

Eloá não foi um caso isolado de homicídio passional. Foi apenas mais um. São muitas as mulheres que morrem ao romper o relacionamento amoroso com o marido ou o namorado. É inacreditável que, com tantos avanços conquistados pelas mulheres ao longo do último século, os crimes passionais continuem ocorrendo no País com a mesma intensidade.

Importa esclarecer que passionalidade não se confunde com violenta emoção. O termo "passional" deriva de paixão, não de emoção nem de amor. Não é um homicídio de impulso, ao contrário, é detalhadamente planejado, exatamente como fez Lindembergue. Ele foi à casa de Eloá preparado para acertar as contas, armado até os dentes, com os bolsos cheios de munição para matar quantas pessoas fossem necessárias para alcançar o seu objetivo: vingança. Ao entrar no apartamento da família da vítima, surpreendeu-se com a presença de três amigos da ex-namorada, que estavam na residência para fazer um trabalho escolar. No início manteve todos em cárcere privado. Depois negociou e foi soltando os amigos um a um, até ficar só com Eloá. Desde o começo seu intento era matar a moça para aliviar o sentimento de rejeição que o atormentava.

Por essa razão, a negociação que se estabeleceu durante todo o período de cativeiro não teria a menor chance de prosperar. Lindembergue não queria dinheiro, não queria garantir sua fuga. Pretendia matar Eloá e qualquer outra pessoa que se interpusesse no seu caminho. Assim, de nada adianta procurar pessoas experientes em negociações com seqüestradores para cuidar de um caso passional. O efeito do rompimento afetivo na psique do agressor exige tratamento diferenciado, tendo em vista que a negociação não tem bases materiais, mas emocionais. O intento assassino não admite barganha. Somente a própria vítima poderia ter tido sucesso numa negociação com Lindembergue, mas ela teria de convencê-lo de que estava disposta a reatar a relação, de que o amava, de que não tinha nenhum outro homem em mente, de que jamais o esquecera ou o trocara por outro, de que haveria um lindo futuro para ambos.

Eloá foi pega de surpresa e tornou-se cativa sem muito esforço do agressor. Ela não tinha preparo nem condições objetivas de se livrar da situação, permanecendo completamente à mercê dos lampejos emocionais do rapaz. Conforme relato de pessoas que acompanharam os fatos de perto, Eloá irritou-se com a conduta de Lindembergue, discutiu com ele e chegou a proferir xingamentos, reação muito natural diante das circunstâncias, mas inadequada para evitar o pior desfecho. Não se sabe se teria sido possível falar com a moça durante o período de cativeiro de modo a orientá-la a agir, mas essa teria sido a única forma de salvá-la. Para o agressor de nada importava o resto do mundo. No entanto, a pouca idade da vítima e sua ingenuidade ao não acreditar piamente na sanha assassina de Lindembergue impediram que ela tivesse uma idéia exata do perigo que corria e da estratégia que poderia usar.

Desta forma, a ação da polícia foi decisiva. Após cinco dias de alta tensão, de negociações que não avançavam e do totalmente inexplicável retorno da amiga Nayara ao apartamento onde a ação se desenrolava, a polícia decidiu invadir o local. Para tanto colocou explosivos na porta de entrada do apartamento, provocando pânico nos jornalistas e curiosos que ali faziam plantão.

Alertado pelo barulho ensurdecedor, Lindembergue disparou sua arma imediatamente, alvejando duas vezes Eloá e ferindo Nayara no rosto. Por erro de pontaria, ele não matou a amiga, demonstrando verdadeira fúria assassina contra o gênero feminino. O tiro na virilha evidenciou a intenção de atingir predeterminada região. Embora muitas indagações possam ser feitas e algumas lições devam ser tiradas para evitar erros futuros, é crucial entender melhor o crime passional e a força que move seu autor. Por que o homem precisa matar a mulher que o rejeita? Não seria suficiente separar-se dela e arrumar outra? Por que tantos homens aparentemente normais e pacíficos reagem de forma brutal e insana quando são desprezados ou simplesmente substituídos? Foi assim com Pimenta Neves e Sandra Gomide, Doca Street e Ângela Diniz, Lindomar Castilho e Eliane de Gramont, Eduardo Galo e Margot Proença, Euclides da Cunha e Ana Ribeiro. São numerosos os casos de homicídio passional ao longo da história de nosso país, mas muito pouco se discute sobre eles.

Na conduta do criminoso passional encontra-se embutida uma causa exógena, ou seja, uma pressão social para que ele não aceite a autodeterminação da mulher. Além do fato em si de ter sido desprezado, o passional preocupa-se em mostrar aos amigos e familiares que ainda continua no comando de sua relação amorosa e castigou com rigor aquela que ousou desafiá-lo. É a face deplorável do machismo. Por essa razão, o sujeito comete o crime na presença de testemunhas e, depois, confessa a autoria do delito sem rodeios e em detalhes. Para ele, praticar o ajuste de contas e não demonstrá-lo publicamente de nada adianta.

É evidente que o passional vai dizer que "matou por amor". Com todas as provas contra ele, nada lhe resta a declarar. A cadeia não é um lugar agradável. No entanto, é óbvio que ninguém mata por amor. Lindembergue, durante as conversas que manteve com o irmão da moça e que foram gravadas pela polícia, informou que estava "com ódio de Eloá"e não conseguia "nem olhar para a cara dela". É importante que ninguém se esqueça dessas palavras.

Luiza Nagib Eluf, procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo, é autora de vários livros, dentre os quais A Paixão no Banco dos Réus e Matar ou Morrer - o caso Euclides da Cunha, ambos da Editora Saraiva


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A foto da semana – Isso é que é rainha

Rania al-Abdullah - Rainha da Jordânia


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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Interessantíssimo: Ambiente mal assombrado

João Luiz Mauad

Há por aí uma cambada de caras-de-pau que tem a ousadia de chamar esse verdadeiro pandemônio econômico em que vivemos de “Modelo Neoliberal”. E pior: há quem acredite nisso. Eu, que me satisfaço com pouco, ficarei contente no dia que o Brasil alcançar o estágio de país capitalista.

O Banco Mundial divulgou este ano o sexto relatório sobre o ambiente de negócios no mundo, e o Brasil, para não perder o hábito, ficou perto das últimas colocações – mais precisamente, na 125ª posição, entre as 181 economias pesquisadas. Esse levantamento é baseado na análise quantitativa e qualitativa de 10 diferentes aspectos ligados ao ambiente institucional de negócios, com destaque para a burocracia envolvida na abertura e fechamento de empresas, licenciamentos governamentais, contratação de mão-de-obra – principalmente os encargos relacionados à admissão e demissão de pessoal –, registros de propriedade, acesso ao crédito, segurança jurídica dos empreendedores, pagamento de impostos (carga tributária e burocracia envolvida), facilidades (dificuldades) de comércio com o exterior e respeito aos contratos.

Muitos membros do governo petista – bem como o presidente Lula – têm reclamado dessas análises, alegando que elas não representam a realidade econômica do país e que se baseiam em dados defasados e/ou tendenciosos. Qualquer empresário que já arriscou abrir um negócio no Brasil, no entanto, sabe que os resultados encontrados pelo Banco Mundial, se não são exatos, estão muito próximos da realidade.

Tocar qualquer empreendimento em Pindorama é algo comparável a um filme de suspense e terror, em que uma multidão de fantasmas e vorazes monstros de toda espécie, comandados pelo funesto Leviatã, estão sempre à espreita, ansiosos para abocanhar a maior parte dos lucros e prontos a opor obstáculos de toda ordem no caminho dos intrépidos (talvez melhor fosse dizer estúpidos) empresários.

Exemplos abundam. Vejam o caso da Aquamare: a empresa, fundada por empreendedores brasileiros, patenteou um processo de purificação de água do mar, baseado em nanotecnologia, através do qual se consegue manter o controle dos sais minerais durante a dessalinização da água. Isso quer dizer que os cientistas produziram água mineral – rica em boro, cromo e germânio, elementos abundantes nos oceanos e dos quais o corpo humano necessita em pequenas quantidades – a partir da água do mar.

Para tornar possível a empreitada, foram investidos pelos sócios, de acordo com o jornal Valor Econômico, a quantia aproximada de US$ 2 milhões na pesquisa e desenvolvimento do produto, apelidado de “H2Ocean”. No início, o objetivo era comercializá-lo no Brasil, mas, infelizmente, o projeto teve que ser alterado, já que não foi possível vencer os fantasmas da burocracia tupiniquim e sua aversão a tudo o que diga respeito à inovação.

Em 2006, a empresa solicitou a licença para engarrafar e comercializar o produto no território nacional. O registro foi recusado sob a alegação de que não havia no país legislação específica sobre a matéria. Inconformados, os empresários fizeram uma segunda tentativa, pedindo esclarecimentos sobre o que deveria ser feito para resolver o problema.  A resposta veio quatro meses depois, indicando – pasmem! – que a empresa deveria “importar” uma legislação sobre o assunto, ou seja, apresentar, “preferencialmente por intermédio de uma associação de classe, proposta de regulamentação para avaliação pela ANVISA”. Em resumo, eles deveriam fazer o trabalho da agência, uma vez que, provavelmente, deve faltar pessoal por lá para realizá-lo.

H2O_ocean_register

Como tempo é dinheiro, especialmente quando se tem um bom produto em mãos, a Aquamare resolveu alterar sua estratégia, e partiu em busca de novos mercados. A opção foi então os EUA. Perceba, amigo leitor, pelo testemunho de um dos sócios ao jornal, a diferença de tratamento, aqui e acolá: “O registro [nos EUA] da empresa saiu em três horas e a água foi analisada em 15 dias. Conseguimos resolver em três meses tudo o que não conseguimos aqui em quatro anos”. (E ainda há quem não saiba por que eles são ricos e nós somos pobres).

A comercialização da “H2Ocean” estava prevista para começar em agosto último, inicialmente em três estados norte-americanos – Flórida, Nova Jersey e Georgia. A fabricação para exportação ainda continua em Bertioga, no litoral sul de São Paulo, mas em breve a fábrica deverá ser desativada e transferida para os EUA. Evidentemente, eles já perceberam que é muito mais fácil, barato e, conseqüentemente, lucrativo fazer tudo por lá.

Mas não pense o leitor que as dificuldades residem só na abertura de empresas e na obtenção de registros e licenças. Depois de funcionando, os problemas enfrentados costumam ser ainda piores, principalmente quando o assunto é segurança jurídica.

Vejam, por exemplo, este inusitado processo enfrentado por um restaurante em Blumenau, SC. O estabelecimento foi multado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro) pelo sacrilégio de cobrar pela espuma, também conhecida como “colarinho”, contida no chope servido aos clientes. Segundo o fiscal responsável pela autuação, “a quantidade de espuma deveria ser desconsiderada”, para efeito de cálculo do preço a pagar. (Eu sei: seria cômico se não fosse trágico!)

Pois bem: os donos do restaurante recorreram da multa e, para espanto geral, a Justiça Federal de primeira instância manteve a estrovenga. Somente em grau de recurso, depois que a empresa gastou uma pequena fortuna com advogados e custas judiciárias, a Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu anular a absurda penalidade. Em suma, foi preciso que a matéria fosse parar no colo de um desembargador com um mínimo de discernimento, para que a justiça chegasse à conclusão de que “o colarinho integra a própria bebida”, sendo parte do próprio produto.

Parece até filme de terror, não é mesmo?  Eu juro que preferiria enfrentar o Alien, o Jason Voorhees e o Freddy Krueger, juntos, do que a burocracia tupiniquim. Mídia sem Máscara

João Luiz Mauad é empresário e formado em administração de empresas pela FGV/RJ.


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Então tá! - Garibaldi diz que amanhã acaba com o nepotismo no Senado

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), prometeu nesta quinta-feira que todos os casos de nepotismo (contratação de parentes) na Casa Legislativa estarão solucionados até amanhã.

O senador disse que entre hoje e amanhã serão anunciadas novas exonerações para que o Senado cumpra a determinação do STF (Supremo Tribunal Federal) de acabar com o nepotismo nos três Poderes.

Além de atender ao STF, Garibaldi quer cumprir reclamação do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, que condenou a brecha encontrada pela Casa Legislativa para manter parentes de senadores. A Mesa Diretora do Senado havia aprovado resolução, já cancelada por Garibaldi, que permitia a permanência de familiares contratados antes da posse dos senadores ou de servidores com cargos de chefia.

"Amanhã daremos esse caso por encerrado diante da súmula do STF e da reclamação do procurador. Eu informei ao procurador que nós já cumprimos as observações feitas por ele. Adiantamos que o enunciado [aprovado pela Mesa Diretora] já foi anulado", afirmou.

Garibaldi se antecipou ao enviar resposta para o procurador, que poderia enviar ao Senado questionamentos sobre a decisão da Mesa de abrir a brecha para o nepotismo. Como o presidente da Casa já tornou a resolução nula, Garibaldi disse que o caso será encerrado dentro do prazo de 72 horas (que termina amanhã) concedido à comissão que analisa os casos de nepotismo.

"O que nós queremos dizer é que cumprimos o nosso dever obedecendo a lei. Ninguém fez nada de extraordinário, nós cumprimos a lei. Tudo o que estava ao nosso alcance foi feito. O nepotismo está praticamente eliminado [no Senado]", disse.

Desde que o STF publicou a súmula contrária ao nepotismo, o Senado já exonerou 46 familiares de parlamentares e 31 parentes de servidores da Casa - no total de 77 funcionários.

A Mesa Diretora do Senado determinou que, além dos parentes dos senadores, os familiares de servidores que ocupam cargos de chefia também devem ser exonerados para o cumprimento da súmula do STF. Folha Online

BP Comentário: Podem falar o que quiser do Garibaldi Alves, mas uma coisa a gente tem que reconhecer: foi o único que colocou a cara pra bater. A resolução que a Mesa do Senado aprovou e posteriormente cancelou, foi idéia e obra desse caco que está aqui do lado, Alberto Cascais (ex-advogado-geral da Casa, fiel escudeiro de Renan Calheiros e outros safados que habitam o grande ninho de ratos que é o Senado), exonerado do cargo por Garibaldi, uma vez que a resolução redigida por Cascais contrariava as determinações da Procuradoria-Geral da República. Na verdade essa resolução levou os dirigentes do Senado (que também não são flor que se cheire) a tomarem uma decisão que vinha de encontro à súmula do STF que veda a nomeação de parentes em linha reta, colateral ou por afinidade até o terceiro grau.

Enquanto isso, na Câmara, Arlindo Chinaglia, o rancoroso, o ruim de voto e metido a sabido, não move uma pena dizendo que o presidente da Casa (ele próprio) não deve se intrometer em assuntos administrativos que não lhe dizem respeito (??). Tem sentido: o gabinete dele deve estar infestado de parentes e agregados. É por isso que ele ficou puto com o Garibaldi e até trocou o nome do presidente do Congresso na cerimônia de comemoração dos 20 anos da Constituição.

Garibaldi, com a sua simplicidade e jeito de manezão, dá um banho nesse desqualificado que é médico por formação e péssimo polícito chamado Arlindo Chinaglia. São Paulo não merece um representante como este. Relho nele!


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RedeTV! - A Tarde é de Sangue

Sem comentários!


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Florianópolis - "Não está em minha agenda ser candidato a governador em 2010", diz Dário Berger

O peemedebista foi entrevistado por 25 minutos nesta quinta-feira pelo apresentador Mário Motta e pelo comentarista político do Grupo RBS, Moacir Pereira, no programa Notícia na Manhã, na rádio CBN/Diário. As perguntas foram definidas previamente pela produção do programa.

O candidato à prefeitura de Florianópolis Dário Berger (PMDB) disse que não está em sua agenda ser candidato a governador do Estado em 2010.

— Não estou pensando nisso, nunca discuti o assunto, nunca me perguntaram, o partido nunca se manifestou a esse respeito e eu também não quero saber. O meu foco é essa eleição de hoje.

Ao ser questionado se seria candidato caso surgisse a oportunidade, Dário disse que "aí é outra conjuntura, isso é uma conjectura".

O peemedebista disse que não há maior orgulho para ele do que ser prefeito de Florianópolis. Agradeceu o apoio que teve por onde passou e os quase 100 mil votos recebidos no primeiro turno. Destacou que a grande proposta de sua campanha é a continuidade do trabalho realizado durante o primeiro mandato como prefeito de Florianópolis.

— Não podemos parar. Quero agradecer aos que confiaram em mim no primeiro turno e dizer que trabalhei muito durante esses três anos. Acho que fizemos uma grande diferença e quero pedir desculpa por aquilo que não fiz. Mas estamos no caminho certo. Florianópolis dá passos largos rumo ao seu desenvolvimento. Os programas estão implantados e não podemos perder esse curso da historia.

Defesa das acusações

Dário Berger disse que faz uma campanha propositiva e limpa, ao contrário de seu adversário, Esperidião Amin (PP).

— Pelo que eu posso observar, o amor dele pela cidade não é tão grande assim. O amor nas regiões mais distantes deixou muito a desejar. A cidade era completamente desassistida e abandonada. É o amor passional, aquele que mata o contribuinte por amor. Sem estrada, sem esgoto, sem ruas, mas que prega o amor. Eu sou diferente. Procuro fazer uma campanha propositiva, limpa, animada.

Ele atribuiu as acusações de Amin ao desespero por estar atrás nas pesquisas.

— A população não aprova os métodos dele, aprova os meus métodos, que administro a prefeitura com consciência, responsabilidade, e sou adepto da administração de resultados.

Ao ser questionado sobre o fato de que estaria atacado fortemente o adversário, Dário disse estar apenas se defendendo e citou o programa eleitoral de Amin em que uma mulher diz que o peemedebista é como um câncer.

— Para cada ação existe uma reação... e isso gerou uma comoção muito forte, primeiro na família, segundo nos militantes. Eu sou um ser humano como qualquer outro. E como ser humano, nem sempre acertamos. Agora, nós não podemos perder o respeito, a responsabilidade. O administrador tem que ter equilíbrio emocional, o que não observamos no candidato.

Dário também rebateu a acusação de que não estaria respeitando o projeto aprovado pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) para a construção de um elevado em frente ao Terminal Rodoviário Rita Maria.

— É mais uma mentira dele. A legislação estabelece que alteração do sistema viário tem que passar por aprovação no Ipuf. O que é um absurdo, mas vamos respeitar. O projeto do Rita Maria será executado de acordo com as normas existentes e a aprovação dos técnicos do Ipuf.

Acusações

Dário Berger disse que Amin "não é tão santo quanto parece" e que ele deixou um "rastro de falcatruas" quando ocupou cargos públicos.

— É só pesquisar. A própria revista IstoÉ, os jornais da época, o site do Tribunal de Justiça. Coloca lá o nome do Dário, o do oponente, e verifica quantos processos eu tenho e o meu oponente tem. A comparação é completamente fora de parâmetro.

Dário também citou a nota de Jorge Bornhausen (DEM) que diz que Amin não realizou obras que ele diz que fez na cidade.

— Ele diz que fez e não fez. Está comprovado em nota oficial que ele não fez e ele continua dizendo que fez. Isso é um absurdo, não se constrói nada com mentiras. Eu procuro me apresentar de maneira limpa, cristalina, com entusiasmo, alegria. Você não constrói nada com ódio e rancor.

O candidato também questionou o número de aposentadorias que Amin recebe e reclamou das agressões recebidas. Disse ainda não é ele quem mistura negócios com política, e sim Amin e a mulher, Angela, que segundo ele tiveram os bens indisponibilizados pela Justiça para garantir o pagamento de R$ 4,1 milhões por causa de "uma negociata que ele fez com um laboratório e com a SC Genéricos".

Casvig

Dário rebateu as acusações de Amin, que disse que o fato de o peemedebista ser sócio da empresa de segurança Casvig, contratada para fazer a vigilância de escolas do Estado, é imoral.

O candidato disse que a empresa já tem 30 anos e que também prestou serviços em várias instituições quando Amin foi governador.

— E se era imoral, se tem alguma irregularidade, por que ele não corrigiu na época em que era governador? Eu não tenho nenhuma mácula com relação à nossa empresa, à empresa do meu irmão, com relação a qualquer tipo de contrato. O que existe são acusações sem nenhum respaldo.

Estrutura da prefeitura

Dário admitiu que a estrutura da prefeitura é arcaica e ultrapassada, não possuindo inclusive um centro administrativo.

— O que é uma vergonha para uma Capital. Precisamos construir primeiro uma prefeitura, para centralizar as atividades, e segundo fazer a reforma administrativa para dar mais eficiência a alguns órgãos emblemáticos.

Ele disse que ainda não fez estes projetos porque, quando assumiu a prefeitura, descobriu que existiam problemas que não haviam sido divulgados.

— Não fiz porque para mim tudo foi uma caixa de surpresas. Quando eu cheguei disseram que tinha 700 ruas para pavimentar. Eu pavimentei as 700. Mas tem mais 700. Não existe um banco de dados e por isso é uma dificuldade. A Procuradoria existia de direto mas não de fato, tive que mandar um projeto para a Câmara para instituir. E por isso que eu não fiz a reforma.

Dário também afirmou que irá descentralizar o atendimento e implantar o governo eletrônico para que a população possa resolver algumas questões pela internet.

— Eu diria que é primordial para a dinâmica de atendimento da cidade. E no meu projeto tem a descentralização. Já estou fazendo a da saúde e vou fazer a da administração, criando as subprefeituras ou secretarias, de forma que o cidadão do Sul, Norte, da Lagoa, não vai precisar vir ao Centro para resolver problemas na prefeitura.

Grande Florianópolis

O candidato disse que o fato de ser irmão do prefeito eleito de São José e do mesmo partido do prefeito de Palhoça facilitará a resolução de questões que envolvem a Grande Florianópolis.

— Eu acho que facilita muito. Essa é uma relação de amizade recíproca e até fraternal.

Transporte coletivo

O peemedebista afirmou que o transporte coletivo não foi o tema principal desta campanha, o que quer dizer "que não está tão ruim".

— Ele precisa ser remodelado sistematicamente. Agora, ele passou por uma grande transformação. A tarifa era de R$ 3, hoje é de R$ 1,98, o sistema é solidário, temos 240 horários diretos.

Dário também disse que irá fazer a licitação para empresas de transporte, como determina a lei, e criticou a proposta de Amin de oferecer desconto de 50% nas passagens de ônibus em horários de pico.

— Eles ficaram 24 anos, implantaram um sistema cuja tarifa ficou em R$ 3 e agora vêm oferecer desconto? Nem saber fazer a proposta eles souberam. Como você vai mensurar a passagem no horário de pico? E por que só no horário de pico? Isso demonstra bem o desespero de que está ultrapassado, faz promessas demagógicas. Uma coisa é o que ele diz e outra o que faz. ClicRBS


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A culpa é do digitador: Chinaglia erra o nome do presidente do Senado

A cerimônia de comemoração dos 20 anos da Constituição deve causar uma baixa no cerimonial da Câmara por causa da gafe que o presidente da Casa, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), cometeu. Ele chamou o presidente do Senado de José Garibaldi Alves, quando seu nome não tem José.

"Até o meu colega deputado Arlindo Chinaglia, que convive comigo todo dia, me chamou de José Garibaldi", disse o senador, provocando gargalhadas na platéia. Assim Garibaldi, em seu discurso de improviso, tentou justificar o fato de ter trocado o nome do ex-deputado constituinte Egidio Ferreira Lima para Egidio Madruga.

Em seguida, Chinaglia foi até Garibaldi para mostrar que a ficha que lia estava errada. "Ele veio me trazer o papel do cerimonial escrito José Garibaldi Alves Filho. Ele quer que eu bote a culpa no cerimonial", emendou, provocando mais risos, para irritação de Chinaglia.

Ao final da cerimônia, Chinaglia procurou Garibaldi e, em tom duro, avisou: "Estou tomando providências. Isso não vai ficar assim". Ouviu dele, um "deixa pra lá". Agência Estado

Comentário: Quer dizer que o presidente da Câmara precisa ler num papel o nome do presidente do Congresso (e do Senado)? Dá um tempo! Claro, a culpa é do digitador. Esse Arlindo Chinaglia, que é metido a sabido, é um baita de um rancoroso, um frustrado e ruim de voto pra caramba. Garibaldi, com todas as suas limitações, é boa praça. “Tomar providências” com uma gafe dessas fica muito bonito pra cara dele. Vê se te enxerga, Chinaglia!


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César Velente: Cá com meus botões

Nas campanhas eleitorais, especialmente para cargos majoritários (prefeitos, governadores, presidentes), chega uma hora em que não basta falar bem do nosso candidato preferido, é preciso falar (muito) mal do principal adversário. É nesse contexto que surgem os “dossiês”, os boatos e são turbinados os eventuais malfeitos.

A poucos dias do segundo turno, as conversas, nas rodas de apoiadores do Dário, mostram um Amin satânico. E nas rodas de apoiadores do Amin, o Dário é a própria encarnação de Belzebu. Em um e outro lado, a pior coisa que pode acontecer para a cidade, para seus moradores, quiçá para o mundo, é a eleição do adversário. Será um desastre, uma hecatombe, o reinado do pecado, da devassidão e da corrupção desenfreada.

É claro que, à medida em que a data fatal se aproxima, o exagero aumenta. E quanto mais fanático o eleitor (torcedor?), mais cego e surdo. Quer dizer, cegueira e surdez seletivas. Vê e ouve muito bem se alguém por perto falar (muito) mal do seu “desafeto”. Mas nem nota se a conversa for do tipo “aquela história não é bem assim, na verdade o que aconteceu foi...” há um desligamento automático nesse ponto. Não quer nem saber. A razão, vocês sabem, foi expulsa de campo já nos primeiros minutos do jogo.

Nos casos mais graves, tanto no futebol quanto na política, além de não querer ouvir nem ver qualquer coisa que contradiga suas... vá lá, “convicções”, o sujeito ainda liga um PPPA. E aí, ao perceber que por perto está um simpatizante do “inimigo”, parte pra porrada automaticamente.

Nem sempre é fácil escapar das garras do fanatismo. Até porque, nas fases mais brandas, o fanatismo aparece disfarçado de uma visão crítica um pouco mais exacerbada. E nos engana, ao aparentar uma racionalidade que, no entanto, é tão falsa quanto as qualidades angelicais do seu candidato de preferência. Ou quanto os defeitos monstruosos do seu candidato/desafeto.

As competições são divertidas justamente porque despertam paixões, emocionam, provocam tomadas de posição e faz bem torcer por alguma coisa, de vez em quando. É muito saudável achar que um candidato é melhor que o outro e tentar convencer amigos e parentes a votar nele. Da mesma forma, é bom gostar de um time de futebol, acompanhar sua trajetória, sofrer e alegrar-se, xingar o juiz e reclamar dos pernas-de-pau que não acertam um passe. Também é bom tomar uma cervejinha, um vinho, ao redor de uma mesa de amigos.

Todas essas coisas, no entanto, podem perder sua graça rapidamente. Basta alguém encher a cara e fazer aflorar aquele mala que ninguém suporta. Ou, cego de ódio, achar que deve espancar alguém porque veste a camisa de outro time. Ou, idiotizado pelo fanatismo, começar a acreditar que, de fato, seu candidato é perfeito e o adversário é o demo. E, se ouvir alguém dizer o contrário, partir pra porrada automaticamente.

Tenho amigos que vão votar no Dário e ouço-os elogiar o candidato com grande convicção e até com argumentos bem razoáveis. Quando passam às críticas ao Amin, pingo vira letra. Mais ou menos como aquela história de que o Esperidião era dono da Transol, uma lenda urbana que ganhou aparência de verdade e ainda é repetida, independentemente de todos os desmentidos já feitos. Ninguém está preocupado se a coisa é verdade ou não: o negócio é juntar histórias cabeludas para soterrar com elas a imagem do careca.

Também tenho amigos que são Amin desde criancinha e naturalmente enumeram ene razões pelas quais é preciso trazê-lo de volta. Tal e qual o outro lado, quando começam a falar mal do Dário (e “dos Berger”), há uma estupenda amplificação dos malfeitos. O fato da AMB tê-lo colocado na lista de candidatos com processos ajudou bastante. Os negócios das empresas da família, então, são um prato cheio. O engraçado é que, para os fãs do Dário, isso conta pontos como coisa positiva, do ânimo empreendedor e até mesmo pra defendê-lo de suspeitas (“um sujeito rico não precisa roubar”). E para seus inimigos é uma das fontes de todo o mal.

Como nunca fui amigo – nem inimigo – de nenhum dos candidatos, estou naquela situação do apreciador de futebol que assiste a um jogo de times para os quais não torce: dá pra ver mais facilmente as boas jogadas e os lances fracos. Em alguns momentos até da pra se animar com um ataque melhor organizado, mas isso pode mudar se a defesa mostrar que sabe o que fazer. O jogo, visto assim, parece ter mais sabor do que aquele distorcido pelos olhos do fanatismo.

Ah, é claro que, quando eventualmente comento um drible que gostei, os torcedores do outro time acham que estou vestindo a camisa do adversário. E quando reclamo de alguma canelada, da mesma forma. Tem gente que acha que, finalmente, assumi a preferência ou que, como sempre souberam, sou um “pena alugada”. E lá vamos nós... De Olho na Capital


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Opinião do Estadão: Muito cuidado com essa MP

O governo escolheu o pior caminho para editar a Medida Provisória (MP) 443, que autoriza o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal a comprar participação, com ou sem controle acionário, em instituições financeiras públicas ou privadas, de todos os tipos. Todas as suspeitas são justificáveis diante do procedimento adotado pelas autoridades. Na terça-feira, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, estiveram na Câmara dos Deputados durante mais de seis horas, em depoimento encerrado às 21h43, bem depois, portanto, do fechamento da Bolsa de Valores. Falaram longamente sobre a crise financeira e em nenhum momento mencionaram a MP. Os parlamentares souberam da novidade na manhã de ontem, pelo Diário Oficial, e têm todos os motivos para se julgar enganados e desrespeitados pelo Executivo.

Com seu comportamento furtivo, o governo apenas conseguiu evitar um debate aberto sobre a MP em preparação. Não conseguiu, com isso, nenhuma vantagem. Ao contrário: alertou os políticos, os participantes do mercado financeiro e todos os demais interessados para que examinem com o máximo cuidado e o mínimo de confiança as inovações propostas no documento, além de investigar, é claro, as motivações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seus auxiliares. Também agravou a inquietação no mercado, assolado ontem por boatos e ações especulativas.

Para prevenir danos irreversíveis, os parlamentares devem começar com a máxima urgência o exame crítico da MP e apressar sua votação. As motivações de fato, não explicitadas no texto, são fundamentais para a avaliação da proposta. Há instituições em perigo - talvez bancos pequenos ou médios? O discurso do governo sobre a solidez do sistema será exagerado? Que instituições poderão estar em grave dificuldade - talvez fundos de previdência ligados a estatais? Qualquer pergunta é pertinente.

Os parlamentares deverão investigar, com muito cuidado, por que se decidiu dispensar de licitação a venda de participação acionária em instituições financeiras públicas. Pode ser para facilitar o socorro a alguma instituição encalacrada. Ou pode ser para simplificar uma operação de outro tipo, como, por exemplo, a venda do banco paulista Nossa Caixa ao Banco do Brasil - e, de fato, o vice-presidente de Finanças do BB, Aldo Luiz Mendes, afirmou que, nesse caso específico, "a MP reduz o desafio de encontrar uma forma de pagamento em 50%". No mínimo, seria uma forma de evitar o aborrecimento de uma contestação judicial.

Da forma como está redigida, a MP 443 pode servir a propósitos muito diferentes. Pode facilitar o socorro oficial ao setor financeiro numa situação de perigo. Nesse caso, o BB e a Caixa estariam equipados para realizar intervenções semelhantes àquelas programadas pelas autoridades financeiras americanas e européias. Poderiam, portanto, realizar a tarefa nobre de preservar o razoável funcionamento do mercado num momento de perigo. Mas a MP pode servir, também, para ampliar a participação da União no mercado financeiro por meio da aquisição de bancos.

Convém, portanto, que os parlamentares, se estiverem dispostos a aprovar a MP 443, acrescentem a seu texto cláusulas de segurança, como, por exemplo, a obrigação dos bancos oficiais de revender as ações compradas e prazos para a retenção desses ativos. Também será preciso analisar com o máximo cuidado a criação da Caixa - Banco de Investimentos S. A., proposta no mesmo documento. Se for, como admitiu o ministro da Fazenda, um instrumento de capitalização de construtoras, será preciso pensar nas condições em que esse tipo de intervenção será aceitável. É preciso evitar o risco de simplesmente socializar perdas causadas por atos empresariais mal calculados.

A MP também autoriza o BC a realizar operações de swap de moedas com instituições similares de outros países, nos limites e condições fixados pelo Conselho Monetário Nacional. É um estranho dispositivo. Operações desse tipo foram realizadas entre os bancos centrais dos EUA e da Europa, em situações em que era preciso, com urgência, dar liquidez a bancos de dimensão internacional. O Brasil não vive nenhum problema semelhante e não precisa de operações de swap que envolvam reais e dólares - não, pelo menos, por motivos conhecidos pelo público. O governo deve uma explicação convincente à sociedade.


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Florianópolis - O cabo eleitoral do Amin

Do CangaBlog

Não, não é nada do que vocês estão pensando. Eles não uniram forças para cumprir tudo que estão prometendo fazer se eleitos. Continuam adversários. A foto é da época que Dario votava em Amin. No último debate Esperidião Amin afirmou que Dário sempre foi seu eleitor até perder a eleição para governador. Dário negou. Agora a assessoria de Amin distribuiu a foto que prova o que Amin disse. CangaBlog


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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Florianópolis - "A cidade está sendo negociada em favor de interesses particulares", diz Amin

Para o candidato à prefeitura de Florianópolis Esperidião Amin (PP), seu opositor, Dário Berger (PMDB), mistura negócios públicos e privados e por isso há um conflito de interesses em sua administração da cidade.

Amin foi entrevistado esta manhã durante 25 minutos por Mário Motta e pelo comentarista político do Grupo RBS Moacir Pereira, no programa Notícia na Manhã, da rádio CBN/Diário. As perguntas foram definidas previamente pela produção do programa.

No primeiro bloco da entrevista, Amin disse que se candidatou para defender os interesses da cidade e afirmou haver um problema ético no fato de o prefeito ser sócio da empresa de segurança Casvig, contratada para fazer a segurança, segundo ele, de escolas do Estado.

— Eu não tenho nada contra o Dário Berger. Mas a cidade está sendo negociada em favor de interesses particulares. O prefeito é sócio da Casvig, que custa aos cofres estaduais R$ 140 milhões. Nem vou falar sobre o lençol preto, que está se desmilingüindo. O principal problema do Dário é que ele mistura negócios privados com públicos.
Segundo Amin, o dinheiro que o governo paga à empresa para segurança equivale a 1,5 vezes o valor necessário para construir a Via Expressa Sul.

— Nas escolas, quem está dentro é a Casvig. Quanto maior a insegurança da cidade, mais a Casvig fatura. Este método classifica um conflito de interesses.

Se eleito, Amin disse que irá estimular a criação de cooperativas locais para atuar na vigilância local e denunciar a atuação da empresa em escolas estaduais.

O candidato também negou os boatos de que seria dono da empresa de transporte coletivo Transol.

— Se eu fosse o dono da Transol, como a lenda dizia, também seria um conflito de interesse. Eu nunca fui, nem quero ser. Enquanto eu estiver na política, quero estimular o empreendedorismo dos outros.

Balanço da campanha

O candidato disse estar muito animado com a campanha e afirmou ter a sensação de que está cumprindo com o seu dever. Também destacou a última pesquisa do Ibope, em que Dário Berger aparece com 6 pontos percentuais a menos que na pesquisa anterior e ele subiu um ponto.

— Eu acho que está resumido na pesquisa. Nós estamos subindo, o nosso adversário está caindo, o número de indecisos está aumentando e o percentual de pessoas que podem mudar de votos está aumentando. São quatro informações, todas a favor da nossa candidatura. As pesquisas mostram que o eleitor está mais confirmando o desejo de mudança que o de continuísmo.

Amin falou ainda sobre o apoio dos outros partidos às candidaturas e disse que apoiaria qualquer candidato de oposição que chegasse ao segundo turno.

— O governo do Estado deu uma prensa nos que têm cargo em comissão, empregos públicos. O PFL, PSDB, não podiam ficar contra o governo. O PT eu já disse que ia deixar livre, porque o Lula precisa do PMDB. Eu não tenho nenhuma queixa.

O candidato disse ainda que não terá dificuldade de relacionamento com outros prefeitos da região para implantar projetos de interesse da Grande Florianópolis.

Troca de acusações

Amin afirmou que sua campanha é limpa, ao contrário da de Dário Berger.

— Nós não perdemos nenhum direito de resposta. Enquanto o meu adversário forjou um jornal. O marqueteiro vai ser acionado judicialmente. Ele pegou um jornal, tirou o nome, a data e disse que eu atrasei dinheiro para creches (quando era governador).

Cooperativas

Amin disse que vai estimular a criação de cooperativas em diversas áreas de trabalho.

— Vamos fazer nos Ingleses uma cooperativa de vigilância. Vamos treinar, aproveitar os moradores da região. O que não tem cabimento é que escolas do Estado recebem merenda de outro estado, uniforme, e ter uma só empresa de segurança. Cooperativas para fazer as casas do Maciço do Morro da Cruz, criar cooperativas de papeleiros, para fazer a reciclagem. Vamos deixar as pessoas ganharem dinheiro, e não o grande empresário.

Obras e ônibus

Entre as obras que o candidato disse que irá realizar estão a Via Expressa Sul, o elevado em frente ao terminal Rita Maria, a Beira-Mar Continental, a duplicação da Rua Antônio Edu Vieira e a duplicação da Via Expressa (BR-282). Também explicou a proposta de reduzir em 50% o valor da passagem de ônibus nos horários de pico.

— Isso (as obras) não vai ficar pronto em seis meses. O que eu posso fazer já: 50% de redução da passagem no horário de pico.

Ele explicou que o valor será pago através de subsídio e que vai haver dinheiro para as outras obras programadas.

— Nós vamos ganhar dinheiro com isso, porque o carro vai ter menos espaço e para o ônibus vai ter mais espaço.

Amin também disse que irá reativar os terminais de ônibus que estão desativados para linhas interbairros.

— O ônibus vai ser beneficiado. Se faltar, vamos botar vans. Vai ter 50% de desconto e, se for pouco, vamos aumentar.

Afirmou ainda que apoia a criação do metrô de superfície e disse que irá criar mais ciclovias. Aproveitou para rebater a informação de Jorge Bornhausen (DEM) de que a Beira-Mar não teria sido construída por ele.

— A Avenida Beira-Mar, que eu inaugurei em 1985 e que eu iniciei como prefeito, está pronta para receber (o metrô). Ela precisa de uma faixa exclusiva para ônibus já e uma faixa exclusiva para o metrô.

Máquina da prefeitura

O candidato disse que irá diminuir o número de funcionários terceirizados na prefeitura e implantar a gratificação por desempenho.

— Nós não podemos ter mais terceirizados que funcionários de carreira. É o cacoete de um gestor que tem uma empresa prestadora de serviço. E, se o servidor cumpre com o seu dever, deve ser premiado.

Amin também afirmou que vai descentralizar o atendimento da prefeitura à população, que precisará de deslocar menos.

— Nós vamos levar isso a todos os distritos, inclusive na Tapera, onde vamos criar uma Intendência. E o hospital maternidade do Norte da Ilha.

ClicRBS


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Rio de Janeiro - Gabeira passa a noite na Zona Oeste e rebate crítica de Paes sobre 'turismo eleitoral'

 

O candidato a prefeito do Rio Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) acordou nesta quarta-feira em Bangu, na Zona Oeste, onde passou a noite na casa do militante do PSDB Alexandre Amaral. Ao sair para fazer corpo-a-corpo pelas ruas do bairro, o candidato rebateu a crítica de seu adversário, Eduardo Paes (PMDB/PTB/PP/PSL), de que ele estaria fazendo "turismo eleitoral com estadia".

- Vejo com muita tranqüilidade, como todas as declarações do adversário. Percorri o Sul do Brasil quando participei da caravana da cidadania com o presidente. Lula chegou ao governo com conhecimento do Brasil maior que os outros candidatos. Quero conhecer a cidade ao máximo - disse Gabeira.

O candidato do PV também falou sobre a presença do governador Sérgio Cabral na inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento(UPA) - uma das principais promessas da campanha de Paes -, em Campo Grande, e sobre a presença de militantes do PMDB próximos ao evento.

- As UPAs são importantes, mas a gente não pode esquecer o sistema. Não vejo problema que o governador participe, ele não é candidato. Mas não é recomendável (a campanha de Paes próximo às inaugurações). Meu adversário tem feito tantas coisas não recomendáveis que deixo para o TRE cuidar dele - afirmou.

Gabeira permaneceu na residência do militante do PSDB, no bairro Jabour, das 23h de terça até as 8h30m desta quarta, quando saiu para andar por ruas próximas e cumprimentar comerciantes e moradores.

- Foi uma noite tranqüila, e agora vamos falar com os vizinhos. Dorme-se do mesmo jeito, se vocês quiserem saber. Não é a minha casa, mas a de um amigo. Então, a gente se sente bem. Li algumas páginas de um livro, mas o sono não permitiu - ele completou.

Ainda pela manhã, Gabeira se encontrou com pastores de igrejas evangélicas em Campo Grande, entre elas, a REINA - Igreja do Futuro e a Assembléia de Deus. O candidato pediu uma oração aos pastores para que sua campanha corra bem. O Globo Online


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Kassab diz que Marta foi avisada sobre nova data para vistoriar CEU

O candidato à prefeitura de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) afirmou, em entrevista na manhã desta quarta-feira à Rádio CBN, que a candidata Marta Suplicy (PT) havia sido avisada sobre a mudança na data para a vistoria no Centro Educacional Unificado (CEU), na vila Formosa, zona leste da capital. Conforme o prefeito, a visita precisa ser agendada com antecedência por uma questão de segurança. "Eu soube depois que existe esse critério e a própria candidata tem obedecido a esse critério", disse. "Convidei a candidata e mudei a data, tanto é que todos foram avisados, até a campanha da Marta. Ter ido até lá foi uma questão de marketing da campanha. Quando ela quiser, ela pode entrar, respeitando as regras", disse.

Entretanto, quando questionado se acreditava que a ida de Marta às obras do CEU seria somente para chamar a atenção da imprensa, Kassab afirmou que não acredita que a candidata tomaria esta atitude. "Eu não diria isso, até porque a minha preocupação é fazer o acompanhamento da obra", afirmou.

Ontem, Marta foi barrada por funcionários na tentativa de vistoriar a obra do CEU na vila Formosa, zona leste da capital, após ser desafiada por Kassab durante o debate da Rede Record, realizado no último domingo.

Durante a entrevista, o prefeito também garantiu que o CEU estará funcionando até o início do ano letivo de 2009. "Eu prefiro elas (crianças) em um CEU antes de ter teatro e piscina, mas fora do terceiro turno, do que em uma escola de lata. É melhor elas em um céu sem estar terminado do que estar tendo aula em um terceiro turno", afirmou.

Quando questionado sobre a qualidade do ensino nos CEUs, que tem obtido índices piores do que a média das escolas públicas de São Paulo, o prefeito afirmou que está investindo na melhora da qualidade da educação, com o programa ler e escrever. "Nós estamos melhorando a qualidade do ensino com o programa ler e escrever, que leva um professor e um professor assistente para dentro da sala de aula. Com isso, nós reduzimos o índice de analfabetismo de 35% para 15%", disse o prefeito. Redação Terra


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Marta: “Uns peões”

Gravataí Merenge

Sou contra essa coisa de condenar uma pessoa, e mesmo um político, em razão de uma frase solta. Por isso que não condeno Marta pelo "relaxa e goza", por pior que seja o contexto - ainda que não aceite a desculpa esfarrapada dos que DEFENDEM. Simplesmente considero um ato-falho e ponto final.

Hoje, porém, ela passou um pouco da conta. Em reportagem publicada na Folha Online, diante do óbvio impedimento quanto à entrada em um canteiro de obras (afinal, está em OBRAS), ela disse o seguinte:

marta_nojo

"Puseram uns peões, uma movimentação. Mas esta obra ele diz que entrega em quatro meses. Eu não sou engenheira, mas boba eu não sou"

Como é, Marta? Puseram "uns peões"??? É assim que você se refere aos trabalhadores da construção civil? É assim que você se refere ao povo? Isso é como chamar gari de lixeiro!

Não, não é populismo.

O "diabo", como dizem, está nos "detalhes". Neste caso, o valor semântico do "ato-falho" está mais próximo daquele psicanalítico. E Marta sabe o que isso significa. Sabe muito bem as implicações da frase que proferiu.

São "uns peões", né? Pois é...

Pena que muitos dos que votam cegamente no PT não sabem que Marta se refere a eles dessa forma pejorativa. Longe dos holofotes e sem o discursinho decorado, é isso que escapa: "uns peões". Sem contar essa cara da foto.

Coisa de quem "ama" o povão.

Sobre o CEU

A "promessa" de Kassab, por óbvio, não era entregar o CEU nesta terça-feira, mas sim demonstrar que a obra estaria adiantada o bastante para que a entrega fosse possível na terça-feira. No Boletim PT Câmara, que chega à minha caixa postal todo santo dia (e hoje já chegou!), eles já puseram até apelidinho no tal CEU, como se fosse para já estar pronto (???). Aliás, no Boletim do PT os trabalhadores não são chamados de "peões".

Como foi dito no debate e consta do cronograma, é para estar pronto em março. Marta diz que não - embora ela própria diga que entregará trocentos quilômetros de metrô, isentará todo mundo de ISS e liberará internet wifi para toda a cidade de São Paulo.

Honestamente? Não sei se Kassab consegue terminar o CEU Vila Formosa até março. Pode até ser que não. Mas parece menos complicado do que tudo isso que a Marta prometeu.

Ou não?

Por fim, é norma da segurança do trabalho (e só quem nunca trabalhou na vida não sabe disso) o impedimento de entrar numa obra de construção civil sem autorização prévia e sem as vestimentas adequadas. Marta e sua equipe tentaram praticamente INVADIR a obra do CEU.

Não, não é assim que funciona. Poderíamos dizer "ah, então vamos invadir uma obra da Marta". Mas ela não faz obras, então fica difícil.

Por fim, fiquem com esta nota publicada ontem no Painel da FSP e sintam a que ponto chegou o nível de cascata da Marta (e vamos ver se alguém a defende dessas):

Memória. No debate da Record, Marta Suplicy disse que, quando prefeita, criou a operação urbana Faria Lima para buscar dinheiro e poder investir. A operação, porém, foi criada por Paulo Maluf (PP) em 1995. E o PT votou contra.

Dureza, né?

Blog Imprensa Marrom


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Daniel Dantas depõe hoje sobre acusação de suborno

O banqueiro Daniel Dantas, alvo maior da Operação Satiagraha, volta hoje ao banco dos réus para audiência de interrogatório e instrução na 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo à qual também deverão comparecer os lobistas Humberto Braz, ex-presidente da Brasil Telecom, e Hugo Sérgio Chicaroni, todos denunciados por suposto crime de corrupção ativa - a Procuradoria da República acusa o controlador do Opportunity de ter tentado subornar com R$ 1,18 milhão o delegado Vitor Hugo Rodrigues, da Polícia Federal, em troca do arquivamento do inquérito sobre atividades do grupo.

A audiência, em meio a grande tensão, será realizada com amparo na Lei 11.719, sancionada 12 dias depois da deflagração da Satiagraha, quando a PF prendeu 17 suspeitos, entre eles Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito Celso Pitta, citados em um esquema de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e fraudes. Essa lei agiliza o rito judicial e põe fim à antiga prática prevista no Código de Processo Penal porque desloca o interrogatório dos acusados do início para o final da ação. O novo modelo permite ao juiz que na mesma sessão tome depoimentos, abra espaço para debates entre acusação e defesa e julgue a causa, quando de pequena complexidade.

Alegando cerceamento e invocando suspeição do juiz Fausto Martin De Sanctis, a quem atribui "precipitação e pressa sem justificativa para concluir o processo", a defesa de Dantas pede suspensão da audiência. No fim da tarde de ontem, os criminalistas Nélio Machado, Ilana Müller e Marcela Arilla Bocchi entraram com habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O pedido foi distribuído ao ministro Esteves Lima, que poderá tomar decisão até o meio-dia de hoje.

Controversa, Satiagraha derrubou a cúpula da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o delegado Protógenes Queiroz, que dirigiu a investigação até ser afastado depois que denunciou boicote dos superiores.

O processo em que Dantas, Braz e Chicaroni são réus foi aberto exclusivamente para apurar a denúncia de que se teriam articulado para corromper o delegado federal, amigo de Protógenes. Parte das negociações foi registrada por meio de ação autorizada pela Justiça. O monitoramento incluiu encontros de Braz e Chicaroni com o delegado Vitor Hugo no restaurante El Tranvia. No apartamento de Chicaroni a PF encontrou o dinheiro que seria usado para o suborno.

Em agosto, Chicaroni depôs e afirmou que o dinheiro teria sido pedido pelos delegados. "Não houve oferecimento de dinheiro de Chicaroni, houve um pedido dos delegados", afirmaram à época os criminalistas Alberto Dias e Maria Fernanda Carbonelli Muniz. "Chicaroni e Protógenes têm uma amizade de 7 anos." Ontem, após 3 meses no caso, período em que conseguiram a libertação de Chicaroni, os advogados Dias e Maria Fernanda renunciaram à defesa alegando "quebra de confiança". Agência Estado


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Procurador-Geral aciona Senado por nepotismo e Garibaldi promete demitir em 3 dias

O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, questionou ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) um ato do Senado que, segundo ele, permite a prática do nepotismo. Souza encaminhou uma reclamação ao STF sustentando que o Senado desrespeitou súmula recente do Supremo que proibiu nos três Poderes a contratação de parentes para cargos de confiança.

"Fruto dileto do patrimonialismo, o nepotismo não é uma novidade no Brasil, perpassando todos os períodos político-institucionais do País: colônia, Reino Unido, Império e República", observou o procurador na ação protocolada no Supremo.

"Forte, portanto, desde o início de nossa história política, o nepotismo é fruto da renitente e odiosa confusão entre as esferas pública e privada", acrescentou. Para ele, o nepotismo sempre foi "um fardo" que atrapalhou a construção concreta da democracia.

Segundo Souza, o ato do Senado abriu brechas para a manutenção de parentes em cargos de confiança. Ele questionou quatro itens de um "enunciado" aprovado pela Comissão Diretora do Senado. A súmula do STF veda a nomeação de parentes em linha reta, colateral ou por afinidade até o terceiro grau. Mas, segundo ele, o texto do Senado proíbe o nepotismo apenas até o segundo grau.

"O enunciado da Súmula Vinculante nº 13 veda a nomeação de ‘parentes em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau’ sem qualquer limitação, enquanto que o item II do ato impugnado (do Senado) restringe a proibição apenas aos irmãos do cônjuge ou companheiro, circunstância que destoa da deliberação dessa Corte Suprema", sustentou o procurador.

Além disso, o procurador afirma que a regra adotada pelo Senado permite que sejam mantidos nos cargos os parentes de senadores contratados antes do início do mandato. Ele também sustenta que o STF deve analisar um item do ato do Senado que permite a nomeação de parentes de senadores ou autoridades já aposentados.

"A aposentadoria de um parlamentar não caracteriza, por si, seu afastamento do jogo político, como normalmente ocorre com o membro do Poder Judiciário. Logo, também aqui há a necessidade de melhor reflexão por parte dessa Corte", disse.

O procurador também questiona um item do enunciado do Senado que poupou os parentes que possuem cargos efetivos na Casa desde que não haja vínculo hierárquico até o segundo grau. Souza observou que é necessário deixar claro isso porque "uns estão a exonerar das funções de confiança e cargos comissionados os servidores efetivos, mesmo que não detenham vínculo hierárquico direto com eventual parente nos quadros da administração pública".

Demissão

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), exonerou da função o advogado-geral da Casa, Alberto Cascais, e mandou levantar todos os casos de nepotismo. "Faça-se justiça, cumpra-se a lei", disse. Ele criou uma comissão para, em 72 horas, fazer o levantamento dos parentes dos parlamentares até terceiro grau que trabalham no Senado e devem ser demitidos como manda a súmula do STF.

A determinação de Garibaldi foi uma reação ao parecer de Cascais que interpretava a súmula do STF de forma a manter muitos dos parentes dos senadores no emprego. Usando artigos do Código Civil e o estatuto do servidor, o advogado-geral dizia que o Senado só deveria demitir os parentes até segundo grau. Também mantinha no cargo os familiares contratados antes da posse dos senadores.

"Afastei o advogado das suas funções porque ele não se mostrou à altura do desafio e elaborou o anunciado alvo dos questionamentos do procurador", disse Garibaldi, referindo-se ao trabalho de Cascais e à contestação de Antonio Fernando de Souza perante o Supremo. "Em 72 horas, e isso é improrrogável, a comissão fará tudo. Teremos toda a revisão dos casos já tratados e os novos que precisam ser acrescentados. Faça-se justiça, cumpra-se a lei. A comissão agora é quem deve tratar de fazer cumprir tudo o que está sendo dito na reclamação do procurador." Estadão Online


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Desgoverno agora vai socorrer construtoras, mas segue com a marola de que está tudo bem com o Brasil

Jorge Serrão

Aos empreiteiros e banqueiros tudo. Na lógica de sempre, sob a desculpa da crise internacional, o desgoverno agora vai mexer nas regras de uso da poupança a fim de liberar recursos para financiar as necessidades de capital de giro das construtoras. Uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) ou uma medida provisória de sua majestade Lula permitirá à Caixa Econômica Federal destinar R$ 2 bilhões ao setor. A taxa de juros ficará em torno de 9% ao ano, mais a TR.

Atualmente, os bancos são obrigados a aplicar 65% do montante captado com a caderneta para setor, mas só o fazem com financiamento direto ao mutuário ou para as empresas durante a fase de construção de moradias. Em princípio, o desgoverno alega que a medida valerá apenas para a Caixa Econômica Federal. Mas não há quem descarte que os bancos, para compensar ausência de ganhos em outros negócios, entrem no lucrativo esquema do Sistema Financeiro da Habitação.

Na gestão da crise, a equipe de Lula continua marolando. O presidente Henrique Meirelles, do Banco Central, informou ontem, no Plenário da Câmara, que, ao todo, o BC já movimentou US$ 22,9 bilhões com as diversas modalidades de venda de câmbio durante a crise. Mas Meirelles , alega que o valor ''não é quase nada" perto da injeção efetiva US$ 595 bilhões dos sistemas financeiros americano e europeu.

Segundo Meirelles, até a última segunda-feira, o BC vendeu US$ 12,9 bilhões em swaps, US$ 3,7 bilhões em linhas, US$ 1,5 bilhões em não-rolagem de swap reverso, US$ 1,6 bilhões no primeiro leilão para linhas de comércio exterior, realizado ontem, e US$ 3,2 bilhões no mercado à vista.

O presidente do BC voltou a afirmar que a crise mundial é severa, mas que o Brasil tem condições de enfrentá-la bem. Segundo ele, o Brasil é um dos países com melhor desempenho econômico neste período de crise internacional de crédito. Durante sua apresentação no plenário da Câmara, Meirelles afirmou que o principal diferencial desta crise em relação às anteriores é o fato de outras instituições financeiras, além das bancárias, estarem sofrendo impactos intensos da falta de crédito.

Reunismo

Lula da Silva convocou, para as 14h da próxima segunda-feira, uma reunião extraordinária do Mercosul (ou será da turma do Foro de São Paulo?) para discutir a crise financeira internacional.

O encontro marcado por Lula, que está exercendo a presidência do bloco comercial, está marcado para o Palácio do Itamaraty, em Brasília.

O objetivo é avaliar os impactos da crise financeira mundial em cada país do bloco e possíveis mecanismos que permitam atenuar os efeitos da crise nas nações do Mercosul e dos impactos provocados pela quebra de grandes bancos nos Estados Unidos. Alerta Total


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Opinião no Estadão: Todo dia é Dia da Hipocrisia

Luiz Weis

O presidente Lula, criticando os críticos da propaganda de Marta Suplicy, que perguntou se o prefeito Gilberto Kassab é casado e tem filhos, disse que ainda vai criar no Brasil o Dia da Hipocrisia. São hipócritas, argumentou, os que acusaram a candidata de explorar o preconceito contra os homossexuais - embutido naquelas perguntas, que se tornaram o acontecimento singular mais falado da campanha deste ano. Ou porque, sugeriu Lula, os acusadores fingem ignorar que a candidata tem um histórico reconhecido de combate ao preconceito, ou porque ela própria foi vítima disso ("dona Marta", a que trocou o marido, um santo homem, por um argentino), ou ainda porque eles próprios estão entre os incuráveis portadores do preconceito antimartista.

Debater generalidades é como ler jornal numa ventania, uma exasperante perda de tempo. Mas um ponto não pode passar batido das palavras do presidente. É a conclusão implícita de que, pelo que fez, pelo que passou e por serem o que são, presumivelmente, os que lhe apontam o dedo, Marta tem direito à imunidade quando apela para o feio sentimento da homofobia, compartilhado por sabe-se lá quantos eleitores paulistanos. É irrelevante a esta altura especular se Marta autorizou ou foi surpreendida pela baixaria, como todo mundo. Candidatos têm responsabilidade objetiva pelo que os seus propagandistas levam ao ar. É irrelevante também querer dividir ao meio um fio de cabelo, contestando a alegação de que a intenção não era difamar o adversário, mas chamar a atenção para as suas zonas de sombra: em política, o que parece é.

A rigor, Lula expressou uma idéia conveniente que surge a toda hora em inumeráveis circunstâncias. É a da alegada superioridade moral das vítimas sobre os seus algozes, o que impediria até mesmo se admitir que possam ter agido como eles e condená-las por isso. Nesse sofisma, é simplesmente inconcebível, por definição, que alguém alvo de preconceitos notórios e duradouros descesse ao nível dos que os dispararam, imitando-os por um motivo ou outro. Escudados nessa ficção, Marta e o responsável pela sua propaganda, o publicitário João Santana, não viram nada de mais em dizer que a sua única falta foi a de não ter antecipado a "celeuma" que se formaria na esteira das perguntas inflamatórias. Parafraseando a citação famosa, não foi um crime, só um erro.

O que remete à criação retórica de Lula. Para o público, na política todo dia é Dia de Hipocrisia - e, em tempos de eleição, durasse o dia o dobro, dobrada seria a hipocrisia. Mas precisamente por causa dessa percepção, a manipulação do eleitorado é um exercício de resultados em geral incertos, em que a incerteza tende a aumentar quanto mais extensa a milhagem da democracia. Em 1989, na primeira eleição presidencial direta em três decênios no Brasil, por exemplo, a maioria caiu no conto do caçador de marajás - e elegeu uma fraude. É bem verdade que nunca se sabe o que o trará o dia de amanhã, mas a chance de uma nova mistificação do gênero, de iguais proporções, parece menos provável a cada ciclo eleitoral vivido pelos brasileiros - e, desde aquela eleição solteira de triste memória, já tivemos uma dezena.

Se o cidadão parte do princípio de que a hipocrisia é indissociável da vida política e da disputa pelo voto, fica menos indefeso diante do que lhe prometem os praticantes do ofício, mas não fica necessariamente mais cínico. De alguma forma, tempera o ceticismo radical do veredicto de que "são todos farinha do mesmo saco" com um senso realista da inevitabilidade da política - impossível um país funcionar sem ela - e de sua própria aptidão para influir no jogo. Costuma-se ouvir que tamanho é o desencanto de sociedade com os políticos que, se o voto se tornasse facultativo, a maioria decerto se absteria. Pode até ser. Mas, na vida real, são proporcionalmente poucos os eleitores que, obrigados ao sufrágio, aproveitam a ocasião para se desforrar da cambada de hipócritas, anulando o voto ou votando em branco.

A chamada "alienação eleitoral" não é um problema na democracia brasileira. Evidentemente, vota-se mais - e com mais convicção de que o voto fará alguma diferença - para candidatos a cargos executivos do que para o Legislativo. E a reeleição para presidente, governadores e prefeitos é outra oportunidade que o eleitor aproveita para julgar o desempenho dos políticos. Esqueçam-se por um momento as vantagens comparativas que os incumbentes têm em relação aos adversários - no limite, o proverbial "uso da máquina". O que interessa é que o eleitor escolhe, em vez de simplesmente dar de ombros. A certeza de que os políticos são hipócritas, reforçada pela rotina dos antagonismos de ontem que se transformam em alianças para amanhã, tampouco torna o eleitor indiferente às propostas dos candidatos. Longe disso.

Intuitivamente, talvez, o público procura descontar de todas elas os seus componentes que lhe pareçam mais enganadores (o que não quer dizer que o que sobra em cada caso seja de fato a banda boa, viável, das promessas), ao mesmo tempo que, com o outro olho, acompanha o teatro eleitoral - o desempenho dos candidatos nos seus programas e, de modo especial, nos debates. Outro sinal de que o eleitor não é um pobre coitado pronto a entrar na conversa dos marqueteiros, pois não tem ilusões sobre o compromisso dos políticos com a verdade, mesmo daqueles em que vota uma vez e outra, é a freqüente consistência da distribuição dos resultados das votações para prefeito segundo um conjunto de indicadores sociais. O voto não é aleatório, como seria de esperar que fosse se as pessoas votassem como quem tira cara ou coroa entre um punhado de hipócritas.
Os eleitores, em suma, não se pautam por uma visão moralista da política - no sentido da ostentada indignação de Lula que o levou a falar em Dia da Hipocrisia. Eles conhecem o jogo e os jogadores.

Luiz Weis é jornalista


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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Isso é que é tragédia - Pai de Eloá confessa participação em assassinato em Alagoas

O pai de Eloá Cristina Pimentel, Everaldo Pereira dos Santos, confessou nesta terça-feira, 21, que é o autor de um assassinato em Alagoas em 2001. Em entrevista na TV Record, ele afirmou que fugiu de Alagoas pois seria morto se ficasse no Estado. O pai de Eloá é foragido da Justiça de Alagoas desde 1993 por envolvimento na "gangue fardada" e roubo de carga. Segundo o delegado-geral de Alagoas Marcílio Barenco, ele tem quatro mandados de prisão e é foragido por envolvimento no assassinato do delegado Ricardo Lessa, irmão do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT). "Minha vida acabou", afirmou Everaldo. 

Aldo, como é conhecido o pai da garota em São Paulo, só foi visto quando passou mal durante o seqüestro e foi atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ricardo Lessa era o segundo homem mais importante da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas. O crime ocorreu em 1991, no bairro de Bebedouro, em Maceió. Além do delegado, foi morto também seu motorista Antenor Carlota. O pai da menina estava se apresentando como Aldo José da Silva. A família de Eloá não comentou o assunto. Folha Online


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Internautas protestam contra Google e associação antipirataria

Milhares de internautas assinam, desde a semana passada, um protesto contra a exclusão da comunidade "Discografias", uma central de compartilhamento de arquivos de música hospedada na rede social Orkut. O Google, dono do site de relacionamentos, mobilizou usuários após excluir tópicos do fórum a pedido da APCM (Associação Antipirataria Cinema e Música), que quer tirar a comunidade do ar.

Segundo os organizadores do abaixo-assinado, a expectativa é acumular 1 milhão de adesões - até agora, pouco mais de 8 mil pessoas passaram pelo link. A comunidade conta com cerca de 765 mil usuários cadastrados, mas o número de freqüentadores efetivos é maior. Para navegar por seus tópicos, não é preciso se inscrever.

"Este abaixo-assinado está destinado ao público que baixa músicas e/ou filmes na internet", diz o texto do manifesto. Na "Discografias", internautas compartilham links com álbuns musicais inteiros sem pagar.

Segundo Félix Ximenes, diretor de comunicação do Google no Brasil, a exclusão da comunidade está em avaliação. "Isso está sendo avaliado. Se percebermos que a comunidade não tem debate, só tem links, ela pode sair [do Orkut], sim. Não podemos acobertar esse tipo de troca de arquivos", diz.

"A APCM avisa o Google quanto a comunidades que disponibilizam conteúdo ilegal e solicita sua remoção", afirma Edner Bastos, coordenador antipirataria da associação, que defende a propriedade intelectual. Segundo Bastos, a associação vê os protestos na web de "forma natural". "Todos têm direito a liberdade de expressão, a APCM não tem nada contra isso", afirma.

No mundo

Com o debate sobre direitos autorais mais quente do que o normal na web brasileira, a Microsoft anunciou, nesta terça-feira (21), o Dia Mundial da Conscientização Antipirataria. De acordo com a assessoria de imprensa da companhia, o dia terá "ações simultâneas de iniciativas educacionais e de apreensão em 49 países para o combate da comercialização de software pirata e falsificado". Folha Online


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Florianópolis - Dário Berger e Juarez Silveira falam de falcatruas. Escute a conversa dos dois gravadas durante a Operação Moeda Verde

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Ouça aqui a conversa do vereador Juarez Silveira com o prefeito Dário Berger. Falam sobre Plano Diretor para Florianópolis e como o vereador conseguiu dar a volta em seus colegas da Câmara de Vereadores para evitar projetos de zoneamento que impeçam a realização de obras de interesse da quadrilha encraravada dentro da prefeitura e da Câmara de Florianópolis. As gravações fazem parte de escutas telefônicas gravadas pela Polícia Federal durante a Operação Moeda Verde que colocou na cadeia vários colaboradores do prefeito, vereadores e indiciou Dário Berger por vários crimes ambientais e formação de quadrilha. Ouça na fonte. 

Do blog do Canga - CangaBlog


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Florianópolis - Esperidião Amin propõe reduzir valor das passagens de ônibus em horários de pico

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O candidato Esperidião Amin (PP) conversou na manhã desta terça-feira com internautas do diario.com.br. Em 45 minutos de bate-papo, o candidato respondeu perguntas dos leitores sobre assuntos como transporte público e saúde.

Durante o chat, Amin foi questionado sobre a proposta de redução da tarifa de ônibus nos horários de pico. Para o candidato, a medida depende da ampliação da frota de Florianópolis.

Ainda em relação ao transporte urbano, Amin defendeu a implantação de faixas exclusivas para ônibus e a instalação de relógios nas paradas, além da colocação de veículos mais confortáveis.

Quanto às eleições de 2010, onde será eleito o governador do Estado, Amin, que foi governador duas vezes, ressaltou que não estará na disputa.

120 pessoas participaram do chat

O chat, moderado por um jornalista do diario.com.br, teve a participação de 120 internautas — 60 fazendo perguntas —, que fizeram 214 perguntas.

Amin respondeu 28 questionamentos durante o bate-papo. As perguntas foram filtradas e ofensas ao candidato ou a qualquer outra pessoa foram vetadas. ClicRBS


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Advogados escrevem que Marcos Valério pode ter a morte encomendada na cadeia por queima de arquivo

Jorge Serrão
A defesa do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza teme que ele seja morto, caso acabe transferido para uma prisão comum. Valério detestaria ser levado para o Centro de Detenção de Guarulhos, na Grande São Paulo. A Justiça Federal decretou ontem a prisão preventiva de Valério, alvo maior da Operação Avalanche - investigação da Polícia Federal (PF) sobre suposto esquema de fraudes fiscais, extorsões e espionagem. O famoso carequinha acusado de operar o caixa 2 do mensalão agora é suspeito de ser o articulador do esquema.

Os criminalistas Marcelo Leonardo e Sérgio Rodrigues Leonardo enviaram um ofício em caráter de urgência à juíza Paula Mantovani, da 1ª Vara Criminal Federal de São Paulo, e ao superintendente regional da Polícia Federal em São Paulo, Leandro Daiello Coimbra, advertindo: "Há pessoas interessadas no seu silêncio que podem, valendo-se da oportunidade, encomendar sua morte, numa típica ação de queima de arquivo. Desde que Valério foi preso, sua família e pessoas próximas, além dele próprio, receberam, por vias diferentes, alguns recados com ameaças veladas no sentido de que se for transferido para alguma unidade prisional do sistema carcerário estadual estará correndo sério risco de vida".

A decisão de manter Valério preso foi da juíza Paula Mantovani, da 1ª Vara Criminal Federal de São Paulo. A magistrada estendeu a prisão ao advogado Rogério Tolentino, sócio de Valério. A juíza avalia que "ambos os investigados têm ampla possibilidade de acesso aos órgãos públicos e de obter deles informações sigilosas, de modo que sua colocação em liberdade, nesse momento, colocaria em sério risco a regularidade da instrução criminal".

Para manter Valério e Tolentino presos, a juíza acolheu representação do delegado Rodrigo de Campos Costa, chefe do Setor de Inteligência da PF e condutor da Avalanche. Costa e sua equipe descobriram que, no dia anterior à operação, Valério teria sido alertado e só não escapou porque foi mantido sob severo monitoramento. Alerta Total


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Opinião do Estadão: Complacência com Rainha

Se há um líder sem-terra que tem escapado sistematicamente das malhas da Justiça, apesar dos vários processos criminais em que se envolveu por reiteradas agressões à lei, este é José Rainha Júnior, que agora atua como "dissidente" do Movimento dos Sem-Terra (MST). Parece inacreditável que essa pessoa, com imagem tão marcante de fora-da-lei, ainda consiga liderar grandes hordas de invasores de fazendas, como as de cerca de 800 militantes - recrutados em assentamentos e acampamentos da região - que nesse fim de semana invadiram oito fazendas em vários municípios do Pontal do Paranapanema, no extremo oeste paulista.

Por meio de "nota oficial", Rainha informou que essa invasão em massa tem o objetivo de "despertar o governo de José Serra do seu marasmo" e retomar os assentamentos na região, já que, no seu entender, as fazendas invadidas são "improdutivas ou devolutas". No ano passado, nessa mesma época, Rainha e seus militantes realizaram idêntica invasão em massa no Pontal, região do Estado de São Paulo que concentra a maioria dos conflitos fundiários. Ao dizer que "nada foi feito para os trabalhadores e o governo tucano insiste em privatizar 300 mil hectares de terras públicas", Rainha se refere ao projeto do governo Serra que prevê a regularização das áreas com mais de 500 hectares no Pontal. A proposta foi enviada à Assembléia Legislativa em junho de 2007 e ainda não foi votada.

Independentemente do mérito desse projeto, é claro que uma das principais reivindicações de Rainha e seu bando é que o governador José Serra retire seu projeto de lei da Assembléia Legislativa - pois o que menos lhes interessa é algum avanço no caminho da regularização fundiária. A regularização certamente diminuiria a intensidade de conflitos na região - esvaziando o conteúdo "político" do movimento (MST) cujo comando há tempos disputa, sem o conseguir.

Como não poderia deixar de ser, já que não podem ficar de braços cruzados enquanto invadem suas propriedades, os dirigentes da União Democrática Ruralista (UDR) anunciaram que a entidade apoiará os fazendeiros do Pontal do Paranapanema na contratação de empresas de segurança, para evitar novas invasões.

Mas, além das invasões, os produtores rurais têm outro motivo de revolta. Não se conformam com o fato de a Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo ter agendado - para esta semana - uma reunião com os líderes dos sem-terra. "Nossos associados não aceitam que o governo receba esses fora-da-lei." A Secretaria de Justiça informa que a reunião foi agendada antes das invasões (não esclarecendo se foram desmarcadas em razão destas), a pedido do bispo da região, e que os ruralistas também são recebidos quando pedem audiência. Mas convenhamos: não se pode considerar que existe equilíbrio isonômico quando a autoridade do Estado trata da mesma forma produtores regulares, fazendeiros que respeitam a lei, e bandos fora-da-lei, que não integram uma associação legalmente constituída e costumeiramente praticam o esbulho possessório, acrescido de diversas outras formas de violência - tais como cárcere privado imposto a empregados de fazendas, matança de animais, depredação de sedes e coisas do tipo.

"Tivemos mais de 100 invasões nos últimos anos e nenhum proprietário foi indenizado" - desabafou o presidente da UDR, Luiz Antonio Nabhan. E, para que se interrompa a prática de "os sem-terra invadirem e o governo ir negociar a terra com o dono", o mínimo que o governo deveria fazer - como reivindica, com justiça, a entidade - era não assentar em terras que foram objeto de invasão. Era isso, aliás, o que determinava provisão legal baixada no governo Fernando Henrique.

Não se pede que o governo deixe de ouvir reivindicações de movimentos sociais, mas sim que não trate em pé de igualdade quem está e quem não está dentro da lei. A bem da verdade, José Rainha Júnior tornou-se um dos símbolos da impunidade reinante no País, tamanha é a complacência que tem desfrutado dos Poderes Públicos na evolução de sua carreira.


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A imprensa tem o dever de noticiar o desempenho do GATE. E ele está aqui

Olhem aqui, eu estou entre aqueles que acreditam que o GATE também cometeu erros na operação que resultou na morte da garota Eloá: o mais óbvio, parece-me, foi ter, quando menos, criado as condições para que a outra garota, Nayara, voltasse à cena do cativeiro. Ainda que a equipe tenha considerado que ela era uma interlocutora útil, os devidos cuidados deveriam ter sido tomados para que não voltasse ao cativeiro. De todo modo, esse episódio não teve influência no desfecho trágico, convenha-se. Sim, que se apontem os erros. Mas tratar o GATE, agora, como um bando de trapalhões e incompetentes é injusto e, lamento dizer, só reforça a boca torta pelo uso do cachimbo. A imprensa não gosta da Polícia — isso é histórico. A simpatia pode crescer um pouco quando ela se armam e se junta a sindicalistas para fazer baderna, “companheiro”... Será mesmo o GATE tão incompetente? Em quantos casos de seqüestros dessa natureza a equipe já se envolveu? Qual é o seu saldo? É positivo? É negativo? Quais são os números? Pois eu tentei saber.

Sabem quantos foram os reféns mortos em operações mediadas pelo GATE de 1998 até hoje? APENAS DOIS! Em 2006, um marceneiro prendeu em sua loja a amante e a mulher. Acabou libertando a segunda, matou a primeira e se suicidou. Antes que a polícia pudesse fazer qualquer coisa. E temos, agora, o caso Eloá.

Só neste ano, o GATE atendeu 18 ocorrências — em 12 delas, os seqüestradores eram pessoas emocionalmente perturbadas; os demais eram criminosos comuns. Vinte e cinco seqüestradores foram presos (incluindo Lindemberg), e dois se suicidaram. NADA MENOS DE 47 REFÉNS FORAM LIBERADOS ILESOS SÓ NESTE ANO.

Numa entrevista ao Fantástico ontem (19), um brasileiro apresentado como instrutor de uma unidade da SWAT, apontou os muitos erros do GATE e chegou a dizer que “sente vergonha” dessa polícia. E indicou ali, depois do fato, claro, o que considerava os muitos procedimentos que deveriam ter sido adotados.

Não, não temos que endossar ou desculpar os eventuais erros do GATE. É preciso apontá-los — até para que sejam corrigidos, tomando o cuidado para não confundir filmes sobre a SWAT com operações da SWAT real. Será mesmo que os índices das unidades da polícia americana são superiores aos do GATE? Aposto que não.
Corrijam-se os erros. Mas, como brasileiro e paulista, eu tenho ORGULHO do desempenho do GATE nos últimos 10 anos, e não vergonha. Reinaldo Azevedo


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