
O presidente americano, George W. Bush, tem menos de cinco meses para cumprir a promessa que fez há sete anos de capturar Osama bin Laden "vivo ou morto", antes de entregar o poder ao vencedor das eleições de novembro.
Se conseguir deter o chefe da rede Al-Qaeda, sem dúvida o presidente americano, que hoje bate todos os recordes de impopularidade, recuperaria uma parte do apoio com o qual contava após os atentados de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos.
Mas se Bush não conseguir pegar Osama bin Laden antes de 20 de janeiro de 2009, quando entregará a Casa Branca a seu sucessor, este pode se tornar um dos grandes fracassos de seu mandato, cujo rumo foi marcado oito meses depois de sua posse com a derrubada das Torres Gêmeas em Nova York.
A Casa Branca afirmou que a busca de Bin Laden está sendo feita, sem cessar, e que Bush está sendo constantemente informado a respeito. Mas o presidente nega que tenha redobrado os esforços para capturá-lo.
"Eu vejo que os jornais escrevem 'Bush ordena um esforço particular para encontrar Osama bin Laden': um pouco de sensacionalismo jornalístico, porque, na verdade, é o que fazemos desde o 11 de Setembro", disse em junho ao canal britânico Sky News.
Promessa
Bush fez sua promessa de capturar Osama bin Laden "vivo ou morto" seis dias depois que a Al-Qaeda cometeu os piores atentados da história dos Estados Unidos, que deixaram quase 3.000 mortos, ao mesmo tempo em que declarou "guerra mundial contra o terrorismo".
Ao ser questionado sobre se queria ver Bin Laden morto, disse: "Quero que a justiça seja feita. No Oeste, me lembro, tínhamos um cartaz que dizia 'procura-se vivo ou morto'".
Mas hoje o presidente inclui estas palavras entre suas frases infelizes. "Isso faz pensar que eu gosto de guerra. E não gosto", disse na entrevista em junho.
Depois de pedir a captura de Bin Laden "vivo ou morto", Bush e a Casa Branca destacaram que a "guerra contra o terrorismo" vai muito além desta perseguição.
"Na realidade, não me preocupo tanto com ele", disse Bush em março de 2002, quando os ânimos já estavam exaltados com relação ao Iraque, país invadido por uma coalizão dirigida pelos EUA em 2003.
Guerra injustificada
Os adversários de Bush o acusam de desviar os recursos nacionais para uma guerra injustificada no Iraque, em vez de ter estabilizado o Afeganistão e impedido que Osama bin Laden escapasse.
Em 2008, Bush já disse que se não for ele o presidente que cassará Bin Laden, será outro. Os candidatos à Casa Branca, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, lutam para se apresentar como o mais capaz de capturar o terrorista.
"John McCain gosta de dizer que perseguirá Bin Laden até as portas do inferno, mas não é capaz de chegar à gruta onde ele vive", acusou o democrata Barack Obama, que responsabiliza a administração atual de ter deixado Bin Laden fugir em 2001.
O ex-presidente democrata Bill "Clinton teve oportunidades de pegar Osama bin Laden. O presidente Bush teve chances de capturar Osama bin Laden. Eu sei como fazer isso e o farei", disse McCain quarta-feira passada. Folha Online


A crise econômica em vigor no atual globalitarismo não tem o menor efeito sobre quem tem muito dinheiro. A riqueza pessoal em todo o planeta, que hoje soma US$ 109,5 bilhões, cresceu 5%. A riqueza também está cada vez mais concentrada entre os mais ricos. Cerca de 1% dos lares detinham 35% da riqueza mundial no ano passado. Os cerca de 0,001% mais abastados - famílias que possuem pelo menos US$ 5 milhões em ativos - acumularam US$ 21 bilhões, ou um quinto da riqueza mundial. O informe sobre riqueza mundial, divulgado ontem pela Boston Consulting Group revela que o mundo continua criando novos milionários rapidamente.
As mãos sujas de óleo do presidente, espalmadas nas costas do macacão da ministra Dilma Rousseff, na festa da primeira extração de petróleo da camada pré-sal, no litoral do Espírito Santo, serviram para marcar, literalmente, a sagração da titular do Gabinete Civil como a candidata de Lula à sua sucessão em 2010. Mais tarde, na mesma terça-feira, a "madrinha" do pré-sal, como a chamou o seu padrinho político, fez a sua parte. Falando em três eventos - um em Vitória e dois em São Paulo -, lançou o que tem tudo para ser o mote de sua campanha ainda não declarada. "O futuro já começou", disse, referindo-se ao petróleo do pré-sal. "Vem sendo construído pelo governo Lula." A questão presente, no entanto, é a temerária presunção - para a montagem de um espetáculo eleitoral - de que é fato consumado o que continuará a ser, sabe-se lá por quanto tempo, uma expectativa imersa em incertezas e na certeza de imensas dificuldades: o formidável tesouro que se presume acessível quilômetros abaixo do leito do oceano, em águas brasileiras.
