sábado, 7 de agosto de 2010

Opinião do Estadão: A desmoralização do Enem

Incompetência na Educação: Lula e seu ursinho de pelúcia, Fernando Haddad, ministro da Educação

Os fatos não confirmam as repetidas declarações do presidente Lula de que o ministro da Educação, Fernando Haddad, é um dos mais competentes membros de sua equipe. O vazamento dos dados pessoais de 12 milhões de alunos que se submeteram às três últimas edições do Enem é mais uma confirmação de que pouca coisa funciona bem na área de educação. Informações que deveriam ser mantidas em sigilo foram expostas no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) com acesso livre.

Trata-se de falha grave. Em primeiro lugar, porque resultou no desrespeito ao direito à inviolabilidade de informações pessoais previsto pela Constituição, no capítulo das garantias fundamentais, e em uma violação das leis que disciplinam a segurança no processamento de dados pessoais em órgãos públicos. E, em segundo lugar, porque o episódio expõe os alunos a investidas de criminosos, uma vez que os dados vazados constituem um verdadeiro maná de informações para estelionatários e até sequestradores. Com o CPF, o RG e os nomes dos pais de uma pessoa é possível a prática de uma série de delitos - da confecção de documentos falsos à abertura de empresas fictícias e contas bancárias. "O criminoso comete os crimes, mas consegue ficar com o nome limpo, enquanto o estudante que prestou o Enem pode ficar com o nome sujo", diz o delegado Eduardo Gobetti, do Deic.

Como o regulamento do Enem é taxativo, comprometendo-se a resguardar o sigilo das informações sobre os candidatos, o vazamento é a pá de cal na desmoralização daquele que já foi um dos mais respeitados mecanismos de avaliação escolar do País. Decorrentes da inépcia do MEC, os primeiros problemas do Enem começaram em 2009, com as dificuldades enfrentadas pelos candidatos para se inscrever pela internet no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que permite usar as notas do exame no vestibular das universidades federais.

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Dilma: Loading...


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Irã tem novo método de enriquecimento de urânio

Mahmoud Ahmadinejad e Lula: O esperto dando uma de otário e o otário dando uma de esperto. Um espetáculo!

Apesar das sanções internacionais recentemente impostas, o Irã começou a usar equipamentos extras, instalados neste ano, para enriquecer urânio de forma mais eficiente, informou nesta sexta-feira uma entidade ocidental.

O Instituto para a Ciência e a Segurança Internacional afirmou em seu site que Teerã passou a usar uma segunda 'cascata' (conjunto) de centrífugas nucleares na usina-piloto de Natanz.

A entidade não revelou a fonte de sua informação.

O Irã já vinha enriquecendo urânio e, em fevereiro, anunciou que conseguiria elevar a 20% o grau de pureza do material obtido, suficiente para uso em reatores de pesquisas médicas.

Os Estados Unidos e seus aliados temem que o Irã se encaminhe para enriquecer urânio a mais de 90%, grau necessário para o uso em armas. Teerã nega ter essa intenção.

Analistas dizem que a única 'cascata' que vinha sendo usada no enriquecimento a 20% era ineficiente, porque gerava uma grande quantidade de urânio baixamente enriquecido, junto com o material altamente enriquecido.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) já havia relatado que o Irã tinha instalado uma segunda 'cascata', mas que não tinha começado ainda a usá-la. O Globo Online

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Florianópolis: MP descarta terceiro suspeito em denúncia de violência sexual contra adolescente

Apuração do caso deve ser concluída até sexta-feira

A promotora da Infância e Juventude Walkyria Ruicir Danielski descartou a participação de um terceiro adolescente no caso da denúncia de violência sexual contra uma garota de 13 anos, em Florianópolis. A conclusão foi anunciada após o depoimento do próprio adolescente, na manhã desta quarta-feira, à promotora, no Fórum Desembargador Eduardo Luz, no Centro da Capital.

O interrogatório do adolescente durou uma hora. Ele compareceu com um responsável e um advogado. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público (MP), antes mesmo do depoimento a promotora já o considerava apenas como testemunha.

O fato ocorreu na noite de 14 de maio, no apartamento de um dos dois adolescentes suspeitos. O jovem ouvido nesta quarta esteve no local naquele dia, mas não teve participação no episódio.

A promotora informou, por meio da assessoria do MP, que pretende concluir a apuração até sexta-feira. Mas o prazo poderá se estender até a semana que vem. Nesta quarta-feira, a promotora ainda aguardava os resultados de laudos complementares pedidos ao Instituto Geral de Perícias (IGP).

A promotora poderá encaminhar a investigação para a Justiça com a recomendação de arquivamento ou aplicação de medida socioeducativa para os dois adolescentes. Os nomes dos menores envolvidos não são divulgados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Diário Catarinense


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O caso Sakineh Ashtiani: Teerã agora diz que iraniana é homicida e confirma execução

Sakineh, que será executada no Irã, e o asqueroso Marco Aurélio que diz: “obviamente, nada muda” na relação Brasil-Irã

A Corte Suprema do Irã ignorou ontem apelos de defensores dos direitos humanos e atendeu ao pedido do Ministério Público para que a iraniana Sakineh Ashtiani seja executada. Em uma aparente tentativa de aplacar as críticas internacionais, Teerã mudou o teor da principal acusação contra Sakineh - de adultério para assassinato. O tribunal definirá na próxima semana se ela será enforcada ou apedrejada. Não cabe recurso.

Em entrevista ao Estado, Gholan Dehghani, diretor de Assuntos Políticos Internacionais da chancelaria iraniana, deixou clara a posição de Teerã: “Ela (Sakineh) é uma criminosa. E esse caso não é político, é criminoso”, disse. “A história foi apresentado como sendo de adultério. Mas isso é uma forma de enganar a opinião pública mundial. Essa mulher é acusada de assassinato e muitas coisas mais terríveis que eu não tenho nem coragem de descrever.”

Na terça-feira, o Irã disse que o presidente Lula só se ofereceu para receber Sakineh no Brasil porque não tinha informações sobre o caso. Segundo o assessor de Assuntos Internacionais do Planalto, Marco Aurélio Garcia, o chanceler Celso Amorim havia conversado três semanas antes com autoridades iranianas. Na ocasião, manifestou a preocupação do governo brasileiro com a situação de Sakineh. Aparentemente, a acusação de assassinato não foi mencionada. Garcia disse ontem que o desfecho do caso não altera as relações entre Brasil e Irã. “Obviamente, não vai mudar de jeito nenhum. Não tem razão para mudar.”

Grupos de direitos humanos alegam que a acusação de assassinato foi retomada para amenizar as críticas internacionais, uma vez que países como os EUA também preveem a pena capital para homicidas. “Há dois dias, voltaram a usar esse argumento para justificar sua execução”, disse ao Estado Mina Ahadi, ativista que vive refugiada na Alemanha e trabalha no apoio a Sakineh. Estadão Online

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Florianópolis: Prefeito oficializa rescisão de termo para revitalização da Câmara Municipal

Cristina Piazza é exonerada por Dário Berger, que deixa José Carlos Rauen como secretário. É muita treta!

Acordo, que previa R$ 25 milhões para obra, foi firmado entre ONG e prefeitura

O prefeito Dário Berger (PMDB) recebeu, na tarde desta segunda-feira, o relatório que aponta os equívocos do contrato para revitalização do antigo prédio da Câmara Municipal de Vereadores. O documento foi entregue pelo procurador de Florianópolis, Jaime de Souza.

Com o papel em mãos, Dário oficializou a rescisão do Termo de Parceria, firmado entre a ONG DiverSCidades, presidida pela arquiteta Cristina Maria da Silveira Piazza, e a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, comandada por José Carlos Rauen.

O prefeito também entendeu que não houve má-fé por parte do secretário Rauen, que permanece no cargo. Dário afirmou ainda que quer descobrir o responsável pela elaboração do termo.

O relatório de Jaime de Souza aponta os equívocos do contrato, o que justificaria a suspensão do acordo. O termo foi assinado em janeiro e previa R$ 25 milhões para a restauração do prédio, na Praça XV.

Piazza tornou-se o pivô da polêmica sobre a parceria com a prefeitura, porque era diretora de planejamento do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) quando o acordo foi assinado. Cristina foi exonerada do cargo pelo prefeito.

Dois fatores agravam a situação: o Ipuf poderia tocar diretamente a restauração e a DiverSCidades nunca realizou uma obra de restauração que a credenciasse a gerenciar os serviços.

A ONG rebate que seus arquitetos têm especialização na área. A entidade também estaria em situação irregular por não ter registro no Ministério da Justiça. O prazo para defesa da ONG termina nesta semana. ClicRBS


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Mais um dossiê: PT x PT; filha de Mantega é acusada de tráfico de influência

Um novo suposto dossiê, desta vez de petista contra petista, agita a campanha presidencial a pouco mais de duas semanas do início do horário eleitoral na TV, no próximo dia 17. Setores da oposição criticaram a descoberta de uma carta anônima que teria sido elaborada por setores do PT contra o próprio governo. O alvo seria o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e envolveu a disputa pelo comando da Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil. As acusações foram publicadas em maio pelo jornal "Valor Econômico" e neste domingo pela "Folha de S.Paulo".

Na carta, uma das filhas do ministro, a empresária, atriz e modelo Marina Mantega, é acusada de tráfico de influência junto ao vice-presidente de Negócios de Varejo do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, que era cotado para assumir a presidência da Previ. O texto, de uma folha, virou um dossiê contra Mantega, que apoiava a indicação de Cafarelli.

O presidente nacional do PSDB, o senador Sérgio Guerra (PE), teme que uma onda de dossiês contamine ainda mais a disputa eleitoral. Para o tucano, os petistas têm verdadeira obsessão e compulsão por dossiês.

- Eles são viciados em dossiês, é uma questão obsessiva e compulsiva do PT e do governo. Os petistas são cheios de hábitos estranhos - disse Guerra, que também é coordenador da campanha presidencial de José Serra (PSDB).

Guerra teme novo dossiê contra Serra

O tucano disse que teme uma possível nova investida contra a candidatura de Serra. Há quase dois meses, o PSDB descobriu que um documento com dados sigilosos do Imposto de Renda do vice-presidente do partido, Eduardo Jorge, estaria em poder da equipe de campanha da petista Dilma Rousseff.

- Se eles fazem até contra eles, imaginem o que pode fazer contra nós - disse Guerra.

O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, desqualificou o suposto dossiê:

- Isso não é dossiê. É uma carta anônima e sem sustentação.

Dutra disse que a notícia sobre a existência da "carta" é "assunto velho".

Caffarelli esteve com Marina Mantega por três vezes, na sede do banco, em São Paulo, segundo reportagem da "Folha de S.Paulo". Os dois teriam se conhecido quando Marina, economista de formação, trabalhava no banco Pine. Ela conversou com Caffarelli para pedir informações, como linhas de exportação, mas em uma das ocasiões questionou sobre a dívida de uma empresa. A reportagem da "Folha" cita que seria a Gradiente, empresa da qual seu namorado Ricardo Staub é sócio. Caffarelli não teria nem olhado os dados solicitados.

Em uma das cartas anônimas, há o argumento de que, caso o "tucano" Caffarelli assumisse a Previ, a campanha de Dilma Rousseff (PT) poderia ser prejudicada.

Diretamente ligado a uma ala que tentou assumir o comando da Previ, o deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), ex-presidente do PT, divulgou em seu twitter ter sugerido ao ministro da Fazenda uma investigação a respeito dessa carta. Berzoini diz que recomendou "a abertura de uma sindicância interna".

Berzoini tentou emplacar um nome, o do diretor de Participações da Previ, Joílson Ferreira, mas foi preterido. Também estava na disputa o vice-presidente de Negócios Internacionais e Atacado, Allan Toledo. Cafarelli também ficou de fora.

O cargo foi preenchido pelo vice-presidente de Crédito do Banco do Brasil, Ricardo Flores, escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para se ter uma ideia do que estava em jogo, a Previ foi criada em 1904 e é o maior fundo de pensão do país em patrimônio, avaliado em torno de R$ 140 bilhões. O Globo Online

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sábado, 24 de julho de 2010

Os números do Datafolha e o jornalismo como massa de manobra. E ainda: O Sapo Barbudo de Deus

Por Reinaldo Azevedo

A Folha deste sábado traz a pesquisa Datafolha. Foram ouvidas 10.905 pessoas em 379 municípios. A disputa entre o tucano José Serra (37%) e a petista Dilma Rousseff (36%) segue empatada, como vocês viram, com variação dentro da margem de erro. O instituto Vox Populi aponta Dilma com uma vantagem de 8 pontos. O chefão desse instituto, Marcos Coimbra, é colunista da revista petista Carta Capital. Sua empresa faz pesquisas para o PT. Você escolhe, leitor: confia mais no Datafolha, que não trabalha para partidos, com um universo de quase 11 mil entrevistados, ou no Vox Populi, com meros 3 mil, mais o PT, o Mino Carta e o Marcos Coimbra? Se eles próprios tivessem de investir dinheiro numa aposta, certamente escolheriam o Datafolha…  Não, essa gente não rasga dinheiro. Não escrevo este texto para tratar de números ou do viés desse ou daquele. Vocês já sabem disso tudo. O que me importa aqui é o papelão protagonizado por alguns coleguinhas, que se comportam como repassadores de uma droga de que alguns petistas são grandes traficantes: A MENTIRA. A que me refiro?

Acompanhei ao longo da semana uma verdadeira blitz de notas e supostas apurações de bastidores dando conta de que Dilma estaria sete ou oito pontos à frente de Serra segundo uma suposta pesquisa feita pelo PT - coincide com os números “independentes” do Vox Populi! Alguém está surpreso? No mais das vezes, a numerália vinha embalada numa versão: seria o “Efeito Índio”. O nexo estabelecido pelo vice de Serra entre o PT e as Farc teria sido desastroso para a oposição e prejudicado a candidatura tucana. E, como sempre, Lula estaria muito satisfeito com os números. Na opinião do presidente, Índio teria cometido o tal erro etc e tal…

Em pesquisas registradas, sempre se sabe quando os institutos estão em campo porque essa é uma informação pública, encontrável no site do TSE. A versão plantada pelo PT, e por muitos comprada, tinha três objetivos: dois táticos e um estratégico:
1 - influenciar o resultado do Datafolha: nesse caso, busca-se menos interferir na opinião dos entrevistados do que em eventuais ajustes feitos pelo entrevistador. Imaginem: alguma apreensão há no Datafolha quando se chega a um resultado tão distinto de outro instituto. Por que não o contrário? Porque a máquina de difamação só atua de um lado, certo?

2 - Os petistas sabem, claro, que o resultado por eles alardeado é falso. Contam, na imprensa, com a boa-vontade dos ingênuos e com a má fé dos petralhas para espalhar a mentira. Pra quê? Para lançar uma sombra de suspeição sobre os números do Datafolha. Para eles, é útil a falácia de que cada partido tem o “seu” instituto. É como se dissessem: “Ora, se o Vox Populi é nosso porque traz números positivos para nós, então o Datafolha, que é bom para eles, é deles”. Pois é… Ocorre que não é o número a que se chega que torna um instituto mais independente ou menos, mas seus métodos…

Objetivo estratégico. Ou: “Tirem as Farc dos jornais”
3 - O terceiro objetivo já é de natureza estratégica. O PT, na verdade, teme alguns temas mais políticos da campanha - e um deles é sua vinculação com grupos de extrema esquerda dentro e fora do país. Volta e meia, Dilma Rousseff faz, por exemplo, sua profissão de fé contra as invasões de terra, e isso ganha espaço nobre na imprensa, ainda que, no dia seguinte, possa meter na cabeça o boné do MST e acusar o adversário de satanizar os movimentos sociais. Fala, a cada hora, para uma platéia. Mas a tentativa de se mostrar descolada dos sem-terra existe. Afinal, trata-se do mais impopular “movimento social” do país.

Ao plantar a história furada de que Dilma estaria muito à frente de Serra e de que isso seria o “efeito Farc”, o PT tenta, a todo custo, tirar esse tema do noticiário, alimentando a mentira de que tal assunto, se levado para a campanha, seria negativo para Serra.  É claro que se trata de outra formidável mentira. Pouca gente sabe dos laços políticos entre o PT e as Farc: entre os que sabem, há quem os aprecie e quem os repudie.

Entendo que a massa também deve saber. Gostaria de ver na televisão aquele ofício assinado pela presidenciável Dilma Rousseff solicitando os préstimos da mulher de um terrorista ao lado do e-mail em que o próprio conta a seu chefe que tal contratação faz parte de uma operação política. E que tal exibir aqueles e-mails em que os facínoras relatam quais são seus aliados no governo federal? Será que o PT realmente acredita que o assunto “Farc” é positivo para Dilma e que isso foi uma flechada no próprio pé dada por Índio da Costa? Ora…

Concluindo

Os jornalistas que não estão apenas a serviço do PT, cumprindo tarefa remunerada - ainda que seja remuneração ideológica, digamos assim - devem constatar, a esta altura, que serviram de massa de manobra de uma estratégia eleitoral. A questão é saber se cairão de novo, pela enésima vez.  Farão o mesmo na semana que vem? Continuarão a divulgar as “pesquisas internas” do PT dando conta do  espantoso avanço de Dilma? Convenham: começa a ficar difícil distinguir a ingenuidade da má fé em casos assim. Afinal, ingenuidade não pode ser um vício, né?

PS - Ah, sim, li que Lula se comparou a Cristo. Repetirei o que costumo escrever sempre que alguém a tanto se atreve: ENTÃO VAMOS COMEÇAR PELA CRUCIFICAÇÃO. Lula não pode ficar só com o bem-bom da divindade. Se é o cordeiro de Deus, então que vá para o sacrifício, certo? Brizola diria: “Que cordeiro, nada, tchê! É o Sapo Barbudo de Deus!” É…


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Opinião do Estadão: A nova bravata de Chávez

Diante das evidências contundentes sobre a presença de 1.500 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território venezuelano, apresentadas à Organização dos Estados Americanos (OEA), o presidente Hugo Chávez reagiu na sua típica maneira destemperada: invocando a "dignidade" nacional, rompeu relações diplomáticas com o governo de Bogotá e ordenou às Forças Armadas que entrassem em "alerta máximo" na fronteira entre os dois países.

A dignidade da Venezuela estaria mais bem servida se, em primeiro lugar, tivesse um dirigente que não se comportasse como um histrião. Mas Chávez armou o cenário para o anúncio da ruptura com a participação, que acabou sendo ridícula, de seu "correligionário" argentino Diego Maradona, que com ar estuporado ouviu a catadupa de impropérios que dirigiu ao presidente colombiano Álvaro Uribe. Essa foi a resposta às provas exibidas na OEA de que continua dando guarida ao bando de narcotraficantes em que se transformaram as antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que desgraçaram a nação vizinha antes de serem acuadas pela tenaz política de segurança adotada por Uribe.

"A Venezuela deveria romper relações com as gangues que sequestram, matam e traficam drogas, e não com um governo legalmente constituído", comentou o embaixador colombiano na OEA, Luis Alfonso Hoyos. Foi na sede da OEA, em Washington, que os representantes colombianos exibiram vídeos, mapas e fotos aéreas indicando a localização dos acampamentos das Farc e do Exército de Libertação Nacional (ELN).

"São ao menos 87 estruturas completamente armadas em território venezuelano", descreveu Hoyos. Os acampamentos "continuam se consolidando". Nas regiões do país onde se instalaram, geralmente em locais fronteiriços, os farquistas não se conduzem como se estivessem batendo em retirada ou apenas se reagrupando. Controlam com mão de ferro as desafortunadas populações, a ponto de lhes impor o toque de recolher a cada dia.

Foi essa realidade que a Colômbia buscou descortinar na reunião de emergência da OEA, convocada a seu pedido. Além disso, representantes de Bogotá exortaram Chávez a permitir que observadores estrangeiros visitassem as áreas onde se situam os santuários das Farc. Para surpresa de ninguém, a Venezuela se recusou a fazê-lo, o que dá a devida dimensão a suas tentativas de desmentir fatos que constituem uma clara violação das normas da Carta da OEA sobre a convivência pacífica dos países do Hemisfério.

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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Florianópolis: Procurador avaliará acerto para revitalização do antigo prédio da Câmara de Vereadores

Reforma do antigo prédio da Câmara de Vereadores: Mais um rolo em que se mete o prefeito e sua camarilha

A pedido do prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB), o procurador do município, Jaime de Souza, elabora um relatório sobre o acordo entre a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (SMDU) de Florianópolis e a DiverSCidades para gerenciar a revitalização do prédio da antiga Câmara de Vereadores, na Praça XV de Novembro.

O levantamento pode resultar em outras providências, como o afastamento do secretário da SMDU, José Carlos Rauen.

Embora o secretário afirme que não sabia que a ex-diretora do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf), a arquiteta Cristina Maria Piazza, também era a presidente da ONG DiverSCidades, o termo de parceria foi analisado e firmado com a prefeitura.

Rauen conhece Cristina de longa data. Foi ele quem a indicou para a diretoria do Ipuf. Na prefeitura, o comentário é de que era praticamente impossível ele não saber da coincidência.

O procurador, no entanto, preferiu não comentar o fato. Disse que o relatório levará em conta a questão legal e ética da assinatura do termo de parceria. Analisará se o termo fere o princípio de moralidade. Ele deu prazo de 10 dias para a DiverSCidades apresentar a defesa.

A falta de regularização da ONG, levantada na quarta-feira pelo Diário Catarinense, também será analisada pelo procurador. A arquiteta assumiu que a ONG ainda não tem o título de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP).

A advogada da OAB Otávia May explica que a qualificação é condição para firmar termos de parecia. Reitera que, dependendo do caso, o título demora a ser conseguido com o Ministério da Justiça.

— Estamos falando de questões de interesse público. Todas as formalidades previstas em lei devem ser cumpridas para se garantir o interesse da população — afirmou.

O documento deve ser entregue ao prefeito de Florianópolis assim que ele voltar de férias, em 2 de agosto. Ele viajou na quarta-feira com o filho para os Estados Unidos.

Rauen foi procurado, mas disse que foi proibido de falar do assunto pelo prefeito e que só o procurador pode se pronunciar.

Governo do Estado nega irregularidade

A Secretaria de Cultura do Estado disse que não houve irregularidade nos repasses que somam R$ 600 mil, feitos a ONG pelo Funturismo. O Fundo repassou R$ 300 mil, ano passado, para a DiverSCidades fazer o Architectour, seminário internacional de arquitetura, em Florianópolis, em setembro.

A ONG também recebeu outros R$ 300 mil do mesmo fundo, em 25 de março deste ano. O evento foi o Primeiro Fórum das Américas sobre Mobilidade, em parceria com a prefeitura de Florianópolis. Segundo o setor jurídico da Secretaria, os eventos foram aprovados pelo Conselho Estadual de Turismo e pelo Conselho Gestor, que analisa o orçamento. Foi levado em conta a pessoa jurídica e não o fato de Cristina ser sobrinha do, na época, governador, Luiz Henrique da Silveira.

Entenda o caso

Em 27 de janeiro, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (SMDU) e a DiverSCidades assinaram um termo de parceria com validade de três anos para a revitalização do antigo prédio da Câmara de Vereadores. O termo de R$ 25 milhões prevê que a ONG poderia receber até 10% do valor (R$ 2,5 milhões) pelo serviço de administrar a restauração.

O recurso seria captado com empresas que investiriam no projeto e, em troca, deixariam de pagar impostos para o governo federal. Transação prevista na Lei Rouanet.

Na primeira folha do documento, consta o nome de Cristina Piazza, identificada como presidente da ONG. Na época ela também era diretora de planejamento do Ipuf, função que exercia, por nomeação, desde março de 2008.

Cristina Piazza é sobrinha do ex-governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Segundo o superintendente do órgão, Átila Rocha, ela foi escolhida pelo perfil técnico para a função e não foi uma indicação do tio.

O documento foi assinado pelo secretário José Carlos Rauen e pelo prefeito Dário Berger. Ambos afirmaram que não sabiam que Cristina era a presidente da entidade, informação que estava na primeira página do convênio.

O contrato previa que um extrato do acordo deveria ter sido publicado até 15 dias depois da data da assinatura no Diário Oficial do município. A publicação não foi feita e a responsabilidade de publicar o documento era da SMDU.

Há menos de um mês, a papelada do projeto de restauração do antigo prédio da Câmara chegou ao setor de patrimônio histórico do Ipuf. Lá se verificou o nome de Cristina como presidente da DiverSCidades.

Na semana passada, o prefeito Dário Berger foi avisado de que a diretora do Ipuf também assinava um convênio com a prefeitura.

Na quinta-feira, 15 de julho, Dário demitiu Cristina Piazza e mandou revogar o termo de parceria. Na segunda-feira, 19, o Ministério Público instaurou inquérito para investigar o caso.

Nesta quarta-feira, dia 21, a arquiteta falou à imprensa e disse que sofre perseguição política por ser sobrinha do ex-governador Luiz Henrique da Silveira. Ela não sabe se vai entrar na Justiça, pois no momento só pensa em limpar a sua reputação. ClicRBS

Foto: Guto Kuerten – DC


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