segunda-feira, 29 de junho de 2009

Arthur Virgílio apresenta denúncia contra Sarney

Virgílio: "O senador Sarney não tem a mínima condição moral de permanecer como presidente da Casa"

Usando a tribuna do Senado nesta tarde, Arthur Virgílio (PSDB/AM) leu denúncia que pretende apresentar ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado pedindo a investigação do presidente da Casa, José Sarney.

O líder do PSDB embasou seu pedido na série de escândalos no âmbito da administração do Senado, que atingiram os ex-diretores Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi - este, envolvido na intermediação de empréstimos consignados a funcionários da Casa.

Para Arthur Virgílio, é grave o fato de um neto de Sarney, José Adriano Cordeiro Sarney, ser sócio de uma empresa que também atua no Senado a com intermediação de empréstimos consignados. No pedido de investigação contra Sarney, Arthur Virgílio enumerou diversas denúncias contra o atual presidente do Senado. Agência Senado

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Foto: Geraldo Magela – Agência Senado


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'Apoio a Sarney é absoluto', diz ministro Múcio

Sarney e Múcio: É namoro ou amizade? Um governo safado só pode apoiar um safado maior. Relho neles!

O governo não trabalha "em hipótese nenhuma" com a possibilidade de o presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), deixar o cargo, afirmou nesta segunda-feira o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro.

"O apoio do governo ao presidente (do Senado) já foi dito e é absoluto", afirmou Múcio ao deixar a reunião de coordenação política, que reúne os principais ministros e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Múcio disse também que o assunto "sequer foi tratado na reunião de hoje".

Sarney, aliado de Lula desde o início da gestão, vem sendo pressionado por parte de seus colegas para deixar o cargo por conta de uma série de denúncias que viram à tona desde fevereiro, quando assumiu a presidência da Casa. Reuters

Foto: José Cruz – Agência Brasil


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CPI da Petrobras: Entrevista de Gabrielli irrita até base aliada

O dinheiro é nosso: Todo o cidadão brasileiro tem o direito de saber como a Petrobras vem sendo gerida

A entrevista do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, publicada ontem pelo Estado de S.Paulo, deixou a bancada do governo em situação embaraçosa e prejudicou o esforço do Palácio do Planalto em evitar - ou adiar - a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada pelo Senado, para investigar irregularidades na estatal. Senadores do governo e da oposição ouvidos ontem concordaram que Gabrielli foi inábil e mostrou uma arrogância que prejudica a estratégia de negociação dos governistas na hora mais crucial.

Em um trecho da entrevista, o presidente da Petrobras disse que, na falta de fatos determinados para investigar, senadores estariam apelando para “fatos artificiais” armados em combinação com a imprensa, ou a “coscuvilhices” (mexericos). A seguir, fez uma ameaça velada: “Estamos preparados para um vale-tudo”. E acrescentou: “O ataque também faz parte da defesa”.

A sensação geral é a de que o presidente da Petrobras vem desde o início atropelando a estratégia do próprio governo. O primeiro erro apontado foi a perambulação de Gabrielli nos gabinetes do Senado, há duas semanas, na presunção de que iria dobrar a oposição. “Agora ele repete o erro com ameaças veladas”, criticou o senador Renato Casagrande (PSB-ES), da base aliada. “É autoritária a postura de quem combate CPI”, atacou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), autor do requerimento de convocação da CPI. Para ele, há muitos “fatos nebulosos” na estatal para serem investigados. Agência Estado

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sábado, 20 de junho de 2009

Opinião do Estadão: Jornalista sem diploma

O Brasil precisa de uma imprensa responsável, políticos honestos, Justiça célere e um povo que saiba votar

Se a exigência do diploma, estabelecida no decreto-lei do regime militar, já era um anacronismo quando foi criada, de lá para cá a evolução tecnológica da comunicação a deixou ainda mais despropositada e inteiramente inócua. Com o desenvolvimento da internet, em que qualquer pessoa pode criar e desenvolver o seu blog, arregimentando uma quantidade literalmente incalculável de leitores, qualquer um pode transmitir informações e opiniões - exercendo, desse modo, ainda que sem os rígidos princípios éticos adotados pelas empresas de comunicação que se pautam pela seriedade e pela responsabilidade, uma típica atividade jornalística.

Não haveria condição alguma de exigir-se prova de conclusão de curso específico para esse trabalho. As entidades de jornalistas que defendiam a exigência do diploma, o que pretendiam era uma restrição de natureza corporativa, julgando com isso proteger seu mercado de trabalho. Diga-se o mesmo em relação a alguns donos de escolas de comunicação, que julgavam, ao defender a obrigatoriedade do diploma, garantir uma clientela compulsória. Ocorre que, até em termos de mercado de trabalho, essa "reserva de mercado" com base no diploma é ilusória. Muito mais eficiente que aquela reserva de mercado, em termos de qualificação do profissional jornalista, será a concorrência pela qualidade que terá que surgir entre essas escolas.

Cada qual terá que aperfeiçoar ao máximo os seus cursos, buscar o corpo docente mais bem habilitado e o padrão de ensino mais eficiente, para arregimentar alunos que queiram disputar empregos nos veículos de comunicação. Os leitores, sem dúvida, serão os maiores beneficiados.

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

A zona do Senado: OAB critica em nota pública presidente Lula e Sarney

lula_sarney_parabensJosé Sarney e Lula: Vão pra puta que os pariu! Não vou escrever porra nenhuma embaixo dessa imagem

O Colégio de Presidentes dos Conselhos Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil, reunido em Maceió, divulgou hoje a "nota de repúdio aos escândalos do Senado" ao final de sua plenária, que reuniu os 27 presidentes de OAB dos Estados e Distrito Federal, sob condução do presidente nacional da entidade, Cezar Britto. Ao condenar a série de escândalos naquela Casa do Legislativo, a nota repudia com veemência os termos do pronunciamento feito esta semana pelo presidente do Senado, José Sarney, "quando procurou eximir-se de responsabilidades". O Colégio também "lamenta igualmente a manifestação do presidente Lula quando disse que ‘o Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como uma pessoa comum'".

A seguir, a íntegra da Nota de Repúdio aos Escândalos do Senado,  divulgada pelo Colégio de Presidentes dos Conselhos Seccionais da OAB:

O Colégio de Presidentes da OAB, reunido em Maceió (AL), manifesta sua indignação e perplexidade em face dos sucessivos escândalos que envolvem a administração do Senado Federal, desacreditando-o perante a opinião pública.

Mais que isso, repudia os termos do pronunciamento feito por seu Presidente, José Sarney, da tribuna do Senado, quando procurou eximir-se de responsabilidades; igualmente lamenta a manifestação do Presidente da República quando disse que "... eu penso que o Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como uma pessoa comum".

O Senado Federal, lamentavelmente, está envolto em graves acusações que pesam sobre a instituição. E são acusações que chocam a nação, tais como nepotismo, peculato, atos secretos e inconstitucionais, recebimento indevido de recursos públicos, entre outros.

Em face disso, o Colégio de Presidentes da OAB se associa às veementes manifestações de repúdio da sociedade brasileira e clama por providências reparadoras imediatas, que propiciem ampla investigação.

Sem um Legislativo forte e respeitado, a democracia corre riscos. E é em sua defesa que tais providências - imediatas e inapeláveis - são exigidas pela sociedade brasileira.

Maceió, 19 de junho de 2009

OAB – Conselho Federal

Foto: Ricardo Stuckert – Secom/PR


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Vergonheira: Prefeito de Palhoça é impedido de participar de protesto contra pedágio na BR-101

Praça de pedágio em Palhoça: Objetivo do protesto é reclamar de obras inacabadas em trecho pedagiado

O prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt (PMDB), está impedido judicialmente de participar do protesto deste sábado contra o pedágio no km 221 da BR-101, na Grande Florianópolis. A juíza Cintia Werlang, da 2ª Vara Cível da Comarca de Palhoça, acatou o pedido feito pela concessionária da rodovia, a Autopista Litoral Sul, que pertence à OHL Brasil.

Segundo o Interdito Proibitivo, também não poderão integrar a manifestação os líderes comunitários Edson Eugênio da Silva, do comunidade de Aririú Formiga, e Edemir Niehues, da Guarda do Cubatão. Heiderscheidt garante que a manifestação está mantida, mesmo sem a presença de alguns organizadores. O protesto está marcado para as 10h deste sábado e deve durar duas horas. ClicRBS

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Foto: Hermínio Nunes - DC


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A zona do Senado: Suplicy pede que Sarney anule plano médico de Agaciel

Sarney e Agaciel: O que o povo brasileiro deseja ardentemente é ver essa dupla na cadeia. Relho neles!

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) a anulação do ato que deu assistência médica vitalícia ao ex-diretor-geral Agaciel Maia. O petista assinou o documento, datado de 12 de dezembro de 2000, que não foi publicado até hoje. O jornal O Estado de S. Paulo revelou hoje a íntegra deste ato, que estendeu o benefício médico concedido a senadores e ex-senadores ao servidor que passou, no mínimo, dois anos na Diretoria-Geral e na Secretaria-Geral da Mesa. À época, Suplicy era integrante da Mesa Diretora, então presidida por Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA).

"Não me lembro que esse assunto tenha sido debatido em alguma reunião da qual participei", afirmou o senador. O petista admite, no entanto, que errou ao assinar a medida sem ter ciência do seu teor. "Tenho de reconhecer que essa falha também é de minha responsabilidade no episódio, apesar de ter agido de boa fé", disse. Na carta, Suplicy pede a Sarney a anulação da medida. "Entendo que esse ato é inexistente", disse. Essa decisão sigilosa soma-se a outras que jamais saíram das gavetas de Agaciel Maia. São atos que vêm sendo investigado pela comissão de sindicância instalada no Senado para levantar esses boletins. Estadão Online

Foto: José Cruz – Agência Brasil (editada)


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Opinião do Estadão: A escala lulista de valores

Lula e Sarney: Não dá nojo, não cria um abuso na gente ver uma imagem desta? Tamos bem pra caramba!

O presidente Lula é um político que não tem princípios. Tem fins. Dele só se poderia esperar, portanto, que saísse em defesa do presidente do Senado, José Sarney, engolfado pela onda de escândalos na instituição que comanda pela terceira vez. É notório que Lula deve a alma, como se diz, a Sarney, seu aliado firme desde a campanha de 2002, e conta com ele e a sua patota para adquirir em 2010 a adesão do PMDB à candidatura da ministra Dilma Rousseff - a "sacerdotisa do serviço público", como o senador a endeusou em um comício. Além disso, desde que alcançou o Planalto, Lula tem demonstrado uma coerência impecável: sempre que se viu obrigado a escolher entre a ética e a conveniência, jamais desapontou os que apostavam que ficaria com esta em detrimento daquela. Ainda há pouco, quando rebentou na Câmara a história da farra das passagens aéreas, Lula deu de ombros. "Sempre foi assim", desdenhou, como que repetindo o comentário, no auge da crise do mensalão, em 2005, de que o caixa 2 é "usado sistematicamente" por todos os partidos.

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Foto de 11/05/2009 – José Cruz – Agência Brasil


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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Coisa de doido: Mulher que não sabia estar grávida dá à luz, mata bebê e morre

Elizabeth Tevenan: Matou o filho recém-nascido colocando papel higiênico em sua boca e tapando seu nariz

Uma mulher que não sabia que estava grávida deu à luz, matou o bebê e morreu em seguida por causa dos sangramentos no banheiro de casa. Dias antes, a britânica Elizabeth Tevenan, 30, havia tomado analgésicos para aliviar dores nas costas e pesquisado na internet informações a respeito de úlcera e câncer de estômago.

O caso ocorreu em novembro do ano passado, na cidade de Stratford-upon-Avon, e a investigação oficial foi instaurada na Justiça de Lemington Spa, no centro da Inglaterra.

A imprensa local afirmou que a mãe de Elizabeth, católica, disse que jamais imaginava que a filha estivesse grávida, porque fora criada dentro de rígidos princípios religiosos. "Ela nunca conversou comigo sobre sexo. Ela foi criada seguindo princípios rígidos", afirmou a mãe segundo declarações reproduzidas na imprensa. BBC Brasil

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Nota minha: Eu acho que essa notícia não é nova, mas vale como curiosidade e alerta.


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Opinião do Estadão: Um novo escândalo no Senado

Congresso: Nosso voto serve ao maior puteiro do Brasil, onde se entocam os piores bandidos. Acorda Brasil!

A democracia representativa está em crise no mundo inteiro. A nova sociedade da comunicação não apenas estimulou o surgimento e a expansão de forças sociais, como as ONGs, mas também as incentivou a concorrer com as instituições parlamentares na tomada de decisões de interesse comum. No bojo dessa competição, grupos econômicos, setores radicais da mídia e radicais corporativistas investem contra figuras públicas que encarnam o Congresso. Atribuindo-lhes a responsabilidade por comportamentos impróprios que não tiveram, cometem a injustiça de responsabilizá-las por uma crise que, precisamente por isso, não é delas, mas da instituição legislativa que dirigem. A injustiça se torna extrema quando os injustiçados estão na política há 60 anos, durante os quais construíram uma biografia marcada pela coragem de romper com um regime autoritário e pela correção de uma vida austera, de família bem composta.

Foi assim, nesse tom, praticamente com essas palavras, que o senador José Sarney tentou explicar em discurso de meia hora a origem das denúncias que não cessam de recair sobre o Senado desde que ele assumiu o seu comando, há quatro meses - tudo para se inocentar pessoalmente de qualquer participação nos escândalos que derrubaram a níveis sem precedentes a imagem da Casa. A incursão pretensiosa pela ciência política, a invocação esfarrapada da teoria conspiratória e a evocação grandiloquente do que seriam os melhores momentos da sua carreira de parlamentar mais antigo do País foram os recursos retóricos a que apelou no intento de convencer os brasileiros de que é um desrespeito visá-lo apenas porque, em surdina, empregou uma penca de parentes e agregados na Casa. (Esqueceu-se de mencionar o caso do "auxílio-moradia".)

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