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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Governo Dilma: Loteamento de cargos se estende até a Anvisa

Jucá: Um dos maiores bandidos do Brasil que, no Senado, defende com unhas e dentes o Governo do PT. Relho nele!

Com a Esplanada sendo pouco a pouco loteada, as agências entraram no radar fisiológico dos partidos. Depois de um processo tumultuado de negociação e de pressões da própria bancada governista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retirou a indicação do médico Eduardo Costa para a direção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão, publicada na edição de ontem do Diário Oficial, ocorreu um dia antes da data marcada para sabatina do médico na Comissão de Assuntos Sociais do Senado.

O desfecho de ontem não surpreendeu quem acompanhou o processo de indicação feito há oito meses. Diretor do Instituto Tecnológico em Fármacos da Fundação Oswaldo Cruz (Farmanguinhos-Fiocruz), o médico tinha apoio do ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Um padrinho fraco, diante das pressões vindas por todos os lados: de farmacêuticas multinacionais, de petistas e do próprio PMDB que, diante das incertezas para o titular da nova pasta da Saúde, passou a olhar com carinho ainda maior para o cargo.

O posto - que entre suas atribuições aprova e fiscaliza medicamentos e produtos no País - representaria uma compensação diante das possíveis perdas dentro do ministério. "Recebi a notícia enquanto preparava a apresentação que seria feita no Senado", afirmou Costa ontem à reportagem. "O que me deixou mais perplexo é que a data da sabatina foi marcada há poucos dias. Depois de tanta espera, achei que o assunto estava finalmente resolvido."

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) é apontado como um dos maiores operadores para a retirada da indicação de Eduardo Costa. Anteontem, o parlamentar teria garantido no Planalto que, se submetido à sabatina, o médico seria reprovado. Algo que o governo achou melhor não testar. Agência Estado


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domingo, 26 de julho de 2009

Gripe A: Fiscalização na fronteira com a Argentina só acontece em dias úteis

Gripe A: Para a Anvisa, o vírus da nova gripe tira folga nos finais de semana e tem estabilidade no emprego

A fiscalização sanitária no posto de fronteira da cidade de São Borja (RS) com a Argentina acontece apenas em dias úteis. Mesmo diante dos casos de gripe A (H1N1), fiscais da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) inspecionam somente veículos de transporte coletivo como ônibus e vans.

Neste domingo, foram confirmadas mais cinco mortes pela doença no Estado, subindo para 16 os óbitos no Rio Grande do Sul, e 38 no país. Outros Estados que registram mortes pela doença são: São Paulo (16), Rio de Janeiro (5) e Paraná (1).

O trabalho na fronteira consiste apenas em receber um documento preenchido pelos próprios passageiros, a maioria argentinos, que trata da situação de saúde de cada um. Antes de entrar no Brasil, eles não são sequer atendidos individualmente - o motorista do veículo é quem entrega os documentos ao fiscal da Anvisa.

Antonela Rodriguez, estudante de 16 anos, entrou no país acompanhada de parentes de Santo Tomé, cidade argentina próxima ao município brasileiro de São Borja. Apesar de já ter visitado o Brasil diversas vezes, esta é a primeira vez que a família cruza a fronteira após o início da pandemia da nova gripe. Ela diz que esperava encontrar algum tipo de fiscalização sanitária, mas que isso não aconteceu.

"A fiscalização é muito importante simplesmente porque nossa vida está em risco. Na Argentina, também não há controle [para a entrada de estrangeiros na fronteira]. O único controle que há é o que as famílias fazem em suas casas. Nas ruas, não há. O risco de trazer a doença para cá existe", disse. Folha Online

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