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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Presidente da Câmara usou avião de plano de saúde para ir a reunião do PT

O petralha Marco Maia disse que vai pagar voo com o próprio salário porque ‘ganha bem’; em junho, deputado havia usado outro avião particular para assistir a jogo da seleção brasileira em Goiânia e depois ir a Porto Alegre, serviço que custaria até R$ 45 mil

Leandro Colon e Beto Barata, O Estado de S.Paulo

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), usou aviões particulares para viajar nos fins de semana pelo País. No sábado passado, ele embarcou em um avião e um helicóptero da Uniair, empresa de transporte aéreo da Unimed do Rio Grande do Sul - seu reduto eleitoral -, para participar de eventos partidários do PT nas cidades gaúchas de Erechim e Gramado.

Veja também:
Vou pagar porque ganho bem, diz Marco Maia
Deputado se contradiz sobre hotel no Rio

Procurado pelo Estado nesta quinta-feira, 25, cinco dias após a viagem, Marco Maia admitiu que o voo não foi pago. Questionado sobre a origem do dinheiro que vai cobrir o gasto, afirmou que bancaria a viagem com o próprio salário. “Eu ganho bem”, disse.

Na entrevista gravada, Maia garantiu que o voo do fim de semana no avião da Unimed foi o primeiro fretado por ele no ano. “Foi a primeira vez que utilizei um voo particular”, disse.

Horas depois, o presidente da Câmara foi obrigado a mudar a versão após a reportagem confirmar que ele também viajara num avião particular, no dia 4 de junho, de Brasília para Goiânia para assistir ao jogo da seleção brasileira de futebol contra o time da Holanda. De lá, seguiu na mesma aeronave para Porto Alegre. “Foi um voo privado dele como cidadão”, respondeu a assessoria de imprensa do presidente.

Num primeiro momento, Maia afirmou “não se lembrar” do nome da empresa contratada nem o valor pago pelo voo do jogo da seleção. Diante da insistência da reportagem, informou que o serviço fora prestado pela Ícaro Táxi Aéreo.

Segundo a empresa, o trecho Brasília-Goiânia-Porto Alegre voado por Maia custa entre R$ 30 mil e R$ 45 mil, a depender do avião. Na declaração de bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2010, Maia disse ter um patrimônio de R$ 342 mil. Ou seja, o pagamento do frete do avião corresponderia a aproximadamente 13% de seu patrimônio.


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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Gurgel: 'Mensalão é a mais grave agressão à democracia imaginável'

Roberto Gurgel, procurador-Geral da República e o mensalão: 'No momento em que a consciência do representante eleito pelo povo é corrompida em razão do recebimento de dinheiro, a base do regime democrático é irremediavelmente ameaçada'


O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nas alegações finais sobre a Ação Penal 470, que denuncia 38 réus envolvidos no esquema do mensalão, que o Ministério Público Federal (MPF) está plenamente convencido de que as provas produzidas no curso da investigação comprovaram a existência do mensalão, suposto esquema criminoso voltado para a obtenção de apoio político no Congresso Nacional durante o governo Lula. "Trata-se da mais grave agressão aos valores democráticos que se possa conceber", disse Gurgel.

"No momento em que a consciência do representante eleito pelo povo é corrompida em razão do recebimento de dinheiro, a base do regime democrático é irremediavelmente ameaçada", afirmou o procurador-geral no documento. O parecer final, com 390 páginas, foi encaminhado ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Inicialmente eram 40 réus, mas não estão mais no processo Sílvio Pereira, que fez acordo com o Ministério Público (MP) em 2008, e José Janene, que morreu. Gurgel pede a condenação de 36, entre eles o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ex-presidente do PT José Genoino, o suposto operador do mensalão, Marcos Valério; a ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello e o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP).

O procurador-geral retirou da denúncia original o ex-secretário de Comunicação Social Luiz Gushiken e Antônio Lamas, ex-assessor do deputado Valdemar Costa Neto. De acordo com o MP, o grupo agiu ininterruptamente no período entre janeiro de 2003 e junho de 2005 e era dividido em núcleos específicos. Em agosto de 2007, o STF recebeu a denúncia quanto aos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, peculato e evasão de divisas.

Para Gurgel, a gravidade dos delitos impõe, como consequência, punição adequada aos réus pelos crimes cometidos. "É relevante a aplicação da pena de perda de cargo, função pública ou mandato eletivo e a cassação de aposentadoria dos réus servidores públicos", defendeu. Quando a Procuradoria-Geral da República pede que acusados sejam inocentados no meio do processo, cabe ao STF decidir se arquiva as acusações. Depois das alegações finais do MP, os réus terão 30 dias para apresentar defesa. Somente após isso o relator irá elaborar o voto.

O mensalão do PT

Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.

No relatório da denúncia, o ministro Joaquim Barbosa apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.

Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus.

O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A então presidente do Banco Rural Kátia Rabello e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson. Notícias Terra

Mensalão - Gurgel repreende seus criticos

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quarta-feira, 15 de junho de 2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

Demorô: STF determina prisão imediata de Pimenta Neves

O STF (Supremo Tribunal Federal) negou, por unanimidade, o último recurso do jornalista Antônio Marco Pimenta Neves, 74, e determinou que ele seja preso imediatamente. Assassino confesso da também jornalista Sandra Gomide, ele havia sido condenado a 19 anos de prisão por júri popular, em 2006, mas conseguiu, no STJ (Superior Tribunal de Justiça) reduzir a pena para 15 anos, em regime inicialmente fechado.

Quase 11 anos depois de cometer o crime, Pimenta Neves continua solto graças a diversos recursos propostos por sua defesa em diversos tribunais. Agora, assim que a Justiça paulista for informada, poderá emitir a ordem de prisão independentemente da publicação da decisão do Supremo. O aviso deverá ocorrer nas próximas horas.

"É chegado o momento de cumprir a pena", afirmou o ministro Celso de Mello, relator do recurso do jornalista, que contestava a condenação. "Esta não é a primeira vez que eu julgo recursos interpostos pela parte ora agravante, e isto tem sido uma constante, desde o ano de 2000. Eu entendo que realmente se impõe a imediata execução da pena, uma vez que não se pode falar em comprometimento da plenitude do direito de defesa, que se exerceu de maneira ampla, extensa e intensa".

A ministra Ellen Gracie chegou a dizer que o caso Pimenta Neves era um dos delitos mais difíceis de se explicar no exterior. "Como justificar que, num delito cometido em 2000, até hoje não cumpre pena o acusado?", afirmou, dizendo que a quantidade de recursos apresentados pela defesa do jornalista era um "exagero".

Pimenta Neves não terá qualquer benefício por ter mais de 70 anos. Quem ultrapassa essa idade tem o tempo de prescrição da pena reduzido pela metade, mas como a pena do jornalista foi alta, isso não ocorreu. Caso consiga comprovar que tem algum problema de saúde, ele poderá conseguir benefícios, como, por exemplo, a prisão domiciliar, mas isso não caberá ao STF decidir.

A Folha entrou em contato com o escritório de sua advogada, Maria José da Costa Ferreira, mas foi informada que ela está participando de reunião em Campinas (SP) e voltará no final da tarde. A reportagem deixou recado, mas não recebeu qualquer resposta até o momento. Folha Online


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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Tarrafada: Polícia recolhe 105 celulares no Presídio Regional de Balneário Camboriú

Absurdo: Pelo número de aparelhos recolhidos, o presídio mais parece um call center

Operação pente-fino ocorreu depois de briga em que quatro detentos ficaram feridos

Uma vistoria no Presídio Regional de Balneário Camboriú resultou no recolhimento de 105 aparelhos celulares, 22 facas artesanais e uma grande quantidade de drogas. A operação pente-fino foi motivada por uma briga entre detentos, durante a madrugada de quinta-feira. Quatro ficaram feridos e precisaram ser hospitalizados.

De acordo com o diretor da unidade, Leandro Kruel, a briga teria ocorrido após um desentendimento entre presos que participavam de um jogo de cartas. As agressões aconteceram em um dos corredores da unidade, por volta das 2h. Cerca de 10 presos teriam se envolvido na confusão.

Os detentos feridos foram socorridos pelo Samu e levados ao Hospital Santa Inês. Ontem à tarde, dois já tinham sido liberados e outros dois seguiam internados e o quadro médicos deles era estável.

A operação pente-fino começou ainda pela manhã. Os materiais recolhidos estavam escondidos em vários pontos da unidade. Entre as drogas encontradas, havia 250 papelotes de substância semelhante a maconha, outros 11 de cocaína e três tabletes de crack.

Chamou atenção dos agentes prisionais a descoberta de um esconderijo onde estava a maior parte das facas artesanais: um buraco coberto com uma lajota, no corredor. O arsenal foi feito com pedaços de ferro arrancados das grades e da armação de camas e paredes.

No Presídio Regional de Balneário Camboriú os detentos não ficam trancados na cela devido à superlotação: o espaço para 104 presos é ocupado por 250. Para Kruel, isso dificulta o controle dos internos e coloca em risco a segurança dos agentes.

A briga é falta grave para os presos envolvidos. Um relatório contendo os nomes dos participantes será encaminhado à Justiça. Entre as penalidades previstas está a regressão de regime, ou seja, a perda de possíveis regalias ou a inclusão de um maior tempo de detenção. Jornal de Santa Catarina


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terça-feira, 22 de março de 2011

Um tapa na cara do cidadão: Novo prédio da Justiça Federal em Florianópolis consumiu R$ 67 milhões até agora

Novo prédio da Justiça Federal: Quanto mais luxo e suntuosidade, menos eficiência. O povo tá ferrado!

A Justiça Federal quer abrir as portas do seu novo prédio, na Avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis, até o dia 31 de maio. Os juízes, servidores e o público vão encontrar uma estrutura bem diferente da atual, no Centro, considerada apertada e pela qual o poder público paga aluguel por parte das instalações. Até agora, foram investidos R$ 67 milhões na obra, localizada entre a Superintendência da Polícia Federal e a sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SC).

O prédio já consumiu R$ 14,3 milhões a mais em relação ao montante inicial, de R$ 52,7 milhões, anunciado no lançamento da pedra fundamental, em 16 de março de 2005. E esse valor pode aumentar ainda mais, pois o orçamento final atual é de R$ 75 milhões, ou seja, o custo total poderá ter acréscimo de R$ 22,3 milhões — 42,3% a mais que a previsão inicial.

A assessoria do Tribunal de Contas da União (TCU) em Santa Catarina informou que houve fiscalização no começo da obra, e que os valores excedentes foram informados e ocorreram em razão de imprevistos na construção.

O Diário Catarinense visitou o local, na primeira vez em que uma equipe de reportagem entrou no imóvel. Acompanharam a visita o diretor da Justiça Federal em Santa Catarina, juiz Alcides Vettorazzi, e engenheiros da Construtora Paulo Octavio, a empresa responsável.

São cinco blocos interligados de sete pavimentos. A construção, de 34,7 mil metros quadrados, está em fase final. Da cobertura, é possível ver a Casa D'Agronômica, a residência oficial do governador. O estilo moderno da parte externa, como a fachada espelhada, também é evidente no lado de dentro. O piso dos corredores é de granito.

Há sistema de ar-condicionado central que garante refrigeração em todos os ambientes, câmeras de monitoramento, dois andares para garagem com 384 vagas, dois elevadores privativos para os juízes e uma cela para os presos ficarem antes das audiências. Trabalham na Justiça Federal da Capital 450 pessoas, sendo 21 juízes.

Foram feitas instalações especiais de acessos e banheiros para portadores de deficiência. As placas têm indicativos em braile. No quarto andar, o restaurante panorâmico oferece vista para a Avenida Beira-Mar Norte. O concessionário que vai administrar o restaurante ainda será escolhido em uma licitação. Também há copa para lanche nos andares.

A construção vai abrigar gabinetes dos juízes, salas das varas e de audiências, turmas recursais, arquivo e duas agências bancárias — da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. A estrutura tem condições de receber até 18 varas. Hoje, estão instaladas nove varas e três turmas recursais dos juizados. A criação de uma nova vara está prevista apenas para 2013.

O prédio tem auditório para 350 lugares e três telões de projeção. O juiz Vettorazzi afirma que o local servirá para treinamentos de servidores e que órgãos públicos ligados à área jurídica também poderão utilizá-lo. Para a mudança ser concretizada, a Justiça vai comprar móveis novos. Esses investimentos serão de R$ 600 mil.

A frente do prédio será ocupada por uma praça aberta à comunidade. Haverá arborização (jardineiras), bancos, postes de iluminação e base para um monumento ainda não definido. A praça teria sido uma exigência da prefeitura e visa ainda facilitar o acesso dos veículos.

Aumento no custo da obra

O aumento no custo total da obra do novo prédio da Justiça Federal de Santa Catarina teve três razões: correção monetária no período; despesas que não estavam previstas e que surgiram na execução, como a contenção do terreno, a retirada de uma rocha e a ligação do esgoto; e a taxa de administração (remuneração da construtora). A aplicação dos recursos foi fiscalizada pela empresa Geplan, que venceu licitação com essa finalidade. O prazo inicial de execução da obra, 36 meses, também teria sido excedido em razão dos imprevistos gerados na execução.

A licitação foi feita pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. Doze empresas participaram da concorrência, vencida pela Paulo Octávio, de Brasília, empresa pertencente ao ex-vice governador do Distrito Federal Paulo Octávio Alves Pereira, que renunciou ao cargo em fevereiro de 2010, após a prisão do então governador, José Roberto Arruda, suspeito de fazer parte de um esquema de arrecadação de dinheiro e propina.

Com a inauguração na Beira-Mar Norte, a Justiça Federal informou que deixará de pagar aluguel de R$ 200 mil mensais. Estão incluídos neste valor os aluguéis da atual sede (Rua Arcipreste Paiva, no Centro), das turmas recursais (Avenida Trompowski) e do arquivo (Bairro Itacorubi). Na sede atual, as instalações são próprias até o quinto andar. Ali continuará o centro de processamento de dados. Outras salas poderão abrigar órgãos federais que ainda não foram escolhidos.

A Justiça Federal em Florianópolis necessitava de um prédio maior. Aqui também está a estrutura administrativa da Justiça Federal em Santa Catarina. Também pagávamos aluguel e isso justifica a necessidade do prédio próprio — comentou o juiz Vettorazzi. ClicRBS

Algumas imagens do que fazem com dinheiro que não tem dono. Clique para ampliar

Fotos: Daniel Conzi – Agência RBS


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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Um bom começo: Colombo visita São Lucas e anuncia construção de novo centro educacional

altSão Lucas: Governador caminhou durante cerca de uma hora entre as alas do centro educacional interditado

Nova instalação deve ser feita em terreno no município de Biguaçu

Durante cerca de uma hora o governador Raimundo Colombo participou de uma visita ao interditado Centro Educacional São Lucas, em São José, na Grande Florianópolis, e não gostou do que viu. Acompanhado pela juíza da Vara da Infância e Juventude do município, Ana Cristina Borba Alves, responsável pela interdição do local em dezembro de 2010, Colombo caminhou entre as alas do São Lucas por cerca de uma hora. Após a visita, o governador anunciou a construção de novas instalações para receber os adolescentes infratores.

Dezembro/2010 – Cenas do dia em que o São Lucas foi interditado – RBS TV

A nova sede do São Lucas será chamada Projeto CASE — Centro de Atendimento Socioeducativo da Grande Florianópolis. As instalações devem ser construídas em um terreno de cerca de 440 mil metros quadrados, na Estrada Geral da Estiva, no município de Biguaçu. O projeto está estimado em R$ 12 milhões, sendo que R$ 6 milhões virão do governo estadual e os outros R$ 6 milhões do ministério da Justiça, por meio de um convênio.

— Não há como recuperar jovens em um ambiente como aquele — disse Colombo, referindo-se ao atual prédio do São Lucas.

Antes de a nova sede ficar pronta, entretanto, a ideia é desinterditar parte do São Lucas. O centro educacional foi fechado há menos de um mês. Entre os motivos da interdição estavam as condições insalubres do prédio, denúncias de maus tratos contra os adolescentes e o não cumprimento das determinações de melhorias.

Também participaram da visita nesta segunda-feira o procurador geral do Estado, Nelson Antônio Serpa; o secretário de Segurança Pública, César Augusto Grubba; o secretário de Educação, Marco Antônio Tebaldi; o secretário de Assistência Social, Antônio Serafim Venzon; o secretário interino de Justiça e Cidadania, Coronel João Luiz Botelho e a futura secretária Justiça e Cidadania, a deputada estadual Ada de Luca. DC Online

Foto: Alan Pedro/DC


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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O PT não é uma quadrilha. É uma máfia!

Se você ainda consegue se indignar, não deixe de assistir

Se o TSE fosse sério, mandava realizar novas eleições no Distrito Federal


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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Agressão contra Serra no Rio: Novo perito divulga laudo desmentindo a versão petista

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Análise mostra que vídeo de tumulto no Rio é integro e que objeto cilíndrico atingiu a cabeça do presidenciável

Um novo perito analisou imagens da Folha.com do tumulto em que José Serra (PSDB) foi agredido no Rio, na quarta-feira (20). O laudo, feito pelo professor Maurício de Cunto, perito forense, atesta que o vídeo é autêntico e afirma:

- "Durante a análise minuciosa dos quadros deste vídeo, um em particular mostra uma sutil existência de um volume posicionado na parte superior direita da cabeça de José Serra, na direção do telefone celular que filmava o candidato."

- "Neste laudo o quadro é identificado por “Imagem 06” em que se nota uma figura de aspecto toroidal/cilíndrico que toca a superfície da cabeça do candidato na região frontal-parietal direita."

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- "Este volume possui brilho na parte superior/posterior, o centro parece ser mais escuro e produz sombra na parte inferior, na superfície da cabeça."

- "O reflexo da luz na parte superior deste objeto é compatível com a direção da luz solar no local bem como a posição da sombra projetada."

- As duas imagens identificadas por “06 - DETALHE” são uma ampliação do quadro da Imagem 06 onde, somente para ilustrar, é posicionada artificialmente uma imagem de um toróide/cilindro para esclarecer esta análise pericial."

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Nas conclusões, o perito afirma que "existem fortes indícios da presença de um volume de forma toroidal/cilíndrica posicionado na região frontal-parietal direita da cabeça de José Serra. Este objeto tem brilhos e sombras compatíveis com a iluminação local e está posicionado entre a cabeça do candidato e o telefone celular que fez este vídeo". Portal G1

Leia mais aqui.

Clique aqui para ver o laudo, com fotos, na íntegra (arquivo em PDF).


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O chefe da tribo dos fernandinhos beira-mar

Gentalha criminosa, bandidos da pior espécie

Esses são os colaboradores da Dilma

twitter_criminoso_morte_ao_serra

Interrompida a pedido dos marqueteiros de Dilma Rousseff, a discurseira beligerante de Lula já produziu estragos irreversíveis. Como o chefe debochou da agressão a José Serra, um companheiro que se identificou como Fróes concedeu-se o direito de propor no Twitter a eliminação física do candidato da oposição. Saiu de cena ao desconfiar de que fora longe demais. Não deveria ter demorado tanto: o registro da ignomínia já não pode ser apagado do blog Olho na Mira.

Numa República presidida por um chefe de facção, o aparecimento da tribo dos fernandinhos beira-mar era questão de tempo. Já estão por aí, pregando a morte de Serra enquanto desejam longa vida a Dilma Rousseff.

Augusto Nunes


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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Opinião do Estadão: Mordaça por atacado

altMano: O ladrão, safado, Carlos Gaguim tem apoio incondicional do PT de Lula e Dilma. Tudo a ver...

Um juiz eleitoral do Tocantins, desembargador Liberato Póvoa - cuja mulher e sogra foram nomeadas pelo governador Carlos Gaguim para cargos na administração local -, impôs censura prévia a 8 jornais - entre eles o Estado -, 11 emissoras de TV, 5 sites, 20 rádios comerciais e 40 rádios comunitárias. Sob pena de multa diária de R$ 10 mil, estão proibidos de divulgar informações sobre a investigação do Ministério Público paulista a respeito de uma suposta organização criminosa que teria fraudado licitações em 11 prefeituras de São Paulo e Tocantins. Os valores desviados somariam R$ 615 milhões. As investigações da Polícia Federal levaram a ligações do governador Gaguim e do procurador-geral do Estado, Haroldo Rastoldo, com o bando. Oito dos seus integrantes tiveram a prisão preventiva decretada.

O governador, candidato à reeleição pelo PMDB, é tido como padrinho político do lobista do grupo, Maurício Manduca. Ele foi o primeiro a ser preso, por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro ilícito. Outra figura central do esquema, também preso, é o empresário José Carlos Cepera. Segundo o Ministério Público, Gaguim teria "íntimas relações" com eles. Gravações telefônicas autorizadas revelam que o governador teria intercedido diretamente em favor das empresas de Cepera em licitações no Tocantins. As reportagens sobre o escândalo vinham sendo usadas na campanha eleitoral do adversário (e ex-governador) Siqueira Campos, do PSDB.

Ao acionar a Justiça Eleitoral, a coligação de 11 partidos, entre os quais o PT, que apoiam Gaguim alegou que o noticiário sobre a investigação favorece o candidato oposicionista, "constituindo, pois, uso indevido dos meios de comunicação". Ao acolher a queixa, o desembargador Póvoa assinalou que a investigação corre em segredo de Justiça e argumenta que as informações que presumivelmente incriminam o governador foram publicadas depois do furto de um computador. O equipamento continha os arquivos da operação que revelou os laços entre Manduca e Gaguim. O juiz, além de considerar "difamatórias" as menções ao governador, afirmou que foram obtidas por "meio ilícito".

A suposta relação de causa e efeito é fictícia. O furto ocorreu na quinta-feira da semana passada - cinco dias depois que o Estado começou a noticiar o caso. Tampouco se sustenta a responsabilização da imprensa pela divulgação de dados de uma apuração que tramita em sigilo. A guarda do segredo cabe aos agentes públicos envolvidos nas investigações enquadradas nessa categoria. Aliás, a estranha frequência com que processos são blindados - o que obviamente favorece os suspeitos, em prejuízo do direito da sociedade de saber o que autoridades e negociantes fazem com o dinheiro do contribuinte - é um motivo a mais para os meios de comunicação tornarem público o material a que tiveram acesso.

A invocação do sigilo para preservar a intimidade dos investigados é uma manobra que produz resultados, quando são apresentados a determinados juízes que melhor fariam se se declarassem suspeitos de entrar na querela. Dácio Vieira, o desembargador do Distrito Federal que há 424 dias impediu este jornal de publicar notícias sobre o inquérito da Polícia Federal a respeito dos possíveis ilícitos praticados pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, não só foi consultor da mesma Casa, como mantém relações próximas com o chefe do clã maranhense. Por sua vez, Liberato Póvoa, o colega do Tocantins que resolveu imitá-lo, tem dois familiares no governo Gaguim. A mulher, Simone, na Secretaria da Justiça, e a sogra, Nilce, na Secretaria do Trabalho.

A mordaça aplicada por atacado pelo desembargador - que responde a processo no Conselho Nacional de Justiça por venda de sentença - foi recebida com espanto e protestos. "Quando se proíbe a divulgação de informações baseadas em fatos, está se ferindo o preceito constitucional de garantias ao Estado de Direito", alertou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante. "É preciso repudiar essas atitudes." Pergunta, de seu lado, o professor de jornalismo Eugênio Bucci, da USP: "O que impede que amanhã toda a imprensa seja censurada?"

N. da R. - Na tarde de ontem, o plenário do TRE-TO derrubou a decisão do desembargador Póvoa.


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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Crime eleitoral: Prefeito de Florianópolis diz que material de campanha apreendido em carro pela PRF era dele

dario_berger_e_a_treta_do_carro_oficial_apreendido_com_material_e_dinheiro_de_campanha_pela_prfDário Berger se justifica: E olha que esse cara já passou usou óleo de peroba pra caramba. Mentiroso!
Dário Berger afirma que não vê irregularidade no transporte de adesivos e santinhos

O prefeito de Florianópolis Dário Berger (PMDB) falou nesta quarta-feira sobre a apreensão de propaganda eleitoral no porta-malas de um veículo oficial da prefeitura. Ele aguardou informações da ação policial para se manifestar sobre o episódio.

Após 48 horas, Dário deu detalhes sobre o que ocorreu na segunda-feira e antecipou que não vê irregularidade no transporte de adesivos e santinhos dos candidatos Luiz Henrique (PMDB) e Rose Berger (PMDB). Para ele, tudo não passa de uma ação "eleitoreira" dos adversários. Confira a entrevista exclusiva.

Diário Catarinense: O seu motorista Alcebíades Pires o levou ao Golden Hotel, onde o senhor pegou o helicóptero para Criciúma?
Dário Berger: Confere.
DC: O senhor retornou de Criciúma por volta das 14h?
Dário: Confere.
DC: Por que o Alcebíades não estava esperando o senhor?
Dário: Bem... é... porque o João Batista (vice-prefeito) estava me esperando. Ele precisava falar comigo.
DC: Como o senhor ficou sabendo da apreensão do carro?
Dário: Foi o meu assessor, o Silvio, me comunicou que o carro tinha sido apreendido.
DC: O senhor sabia do encontro do PR no hotel?
Dário: Não tinha conhecimento.
DC: Mas o João Batista não chegou a conversar com o senhor...
Dário: Não, não. E eu não tenho nada a ver com o PR.
DC: Quem teria interesse em fazer esse tipo de denúncia?
Dário: Aqueles que sempre fazem as denúncias. Eu não conheço outra pessoa que não seja ligada ao PP que até hoje me denunciou.
DC: Mas há quem diga que pode ter sido gente ligada ao ex-prefeito Fernando Elias...
Dário: Ah... pode ser também. Eu não posso afirmar.
DC: Mas o senhor tem informação de que alguém possa ter ligado para a polícia?
Dário: Não. O Silvio me informou que o carro tinha sido apreendido e que tinha um problema na placa de segurança. E, diga-se de passagem, não é a primeira vez que isso acontece conosco.
DC: Essa autorização venceu...
Dário: A impressão que dá é que nós fizemos uma placa fria, roubamos uma placa e a colocamos. Pelo contrário, a placa tem todo seu aparato jurídico, concedido por um órgão estadual de trânsito.
DC: O senhor pretende tomar alguma providência legal em relação ao Detran?
Dário: O próprio Detran, no ofício enviado para mim, cita no último parágrafo que trata-se de uma placa de segurança. É uma placa que vem desde 2005. Eu não coloquei essa placa para fazer campanha eleitoral.
DC: O senhor tinha conhecimento que havia propaganda no porta-malas do carro?
Dário: Sim. O fato de ter uma propaganda no porta-malas caracteriza que é para uso pessoal e não para distribuir com o carro oficial.
DC: Não dá a conotação de que estava ali para ser distribuída?
Dário: Claro que não. Eu nunca distribui adesivos das minhas candidaturas, quanto mais de outros.
DC: E a propaganda de Rose Berger? Isso não compromete?
Dário: Da candidata Rose Berger havia 10 santinhos e um jornalecozinho. O jornalzinho da Rose estava na calha da porta. Eu recebi na sinaleira, em frente ao Beiramar Shopping.
DC: E com relação ao dinheiro?
Dário: É uma quantia bastante insignificante.
DC: É R$ 1,8 mil, segundo a Polícia Rodoviária Federal?
Dário: Isso é uma quantia insignificante. Dá quanto almoços em uma churrascaria?
DC: Depende da churrascaria.
Dário: São recursos pessoais para o dia a dia. Não vou sair pegando dinheiro e pagando. Aliás, eu nunca paguei nenhum almoço com dinheiro da prefeitura.
DC: Então essa quantia pertence ao senhor?
Dário: O dinheiro é meu.
DC: E o Alcebíades chegou a relatar isso para a Polícia?
Dário: Eu não sei, não falei com o Alcebíades ainda. Ele está meio traumatizado (risos).
DC: Então ele tinha conhecimento de que havia propaganda no porta-malas?
Dário: Eu não tenho certeza se ele sabia, mas ele deveria saber.
DC: Diante dessa situação, que tipo de constrangimento causou para o senhor?
Dário: Isso causou um sensacionalismo absurdamente exagerado a respeito dessa situação.
DC: A polícia disse que era uma placa de segurança fria?
Dário: No inquérito, a Polícia Rodoviária Federal coloca para encaminhar como furto e o delegado federal coloca como veículo furtado. Isso está nos autos. O que é uma mentira condenável partindo de autoridades.
DC: O senhor está dando uma conotação política?
Dário: Mas é evidente. Alguém tem interesse de criar um sensacionalismo, de criar um fato político eleitoreiro para criar um constrangimento meu e sobretudo dos candidatos aos quais eu dou apoio.
DC: Quem tem interesse?
Dário: As apurações vão mostrar.
DC: Se o material estava no carro poderia ser distribuído?
Dário: Eu lá preciso de carro oficial para fazer campanha? A minha campanha eu faço no discurso.
DC: E o cidadão que paga impostos, como fica?
Dário: Eu não estou fazendo propaganda. Estou carregando meia dúzia de adesivos para meu uso pessoal. Não estou gastando mais gasolina. Não estou fazendo nada de irregular.

Perguntas e respostas sobre a apreensão do veículo oficial do prefeito

Carro oficial pode fazer o transporte de propaganda eleitoral?

A lei eleitoral proíbe que sejam usados em benefício de candidatos bens móveis ou imóveis que pertençam aos governos federais, estaduais ou municipais.

Quem investiga o caso?

O início das investigações precisa ser autorizado pelo juiz eleitoral de Biguaçu Jaime Pedro Bunn. Se autorizar ele, as investigações serão feitas Polícia Federal (PF).

Quem deve ser ouvido?

O promotor eleitoral de Biguaçu, Aurélio Giacomelli da Silva, pediu que fossem os candidatos Raimundo Colombo (DEM), Luiz Henrique da Silveira (PMDB), Rose Berger (PMDB), que figuram nos materiais de campanha apreendidos. Também quer que sejam ouvidos representantes da coligação, da prefeitura de Florianópolis e do Detran-SC, para esclarecer a questão das placas.

O que é uma placa de segurança?

É utilizada para que o veículo oficial não seja caracterizado como oficial. No caso, o órgão público solicita o Detran uma placa convencional, cinza, para substituir a de veículo oficial, branca. O Detran avalia a situação antes de aprovar e dá um prazo para utilização.

Qual a situação da placa de segurança usada no veículo apreendido?

O Detran autorizou o uso da placa de segurança no veículo do gabinete de prefeito em 26 de setembro de 2005. Deu um ano de validade para o uso da placa. Ou seja, desde o final de setembro de 2006, a placa vinha sendo usada irregularmente.

Além de vencida, a placa era falsificada?

Não. Houve uma confusão na hora em que o policial foi consultar os dados da placa, digitou YD e não LYD e vieram dados de outro carro. Ou seja: era vencida mas não era falsificada. A placa utilizada no carro oficial era LYD 9458. Foi digitado YD 9458 e veio o registro de um Fiat 147 roubado no Rio de Janeiro, conforme atesta documento do Detran-SC.

O que foi apreendido

- 92 cédulas de R$ 20, totalizando R$ 1.840
- Uma cédula de R$ 10
- Material de campanha de Raimundo Colombo (DEM), candidato ao governo, e Luiz Henrique da Silveira (PMDB), ao Senado
- 10 peças de material de campanha da candidata à deputada estadual Rose Berger (PMDB), ex-mulher de Dário Berger
- Um folheto da campanha de Rose Berger (PMDB) à deputada estadual
- Duas placas de automóvel (as oficiais originais do veículo)
- Cinco folhas soltas da agenda do prefeito Dário Berger, dos dias 9, 10 e 13 de fevereiro de 2010
- Dois celulares
- Um giroflex (luz semelhante à utilizada em carros de polícia)

ClicRBS


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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Florianópolis: Justiça nega recursos de advogado de menina de 13 anos vítima de estupro

Justiça cega: O caso do estupro da menina envolve o filho de um diretor da RBS de Santa Catarina

A Vara da Infância e Juventude da Capital negou os dois recursos apresentados pelo advogado Francisco Ferreira, que representa a menina de 13 anos vítima de ato infracional semelhante a estupro cometido por dois adolescentes de 14 anos.

Ainda há um recurso em análise no Tribunal de Justiça (TJ) pedindo a anulação da decisão no caso sob o argumento de que, para tomar a decisão, a juíza Maria de Lourdes Simas Porto Vieira não teria ouvido a garota, e a audiência teria sido feita sem intimação de todos os envolvidos.

O terceiro recurso será avaliado pela 1ª Câmara Criminal do TJ, composta de três desembargadores. O relator aguarda as informações da Vara da Infância e Juventude para estudar o caso. Não há previsão para a decisão sobre o recurso.

O ato infracional foi cometido em 14 de maio deste ano. A Justiça, além de conceder remissão no caso, impôs liberdade assistida, prestação de serviços comunitários por seis meses aos dois adolescentes e acompanhamento psicológico. Diário Catarinense

Leia mais aqui, aqui e aqui.


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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Enem 2010: TRF suspende liminar e retira gráfica de licitação

Fernando Haddad, da Educação: Só num governo ordinário como esse um bobalhão incompetente continua ministro

Em decisão divulgada nesta segunda-feira, 30, o Tribunal Regional Federal (TRF) da Primeira Região suspendeu a liminar que mantinha a gráfica Plural no processo licitatório do Enem 2010. Em 18 de agosto, havia sido concedida a liminar que determinava o prosseguimento da empresa no processo de habilitação para a impressão das provas. A decisão cabe recurso.

O desembargador federal Fagundes de Deus considerou que a Plural não cumpriu as regras do edital e, assim sendo, “impõe-se a inabilitação da concorrente”. Para ele, a gráfica não apresentou “atestados de capacidade técnica capazes de atestar o desempenho de atividade pertinente e compatível com o objeto licitado”. “Considero legítimo o ato administrativo que a inabilitou do certame em questão”, afirmou na decisão.

O vazamento da prova do Enem 2009, revelado pelo Estado, ocorreu nas instalações da Plural, na região metropolitana de São Paulo. Em nota publicada no início do mês, a empresa diz que "não responde por qualquer demanda judicial em relação ao vazamento da prova do Enem 2009" e que cabia ao consórcio Connasel "garantir a segurança e executar todas as atividades de manuseio, empacotamento, rotulagem e transporte das provas".

No dia 3 de agosto, a juíza federal substituta da 2ª Vara do Distrito Federal, Candice Lavocat Galvão Jobim, havia decidido suspender o pregão eletrônico para o serviço de impressão das provas do Enem 2010. A Plural, uma das empresas que ofereceram proposta para a impressão do exame, impetrou mandado de segurança, com pedido de liminar, contra decisão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) que a considerou inabilitada para o serviço.

A Plural alega que apresentou o preço mais baixo para a impressão (R$ 65 milhões) e foi desclassificada antes de ter a sua instalação conferida. Estadão Online

Leia mais aqui.


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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Florianópolis: MP descarta terceiro suspeito em denúncia de violência sexual contra adolescente

Apuração do caso deve ser concluída até sexta-feira

A promotora da Infância e Juventude Walkyria Ruicir Danielski descartou a participação de um terceiro adolescente no caso da denúncia de violência sexual contra uma garota de 13 anos, em Florianópolis. A conclusão foi anunciada após o depoimento do próprio adolescente, na manhã desta quarta-feira, à promotora, no Fórum Desembargador Eduardo Luz, no Centro da Capital.

O interrogatório do adolescente durou uma hora. Ele compareceu com um responsável e um advogado. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público (MP), antes mesmo do depoimento a promotora já o considerava apenas como testemunha.

O fato ocorreu na noite de 14 de maio, no apartamento de um dos dois adolescentes suspeitos. O jovem ouvido nesta quarta esteve no local naquele dia, mas não teve participação no episódio.

A promotora informou, por meio da assessoria do MP, que pretende concluir a apuração até sexta-feira. Mas o prazo poderá se estender até a semana que vem. Nesta quarta-feira, a promotora ainda aguardava os resultados de laudos complementares pedidos ao Instituto Geral de Perícias (IGP).

A promotora poderá encaminhar a investigação para a Justiça com a recomendação de arquivamento ou aplicação de medida socioeducativa para os dois adolescentes. Os nomes dos menores envolvidos não são divulgados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Diário Catarinense


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terça-feira, 20 de julho de 2010

Santa Catarina: Mais de 200 pessoas fazem boletim de ocorrência contra loja de carros em São José

Destak Veículos, em Campinas, São José: Donos da loja lesavam clientes na revenda e troca de veículos

Donos da revendedora Destak Veículos podem ser indiciados

Passou de 200 o número de pessoas que registraram boletim de ocorrência reclamando que foram lesadas pela lojas de carros Destak Veículos, em São José, na Grande Florianópolis. O delegado Robson Giovanni da Silva deve indiciar os donos da revendedora por estelionato.

O advogado do estabelecimento, Filipos Karabalis, disse que nesta terça-feira será divulgada uma lista com cerca de 140 casos com resolução em curto prazo.

Ele explicou que a relação, organizada a partir de nomes e placas de veículos, contempla situações em que as pessoas podem obter a documentação pagando entre R$ 200 e R$ 500. Karabalis reconheceu que alguns casos não serão solucionados no curto prazo.

Segundo o advogado, será preciso até dois meses para negociação de um imóvel que terá a venda usada no pagamento de clientes. Karabalis afirmou que os proprietários da revendedora permanecem na cidade em busca de investidores.

Enquanto a Destak negocia, o delegado pretende tomar o depoimento de todas as pessoas que registraram ocorrência. O passo seguinte é analisar cada situação para separar os casos em foi configurado crime daqueles que são apenas questões civis.

O delegado declarou que a investigação do suposto golpe é tratada com prioridade por causa do número de envolvidos. Um esquema especial foi criado e ouviu 40 supostas vítimas até segunda-feira.

Entenda o caso

A Polícia Civil no bairro Kobrasol, em São José, investiga a revendedora de carros Destak Veículos por suspeita de estelionato. De acordo com a delegada Carolini Campos, as pessoas entregavam o carro financiado na troca por outro modelo financiado. A loja se comprometia a quitar a dívida, mas não cumpria a promessa.

O dono da revendedora, Marcelo Clemente, negou estar agindo de má-fé e admitiu crise financeira na empresa. ClicRBS

Leia mais sobre o caso aqui.
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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Procuradora eleitoral pode ser alvo de representação

Sandra Cureau: A procuradora cumpre a lei e os bandidos é que entram na justiça contra a legalidade

PT fala em apresentar queixa ao Conselho do Ministério Público contra Sandra Cureau, que estuda processar Lula

O PT decide hoje se entrará com representação contra a vice-procuradora geral eleitoral, Sandra Cureau, no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

O presidente do partido, José Eduardo Dutra, acusou ontem a procuradora de extrapolar suas funções de zelar pelo cumprimento da legislação eleitoral.

A cúpula petista ficou irritada depois que Sandra afirmou que, em tese, o presidente Lula teria usado irregularmente a máquina pública para promover a candidatura de Dilma Rousseff, na cerimônia de lançamento do edital de licitação do Trem de Alta Velocidade.

— Minha opinião é de que há elementos (para a representação). A vice-procuradora extrapolou suas prerrogativas. Procuradores não podem querer aparecer mais do que candidatos. Ela parece deslumbrada com os holofotes — disse Dutra.

Lula, que já acumula seis multas por propaganda antecipada em favor de Dilma, citou a candidata no evento oficial, apontando-a como a responsável pela consolidação do projeto do trem-bala.

A procuradora pediu cópias das imagens para decidir se entra com uma ação de investigação eleitoral contra o presidente. Anteontem, em Jales (SP), Dilma acusou Sandra de usar "dois pesos e duas medidas".

O que mais irritou os petistas foram os comentários da procuradora à imprensa, nos quais ela sugere que houve uso da máquina pública. O Globo online

Leia mais aqui.


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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Mescolotto: Processo por quebra de sigilo bancário de advogados do Besc foi enviado para a Procuradoria-Geral da República

A quebra de sigilo bancário é um instituto legal que pode ser utilizado de acordo com o que estabelece o artigo 10 da Lei Complementar 105, de 10 de janeiro de 2001, que dispõe sobre o sigilo das operações de instituições financeiras.

O descumprimento desse dispositivo é crime e levou o deputado Antônio Palocci (então ministro da Fazenda no primeiro governo Lula) a julgamento no Supremo Tribunal Federal, no famoso “Escândalo da Quebra do Sigilo do Caseiro Francenildo”.

O que custou a demissão de Palocci do cargo de ministro e seu quase banimento da vida pública e à prisão não serviu de exemplo para alguns que insistem em usar e abusar de autoridade para impor sobre funcionários subordinados situações constrangedoras, sempre à margem da lei.

Cito o caso “Francenildo” para publicar informações que caíram na minha caixa de e-mail, obtidas no site da Justiça Federal de Santa Catarina, versando sobre a quebra de sigilo bancário de advogados do Besc (Banco do Estado de Santa Catarina) por parte de diretores do banco, entre eles o então presidente Eurides Mescolotto (PT), hoje no comando da Eletrosul (Centrais Elétricas do Sul do Brasil).

“No ano de 2005, Mescolotto e a diretoria do Besc (à época composta por três auditores do Banco Central do Brasil e outro servidor do Ministério da Fazenda), criminosamente e ao arrepio da lei, sem autorização judicial e sem que houvesse qualquer indício de irregularidade, promoveram a quebra do sigilo bancário de advogados e ex-advogados que integravam o quadro de funcionários do Besc visando a apropriação de valores correspondentes a honorários advocatícios, que eram pagos pelos devedores do sistema financeiro catarinense quando da recuperação de créditos em operações objeto de ações judiciais.”

- Como na época o departamento jurídico do Besc estava entregue a advogados recém concursados, que “desconheciam” a legislação que disciplina a quebra do sigilo bancário, cometeram, em conjunto com a já mencionada diretoria, esse desatino que está dando o que falar e certamente acarretará prejuízos para a instituição que incorporou o Besc (Banco do Brasil), informa o e-mail enviado pelo ilustre desconhecido.

Para ilustrar essa postagem e não escrever o que foge ao meu conhecimento, busquei no site da Justiça Federal de Santa Catarina o teor do despacho exarado dra. Ana Cristina Krämer, Juíza Federal, que determina o envio do processo para o procurador-Geral da República visando a abertura de denúncia contra os envolvidos.




O nome dos indiciados:

Eurides Luiz Mescolotto
Luiz Mário Lepka
Luiz Gastão de Lata
José Antônio de Castro
José Mauro do Rego Mergulhão
Solon Oliveira do Canto
João Guilherme Tabalipa
Marília Monteggia Reverbel
Leonardo Passos Cavalheiro
Ângela Riter Woeltje
João Francisco de Oliveira
Reginaldo Luiz de Souza Knevitz

Para visualizar ou baixar o arquivo em PDF, clique aqui. Para consultar o processo no site da Justiça Federal de Santa Catarina, aqui.


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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Santa Catarina: Justiça bloqueia bens do deputado estadual Gilmar Knaesel

O Judiciário bloqueou parte dos bens do deputado estadual Gilmar Knaesel (PSDB), no valor de R$ 434.106,09, equivalente a um gasto irregular feito por ele na reforma e aquisição de equipamentos quando ocupava o cargo de secretário estadual de Turismo, Cultura e Esporte.

A ação civil pública por ato de improbidade administrativa foi proposta pelo Ministério Público de Santa Catarina, cuja apuração concluiu que Knaesel aproveitou-se de um incêndio ocorrido na Secretaria de Turismo (Santur) para, com dispensa de licitação, reformar o auditório do prédio e as dependências que ocupava junto com sua equipe de assessores.

O incêndio aconteceu em dezembro de 2007, e o processo de dispensa de licitação para contratar o reparo dos danos foi realizado em janeiro de 2008. Foi escolhida a empresa Kerberos Inovações Empresariais Ltda, de Florianópolis, pelo valor inicial de R$ 599.217,74, mais R$ 277.502,53 de um aditivo ao contrato, totalizando R$ 876.720,27.

Com essa contratação, foram reparadas as áreas afetadas pelo incêndio, mas também reformados ambientes do prédio que não haviam sido atingidos ou danificados pelo fogo, como o gabinete do secretário, seu lavabo, sala de reuniões, a sala da Chefia de Gabinete, das assessorias e recepção do gabinete, salão de serviços de apoio, sala de reuniões dos assessores, sala do diretor, lavabo do diretor e o auditório do prédio.

O bloqueio é para assegurar recursos que devem ser ressarcidos aos cofres públicos e alcança também os bens da empresa Kerberos Inovações Empresariais Ltda. e de Clóvis Margreiter, seu representante. ClicRBS

Leia mais aqui.


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terça-feira, 11 de maio de 2010

Governo Lula: Corregedoria da PF é favorável a inquérito para investigar Tuma Júnior

Romeu Tuma Junior, Secretário Nacionanal de Justiça: Ou a raposa tomando conta do galinheiro

A PF divulgou nota à imprensa nesta terça-feira a respeito das denúncias envolvendo o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, divulgadas há uma semana pelo O Estado de S.Paulo. Segundo a nota, a Corregedoria Regional da Polícia Federal em São Paulo deu parecer favorável à abertura de inquérito.

Entretanto, segundo a PF, os indícios - entre eles, as gravações de conversas telefônicas entre Tuma Júnior e Li Kwok Kwen, apontado como um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo - estão sob segredo de Justiça, e a Polícia Federal depende de autorização judicial para uso do material visando à instauração de inquérito policial.

Leia abaixo a íntegra do texto:

NOTA À IMPRENSA

Sobre os recentes fatos veiculados pela imprensa envolvendo o nome do Secretário Nacional de Justiça em investigações da Polícia Federal, esta instituição esclarece que:

1. Em 2007, durante as investigações da Operação Persona, que visou desarticular esquema fraudulento de comércio exterior de serviços e equipamentos de alta tecnologia para redes corporativas, internet e telecomunicações, foram obtidos indícios de possível corrupção de um policial federal envolvido em esquema de cobrança ilegal de valores para emissão de passaportes na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo;

2. Em agosto de 2008, foi então iniciada a Operação Trovão com o fim de investigar eventual crime contra a Administração Pública, cometidos pelo policial acima mencionado. Dos dados obtidos na interceptação telefônica desta Operação foi identificado outro policial federal que estava cedido à Secretaria Nacional de Justiça, suspeito de também participar do esquema de cobrança ilegal na emissão de passaportes. O referido policial havia chefiado o setor de passaportes da Policia Federal em São Paulo por quase dez anos;

3. Posteriormente, a Operação Trovão resultou em duas novas investigações. A primeira, com o objetivo de apurar contrabando de aparelhos telefônicos celulares falsificados envolvendo uma organização criminosa liderada por cidadão chinês residente em São Paulo, que foi denominada Operação Wen Jin (IPL 14-0594/09). A segunda, para investigar outro grupo criminoso envolvido com violações de sigilo telefônicos sem autorização legal, da qual supostamente faria parte um policial federal aposentado - Operação Linha Cruzada (IPL 14-0593/09);

4. Dessas duas operações (WEI JIN e LINHA CRUZADA) resultaram outros dois novos inquéritos. O primeiro, n. 5-0738/2009, visando investigar fraudes na obtenção de visto de permanência de estrangeiros no Brasil, praticadas pelo mesmo cidadão chinês e seu filho. O segundo, n. 5-0737/2009, para investigar crime de advocacia administrativa por parte do policial federal cedido à Secretaria Nacional de Justiça;

5. Nas investigações acima citadas, a Polícia Federal utilizou, entre outras, a técnica de interceptação de comunicações telefônicas dos investigados, autorizada judicialmente e sob estrita observância da lei, produzindo quinzenalmente relatórios circunstanciados ao Juízo competente;

6. O Secretário Nacional de Justiça não fazia parte do rol dos investigados nem teve suas linhas telefônicas interceptadas;

7. No entanto, durante o monitoramento dos investigados, foram registrados frequentes diálogos telefônicos entre estes e o Secretário Nacional de Justiça;

8. Após a deflagração da operação Wei Jin, em setembro de 2009, o Secretário Nacional de Justiça procurou espontaneamente a Polícia Federal e prestou declarações sobre suas relações com o cidadão chinês investigado, que havia sido preso preventivamente. O termo de declarações não foi juntado ao inquérito da operação Wei Jin por não ter relação direta com os fatos apurados naquele procedimento;

9. A análise do conjunto de indícios existentes contra o Secretário Nacional de Justiça nas investigações foi concluída pela Corregedoria Regional da Polícia Federal em São Paulo em fevereiro de 2010, com parecer favorável à instauração de inquérito policial;

10. Os diversos indícios sobre o possível envolvimento do Secretário Nacional de Justiça constam de diferentes procedimentos, todos sob segredo de Justiça. Dessa forma, a Polícia Federal depende de autorização judicial para uso do material visando à instauração de inquérito policial específico para apurar a prática, em tese, de crime contra a Administração Pública.

Estadao Online


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