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sábado, 15 de janeiro de 2011

Enchentes no Rio de Janeiro: A quem cabe a falha histórica pela morte de quase 600 pessoas na Região Serrana

altTragédia no Rio de Janeiro: Enterro das vítimas dos temporais lota cemitério de Teresópolis

Esses petistas morrem e não dão o braço a torcer. Quase 600 pessoas morreram na Região Serrana do Rio e não tem uma "autoridade" desse governo que tenha a dignidade de dizer "mea culpa". E cada hora vem um com uma historinha diferente tentando esconder o "sapo" do seu ombro. Hoje, foi a vez do ministro da Justiça José Eduardo Martins Cardozo, que culpa como "falha histórica" do Estado a tragédia do Rio. E é claro que, quando diz "falha histórica", ele quer que o leitor entenda que essa "falha" não inclui a história de oito anos do PT no poder. Quando você lê "histórica" o seu subconsciente está lendo "coisa antiga". Entendeu o recado? Viu como é que se tenta jogar "verdes" para a opinião pública?

A verdade é que o PT teve a oportunidade de reparar essa "falha histórica" durante o governo do ex-Imperador e não o fez.

Quando Debarati Guha-Sapir, consultora externa da ONU e diretora do Centro para a Pesquisa da Epidemiologia de Desastres e uma das maiores especialistas no mundo em desastres naturais e estratégias para dar respostas a crises, afirma que o "Brasil não é Bangladesh e não tem nenhuma desculpa para permitir, no século 21, que pessoas morram em deslizamentos de terras causados por chuva", ela joga na lama afirmações como estas do ministro da Justiça e de qualquer outra "autoridade" desse governo.

E ela vai mais longe quando diz que a prevenção não custa caro e que o "Brasil é um país que já sabe que tem esse problema de forma recorrente. Portanto, não há desculpa para não se preparar ou se dizer surpreendido pela chuva. Além disso, o Brasil é um país que tem dinheiro, pelo menos para o que quer, afirma Debarati.

Veja, por exemplo, uma das tecnologias de prevenção que este blogueiro encontrou na internet. É da empresa Esteio, que usa a tecnologia LIDAR, que é feita a partir de Mapas de Gerenciamento de Risco de Inundação que são capazes de obter de forma rápida e precisa informações referentes a topografia da região, detectando as possíveis áreas de risco ou viabilizando projetos para prevenção de enchentes ou até mesmo um novo plano de ocupação de um município. Como exemplo de emprego da tecnologia LIDAR para Modelagem de Terreno é possível simular a variação de nível da água sobre uma região. O mapa simulado de Inundação do Município de Pirapora é uma amostra do detalhamento do Modelo Digital do Terreno gerado a partir de dados LIDAR. Com ele, é possível conhecer a trajetória que a água vai percorrer a cada metro de uma provável elevação do nível das águas do rio. Veja a simulação:

altSimulação com elevação do nível em 1 metro

altSimulação com elevação do nível em 2 metros

altSimulação com elevação do nível em 3 metros

altSimulação com elevação do nível em 4 metros

Como você pode notar, não se trata apenas de "falha histórica" e sim "falha de irresponsabilidade". Uma tecnologia como esta, acessível a qualquer município, se usada como forma preventiva dentro de um plano estratégico do Governo Federal para as regiões de riscos, poderia ter evitado tragédias como a de Angra dos Reis e esta da Região Serrana do Rio e outras "históricas".

"Enchentes ocorrem sempre nos mesmo lugares, portanto, não são surpresas. O problema é que, se nada é feito, elas aparentemente só ficam mais violentas", diz a consultora da ONU, Debarati.

A seguir dois vídeos. No primeiro, você assiste a força das águas do rio "engolindo" uma casa  em Carapicuíba (SP) e no segundo, um exemplo de tecnologia que vem do Japão, um país castigado várias vezes por ano por catástrofes naturais e que consegue evitar mortes e enchentes.

 

"O Brasil praticamente só tem um problema natural e não consegue lidar com ele. Imagine se tivesse terremoto, vulcão, furacões..." Guha-Sapi Debarati/ONU.

Blog do Lúcio Neto

Indicação para leitura: Otávio Di Mello via Twitter (http://twitter.com/otavio_di_mello)

Foto: Bruno Domingos/Reuters


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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Governo faz corte provisório de R$ 37,2 bi do Orçamento

Paulo Bernardo, Planejamento, anunciando que a teta tá secando por causa da marolinha

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, anunciou hoje um bloqueio "provisório e prudencial" de R$ 37,2 bilhões no Orçamento do Poder Executivo para 2009. O corte vale apenas para o Executivo, até março, quando a equipe econômica divulgará uma programação financeira mais detalhada e mais apurada com base no resultado da arrecadação do primeiro bimestre. Só aí, então, os orçamentos dos Poderes Judiciário e Legislativo poderão sofrer cortes.

Por enquanto, segundo Paulo Bernardo, o bloqueio atinge R$ 22,6 bilhões de gastos de custeio e R$ 14,6 bilhões de investimentos. Nesse bloqueio não estão incluídas obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Os ministérios que sofreram o maior número de cortes provisórios foram os da Defesa, com R$ 5,6 bilhões do seu orçamento de R$ 11,1 bilhões para custeio e investimentos, e o das Cidades, que perdeu temporariamente R$ 3,8 bilhões dos seus R$ 9,7 bilhões. No caso do Ministério das Cidades, o corte atinge os projetos incluídos no Orçamento por emendas de parlamentares, que deverão ser cancelados para recompor a dotação do PAC. Estadão Online

Leia mais aqui.


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