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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Enchentes no Rio de Janeiro: Governo confirma 547 mortes na região serrana do RJ; ainda chove

altTragédia no Rio: Moradores e membros da equipe de resgate procuram por sobreviventes das enchentes em Teresópolis

Balanço parcial divulgado pelo governo estadual na noite desta sexta-feira aponta 547 mortes em cinco cidades da região serrana do Rio devido à chuva desta semana. Há desaparecidos. Nesta sexta, voltou a chover forte em Petrópolis, dificultando a busca por vítimas. A chuva também não deu trégua em Nova Friburgo.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil, 247 pessoas morreram em Nova Friburgo, 237 em Teresópolis, 43 em Petrópolis e 16 em Sumidouro. Também há registro de quatro mortes em São José do Vale do Rio Preto.

Ainda conforme o balanço, Petrópolis tem 3.600 pessoas desalojadas - temporariamente na casa de amigos ou parentes - e 2.000 desabrigados - perderam as casas e dependem de abrigos públicos.

Em Teresópolis, são 960 desalojados e 1.280 desabrigados. Nova Friburgo tem 3.220 desalojados e 1.970 desabrigados.

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta sexta-feira o envio de R$ 100 milhões para ajudar as cidades serranas do Rio, informou o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. O dinheiro faz parte de um total de R$ 780 milhões liberados por Dilma, por meio de medida provisória editada na quarta-feira (12), para as cidades e Estados prejudicados pelas chuvas.

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), afirmou hoje que haverá o momento de se fazer "autocrítica" e "avaliação" sobre a tragédia na região serrana. Mas, para ele, este não é o momento.

"A hora é de arregaçar as mangas e ajudar a essas famílias. É máquina, bombeiros trabalhando. Sempre tem a hora de fazer avaliação. Tem que se fazer uma autocrítica, por que se permitiu fazer tudo isso. Mas agora é resgatar corpos e ajudar famílias desabrigadas. Não vamos perder tempo nesse momento", disse o governador, em visita ao bairro Caleme, em Teresópolis, um dos mais atingidos por deslizamentos e cheias de rios.

Nova Friburgo

Em nova Friburgo, a Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana) da cidade do Rio começou a ajudar a prefeitura na limpeza das ruas da cidade, mas ainda é possível ver muita lama e lixo em vários pontos.

A maioria das lojas continua fechada. Nos poucos supermercados abertos, havia fila para comprar alimentos. O trânsito pela cidade é caótico, devido às interdições de vias para limpeza e resgate de vítimas, mas também por conta de quedas de barreiras, pedras e árvores nas rodovias que saem da cidade.

Os trabalhos de resgate do Corpo de Bombeiros continuam por toda a cidade. Nesta sexta, as equipes de resgate e salvamento conseguiram chegar à localidade de Campo do Coelho, na Rodovia Teresópolis-Friburgo, onde há muita destruição e mortos por deslizamentos de terra.

Segundo a prefeitura, há uma preocupação de resgatar os corpos, mas a prioridade é salvar pessoas com vida que estejam em pontos isolados do município. Nesta sexta, pessoas tiveram que ser resgatadas de um sítio em Córrego Dantas, com a ajuda de um helicóptero e uma corda.

Como o único hospital público da cidade não está conseguindo atender os feridos, o Corpo de Fuzileiros Navais e o Corpo de Bombeiros montaram hospitais de campanha na cidade.

O medo também está presente no cotidiano dos moradores de Nova Friburgo. Como a cidade fica num vale, onde há muitas encostas e rios, a população está encarando o município como uma grande área de risco.

Na manhã de hoje, um boato de que uma barragem havia se rompido levou pânico às ruas do centro da cidade. Milhares de pessoas correram pelas ruas, muitas chorando e em busca de um lugar mais alto para se abrigar, temendo a suposta enxurrada.

Em cada abrigo ou local destruído pela chuva, há uma história de drama familiar. Nem o coordenador da Defesa Civil municipal, coronel Roberto Robadey, escapou. Segundo ele, quatro primos seus estão desaparecidos.

Petrópolis

Em Petrópolis, as famílias que perderam suas casas com a chuva foram levadas para abrigos improvisados em uma escola e três igrejas, onde recebem comida, água, roupas e material de higiene, doados por voluntários, instituições, empresários e pelo governo do Estado.

Os corpos das vítimas da enchente estão sendo levados para o IML (Instituto Médico Legal) do município e, depois de identificados, são enterrados no cemitério local. "O governo lamenta profundamente as mortes provocadas pelo temporal. O rastro de destruição deixado pela chuva é impressionante. Mas estamos desde as primeiras horas da quarta-feira mobilizados para prestar toda a assistência necessária às vítimas, para que elas possam voltar à normalidade o quanto antes", disse o prefeito de Petrópolis, Paulo Mustrangi.

Além de bombeiros, há homens da Força Nacional de Segurança Pública, do Batalhão Florestal da Polícia Militar e da Defesa Civil, com máquinas e equipamentos, trabalhando nas localidades mais afetadas pelas chuvas. À noite, devido à falta de iluminação, as buscas são suspensas e retomadas no início da manhã do dia seguinte.

O centro histórico de Petrópolis e a famosa Rua Teresa, onde está instalado o maior pólo têxtil comercial do país, não foram danificados pelas chuvas e estão abertos normalmente para turistas e compradores. Folha Online

Nova Friburgo e Teresópolis divulgam listas parciais de mortos após chuva. Veja nomes.

Foto: Ana Carolina Fernandes/Folhapress


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Opinião do Estadão: A tragédia fluminense

altTragédia no Rio de Janeiro: Equipes de resgate levam sobrevivente das chuvas em Teresópolis para hospital

Desastres naturais de proporções assustadoras, como os que ocorreram na região serrana do Rio de Janeiro, geralmente são causados por uma rara combinação de fatores, como uma chuva de intensidade anormal, a existência de solo encharcado e instável em decorrência de chuvas anteriores, declives acentuados, falta de vegetação adequada, entre outros. Mas desastres como esses só se transformam em tragédias humanas porque, com a tolerância e até o estímulo irresponsável do poder público, áreas sob risco permanente de deslizamentos são ocupadas desordenadamente. Na região serrana fluminense, nas encostas e nas áreas devastadas pela avalanche de lama e pedras encontram-se desde favelas até residências de padrão elevado, sítios de lazer e hotéis de luxo.

A ocorrência, há décadas, de tragédias semelhantes à registrada agora em Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis e Sumidouro - os municípios mais afetados pelos deslizamentos que, além das centenas de mortes, provocaram o caos, com a interrupção dos serviços urbanos essenciais, o que dificultou ainda mais o socorro às vítimas - deveria ter servido de alerta às autoridades no sentido de adotar medidas preventivas para, pelo menos, reduzir os efeitos das tempestades de verão. Em 1967, a região de Petrópolis foi duramente castigada por um temporal que provocou a morte de 300 pessoas. No ano passado, deslizamento em Angra dos Reis matou 53 pessoas e desalojou outras 3.500. Em todo o Estado do Rio, desastres naturais decorrentes das chuvas provocaram a morte de 74 pessoas em 2010.

A liberação imediata de R$ 780 milhões do governo federal - por meio de medida provisória assinada pela presidente Dilma Rousseff -, para auxiliar os Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo e os municípios mais afetados pelas chuvas recentes, permitirá o início rápido de obras e serviços de recuperação da infraestrutura danificada ou destruída. O dinheiro se destinará também a socorrer as vítimas e, na medida do possível, restabelecer a normalidade nas localidades mais atingidas. Certamente essa verba é insuficiente para tudo isso, mas sua rápida liberação - da mesma forma que a liberação de 7 toneladas de remédios e materiais médicos e o envio de homens da Força Nacional de Segurança Pública para auxiliar no socorro às vítimas - autoriza a esperança de que as coisas mudem com o novo governo.

O que não houve, até agora, foi a decisão de impedir que as tempestades que açoitam a região serrana todos os verões produzam tragédias como a de quarta-feira. Desde sempre, as autoridades locais, às quais compete regulamentar e fiscalizar o uso do solo e impedir a construção de moradias em áreas de risco, como as encostas e as regiões sujeitas a inundações, assistiram impávidas à ocupação desordenada dessas áreas.

Na esfera federal, a verba reservada no orçamento do ano passado do Ministério da Integração Nacional para o Programa de Prevenção e Preparação para Emergência e Desastres era de R$ 425 milhões, mas apenas R$ 167,5 milhões foram aplicados, de acordo com levantamento da organização não governamental Contas Abertas, com base em dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo.

Nenhum centavo dos R$ 450 mil previstos para "apoio a obras preventivas de desastres/contenção na estrada Cuiabá" (em Petrópolis, uma das áreas onde houve deslizamentos) foi aplicado. Nova Friburgo, que registrou o segundo maior número de mortes na quarta-feira, deveria receber R$ 21,5 milhões para "obras de pequeno vulto de macrodrenagem", mas nada recebeu, de acordo com reportagem do jornal O Globo.

Foi graças à imprevidência das autoridades - para não dizer descaso - que se repete em 2011 a tragédia de 1967. Além de afetar dolorosamente a vida das famílias, a falta de projetos e ações destinadas a evitar a ocorrência de desastres naturais em áreas ocupadas por residências tem um forte impacto financeiro. Por não aplicar o que pode em prevenção, o governo acaba tendo de gastar muito mais em obras de recuperação. Que a presidente Dilma aproveite este primeiro desafio a que é submetida para demonstrar que não veio apenas para continuar o que Lula fez.


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Enchentes no Rio de Janeiro: Teresópolis e Nova Friburgo confirmam mais mortos; 508 morrem na região serrana

altCatástrofe no Rio de Janeiro: Chuva que atingiu Nova Friburgo danificou teleférico e soterrou parte de um hotel

Balanços divulgados na noite desta quinta-feira pelas prefeituras de Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo e Sumidouro informam que mais pessoas foram encontradas mortas nas cidade durante as buscas após os temporais que atingiram a região serrana do Rio.

A cidade mais afetada é Nova Friburgo, onde os mortos chegaram a 225. Com isso, o total de mortes - em cinco municípios da região - chega a 508.

A Defesa Civil de Nova Friburgo informou hoje que número de mortos na cidade deve aumentar, uma vez que ainda há pessoas soterradas e são mínimas as chances de encontrar sobreviventes.

A presidente Dilma Rousseff sobrevoou nesta quinta-feira as áreas afetadas e afirmou que momento vivido pelos moradores da região serrana é "dramático" e que as cenas que presenciou são "muito fortes".

O governador Sérgio Cabral (PMDB) voltou a culpar as prefeituras das cidades da região serrana pelo incentivo à moradia em áreas de risco. "Lamentavelmente, o que nós tivemos em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, da década de 1980 pra cá, foi um problema muito semelhante com o que ocorreu na cidade do Rio, que é a desgraça do populismo. Deixar a ocupação pelos mais pobres das áreas de risco", disse. Cabral disse que, apesar de haver mortos que estavam em casas de alto padrão, a maior parte das vítimas são "pessoas humildes".

Os bombeiros afirmam que uma das maiores dificuldades encontradas pelas equipes de regaste na região serrana do Rio é a falta de comunicação, já que os telefones e a internet estão com problemas. Outra dificuldade enfrentada pelas equipes de resgate é em relação aos acessos em algumas partes das cidades de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo.

Saques e buscas

A Folha conseguiu chegar ao alto de Teresópolis de helicóptero. Corpos aguardavam resgate. Cães cheiravam os sacos. Moradores conferiam se havia a algum parente.

"Pode faltar saco, só temos 50", disse um guarda responsável pelo resgate dos corpos.

Um oficial de bombeiros diz que "dúzias de corpos" estão entre o alto, onde havia mais de 200 casas, e o campo de futebol. Nenhum helicóptero havia pousado no local até 16h. Um oficial disse que a demanda era grande. Voluntários dizem que houve saques de bens deixados em meio aos escombros.

IML

O grande número de corpos no IML (Instituto Médico Legal) de Teresópolis obrigou as equipes de técnicos a adotar o reconhecimento dos mortos por meio de fotografias. Cerca de 50 pessoas estão concentradas em frente ao prédio do IML, em busca de parentes desaparecidos.

As fotos dos rostos dos mortos são mostradas pelos peritos a quem busca informações. Só entram no prédio os parentes que reconheceram vítimas por meio das fotografias. O prédio do IML funciona ao lado de uma delegacia de polícia e tem capacidade para receber apenas seis corpos. Até as 12h de hoje já tinham dado entrada 147 corpos. Outro prédio, em frente à delegacia, teve que ser requisitado para receber corpos. Folha Online

Defensoria Pública de Teresópolis libera lista parcial de mortos


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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Tragédia no Rio de Janeiro: Chuvas matam 18 pessoas em Petrópolis; 96 morrem na região serrana

altEnchentes no Rio de Janeiro: Chuva causa deslizamentos de terra e mortes em Teresópolis na região serrana

A Defesa Civil de Petrópolis (RJ) confirmou na tarde desta quarta-feira 18 mortes em razão das fortes chuvas que atingem a região. O órgão estima, porém, que o número final passe de 40, pois muitas pessoas teriam sido arrastadas pelas águas na região. Com isso, chega a 96 o número de mortes na região serrana do Estado - 71 em Teresópolis e sete em Nova Friburgo.

O prefeito de Teresópolis, Jorge Mário Sedlacek (PT), assinou o decreto de estado de calamidade pública no município em razão dos danos.

A Marinha autorizou a liberação de dois helicópteros nas ações de resgate das vítimas das chuvas que atingem a região serrana. As aeronaves serão utilizadas para auxiliar o transporte de pessoal e equipamentos do Corpo de Bombeiros.

Segundo a Marinha, serão enviados um aparelho de grande porte e outro de pequeno porte da força aeronaval. Não está previsto o envio de tropas. O pedido de ajuda foi feito mais cedo pelo governo do Rio.

altEstarrecedor: Imagem área mostra devastação em área de Nova Friburgo, Rio de Janeiro

Chuvas

As chuvas que atingiram a região entre a noite de ontem e a manhã desta quarta-feira se aproximaram do esperado para todo o mês de janeiro inteiro, segundo dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

Em 12 dias, já choveu em Nova Friburgo 84% a mais do que o volume esperado para todo o mês. Das 9 h de ontem às 9 h desta quarta-feira, foi registrado um índice pluviométrico de 182,8 mm - o índice esperado para janeiro inteiro era 199mm. Desde o começo do ano, as chuvas acumuladas na cidade são de 366,8 mm. Cada milímetro equivale a um litro de água por metro quadrado.

A região do Vale do Cuiabá foi a mais atingida na cidade, com a água subindo mais de cinco metros de altura. Muitas casas foram destruídas pela força das águas do rio Santo Antônio.

Já em Teresópolis, o volume de chuva registrado nas mesmas 24 horas chegou a 124,6 mm. Com isso, as chuvas acumuladas no mês chegaram a 219 mm. O esperado para o período era de algo entre 140 e 200 mm.

O Inmet não tem números sobre a chuva em Petrópolis. A previsão do instituto é que as chuvas fortes continuem nos próximos dias, na região serrana e em outras áreas do Estado do Rio. Folha Online

Foto 1: Paulo Cezar/Ag. O Globo – Foto 2: Marino Azevedo/Governo do Estado do Rio de Janeiro)

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terça-feira, 30 de março de 2010

Santa Catarina: Casas são isoladas devido ao risco de deslizamento em São José

Colônia Santana, São José: A coisa ficou preta numa localidade esquecida pela administração pública

Desde o fim de semana, 60 famílias estão alojadas em casas de parentes e amigos

A Defesa Civil em São José, na Grande Florianópolis, isolou 60 casas desde o último dia 25. Na data, a comunidade do bairro Côlonia Santana sofreu com alagamentos e o deslizamento de parte de uma área de morro, provocados pela grande quantidade de chuva.

As residências interditadas ficam em três ruas próximas de onde houve o desmoronamento. Conforme o coordenador da Defesa Civil no município, José Delmir da Silva, nenhuma família se opôs a sair e todas foram encaminhadas para casas de parentes ou amigos.

A retirada das famílias começou no sábado e durou até a madrugada de domingo. Delmir destaca que a medida foi tomada como prevenção. O solo continua encharcado na região e desde o deslizamento as fendas no solo aumentaram 15 centímetros.

— Desde o dia 26, após o evento, máquinas estão trabalhando na parte que deslizou e também está sendo feita a contenção. Mas antes disso terminar as famílias poderão voltar para suas casas, basta o terreno firmar. Para isso, precisa parar de chover — explica o coordenador. ClicRBS

Foto: Charles Guerra - DC

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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Santa Catarina: Roupas doadas às vítimas da enchente são jogadas no lixo

Na semana passada, roupas foram encontradas em área destinada a entulhos da construção civil

Peças de roupas doadas às vítimas da enchente de novembro do ano passado foram jogadas no lixo em Itajaí (SC). O material estava armazenado desde novembro em galpões sem quaisquer condições de conservação e ficou danificado.

O prefeito de Itajaí, Jandir Bellini, justificou o descarte do material por se tratar de roupas e calçados "podres". De acordo com o prefeito, dois laudos da Fundação do Meio Ambiente (Famai) comprovam o péssimo estado de conservação do material, além de recomendarem o descarte em um aterro sanitário. Portal G1

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Santa Catarina: Previsão de chuvas no final de semana

Calçadão da Felipe Schmidt, Florianópolis, hoje pela manhã

O fim de semana será chuvoso na maioria das cidades de Santa Catarina. A chuva será persistente e volumosa no Vale do Itajaí e no Litoral, onde a precipitação deve ser intensa entre Tubarão e Passos de Torres, além de São Francisco do Sul e Itapoá.

De acordo com o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram), há risco de alagamentos e deslizamentos de terra. A Defesa Civil do Estado já está em alerta. Em caso de emergência, a população deve recorrer ao telefone 199.

No sábado, estão previstas, rajadas de vento sudeste no litoral, associadas à precipitação. No domingo, o centro de baixa pressão responsável pela chuva deve se afastar para o oceano. Mas o tempo só deve melhorar na segunda-feira. Na região litorânea, poderá chover de forma amena. ClicRBS

Comentário: O maior problema mesmo é esse vento leste que sopra no nosso litoral. Os pescadores de Laguna costumam dizer que o vento leste é o pior de todos, pois sempre vem acompanhado por chuvas (tempo murrinha, pra ser mais exato).


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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Enchentes em Santa Catarina - Defesa Civil contabiliza danos provocados pelas últimas chuvas

Detalhe da barreira que caiu próximo ao condomínio Nova Cidade, em Palhoça, Grande Florianópolis

As chuvas de segunda-feira (15) e da madrugada desta terça-feira (16) trouxeram mais prejuízos em, pelo menos, seis municípios de Santa Catarina. Conforme registro no Departamento Estadual de Defesa Civil (Dedc), a cidade mais afetada é Palhoça, onde mais de dez bairros enfrentam alagamentos. De acordo com relatório divulgado pela Defesa Civil no início da noite desta terça-feira, só a cidade de Joinville já soma 20 mil desalojados.

Em Palhoça, a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil atendeu ocorrências de alagamentos de ruas e casas nos bairros Frei Damião, Ponte de Imaruí, Pedra Branca, Eldorado, Centro, Rio Grande e Brejarú. Nos bairros Passa Vinte, Jardim das Palmeiras e Bela Vista foram registrados deslizamentos. No Passa Vinte, 32 apartamentos de um condomínio residencial foram evacuados, por medida de segurança. Entre as pessoas que deixaram os apartamentos, cerca de seis famílias foram alojadas em um abrigo no bairro Bela Vista, no Centro Educacional Dom Jaime Câmara, antiga Fucabem. As famílias abrigadas em salões de festa continuam no local. A Defesa Civil municipal ainda não repassou o número de pessoas que foram retiradas de suas residências.

No município de São José, a chuva provocou alagamentos nos bairros Sertão do Imaruim, Forquilhinha, Picadas do Sul e Flor de Nápolis. As pessoas que tiveram que deixar suas casas devido aos riscos de deslizamentos ou alagamentos já retornaram no fim da tarde desta terça-feira (16). Não há desabrigados no município.

Pelo menos oito bairros foram afetados pelas chuvas fortes em Joinville, onde, conforme informações repassadas ao Dedc pelo Corpo de Bombeiros e pela Polícia Militar Ambiental, há 20 mil pessoas desalojadas, 120 desabrigadas e cerca de 250 mil afetadas. No município foram 7 mil residências danificadas e 3 totalmente destruídas. Defesa Civil/SC


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Enchentes em Santa Catarina - Defesa Civil alerta para novos deslizamentos

Florianópolis - Parte do barranco cedeu no Morro da Caixa, próximo à via expressa

Para as próximas 12 horas, a Epagri/Ciram mantém a previsão de tempo instável com céu encoberto e chuva persistente ao longo do dia, na região Leste do estado.

A chuva poderá ser de intensidade moderada a forte em alguns momentos. O acumulado deve variar entre 40 e 60 mm, entre a Grande Florianópolis e o Vale do Itajaí; e de 50 a 80 mm na região próxima a Joinville, podendo provocar mais problemas de alagamentos e deslizamentos.

De acordo com os meteorologistas da Epagri/Ciram, o total de chuva acumulada nas últimas 12 horas, que foi de 179mm, já superou a média mensal de 172mm, no município de São José.

Diante das previsões, o Departamento de Defesa Civil (DEDC) recomenda a atenção da população devido aos riscos de deslizamento e mais alagamentos. Para garantir a segurança das pessoas, especialmente nas áreas de encostas e morros, a Defesa Civil solicita que qualquer sinal de deslizamento, como inclinação de árvores, movimentação do solo ou rachaduras, seja imediatamente comunicado à Defesa Civil do município, através do 199. No caso de alagamento, a população deve evitar o contato com a água, já que pode estar contaminada e provocar doenças. Também é aconselhável não dirigir em lugares alagados.

“É importante que a população fique atenta e que no caso de risco atenda às recomendações da Defesa Civil. Muitas pessoas morreram soterradas porque não obedeceram as determinações técnicas e permaneceram em regiões de risco”, ressalta Alves. Defesa Civil/SC


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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Enchentes em Santa Catarina - Após furtos, empresa distribuirá donativos

Donativos chegam à Central de Distribuição da Vila Germânica – Blumenau

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Blumenau vai contratar uma empresa de logística para distribuir donativos às vítimas das enchentes. A medida foi tomada após a divulgação de imagens pela RBS TV em que voluntários e integrantes do Exército apareceriam furtando roupas e mantimentos em um centro de triagem que funciona no Parque Vila Germânica, em Blumenau.

Nas imagens, divulgadas na noite de ontem, mulheres que trabalhavam como voluntárias no centro escolhiam peças de roupas que supostamente levariam para casa. Uma delas saiu do pavilhão com um carrinho de supermercado cheio.

A gravação também mostra soldados que descarregavam um caminhão de donativos pegando roupas, tênis e experimentando chapéus. De acordo com as imagens, eles colocaram tudo dentro das bolsas saíram com duas mochilas cheias. Conforme a reportagem, eles pertencem ao 23º Batalhão de Infantaria em Blumenau.

De acordo com Secretaria de Desenvolvimento Regional de Blumenau, que abrange as cidades de Blumenau, Gaspar, Pomerode, Luiz Alves e Ilhota, um Boletim de Ocorrência foi registrado no 1º Distrito Policial da cidade por furto. Além do boletim, outra medida tomada foi a transferência da central de donativos para outro local.

Apesar da contratação de mão de obra especializada para fazer a distribuição dos donativos, o trabalho voluntário ainda é aceito, informou a secretaria. Os casos registrados foram tratados como "isolados" e serão investigados. A empresa de logística deverá iniciar o trabalho ainda nesta semana, por tempo indeterminado.

De acordo com a reportagem exibida pela RBS TV, o comandante do 23º Batalhão de Infantaria em Blumenau afirmou que os soldados envolvidos serão investigados por uma sindicância, que tem 20 dias para ser concluída. Redação Terra


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Enchentes em Santa Catarina - RBS TV flagra furto de donativos em Blumenau

Uma reportagem veiculada pela RBS TV na noite deste domingo mostrou voluntários e soldados do Exército que trabalham na Vila Germânica, em Blumenau, no Vale do Itajaí, furtando roupas e mantimentos doados para às vítimas da enchente que atingiu Santa Catarina. As imagens mostraram pessoas saindo com o carro cheio de donativos.

Os furtos ocorreram no Pavilhão 1 do Parque Vila Germânica, que é administrado pelo governo catarinense. O local funciona como uma central de triagem de produtos doados do Brasil inteiro.
Havia duas maneiras de levar o material destinado aos flagelados das cheias. A primeira ocorria logo que os caminhões chegavam com os donativos. Os soldados descarregavam os produtos e empurravam para um monte. Outro grupo experimentava o material e, se servisse, colocava dentro de mochilas. Em seguida, saíam normalmente com mochilas cheias.

O grupo aparece pegando roupas, tênis e outros objetos. Cada um sai com pelo menos duas mochilas cheias. O outro grupo que furtava os donativos eram os voluntários e os conhecidos deles. Eles chegavam de carro e selecionavam o que agradava.

A opinião de Luiz Carlos Prates

Comentário: A falta de controle, a desorganização e a desonestidade de pessoas descompromissadas com a solidariedade dão margem a esse tipo de atitude. O que se verifica nessa matéria da RBS é a pontinha de um grande iceberg. Não mudou nada em relação às enchentes anteriores que assolaram o Estado de Santa Catarina. Por diversas oportunidades tenho utilizado o chat da CBN/Diário (programa Notícias na Manhã apresentado por Mário Motta) sugerindo que a Defesa Civil coloque em seu site um relatório de todas as doações feitas em dinheiro, a forma de aplicação desses recursos, quem pagou, quem recebeu, o que foi adquirido, os comprovantes fiscais, enfim, tudo o necessário para que a grande parte desses recursos fruto de doações chegue aos seus reais destinatários. Olho bem aberto com relação aos nossos “despretensiosos” políticos. Esses são os verdadeiros urubus do dinheiro e das ações voltadas ao auxílio das pessoas que atravessam tão difíceis tempos!

As notícias são do Diário Catarinense e RBS TV


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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Enchentes em Santa Catarina – Uma pergunta fica no ar

"Por que?" - Mensagem retirada do Mural do site da Defesa Civil

A mensagem acima foi registrada no Mural do site da Defesa Civil, espaço virtual destinado para que pessoas deixem suas mensagens a procura de informações sobre parentes, amigos, ou para manifestarem solidariedade às vítimas das enchentes que assolaram o nosso estado.

A pergunta que o “Visitante” faz merece uma análise não muito profunda, mas com certeza deixa uma grande interrogação, principalmente entre as pessoas que têm tirado muito de si para emprestar ao seu próximo.

Com a palavra a Defesa Civil de Santa Catarina que no dia de ontem editou uma nota solicitando que as doações sejam suspensas momentaneamente.


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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Enchentes em Santa Catarina – Defesa Civil pede que doações sejam suspensas momentaneamente

Central de Arrecadação de Doações de Navegantes - Vale do Itajaí

As centenas de toneladas de doações recebidas, até esta quarta-feira, pelas Centrais de Arrecadação e Distribuição, montadas pelo Governo do Estado, já superaram a capacidade de armazenamento disponível no momento. Para facilitar a logística de distribuição a Defesa Civil catarinense pede que as arrecadações sejam suspensas momentaneamente e que o transporte das doações, já previsto, seja agendado através do telefone 48-4009-9886. Doações em dinheiro continuam sendo solicitadas.

"Neste momento as centrais estão cheias e não há espaço físico para receber mais suprimentos. Em alguns pontos, caminhões enfrentam longas filas para descarregar as doações" garante o diretor da Defesa Civil, major Márcio Luiz Alves.

A orientação é para que o transporte de doações só seja programado a partir da próxima semana, quando passará a operar uma nova Central de Arrecadação e Distribuição, com 10 mil metros quadrados, na Grande Florianópolis. "Neste momento não há necessidades, porém é importante lembrar que muitos abrigos ficarão ativados durante meses e será necessário abastecê-los com os recursos armazenados", explica o diretor.

Doações em dinheiro continuam sendo solicitadas, sendo que além de facilitar a logística de arrecadação e distribuição, movimentam a econômica local dos municípios afetados.

Para o secretário da Justiça e Cidadania, Justiniano Pedroso, a solidariedade dos brasileiros superou todas as expectativas e demonstra a dimensão do desastre. "Santa Catarina agradece as milhões de demonstrações de apoio de cidadãos brasileiros e  empresas que se mobilizam para ajudar a reconstruir a vida das vítimas do desastre. As demonstrações de solidariedade fortalecem o trabalho de todas as equipes envolvidas e somam-se aos esforços dos governos para garantir o retorno da normalidade", afirma.

Conforme a demanda a Defesa Civil catarinense poderá divulgar novos pedidos de doações. Defesa Civil/SC


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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Florianópolis - Fenda em morro do Pântano do Sul deixa 40 pessoas desalojadas

 caminho_da_costa_de_cima_pantano A Defesa Civil Estadual confirmou na noite desta terça-feira que uma fenda no Morro da Costa de Cima, no bairro do Pântano do Sul, em Florianópolis, deixou um alerta de perigo de deslizamento no local.

Cerca de 40 pessoas foram retiradas e estão em casas de parentes. A fenda ocorreu na Rua Rozália Paulina Ferreira. A Defesa Civil de Florianópolis está monitorando o local. Defesa Civil/SC

Atualização – 09h30m

Depois de uma reunião nesta terça-feira com a Defesa Civil, Secretaria de Obras, Habitação e geólogos da Udesc, cerca de 40 moradores do Morro da Costa de Cima, no Pântano do Sul, em Florianópolis, aceitaram deixar a localidade, que de acordo com laudo de geólogos da Udesc tem risco iminente de deslizamentos.

— Estamos contestando esse laudo e vamos buscar um contralaudo, porque isso já ocorreu outras vezes e nada caiu — diz o morador Marcos Ventura da Silva, 38 anos, que deixou a residência na semana passada.

No acesso ao morro, a Defesa Civil colocou uma faixa amarela interditando o local. Por enquanto, mesmo que faça sol, as famílias não podem voltar para suas casas. Segundo Luiz Eduardo Machado, subcoordenador da Defesa Civil de Florianópolis, há fendas no morro que indicam uma possibilidade de desmoronamento duas vezes maior do que o que ocorreu na SC-401. Jornal Hora de Santa Catarina


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Enchentes em Santa Catarina: Defesa Civil subestima número de desaparecidos

O número de pessoas desaparecidas após as enchentes que atingiram o Vale do Rio Itajaí-Açu e do litoral norte catarinense é quase o triplo do levantamento oficial da Defesa Civil de Santa Catarina. Pelo menos 84 pessoas estão desaparecidas apenas em seis municípios atingidos pelas cheias, segundo informações obtidas ontem com prefeituras, comandos do Corpo de Bombeiros e equipes da Defesa Civil Municipal. Nas estatísticas oficiais, o número de desaparecidos subiu ontem de 19 para 31 - com 12 registros de Ilhota.

O Centro de Operações da Defesa Civil de Santa Catarina diz que há dificuldades para centralizar informações e admite que esse número deve aumentar. "O número de desaparecidos deve ser ainda maior. Em Ilhota, Luiz Alves, Blumenau e Itajaí, especialmente na zona rural, há diversos pontos inacessíveis para resgate", assume o chefe do Centro de Operações da Defesa Civil do Estado, Edemilson Irineu Corrêa. "Pode levar semanas para sabermos exatamente quantos são os desaparecidos - ou para encontrá-los. E ainda não estamos na fase de vasculhar locais soterrados, mas de prestar socorro a vítimas e assistência nos abrigos."

Após questionamento da reportagem sobre os desaparecidos, a Defesa Civil de Santa Catarina enviou solicitação ontem à Delegacia-Geral de Polícia Civil para que o órgão ficasse responsável pelo levantamento do número de desaparecidos na enchente em Santa Catarina. "É a maneira mais produtiva, transparente e objetiva de tratar do assunto", diz Corrêa. Dos 116 mortos na tragédia até o momento, só 22 constavam oficialmente ontem como não-identificados - há ainda 78.707 flagelados. Agência Estado


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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Tragédia em Santa Catarina - Dois bombeiros ficam feridos durante resgate de vítimas

O diretor da Defesa Civil Estadual, major Márcio Luis Alves, confirmou no início da noite deste domingo que durante operação da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) na localidade de Braço do Joaquim, em Luís Alves, no Vale do Itajaí, ocorreu um deslizamento que atingiu a equipe de resgate e as duas vítimas que estavam sendo removidas do local, uma criança de seis anos e um adolescente de 16.

— Este é o primeiro acidente que nós temos com uma equipe onde dois profissionais foram hospitalizados. A situação é de muito risco porque nós temos não só as equipes trabalhando, mas algumas pessoas ainda que se negam a sair dessa área que é de alto risco — diz o major Márcio.

O bombeiro Milton Pitan, do Rio Grande do Sul, está com ferimentos graves e foi encaminhado ao hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, assim como a criança e o adolescente. Pitan está na UTI e se encontra em quadro estável, sem risco de morte, segundo informações do capitão Giovanni Matiuzzi, comandante da FNSP em SC.

Um segundo bombeiro, soldado Vieira, também do estado gaúcho, foi ferido e encaminhado ao posto avançado do Samu, em Luís Alves, para receber o primeiro atendimento. De acordo com o capitão da FNSP, Vieira possui uma luxação no ombro e passa bem. Os demais seis integrantes sofreram escoriações leves e também foram atendidos no posto de Luís Alves. DC Online


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