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sábado, 6 de março de 2010

Opinião do Estadão: Uma TV público-eleitoral

TV Lula: Um canal ineficiente fazendo politicagem com o dinheiro do contribuinte. O cidadão não merece isso!

A única defesa que os dirigentes da TV Brasil teriam para rebater as acusações de uso político-eleitoral do veículo, em favor de candidatos governistas, seria a impossibilidade de essa emissora oficial influir, efetivamente, no resultado das urnas, dado que seus índices de audiência jamais ultrapassam o traço. De qualquer forma, se há recursos públicos usados numa dispendiosa estrutura de comunicação, e esta é colocada a serviço de objetivos eleitorais dos que ocupam o poder federal, o desvirtuamento é gritante e condenável, sob os pontos de vista ético, jurídico e político.

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que opera a TV Brasil - já apelidada de "TV Lula" -, está sendo usada para gravar depoimentos de ministros, inclusive os que são candidatos nas próximas eleições de outubro. Os depoimentos, de caráter notoriamente político-eleitoral, exibidos no programa intitulado 7 anos em 7 minutos, fazem propaganda explícita tanto dos ministros-candidatos quanto da candidata ungida à sucessão do presidente Lula, a ministra-chefe Dilma Rousseff. Dos seis ministros que já gravaram entrevistas quatro são candidatos: Tarso Genro, ex-ministro da Justiça, candidato a governador do Rio Grande do Sul; Alfredo Nascimento, ministro dos Transportes, candidato a governador do Amazonas; Hélio Costa, ministro das Comunicações, candidato a governador de Minas Gerais; e Altemir Gregolim, ministro da Pesca, candidato a deputado federal por Santa Catarina. Seus depoimentos estão sendo exibidos no blog do Palácio do Planalto.

"A proposta é fazer um vídeo de sete minutos de cada ministro para pôr no blog do Palácio", explica o diretor da EBC Serviços, José Roberto Garcez, responsável pela realização dos programas. É a mesma EBC Serviços que opera o canal a cabo NBR, que noticia atos e políticas do governo federal e produz os programas Café com o Presidente, Bom Dia, Ministro e Voz do Brasil. A ideia é ouvir o depoimento dos 36 ministros do governo Lula (haja coisa a dizer), dos quais pelo menos 15 deverão sair como candidatos nas próximas eleições. Ao todo serão mais de quatro horas de gravação. Segundo Garcez os gastos com os vídeos estão dentro do orçamento da área de serviços da EBC, setor que atende prioritariamente a Secretaria de Comunicação.

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Mais “Para que serve essa TV?” aqui.


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segunda-feira, 13 de julho de 2009

A zona do Senado: MPF decide apurar denúncias contra a Fundação Sarney

José Sarney: O coronel do Maranhão, do Amapá, de Brasília, dono do PMDB e das almas do PT. Relho nele!

O Ministério Público Federal vai investigar a Fundação José Sarney. O procurador da República Tiago Sousa Carneiro decidiu apurar as relações da entidade - mantida pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) -, com a Petrobras. Carneiro vai solicitar amanhã ao Ministério da Cultura as prestações de contas do convênio da fundação com a estatal. A partir dessas notas fiscais, o MPF pretende buscar indícios de desvio de recursos públicos por parte da entidade, além da não execução do projeto, que previa a digitalização do acervo e a informatização do acesso aos documentos.

A decisão do procurador foi tomada depois que o jornal O Estado de S. Paulo revelou, na quinta-feira, que a Fundação José Sarney não executou o projeto e desviou R$ 500 mil - da verba de R$ 1,3 milhão da Petrobras - para empresas fantasmas, com endereços fictícios, e da família do senador, como a TV Mirante e as rádios Mirante AM e FM. O MPF avalia ainda a possibilidade de enviar o caso para a Polícia Federal abrir um inquérito em cima das suspeitas de mau uso do dinheiro público. Agência Estado

Foto: Geraldo Magela – Agência Senado

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terça-feira, 30 de junho de 2009

Florianópolis: Greve no transporte coletivo continua na quarta

A greve dos motoristas e cobradores de ônibus na Capital, que também atinge a Grande Florianópolis, vai continuar nesta quarta-feira e poderá se arrastar pelos próximos dias.
A negociação entre os trabalhadores, as empresas e a prefeitura é considerada a mais difícil dos últimos anos pelas partes que travam uma típica queda-de-braço.

Para agravar o prejuízo aos usuários, a determinação judicial de frota mínima de ônibus nas ruas não foi cumprida na íntegra, nesta terça-feira, deixando pelo menos 200 mil usuários sem o transporte coletivo.

Na terça-feira à noite, na Câmara de Vereadores, enquanto o trânsito de veículos pequenos ficava ainda mais congestionado nas principais avenidas e nas pontes, o prefeito Dário Berger (PMDB) sinalizava com a notícia ainda mais preocupante para quem depende dos ônibus na Capital: o aumento da tarifa será um dos reflexos inevitáveis para bancar o tão esperado acordo entre os empregados e as empresas.

— A prefeitura nunca encerra as negociações, mas tem limites. É evidente (o aumento da tarifa), que dependerá do acordo entre patrões e empregados. Mas já temos prejuízos imensos além do comercial, psicológicos e de auto-estima da população numa intransigência incomparável — declarou o prefeito após um dia em que houve tentativas de negociação, mas sem reuniões físicas e conjuntas entre as partes. ClicRBS


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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Greve dos ônibus em Florianópolis: A culpa é nossa!

Ônibus parados na Capital: Passou da hora de Florianópolis ter uma empresa pública de transporte coletivo

Cesar Valente

As empresas de ônibus, por intermédio de seus prepostos motoristas e cobradores, deixarão a população a pé nesta terça, a partir das 7h da manhã.

A quem responsabilizar?

Ao prefeito ausente, é claro que não. Ele nem tem cabeça pra isso, envolvido com a defesa de seu processo no TRE e os muitos projetos políticos, entre os quais a estadualização do nome. Incluam-no fora disso.

O prefeito de fato, pobre João Batista, também não pode ser chamado às falas, porque pouco sabe da tal caixa preta. E, na verdade, sabe muita coisa de quase nada. Ou nada de quase tudo. Apesar do transporte público ser uma concessão municipal, ao longo dos anos ficou claro que a prefeitura e a Câmara de Vereadores é que são concessões da iniciativa privada. Portanto nem um, nem os outros, podem fazer qualquer coisa contra o que os verdadeiros donos da cidade decidirem.

Ah, quem sabe a culpa seja dos motoristas e cobradores e do seu sindicato, dirigido com o pragmatismo próprio da era lulista? Ora, para isso era preciso que alguém acreditasse que há uma negociação entre patrões e empregados e que o impasse se deu por justas questões trabalhistas. Não sei vocês, mas eu estou ainda aguardando algum sinal divino que me mostre que não estão todos, patrões e empregados, no mesmo ônibus, tentando tirar o máximo proveito dos otários que pagam impostos e votam sem pensar.

A culpa disso tudo, portanto, é nossa. De todos nós, contribuintes/eleitores, que temos o governo que merecemos. Que somos feitos de gato e sapato porque não nos damos ao respeito. E o pior é que nem adianta reclamar para a Polícia, porque o comandante obedece a ordens do prefeito e de mais ninguém. Não está ali para defender a Constituição, obedecer os regulamentos, fazer cumprir a lei ou defender os contribuintes: está ali porque o seu amado chefe civil o promoveu e sua função é dar apoio armado ao que seu idolatrado líder achar de fazer (cheguei a essas conclusões ouvindo o próprio comandante falar à tropa, numa gravação que consta de processo que corre na Justiça Militar).

Só não direi “bem feito”, porque ninguém merece tamanho desrespeito. Nem mesmo os que ainda continuam achando o Dário o máximo. De Olho na Capital


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sábado, 23 de maio de 2009

Não pode engolir: Atriz pornô passa mal ao tentar quebrar recorde de sexo oral

Esganada: Carolin Berger queria bater o recorde mundial de chupança mas esquecia de cuspir

Uma atriz pornô passou mal nesta sexta-feira ao tentar quebrar o recorde mundial de sexo oral, em Hamburgo, Alemanha. Segundo o jornal La Repubblica, Carolin Berger, mais conhecida como Sexy Cora, teve uma crise respiratória que a impediu de prosseguir.

Carolin pretendia fazer sexo oral com 200 homens, mas, após cerca de 50 minutos, passou mal e foi obrigada a abandonar a tentativa. De acordo com o jornal italiano, ela teve tonturas e foi levada a um hospital. Notícias Terra

E com essa eu encerro a semana. Até a próxima e um abraço a todos.


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terça-feira, 19 de maio de 2009

A zona do Senado: Polícia Legislativa indicia Zoghbi por formação de quadrilha e corrupção passiva

João Carlos Zoghbi (com Denise) chega ao Senado para depor na data de hoje. Relho nele!

A Polícia Legislativa do Senado decidiu nesta terça-feira indiciar o ex-diretor de Recursos Humanos do Senado João Carlos Zoghbi por formação de quadrilha e corrupção passiva. Os policiais encontraram indícios dos dois crimes durante as investigações.

A pena pode variar de reclusão de um a seis anos para formação de quadrilha e de dois a 12 anos por corrupção passiva.

A Polícia Legislativa vai encaminhar o inquérito para a Justiça Federal, que tem a prerrogativa de decidir se vai acatar ou não a denúncia. O inquérito será enviado no dia 28 de maio, pois as investigações continuam na Polícia Legislativa.

Além de Zoghbi, também foram indiciados, o seu filho Marcelo Zoghbi e os donos da empresa Contact, Ricardo Nishimura e Bianka Machado e Dias.

Os policiais não indiciaram Denise Zoghbi, mulher do ex-diretor, que estaria supostamente envolvida nas fraudes na Casa. O diretor da Polícia Legislativa do Senado, Pedro Araújo, disse que os policiais não encontraram indícios do envolvimento de Denise Zoghbi nas irregularidades. Folha Online

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

A zona do Senado: Ex-diretor mantém apartamento funcional

João Carlos Zoghbi e a mulher Denise chegam ao Senado para prestar depoimento. Seríssimos!

Quase dois meses após se afastar da diretoria de Recursos Humanos do Senado, João Carlos Zoghbi ainda não devolveu o apartamento funcional que motivou sua saída do cargo. Desde 1999 o imóvel está cedido a ele, mas só neste ano descobriu-se que quem morava no local eram parentes do servidor que não trabalham na Casa.

A Secretaria de Administração de Material e Patrimônio do Senado já enviou dois ofícios a Zoghbi cobrando a entrega do apartamento. Segundo o termo de permissão de uso, ele tinha de devolver o imóvel em até 30 dias --como anunciou a entrega do imóvel em 12 de março, ele deveria ter finalizado o processo até 12 de abril. Folha Online

Foto de: Fábio Rodrigues Pozzebom

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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Farra das passagens: Jorge Bornhausen voa na cota do Congresso

Jorge Bornhausen, na tribuna do Senado: O arauto da moralidade também tem rabo de palha

O ex-presidente do PFL (hoje DEM) Jorge Bornhausen utilizou a cota de passagens aéreas do Senado mesmo após ter deixado a Casa, em fevereiro de 2007. Registros de companhias aéreas aos quais o Congresso em Foco teve acesso revelam que o ex-senador usou o benefício para bancar 13 voos entre novembro de 2007 e outubro de 2008. Além dele, voaram a mulher, o genro e um funcionário do casal.

Bornhausen voou sete vezes com a verba do Senado após concluir o mandato. As viagens foram feitas nos trechos Florianópolis-São Paulo, São Paulo-Florianópolis, Florianópolis-Brasília e Florianópolis-Chapecó.

Dulce Bornhausen, mulher do ex-senador, voou outras três vezes. Uma das viagens foi de Brasília a Florianópolis. O bilhete foi emitido no dia 20 de novembro de 2007. Os outros dois voos foram da capital federal à catarinense e de Guarulhos a Recife. Os bilhetes, nesses dois casos, saíram da cota do Senado no dia 7 de maio de 2008.

O ex-jogador de futebol Renato Sá, genro do ex-senador, também usou a cota de Bornhausen. Casado com Fernanda Bornhausen, o ex-ponta-esquerda, campeão brasileiro pelo Grêmio em 1981, viajou de Florianópolis para Chapecó, oeste de Santa Catarina. O bilhete foi expedido no dia 19 de setembro de 2008. Na mesma data uma passagem foi emitida com a mesma origem e mesmo destino para o ex-senador. Congresso em Foco

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terça-feira, 5 de maio de 2009

A zona do Senado: Sarney defende investigação de denúncias pela Polícia Legislativa

Sessão Plenária do Senado: Sarney não fala nada sobre investigação por parte da PF. Rabo de palha!

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), rebateu nesta terça-feira às críticas pela escolha da Polícia Legislativa para investigar as denúncias de irregularidades na gestão de contratos da Casa. Sarney afirmou que entrou em contato com o Ministério Público e pediu que um procurador acompanhasse as investigações.

Sarney garantiu que determinou o maior "rigor" para apurar as acusações do ex-diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi, contra o ex-diretor-geral da Casa Agaciel Maia e senadores. Segundo Zoghbi, Maia e ex-primeiros-secretários estariam participando de um esquema de fraudes em contratos do Prodasen (Sistema de Processamento de Dados), na comunicação social e no serviço de taquigrafia do Senado.

O presidente do Senado sustentou que tomou as medidas cabíveis como abertura de sindicância e inquérito policial contra Zoghbi e suspensão das operações de empréstimo consignado pelo Banco Cruzeiro do Sul. O banco teria participado de um esquema de desvio de recursos dessas operações de empréstimo que seria tocado por Zoghbi, que teria criado empresas em nome de "laranjas" para receber esse dinheiro. Folha Online

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Opinião do Estadão: A pedagogia do cinismo

Lula em inauguração de Centro de Reabilitação da Rede Sarah no Rio de Janeiro, no domingo

Ao desdenhar do noticiário sobre a farra das passagens áreas na Câmara dos Deputados - apenas uma de uma sequência ainda inesgotada de denúncias envolvendo parlamentares e altos funcionários do Legislativo -, o presidente Lula fez mais do que atender a uma presumível cobrança recebida dos presidentes das duas Casas do Congresso, o deputado Michel Temer e o senador José Sarney. Os dois hierarcas do PMDB queixaram-se a Lula de não ter ele dito em três meses uma única palavra que se contrapusesse aos efeitos junto à população da sequência de escândalos levantados pela imprensa. O presidente passou a cortejar com afã renovado o apoio do partido à candidatura Dilma Rousseff em 2010 desde que se tornou conhecido o problema de saúde da ministra.

A cobrança, em si, era já uma enormidade: nenhuma das revelações se comprovou infundada até agora e em nenhum momento a imprensa aproveitou os vexames destampados para acusar indistintamente os membros do Congresso e muito menos investir contra a instituição legislativa. Não tivesse Lula sacrificado na pira do mensalão o senso ético de que fazia praça em tempos idos, teria moral para rejeitar a indigna demanda da dupla peemedebista com o argumento de que o Legislativo, até por missão constitucional, pode se pronunciar sobre assuntos do Executivo, mas a recíproca não é verdadeira. Ou, não tivesse ele de há muito passado a acreditar no que viria a dizer sobre a exposição dos malfeitos parlamentares, poderia aplacar os aliados afirmando, por exemplo, que o Congresso, como instituição e por sua história, é maior do que a soma de suas partes e estas são predominantemente boas.

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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Opinião no Estadão: Constitucionalizando o calote

A vergonha dos precatórios: Os governos pagam como quiserem, quando quiserem e quanto quiserem

Fabio Ferreira de Oliveira

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 12/2006, que altera profundamente as regras para pagamento de precatórios, constitui a mais arrematada violência à ordem constitucional e merece reação da sociedade.

Não há golpe maior sobre a presunção de solvabilidade do Estado nem ato mais atentatório à dignidade da Justiça do que o que se pretende instituir. Além disso, trata-se de verdadeiro crime contra os credores do Estado! A proposta faz os constitucionalistas vivos se sentirem mortos e revolve, nos túmulos, aqueles já falecidos. Viola a partição do poder, elimina qualquer possibilidade de que nos apresentemos como um país sério, consagra a insegurança jurídica e pressupõe a vida eterna dos credores.

Sob pretexto de instituir uma nova sistemática para o pagamento de precatórios, entusiasmados representantes dos Poderes Executivos, em suas três esferas, conseguiram aprovar no Senado da República a proposta de constitucionalização do calote, obtida com a óbvia exclusão dos principais interessados - os credores do Estado, munidos de decisões judiciais transitadas em julgado, ou, dito melhor, daqueles que ingressam na "história" como vítimas.

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Fabio Ferreira de Oliveira é presidente da Associação dos Advogados de São Paulo


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quinta-feira, 9 de abril de 2009

O que é spread?

Spread bancário no Brasil: Como entender essa patifaria, agiotagem e rapinagem no nosso bolso

Entre em um banco e deposite 100 reais em uma caderneta de poupança. O funcionário lhe dirá para retornar daqui a um mês, para receber seus polpudos dividendos, algo como R$ 100,60. Em seguida, ao mesmo funcionário, no mesmo balcão, você pede 100 reais emprestados. Receberá a resposta de que - além de todos os trâmites de cadastro, garantia, ficha pregressa etc. -, deverá pagar, daqui a um mês, algo como 109 reais.

Essa ''pequena'' diferença - algo como 15 vezes mais - é o que os bancos e os economistas, ministros, presidentes de bancos centrais, e todos os que funcionam como seus ventríloquos, chamam de spread. Em inglês, para melhor disfarçar, como convêm ao economês.

Mas o que é o spread? Os dicionários falam sempre de algo como ''extensão'', ''propagação'', ''expansão'', no máximo ''pasta para passar no pão''. Nada que possa esclarecer essa estranha mágica de pagar 0,6% e cobrar 9% ao mês e que faz a felicidade dos bancos e propicia os recordes de lucratividade do sistema financeiro à custa de quem não vive da especulação.

Os dicionários de economia esclarecem que spread é a diferença entre o quanto os bancos pagam e o quanto recebem; em outras palavras, o lucro dos bancos. Nenhum investimento permite ganhar tanto, em prazo tão curto, com tanta liquidez e pouco ou nada de imposto - recordemos que investimentos estrangeiros na Bovespa não pagam imposto, ao contrário da cesta básica, de livros etc. Consciência.net

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quarta-feira, 11 de março de 2009

Sarney diz que seria bom para a instituição que houvesse a devolução de dinheiro recebido por horas extras

José Sarney diz que está preocupado com a imagem do do Senado. Eu também tô faz tempo

"Nós devemos tomar medidas que sejam efetivas e até mesmo radicais", afirmou, no início da tarde desta quarta-feira, o presidente do Senado, José Sarney. Ele respondia a perguntas feitas por jornalistas sobre o peso que o pagamento de horas extras significa para a imagem da Casa. Sarney, que na terça-feira mesmo determinou o estorno aos cofres do Senado das horas extras pagas por seu gabinete em janeiro, disse que seria bom para a instituição que os outros senadores fizessem o mesmo.

O presidente deu a entrevista pouco antes de tomar o elevador para ir almoçar. Nessa entrevista, explicou que o pagamento de horas extras não é uma providência aleatória, mas um adicional destinado a remunerar pessoas que trabalham até as oito ou dez da noite. Ele disse que todos os chefes de gabinetes ou de quaisquer setores da Casa sabem quais são os funcionários que têm direito a receber essa remuneração.

"O que é errado é o servidor receber hora extra sem trabalhar", esclareceu o presidente do Senado. Sarney também informou que conversou com o 1º secretário da Casa, senador Heráclito Fortes, sobre o fato de que considera um absurdo o pagamento de hora extra a quem não trabalha, além de considerar isso péssimo para a imagem da instituição. Agência Senado

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Câmara suspende discussão sobre extinção de verba indenizatória e aumento de salário

Reunião da Mesa da Câmara para tratar da "crise deles": E ainda tem gente que defende o voto obrigatório

Sem consenso entre os parlamentares, a Mesa Diretora da Câmara adiou nesta quarta-feira a discussão da proposta do deputado Rafael Guerra (PSDB-MG) que extingue a verba indenizatória dos deputados e aumenta os seus salários dos atuais R$ 16,5 mil para R$ 24,5 mil. Como os integrantes da Mesa estão divididos sobre a proposta e temem perdas salariais com a mudança, a Mesa decidiu suspender temporariamente as discussões sobre o tema.

Apesar de o tema ter sido discutido durante a reunião da Mesa, os deputados decidiram postergar a análise da proposta de Guerra para evitar uma enxurrada de críticas ao eventual reajuste salarial. Folha Online

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terça-feira, 10 de março de 2009

Sarney considera "um absurdo" pagamento de R$ 6 milhões em horas extras no Senado

Efraim: Esse caco lá da Paraíba deveria ter sido expulso do DEM faz tempo. Relho nele!

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), classificou como “um absurdo” o pagamento de R$ 6 milhões em horas extras para 3,8 mil funcionários da Casa durante o mês de janeiro, período de recesso parlamentar, quando não são feitas sessões, reuniões ou votações de matérias.

“Acho um absurdo. Não acho correto. É preciso verificar o que aconteceu. O caminho normal seria a suspensão do pagamento, mas não vou entrar numa atribuição que é do primeiro-secretário”, disse, transferindo a responsabilidade ao senador Heráclito Fortes (DEM-PI).

O pagamento foi autorizado pelo ex-primeiro-secretário Efraim Morais (DEM-PB) três dias antes dele deixar o cargo e às vésperas de Sarney determinar estudos para cortar gastos na Casa. “Os cortes continuam sendo feitos e o balanço mensal vai mostrar que eles têm sido significativos, mas não temos autoridade sobre cortes na parte de pessoal, porque são gastos fixos”, explicou Sarney. Agência Brasil


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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Pesquisadores protestam contra decisão do TCU sobre fundações

Fundações de apoio vinculadas às universidades: um antro de sacanagem

Um acórdão do TCU (Tribunal de Contas da União) que aponta irregularidades na relação das universidades federais com suas fundações de apoio está provocando a reação de pesquisadores, que temem que as novas regras engessem seus projetos.

Para o TCU e para o MEC (Ministério da Educação), porém, a decisão pretende apenas pôr um fim no abuso cometido por entidades públicas que, em muitos casos, podem se beneficiar de seu regime jurídico diferenciado para burlar a lei de licitações ou assumir tarefas fora de sua competência.

A decisão surgiu após várias denúncias de irregularidades, a mais famosa delas de uma fundação da UnB (Universidade de Brasília) que usou recursos para equipar o apartamento do ex-reitor Timothy Mulholland.

O TCU fez então uma auditoria em 464 contratos e convênios de 14 instituições federais que somavam R$ 950 milhões, e identificou uma série de irregularidades. A partir deste levantamento, foi aprovado, em 26 de novembro, um acórdão que determina providências aos órgãos federais, dando prazo de 180 dias para adequação. Folha Online

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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Lacerda será chamado para depor sobre Satiagraha

Paulo Lacerda em depoimento á CPI dos Grampos Telefônicos na Câmara

A Polícia Federal está convencida de que o delegado Paulo Lacerda teve participação decisiva na intensa colaboração que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), sob sua gestão, prestou à investigação contra o banqueiro Daniel Dantas. Preliminarmente, a PF exclui a hipótese de que o engajamento de agentes e oficiais da Abin na Operação Satiagraha tenha ocorrido sem o consentimento expresso de Lacerda, por isso ele será chamado para depor no inquérito que apura vazamento da missão que tem como alvo maior o controlador do Grupo Opportunity. Agência Estado


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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Isso não pode ser coisa séria - Félix Fischer arquiva julgamento contra Jackson Lago

Félix Fischer, ministro do TSE, acabou de pedir vista e arquivar o julgamento do caso de Jackson Lago. Agora ele só deve levar a discussão de volta ao plenário quando se sentir pronto para votar, o que deve acontecer em fevereiro do ano que vem.

Lago é acusado por abuso de poder econômico e captação ilegal de votos nas eleições de 2006. Durante a campanha, o governador teria fechado convênios e transferido quase R$ 280 milhões para 156 municípios maranhenses. Além de ter distribuído combustível, fechado convênios com entidade fantasma e construído casas na periferia da capital São Luis em troca de votos.

O pedido pela cassação é de autoria da coligação Maranhão, A Força do Povo, da qual faz parte PMDB, partido da senadora Roseana Sarney. Se o mandato de Lago for cassado, ela assume o governo do estado.

O julgamento de Jackson Lago estava previsto para a ontem. Mas o pedido de vista do ministro Arnaldo Versiani em um outro caso irritou o ministro Joaquim Barbosa, que não quis mais participar dos julgamentos marcados para a última quinta-feira. É norma do tribunal só julgar cassação de mandatos com o quorum completo.

Além de Lago e Cássio Cunha, outros cinco governadores estão ameaçados de perder os mandatos. As denúncias são, na sua maioria, por abuso de poder econômico e captação ilícita de votos.

Na lista de governadores sob ameaça de cassação, estão Luiz Henrique da Silveira (PMDB), de Santa Catarina, Ivo Cassol (sem partido), de Rondônia, Marcelo Déda (PT), de Sergipe, Marcelo Miranda (PMDB), de Tocantins, José de Anchieta Júnior (PSDB), de Roraima, e Waldez Goés (PDT), do Amapá. Blog do Noblat


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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Enchentes em Santa Catarina - Após furtos, empresa distribuirá donativos

Donativos chegam à Central de Distribuição da Vila Germânica – Blumenau

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Blumenau vai contratar uma empresa de logística para distribuir donativos às vítimas das enchentes. A medida foi tomada após a divulgação de imagens pela RBS TV em que voluntários e integrantes do Exército apareceriam furtando roupas e mantimentos em um centro de triagem que funciona no Parque Vila Germânica, em Blumenau.

Nas imagens, divulgadas na noite de ontem, mulheres que trabalhavam como voluntárias no centro escolhiam peças de roupas que supostamente levariam para casa. Uma delas saiu do pavilhão com um carrinho de supermercado cheio.

A gravação também mostra soldados que descarregavam um caminhão de donativos pegando roupas, tênis e experimentando chapéus. De acordo com as imagens, eles colocaram tudo dentro das bolsas saíram com duas mochilas cheias. Conforme a reportagem, eles pertencem ao 23º Batalhão de Infantaria em Blumenau.

De acordo com Secretaria de Desenvolvimento Regional de Blumenau, que abrange as cidades de Blumenau, Gaspar, Pomerode, Luiz Alves e Ilhota, um Boletim de Ocorrência foi registrado no 1º Distrito Policial da cidade por furto. Além do boletim, outra medida tomada foi a transferência da central de donativos para outro local.

Apesar da contratação de mão de obra especializada para fazer a distribuição dos donativos, o trabalho voluntário ainda é aceito, informou a secretaria. Os casos registrados foram tratados como "isolados" e serão investigados. A empresa de logística deverá iniciar o trabalho ainda nesta semana, por tempo indeterminado.

De acordo com a reportagem exibida pela RBS TV, o comandante do 23º Batalhão de Infantaria em Blumenau afirmou que os soldados envolvidos serão investigados por uma sindicância, que tem 20 dias para ser concluída. Redação Terra


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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Cacalhada! - Conselho de Ética rejeita parecer que recomendava cassação e livra Paulinho

Paulinho toma uma "faixa" na frente da Esplanada, enquanto os amiguinhos do Conselho de Ética livram o seu rabo da justa!

Por 10 a 4, o Conselho de Ética da Câmara rejeitou o parecer que recomendava a cassação do deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, por quebra de decoro parlamentar.

O relator do caso, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), disse que seu parecer se baseava em provas e fatos, não em suposições.

"O deputado se beneficiava com o esquema", disse o relator. "Estudei o processo exaustivamente e não comi na mão de ninguém, como quiseram dizer. O relatório é técnico. Não tinha o direito de manifestar politicamente. Não existem suposições, fatos e provas."

Como o parecer de Piau foi rejeitado, o Conselho de Ética escolhera agora um novo relator para assumir o caso.

Paulinho é suspeito de desvio de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social) e tráfico de influência. Ele, no entanto, não acompanhou a votação do processo.

O deputado comandou a 5ª Marcha das Centrais Sindicais, que pretende reunir em Brasília até 30 mil pessoas. "É uma coincidência. O evento já estava marcado", disse Paulinho.

Acusações

Paulinho é suspeito de envolvimento com um esquema de desvio de verbas no BNDES. O deputado também responde a acusações de fraudes na ONG Meu Guri, administrada por sua mulher.

Segundo as investigações realizadas pela Polícia Federal, a ONG recebeu R$ 37,5 mil do conselheiro do banco estatal João Pedro Moura que foi preso sob a acusação de ser um dos principais responsáveis pelo esquema.

A Operação Santa Tereza, conduzida pela PF, desmontou uma quadrilha supostamente formada por empresários, policiais e servidores que desviava recursos do BNDES.

Gravações telefônicas associariam ainda o deputado federal ao esquema de irregularidades. Folha Online


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