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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ruth Rocha: 'Incluir meu nome naquele manifesto é um desaforo!'

A escritora Ruth Rocha teve seu nome incluído numa lista de 'intelectuais' apoiadores da candidata Dilma e do PT. Quem autorizou? Leiam a carta e tirem suas conclusões. Com certeza vão chamar a atingida de mentirosa.

 

Carta à candidata Dilma

Meu nome foi incluído no manifesto de intelectuais em seu apoio. Eu não a apoio. Incluir meu nome naquele manifesto é um desaforo! Mesmo que a apoiasse, não fui consultada. Seria um desaforo da mesma forma. Os mais distraídos dirão que, na correria de uma campanha… “acontece“. Acontece mas não pode acontecer. Na verdade esse tipo de descuido revela duas coisas: falta de educação e a porção autoritária cada vez mais visível no PT. Um grupo dominante dentro do partido que quer vencer a qualquer custo e por qualquer meio.

Acho que todos sabem do que estou falando.

O PT surgiu com o bom sonho de dar voz aos trabalhadores mas embriagou-se com os vapores do poder. O partido dos princípios tornou-se o partido do pragmatismo total. Essa transformação teve um “abracadabra” na miserável história do mensalão . Na época o máximo que saiu dos lábios desmoralizados de suas lideranças foi um débil “os outros também fazem…”. De lá pra cá foi um Deus nos acuda!

Pena. O PT ainda não entendeu o seu papel na redemocratização brasileira. Desde a retomada da democracia no meio da década de 80 o Brasil vem melhorando; mesmo governos contestados como os de Sarney e Collor (estes, sim, apoiam a sua candidatura) trouxeram contribuições para a reconstrução nacional após o desastre da ditadura.

Com o Plano Cruzado, Sarney tentou desatar o nó de uma inflação que parecia não ter fim. Não deu certo mas os erros do Plano Cruzado ensinaram os planos posteriores cujos erros ensinaram os formuladores do Plano Real.

É incrível mas até Collor ajudou. A abertura da economia brasileira, mesmo que atabalhoada, colocou na sala de visitas uma questão geralmente (mal) tratada na cozinha.

O enigmático Itamar, vice de Collor, escreveu seu nome na história econômica ao presidir o início do Plano Real. Foi sucedido por FHC, o presidente que preparou o país para a vida democrática. FHC errou aqui e ali. Mas acertou de monte. Implantou o Real, desmontou os escombros dos bancos estaduais falidos, criou formas de controle social como a lei de responsabilidade fiscal, socializou a oferta de escola para as crianças. Queira o presidente Lula ou não, foi com FHC que o mundo começou a perceber uma transformação no Brasil.

E veio Lula. Seu maior acerto contrariou a descrença da academia aos planos populistas. Lula transformou os planos distributivistas do governo FHC no retumbante Bolsa Família. Os resultados foram evidentes. Apesar de seu populismo descarado, o fato é que uma camada enorme da população foi trazida a um patamar mínimo de vida.

Não me cabem considerações próprias a estudiosos em geral, jornalistas, economistas ou cientistas políticos. Meu discurso é outro: é a democracia que permite a transformação do país. A dinâmica democrática favorece a mudança das prioridades. Todos os indicadores sociais melhoraram com a democracia. Não foi o Lula quem fez. Votando, denunciando e cobrando foi a sociedade brasileira, usando as ferramentas da democracia, quem está empurrando o país para a frente. O PT tem a ver com isso. O PSDB também tem assim como todos os cidadãos brasileiros. Mas não foi o PT quem fez, nem Lula, muito menos a Dilma. Foi a democracia. Foram os presidentes desta fase da vida brasileira. Cada um com seus méritos e deméritos. Hoje eu penso como deva ser tratada a nossa democracia. Pensei em três pontos principais.

1) desprezo ao culto à personalidade;

2) promoção da rotação do poder; nossos partidos tendem ao fisiologismo. O PT então…

3) escolher quem entenda ser a educação a maior prioridade nacional.

Por falar em educação. Por favor, risque meu nome de seu caderno. Meu voto não vai para Dilma.”

Ruth Rocha, escritora

SP, 25/10/2010


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domingo, 5 de setembro de 2010

Quebra de sigilo fiscal: Analista que acessou dados do tucano Eduardo Jorge em Minas é filiado ao PT

O analista tributário Gilberto Souza Amarante, que trabalha para Receita Federal no interior de Minas Gerais e acessou dez vez os dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, é filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde 2001.

De acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Amarante é um dos 276 filiados do PT que votam na cidade de Arcos, vizinha ao município mineiro de Formiga, onde o analista acessou, no dia 3 de abril de 2009, o CPF de Eduardo Jorge dez vezes em menos de um minuto.

A identificação de Amarante foi feita pelo Estado com base no número do título de eleitor e do registro no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do analista tributário. A situação do registro de filiação de Amarante é classificada como “regular” pelo sistema do TSE. O servidor do Fisco vota na 18ª zona eleitoral, na seção 35, que fica na Casa de Cultura de Arcos.

A agência da Receita Federal responsável pela região do município de Arcos é sediada em Formiga e está subordinada à Delegacia de Divinópolis, a 124 quilômetros da capital Belo Horizonte (MG).

Eduardo Jorge, que tem domicílio fiscal no Rio de Janeiro, não tem negócios nem imóveis na cidade mineira de Formiga, o que reforça a suspeita de violação de seus dados pelo analista. Os acessos feitos a partir do computador no interior de Minas aconteceram seis meses antes do início da série de violações de sigilos fiscais de dirigentes tucanos e da filha do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra.

Os dados fiscais de Verônica foram obtidos pelo contador Antonio Carlos Atella Ferreira, que era filiado ao PT quando usou uma procuração forjada para acessar os dados da filha do ex-governador de São Paulo. O PT afirma que o pedido de filiação de Atella não foi concluído, mas o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) confirmou o registro da filiação.

Os acessos aos dados de EJ pelo analista de Formiga foram identificados pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que à pedido da Receita fez uma “Apuração Especial”, relacionando todas as consultas envolvendo o CPF do vice-presidente do PSDB no período entre 2 de janeiro e 19 de junho de 2009.

Todas as consultas feitas por Amarante aconteceram em questão de segundos. De acordo com o documento obtido pelo Estado, o primeiro acesso aos dados de Eduardo Jorge aconteceu às 16h32m18s. O último ocorreu às 16h32m59s. Todas as consultas foram feitas pelo mesmo usuário, a partir de um único computador.

Além de EJ e Verônica Serra, os sigilos fiscais de outros tucanos também já foram violados por servidores da Receita. No dia 8 de outubro do ano passado, os dados do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros foram acessados, bem como os de Gregorio Marin Preciado (empresário casado com uma prima de Serra) e de Ricardo Sérgio, ex-diretor do Banco do Brasil no governo Fernando Henrique Cardoso. Estadão Online


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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Risco de demissões no ABCD e ação contra irregularidades na campanha de Luiz Marinho tiram o humor de Lula

Jorge Serrão

Além da retraída da indústria, com risco imediato de desemprego no ABCD paulista, o chefão Lula da Silva tem, desde ontem, uma preocupação a mais com seu futuro político, no curto prazo. Surge na Justiça Eleitoral um movimento para questionar a eleição do prefeito de São Bernardo do Campo. Há indícios de irregularidades na prestação de contas de Luiz Marinho (PT), cuja campanha milionária torrou exatos R$ 11.184.752,25.

O Cartório da 174ª Zona Eleitoral suspeita de irregularidades em planilhas de lançamentos de doações, ausência de recibos e discrepância nos valores. A Justiça Eleitoral em São Bernardo do Campo já enviou 12 pedidos de informações a Luiz Marinho. Os juízes eleitorais da cidade onde Lula tem residência não dão detalhes sobre os pedidos. A pressão política é grande sobre os magistrados. Tudo indica que a investigação dará em nada.

São Bernardo do Campo é prioridade zero para Lula. Tanto que mantém lá uma de suas assessoras diretas na Presidência. Miriam Belchior, que é uma das tocadoras do PAC como sub-chefe da Casa Civil, tirou férias no Planalto para fazer a limpeza da prefeitura ocupada por oposicionistas do presidente. Miriam é a primeira mulher do prefeito barbaramente torturado e assassinado de Santo André, Celso Daniel.

A ordem de cima é deixar tudo arrumadinho em São Bernardo do Campo, que vai abrigar o chefão Lula e sua base política, quando ele deixar o poder, a partir de 2011. Lula, que vai morar em sua mansão novinha em folha no nobre Swiss Park, monta sua base operacional para retornar ao poder em 2014 – como é seu desejo.

O dinheiro que sumiu

Luiz Marinho esclareceu ontem o problema verificado em uma doação de R$ 800 mil feita à campanha pela Petroquímica União.

"Houve um apontamento de divergência entre o valor total de R$ 800 mil arrecadados em um jantar e os R$ 760 mil declarados como arrecadados no evento. Um dos recibos referentes a este jantar, no valor de R$ 20 mil, foi extraviado e faz parte de Boletim de Ocorrência 1267/2008”.

Marinho esclarece que o recibo, no mesmo valor, foi lançado equivocadamente nas receitas gerais (doações recebidas de pessoas físicas e jurídicas) e será alocado corretamente para o evento". Alerta Total


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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Cesar Valente: Diarinho ganha mais uma!

O prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, inconformado com a derrota na sua candidatura à reeleição, está exercendo seu jus sperniandi. Foi aos tribunais pedir que o Diarinho e o candidato eleito fossem condenados por abuso do poder econômico e mau uso dos meios de comunicação.

Na primeira instância o juiz excluiu o Diarinho da história, porque não cabe, nesse caso, acionar uma pessoa jurídica. Eles recorreram, com um "agravo de instrumento". Que nem chegou a ser analisado, porque alguém se atrapalhou e acabou perdendo o prazo legal para o recurso.

Tá lá, na decisão do juiz relator Márcio Luiz Fogaça Vicari:

Desta forma, o agravo de instrumento é flagrantemente intempestivo, uma vez que, intimados da decisão do Juízo a quo, por seu procurador devidamente constituído, no dia 31 de outubro, às 18h (fl. 109 verso), os agravantes somente interpuseram o presente recurso às 16h58min do dia 4 de novembro de 2008 (fl. 2), quando já ultrapassado o tríduo legal estabelecido no art. 258 do Código Eleitoral.
Conseqüentemente, o agravo não deve ser conhecido.

Em todo caso, fica cada vez mais claro, pelo que dizem os advogados do Volnei nas petições, que eles realmente acreditam que o Diarinho foi o responsável pela derrota do PT em Itajaí. Olha só este trecho do relatório do Juiz, onde ele resume o que os advogados disseram:

Consignam, ademais, que a participação da empresa jornalística em questão é primordial à apuração dos fatos, já que, coibidos os demais investigados de divulgarem as matérias relacionadas à "Operação Influenza" , o referido órgão de imprensa foi o principal responsável por influir no pleito, ao veicular as reportagens com o suposto objetivo de atingir "a honra do homem público perante os eleitores" , servindo "unicamente para a exposição pública degradante.

Vejam bem: o que teria influenciado os eleitores não foram as coisas que o Volnei e seus colaboradores fizeram ao longo dos quatro anos, nem o que a investigação da Polícia Federal descobriu, muito menos a forma como ele falava ao telefone (coisa revelada em uma gravação provavelmente autêntica, porque nunca desmentida, publicada no You Tube). Isso não é considerado degradante. Nem acham que tem poder para influenciar o eleitor. Mas, se um jornal divulgar essas histórias, aí a culpa é do jornal, que fez o que fez “unicamente” para macular a honra do homem público.

Esta forma de encarar as coisas é muito comum, entre os políticos. Para muitos, o problema não é ter pisado na bola, estar enrolado com os tribunais e com as leis. Enquanto não sair no jornal, considera-se que a honra está intacta. A consciência pode ter extensas áreas necrosadas ou putrefatas, mas eles se acreditam probos e honrados. O grande problema é publicar a notícia, divulgar o malfeito, levantar o tapete.

Jornais independentes e sem medo de cara feia são mesmo muito chatos e inconvenientes. De Olho na Capital

Observação: A foto e a gravação foram inseridas no post por este blog.


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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Vitória esmagadora dos nulos obriga TSE a convocar novas eleições em dois municípios do Estado do Rio de Janeiro

Em Bom Jesus de Itabapoana, no Estado do Rio de Janeiro, os votos nulos alcançaram 89,23% da preferência do eleitorado e o candidato único à Prefeitura, João José Pimentel, do PTB, apenas 6,3%.

Eram 26.863 eleitores, mas apenas 1.692 votaram em Pimentel. Em Santo Antônio de Pádua, Maria Dib, do PP, obteve 10.074, o equivalente a 37,9% dos votos, enquanto os nulos totalizaram 16.527, o equivalente a 60,35%.

De acordo com as regras eleitorais, nenhum candidato pode tomar posse quando os nulos e brancos vencem as eleições, alcançando um coeficiente maior que a soma dos votos dos candidatos. Nos dois municípios, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá que convocar novas eleições e os dois candidatos rejeitados pela população ficarão inelegíveis. As duas cidades tiveram outros concorrentes, mas suas candidaturas foram impugnadas. Agora será estabelecido um novo prazo para inscrições, propaganda eleitoral e os eleitores terão que voltar às urnas.

O Tribunal Regional Eleitoral (TER-RJ) já está com esquema todo preparado para realizar novas eleições para prefeito em Santo Antônio de Pádua e em Bom Jesus de Itabapoana. A intenção do presidente do TRE, desembargador Alberto Motta Moraes, é convocar o novo pleito ainda este ano, antes da diplomação dos prefeitos eleitos no estado. Pelo calendário eleitoral, a data-limite para os juízes diplomarem os vencedores das eleições deste ano é 18 de dezembro. Sua intenção é evitar que os  presidentes de câmaras municipais sejam obrigados a tomar posse, interinamente.

Em Bom Jesus e Pádua, os eleitores deram uma lição de cidadania, demonstrando que o voto nulo é também uma forma de expressar opinião, quando os opções disponíveis não atendem às expectativas. APN


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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Florianópolis - Bomba! Novo grampo denuncia quem são nossos políticos!

Acabou de aterrizar no Cangablog mais um grampo da PF. Uma conversinha entre o vereador Juarez Silveira e o prefeito Dário Berger. É de chorar... de rir! Falam dos empresários Marcondes e Péricles Druck, do Marcílio e do Amashta, da eleição para a presidência da Casa e até uma ameaça ao governador que o Dário faz tipo se ele fizer tal coisa apoio o Amin. Saio como vice do Amin. Mas tem muito mais coisas interessantes.

Dá para entender como eles "planejam" a atuação política em função dos seus interesses e de empresários. Sente, pegue uma bebidinha e aproveite. CangaBlog

Ouça o belo e instrutivo diálogo dessas duas sumidades


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Florianópolis - Dário manda censurar e ameça jornal Impacto

O juiz Luiz Henrique Martins Portelinha, juiz Eleitoral da 101ª Zona Eleitoral, mandou, mais uma vez, a imprensa ficar calada quanto às críticas ao candidato Dário Berger. Parece que se tornou uma prática comum a censura à imprensa em Florianópolis. O oficial de justiça do TRE compareceu à sede do Jornal Impacto, em São José, munido da decisão do juiz e se fez acompanhar, estranhamente, pelo segurança do prefeito Dário Berger, o policial militar Silvio Odair de Souza não fardado.

Parece que a ação não era apenas de apreensão dos jornais como manda a decisão judicial. Mas uma clara demonstração de intimidação vergonhosa, covarde, ilegal e descabida. Uma demonstração de que tem gente que quer ganhar o poder de qualquer forma e, para isto, não vai medir esforços. Inclusive usando de todos os seus poderes e artifícios. Assim, para nós, já fica claro que se algum atentado criminoso acontecer contra sede do Jornal Impacto ou contra um de seus membros, administradores, funcionários e jornalistas, já teremos uma clara demonstração de quem é o responsável.

Mas, as ameaças explícitas que provavelmente se seguirão não vão nos calar. Elas nos darão mais força para lutarmos contra as pessoas que enojam e se locupletam na nossa cidade. Assim como já fizeram na nossa São José. Estas pessoas que se acham acima do bem e do mal enojam a política da nossa terra. Nossas matérias têm incomodado muita gente que se diz acima de qualquer suspeita, mas, pelo visto, é apenas gente baixa, pequena, miúda. E esta ameaça explícita do prefeito Dário Berger será respondida na justiça e com a nossa principal arma – a verdade. A mesma verdade que ele quer calar. Ele, que já responde a 56 processos em vários fóruns, vai receber mais um. Blog do Canga

Clique nas imagens para viasualizar as matérias do jornal numa melhor definição

 

Trambiques do prefeito Dário Berger, enrolado na Operação Moeda Verde

Tire as crianças da sala para não ouvirem a baixarias que tá na imprensa livre. Escute, ou leia, as falcatruas praticadas pelo prefeito Dário Berger e por seu representante na Câmara, Juarez Silveira, Juju, o boca grande, na Operação Moeda Verde. As escutas foram autorizadas pela justiça e realizadas pela Polícia Federal.

A Operação Moeda Verde, da Polícia Federal, voltou às páginas dos jornais. E, desta vez, pelas mãos da imprensa livre. A imprensa não domesticada. Os supostos crimes praticados pelos principais envolvidos, Dário Berger, Juarez Silveira e outros mais, pode levar os acusados às barras da lei. Depois de um ano estacionado em Porto Alegre, a população torce para que os juízes do TRF 4ª Região deixem de lado o colarinho do chope e troque tudo pela Moeda Verde. É mais útil para a nossa população. O poder do prefeito Dário Berger, seu foro privilegiado, de nada lhe valeu na divulgação das falcatruas praticadas com sua permissão e conivência. Jornal Impacto

 


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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Florianópolis - "Não está em minha agenda ser candidato a governador em 2010", diz Dário Berger

O peemedebista foi entrevistado por 25 minutos nesta quinta-feira pelo apresentador Mário Motta e pelo comentarista político do Grupo RBS, Moacir Pereira, no programa Notícia na Manhã, na rádio CBN/Diário. As perguntas foram definidas previamente pela produção do programa.

O candidato à prefeitura de Florianópolis Dário Berger (PMDB) disse que não está em sua agenda ser candidato a governador do Estado em 2010.

— Não estou pensando nisso, nunca discuti o assunto, nunca me perguntaram, o partido nunca se manifestou a esse respeito e eu também não quero saber. O meu foco é essa eleição de hoje.

Ao ser questionado se seria candidato caso surgisse a oportunidade, Dário disse que "aí é outra conjuntura, isso é uma conjectura".

O peemedebista disse que não há maior orgulho para ele do que ser prefeito de Florianópolis. Agradeceu o apoio que teve por onde passou e os quase 100 mil votos recebidos no primeiro turno. Destacou que a grande proposta de sua campanha é a continuidade do trabalho realizado durante o primeiro mandato como prefeito de Florianópolis.

— Não podemos parar. Quero agradecer aos que confiaram em mim no primeiro turno e dizer que trabalhei muito durante esses três anos. Acho que fizemos uma grande diferença e quero pedir desculpa por aquilo que não fiz. Mas estamos no caminho certo. Florianópolis dá passos largos rumo ao seu desenvolvimento. Os programas estão implantados e não podemos perder esse curso da historia.

Defesa das acusações

Dário Berger disse que faz uma campanha propositiva e limpa, ao contrário de seu adversário, Esperidião Amin (PP).

— Pelo que eu posso observar, o amor dele pela cidade não é tão grande assim. O amor nas regiões mais distantes deixou muito a desejar. A cidade era completamente desassistida e abandonada. É o amor passional, aquele que mata o contribuinte por amor. Sem estrada, sem esgoto, sem ruas, mas que prega o amor. Eu sou diferente. Procuro fazer uma campanha propositiva, limpa, animada.

Ele atribuiu as acusações de Amin ao desespero por estar atrás nas pesquisas.

— A população não aprova os métodos dele, aprova os meus métodos, que administro a prefeitura com consciência, responsabilidade, e sou adepto da administração de resultados.

Ao ser questionado sobre o fato de que estaria atacado fortemente o adversário, Dário disse estar apenas se defendendo e citou o programa eleitoral de Amin em que uma mulher diz que o peemedebista é como um câncer.

— Para cada ação existe uma reação... e isso gerou uma comoção muito forte, primeiro na família, segundo nos militantes. Eu sou um ser humano como qualquer outro. E como ser humano, nem sempre acertamos. Agora, nós não podemos perder o respeito, a responsabilidade. O administrador tem que ter equilíbrio emocional, o que não observamos no candidato.

Dário também rebateu a acusação de que não estaria respeitando o projeto aprovado pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) para a construção de um elevado em frente ao Terminal Rodoviário Rita Maria.

— É mais uma mentira dele. A legislação estabelece que alteração do sistema viário tem que passar por aprovação no Ipuf. O que é um absurdo, mas vamos respeitar. O projeto do Rita Maria será executado de acordo com as normas existentes e a aprovação dos técnicos do Ipuf.

Acusações

Dário Berger disse que Amin "não é tão santo quanto parece" e que ele deixou um "rastro de falcatruas" quando ocupou cargos públicos.

— É só pesquisar. A própria revista IstoÉ, os jornais da época, o site do Tribunal de Justiça. Coloca lá o nome do Dário, o do oponente, e verifica quantos processos eu tenho e o meu oponente tem. A comparação é completamente fora de parâmetro.

Dário também citou a nota de Jorge Bornhausen (DEM) que diz que Amin não realizou obras que ele diz que fez na cidade.

— Ele diz que fez e não fez. Está comprovado em nota oficial que ele não fez e ele continua dizendo que fez. Isso é um absurdo, não se constrói nada com mentiras. Eu procuro me apresentar de maneira limpa, cristalina, com entusiasmo, alegria. Você não constrói nada com ódio e rancor.

O candidato também questionou o número de aposentadorias que Amin recebe e reclamou das agressões recebidas. Disse ainda não é ele quem mistura negócios com política, e sim Amin e a mulher, Angela, que segundo ele tiveram os bens indisponibilizados pela Justiça para garantir o pagamento de R$ 4,1 milhões por causa de "uma negociata que ele fez com um laboratório e com a SC Genéricos".

Casvig

Dário rebateu as acusações de Amin, que disse que o fato de o peemedebista ser sócio da empresa de segurança Casvig, contratada para fazer a vigilância de escolas do Estado, é imoral.

O candidato disse que a empresa já tem 30 anos e que também prestou serviços em várias instituições quando Amin foi governador.

— E se era imoral, se tem alguma irregularidade, por que ele não corrigiu na época em que era governador? Eu não tenho nenhuma mácula com relação à nossa empresa, à empresa do meu irmão, com relação a qualquer tipo de contrato. O que existe são acusações sem nenhum respaldo.

Estrutura da prefeitura

Dário admitiu que a estrutura da prefeitura é arcaica e ultrapassada, não possuindo inclusive um centro administrativo.

— O que é uma vergonha para uma Capital. Precisamos construir primeiro uma prefeitura, para centralizar as atividades, e segundo fazer a reforma administrativa para dar mais eficiência a alguns órgãos emblemáticos.

Ele disse que ainda não fez estes projetos porque, quando assumiu a prefeitura, descobriu que existiam problemas que não haviam sido divulgados.

— Não fiz porque para mim tudo foi uma caixa de surpresas. Quando eu cheguei disseram que tinha 700 ruas para pavimentar. Eu pavimentei as 700. Mas tem mais 700. Não existe um banco de dados e por isso é uma dificuldade. A Procuradoria existia de direto mas não de fato, tive que mandar um projeto para a Câmara para instituir. E por isso que eu não fiz a reforma.

Dário também afirmou que irá descentralizar o atendimento e implantar o governo eletrônico para que a população possa resolver algumas questões pela internet.

— Eu diria que é primordial para a dinâmica de atendimento da cidade. E no meu projeto tem a descentralização. Já estou fazendo a da saúde e vou fazer a da administração, criando as subprefeituras ou secretarias, de forma que o cidadão do Sul, Norte, da Lagoa, não vai precisar vir ao Centro para resolver problemas na prefeitura.

Grande Florianópolis

O candidato disse que o fato de ser irmão do prefeito eleito de São José e do mesmo partido do prefeito de Palhoça facilitará a resolução de questões que envolvem a Grande Florianópolis.

— Eu acho que facilita muito. Essa é uma relação de amizade recíproca e até fraternal.

Transporte coletivo

O peemedebista afirmou que o transporte coletivo não foi o tema principal desta campanha, o que quer dizer "que não está tão ruim".

— Ele precisa ser remodelado sistematicamente. Agora, ele passou por uma grande transformação. A tarifa era de R$ 3, hoje é de R$ 1,98, o sistema é solidário, temos 240 horários diretos.

Dário também disse que irá fazer a licitação para empresas de transporte, como determina a lei, e criticou a proposta de Amin de oferecer desconto de 50% nas passagens de ônibus em horários de pico.

— Eles ficaram 24 anos, implantaram um sistema cuja tarifa ficou em R$ 3 e agora vêm oferecer desconto? Nem saber fazer a proposta eles souberam. Como você vai mensurar a passagem no horário de pico? E por que só no horário de pico? Isso demonstra bem o desespero de que está ultrapassado, faz promessas demagógicas. Uma coisa é o que ele diz e outra o que faz. ClicRBS


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César Velente: Cá com meus botões

Nas campanhas eleitorais, especialmente para cargos majoritários (prefeitos, governadores, presidentes), chega uma hora em que não basta falar bem do nosso candidato preferido, é preciso falar (muito) mal do principal adversário. É nesse contexto que surgem os “dossiês”, os boatos e são turbinados os eventuais malfeitos.

A poucos dias do segundo turno, as conversas, nas rodas de apoiadores do Dário, mostram um Amin satânico. E nas rodas de apoiadores do Amin, o Dário é a própria encarnação de Belzebu. Em um e outro lado, a pior coisa que pode acontecer para a cidade, para seus moradores, quiçá para o mundo, é a eleição do adversário. Será um desastre, uma hecatombe, o reinado do pecado, da devassidão e da corrupção desenfreada.

É claro que, à medida em que a data fatal se aproxima, o exagero aumenta. E quanto mais fanático o eleitor (torcedor?), mais cego e surdo. Quer dizer, cegueira e surdez seletivas. Vê e ouve muito bem se alguém por perto falar (muito) mal do seu “desafeto”. Mas nem nota se a conversa for do tipo “aquela história não é bem assim, na verdade o que aconteceu foi...” há um desligamento automático nesse ponto. Não quer nem saber. A razão, vocês sabem, foi expulsa de campo já nos primeiros minutos do jogo.

Nos casos mais graves, tanto no futebol quanto na política, além de não querer ouvir nem ver qualquer coisa que contradiga suas... vá lá, “convicções”, o sujeito ainda liga um PPPA. E aí, ao perceber que por perto está um simpatizante do “inimigo”, parte pra porrada automaticamente.

Nem sempre é fácil escapar das garras do fanatismo. Até porque, nas fases mais brandas, o fanatismo aparece disfarçado de uma visão crítica um pouco mais exacerbada. E nos engana, ao aparentar uma racionalidade que, no entanto, é tão falsa quanto as qualidades angelicais do seu candidato de preferência. Ou quanto os defeitos monstruosos do seu candidato/desafeto.

As competições são divertidas justamente porque despertam paixões, emocionam, provocam tomadas de posição e faz bem torcer por alguma coisa, de vez em quando. É muito saudável achar que um candidato é melhor que o outro e tentar convencer amigos e parentes a votar nele. Da mesma forma, é bom gostar de um time de futebol, acompanhar sua trajetória, sofrer e alegrar-se, xingar o juiz e reclamar dos pernas-de-pau que não acertam um passe. Também é bom tomar uma cervejinha, um vinho, ao redor de uma mesa de amigos.

Todas essas coisas, no entanto, podem perder sua graça rapidamente. Basta alguém encher a cara e fazer aflorar aquele mala que ninguém suporta. Ou, cego de ódio, achar que deve espancar alguém porque veste a camisa de outro time. Ou, idiotizado pelo fanatismo, começar a acreditar que, de fato, seu candidato é perfeito e o adversário é o demo. E, se ouvir alguém dizer o contrário, partir pra porrada automaticamente.

Tenho amigos que vão votar no Dário e ouço-os elogiar o candidato com grande convicção e até com argumentos bem razoáveis. Quando passam às críticas ao Amin, pingo vira letra. Mais ou menos como aquela história de que o Esperidião era dono da Transol, uma lenda urbana que ganhou aparência de verdade e ainda é repetida, independentemente de todos os desmentidos já feitos. Ninguém está preocupado se a coisa é verdade ou não: o negócio é juntar histórias cabeludas para soterrar com elas a imagem do careca.

Também tenho amigos que são Amin desde criancinha e naturalmente enumeram ene razões pelas quais é preciso trazê-lo de volta. Tal e qual o outro lado, quando começam a falar mal do Dário (e “dos Berger”), há uma estupenda amplificação dos malfeitos. O fato da AMB tê-lo colocado na lista de candidatos com processos ajudou bastante. Os negócios das empresas da família, então, são um prato cheio. O engraçado é que, para os fãs do Dário, isso conta pontos como coisa positiva, do ânimo empreendedor e até mesmo pra defendê-lo de suspeitas (“um sujeito rico não precisa roubar”). E para seus inimigos é uma das fontes de todo o mal.

Como nunca fui amigo – nem inimigo – de nenhum dos candidatos, estou naquela situação do apreciador de futebol que assiste a um jogo de times para os quais não torce: dá pra ver mais facilmente as boas jogadas e os lances fracos. Em alguns momentos até da pra se animar com um ataque melhor organizado, mas isso pode mudar se a defesa mostrar que sabe o que fazer. O jogo, visto assim, parece ter mais sabor do que aquele distorcido pelos olhos do fanatismo.

Ah, é claro que, quando eventualmente comento um drible que gostei, os torcedores do outro time acham que estou vestindo a camisa do adversário. E quando reclamo de alguma canelada, da mesma forma. Tem gente que acha que, finalmente, assumi a preferência ou que, como sempre souberam, sou um “pena alugada”. E lá vamos nós... De Olho na Capital


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Florianópolis - O cabo eleitoral do Amin

Do CangaBlog

Não, não é nada do que vocês estão pensando. Eles não uniram forças para cumprir tudo que estão prometendo fazer se eleitos. Continuam adversários. A foto é da época que Dario votava em Amin. No último debate Esperidião Amin afirmou que Dário sempre foi seu eleitor até perder a eleição para governador. Dário negou. Agora a assessoria de Amin distribuiu a foto que prova o que Amin disse. CangaBlog


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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Florianópolis - "A cidade está sendo negociada em favor de interesses particulares", diz Amin

Para o candidato à prefeitura de Florianópolis Esperidião Amin (PP), seu opositor, Dário Berger (PMDB), mistura negócios públicos e privados e por isso há um conflito de interesses em sua administração da cidade.

Amin foi entrevistado esta manhã durante 25 minutos por Mário Motta e pelo comentarista político do Grupo RBS Moacir Pereira, no programa Notícia na Manhã, da rádio CBN/Diário. As perguntas foram definidas previamente pela produção do programa.

No primeiro bloco da entrevista, Amin disse que se candidatou para defender os interesses da cidade e afirmou haver um problema ético no fato de o prefeito ser sócio da empresa de segurança Casvig, contratada para fazer a segurança, segundo ele, de escolas do Estado.

— Eu não tenho nada contra o Dário Berger. Mas a cidade está sendo negociada em favor de interesses particulares. O prefeito é sócio da Casvig, que custa aos cofres estaduais R$ 140 milhões. Nem vou falar sobre o lençol preto, que está se desmilingüindo. O principal problema do Dário é que ele mistura negócios privados com públicos.
Segundo Amin, o dinheiro que o governo paga à empresa para segurança equivale a 1,5 vezes o valor necessário para construir a Via Expressa Sul.

— Nas escolas, quem está dentro é a Casvig. Quanto maior a insegurança da cidade, mais a Casvig fatura. Este método classifica um conflito de interesses.

Se eleito, Amin disse que irá estimular a criação de cooperativas locais para atuar na vigilância local e denunciar a atuação da empresa em escolas estaduais.

O candidato também negou os boatos de que seria dono da empresa de transporte coletivo Transol.

— Se eu fosse o dono da Transol, como a lenda dizia, também seria um conflito de interesse. Eu nunca fui, nem quero ser. Enquanto eu estiver na política, quero estimular o empreendedorismo dos outros.

Balanço da campanha

O candidato disse estar muito animado com a campanha e afirmou ter a sensação de que está cumprindo com o seu dever. Também destacou a última pesquisa do Ibope, em que Dário Berger aparece com 6 pontos percentuais a menos que na pesquisa anterior e ele subiu um ponto.

— Eu acho que está resumido na pesquisa. Nós estamos subindo, o nosso adversário está caindo, o número de indecisos está aumentando e o percentual de pessoas que podem mudar de votos está aumentando. São quatro informações, todas a favor da nossa candidatura. As pesquisas mostram que o eleitor está mais confirmando o desejo de mudança que o de continuísmo.

Amin falou ainda sobre o apoio dos outros partidos às candidaturas e disse que apoiaria qualquer candidato de oposição que chegasse ao segundo turno.

— O governo do Estado deu uma prensa nos que têm cargo em comissão, empregos públicos. O PFL, PSDB, não podiam ficar contra o governo. O PT eu já disse que ia deixar livre, porque o Lula precisa do PMDB. Eu não tenho nenhuma queixa.

O candidato disse ainda que não terá dificuldade de relacionamento com outros prefeitos da região para implantar projetos de interesse da Grande Florianópolis.

Troca de acusações

Amin afirmou que sua campanha é limpa, ao contrário da de Dário Berger.

— Nós não perdemos nenhum direito de resposta. Enquanto o meu adversário forjou um jornal. O marqueteiro vai ser acionado judicialmente. Ele pegou um jornal, tirou o nome, a data e disse que eu atrasei dinheiro para creches (quando era governador).

Cooperativas

Amin disse que vai estimular a criação de cooperativas em diversas áreas de trabalho.

— Vamos fazer nos Ingleses uma cooperativa de vigilância. Vamos treinar, aproveitar os moradores da região. O que não tem cabimento é que escolas do Estado recebem merenda de outro estado, uniforme, e ter uma só empresa de segurança. Cooperativas para fazer as casas do Maciço do Morro da Cruz, criar cooperativas de papeleiros, para fazer a reciclagem. Vamos deixar as pessoas ganharem dinheiro, e não o grande empresário.

Obras e ônibus

Entre as obras que o candidato disse que irá realizar estão a Via Expressa Sul, o elevado em frente ao terminal Rita Maria, a Beira-Mar Continental, a duplicação da Rua Antônio Edu Vieira e a duplicação da Via Expressa (BR-282). Também explicou a proposta de reduzir em 50% o valor da passagem de ônibus nos horários de pico.

— Isso (as obras) não vai ficar pronto em seis meses. O que eu posso fazer já: 50% de redução da passagem no horário de pico.

Ele explicou que o valor será pago através de subsídio e que vai haver dinheiro para as outras obras programadas.

— Nós vamos ganhar dinheiro com isso, porque o carro vai ter menos espaço e para o ônibus vai ter mais espaço.

Amin também disse que irá reativar os terminais de ônibus que estão desativados para linhas interbairros.

— O ônibus vai ser beneficiado. Se faltar, vamos botar vans. Vai ter 50% de desconto e, se for pouco, vamos aumentar.

Afirmou ainda que apoia a criação do metrô de superfície e disse que irá criar mais ciclovias. Aproveitou para rebater a informação de Jorge Bornhausen (DEM) de que a Beira-Mar não teria sido construída por ele.

— A Avenida Beira-Mar, que eu inaugurei em 1985 e que eu iniciei como prefeito, está pronta para receber (o metrô). Ela precisa de uma faixa exclusiva para ônibus já e uma faixa exclusiva para o metrô.

Máquina da prefeitura

O candidato disse que irá diminuir o número de funcionários terceirizados na prefeitura e implantar a gratificação por desempenho.

— Nós não podemos ter mais terceirizados que funcionários de carreira. É o cacoete de um gestor que tem uma empresa prestadora de serviço. E, se o servidor cumpre com o seu dever, deve ser premiado.

Amin também afirmou que vai descentralizar o atendimento da prefeitura à população, que precisará de deslocar menos.

— Nós vamos levar isso a todos os distritos, inclusive na Tapera, onde vamos criar uma Intendência. E o hospital maternidade do Norte da Ilha.

ClicRBS


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Rio de Janeiro - Gabeira passa a noite na Zona Oeste e rebate crítica de Paes sobre 'turismo eleitoral'

 

O candidato a prefeito do Rio Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) acordou nesta quarta-feira em Bangu, na Zona Oeste, onde passou a noite na casa do militante do PSDB Alexandre Amaral. Ao sair para fazer corpo-a-corpo pelas ruas do bairro, o candidato rebateu a crítica de seu adversário, Eduardo Paes (PMDB/PTB/PP/PSL), de que ele estaria fazendo "turismo eleitoral com estadia".

- Vejo com muita tranqüilidade, como todas as declarações do adversário. Percorri o Sul do Brasil quando participei da caravana da cidadania com o presidente. Lula chegou ao governo com conhecimento do Brasil maior que os outros candidatos. Quero conhecer a cidade ao máximo - disse Gabeira.

O candidato do PV também falou sobre a presença do governador Sérgio Cabral na inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento(UPA) - uma das principais promessas da campanha de Paes -, em Campo Grande, e sobre a presença de militantes do PMDB próximos ao evento.

- As UPAs são importantes, mas a gente não pode esquecer o sistema. Não vejo problema que o governador participe, ele não é candidato. Mas não é recomendável (a campanha de Paes próximo às inaugurações). Meu adversário tem feito tantas coisas não recomendáveis que deixo para o TRE cuidar dele - afirmou.

Gabeira permaneceu na residência do militante do PSDB, no bairro Jabour, das 23h de terça até as 8h30m desta quarta, quando saiu para andar por ruas próximas e cumprimentar comerciantes e moradores.

- Foi uma noite tranqüila, e agora vamos falar com os vizinhos. Dorme-se do mesmo jeito, se vocês quiserem saber. Não é a minha casa, mas a de um amigo. Então, a gente se sente bem. Li algumas páginas de um livro, mas o sono não permitiu - ele completou.

Ainda pela manhã, Gabeira se encontrou com pastores de igrejas evangélicas em Campo Grande, entre elas, a REINA - Igreja do Futuro e a Assembléia de Deus. O candidato pediu uma oração aos pastores para que sua campanha corra bem. O Globo Online


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Kassab diz que Marta foi avisada sobre nova data para vistoriar CEU

O candidato à prefeitura de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) afirmou, em entrevista na manhã desta quarta-feira à Rádio CBN, que a candidata Marta Suplicy (PT) havia sido avisada sobre a mudança na data para a vistoria no Centro Educacional Unificado (CEU), na vila Formosa, zona leste da capital. Conforme o prefeito, a visita precisa ser agendada com antecedência por uma questão de segurança. "Eu soube depois que existe esse critério e a própria candidata tem obedecido a esse critério", disse. "Convidei a candidata e mudei a data, tanto é que todos foram avisados, até a campanha da Marta. Ter ido até lá foi uma questão de marketing da campanha. Quando ela quiser, ela pode entrar, respeitando as regras", disse.

Entretanto, quando questionado se acreditava que a ida de Marta às obras do CEU seria somente para chamar a atenção da imprensa, Kassab afirmou que não acredita que a candidata tomaria esta atitude. "Eu não diria isso, até porque a minha preocupação é fazer o acompanhamento da obra", afirmou.

Ontem, Marta foi barrada por funcionários na tentativa de vistoriar a obra do CEU na vila Formosa, zona leste da capital, após ser desafiada por Kassab durante o debate da Rede Record, realizado no último domingo.

Durante a entrevista, o prefeito também garantiu que o CEU estará funcionando até o início do ano letivo de 2009. "Eu prefiro elas (crianças) em um CEU antes de ter teatro e piscina, mas fora do terceiro turno, do que em uma escola de lata. É melhor elas em um céu sem estar terminado do que estar tendo aula em um terceiro turno", afirmou.

Quando questionado sobre a qualidade do ensino nos CEUs, que tem obtido índices piores do que a média das escolas públicas de São Paulo, o prefeito afirmou que está investindo na melhora da qualidade da educação, com o programa ler e escrever. "Nós estamos melhorando a qualidade do ensino com o programa ler e escrever, que leva um professor e um professor assistente para dentro da sala de aula. Com isso, nós reduzimos o índice de analfabetismo de 35% para 15%", disse o prefeito. Redação Terra


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Marta: “Uns peões”

Gravataí Merenge

Sou contra essa coisa de condenar uma pessoa, e mesmo um político, em razão de uma frase solta. Por isso que não condeno Marta pelo "relaxa e goza", por pior que seja o contexto - ainda que não aceite a desculpa esfarrapada dos que DEFENDEM. Simplesmente considero um ato-falho e ponto final.

Hoje, porém, ela passou um pouco da conta. Em reportagem publicada na Folha Online, diante do óbvio impedimento quanto à entrada em um canteiro de obras (afinal, está em OBRAS), ela disse o seguinte:

marta_nojo

"Puseram uns peões, uma movimentação. Mas esta obra ele diz que entrega em quatro meses. Eu não sou engenheira, mas boba eu não sou"

Como é, Marta? Puseram "uns peões"??? É assim que você se refere aos trabalhadores da construção civil? É assim que você se refere ao povo? Isso é como chamar gari de lixeiro!

Não, não é populismo.

O "diabo", como dizem, está nos "detalhes". Neste caso, o valor semântico do "ato-falho" está mais próximo daquele psicanalítico. E Marta sabe o que isso significa. Sabe muito bem as implicações da frase que proferiu.

São "uns peões", né? Pois é...

Pena que muitos dos que votam cegamente no PT não sabem que Marta se refere a eles dessa forma pejorativa. Longe dos holofotes e sem o discursinho decorado, é isso que escapa: "uns peões". Sem contar essa cara da foto.

Coisa de quem "ama" o povão.

Sobre o CEU

A "promessa" de Kassab, por óbvio, não era entregar o CEU nesta terça-feira, mas sim demonstrar que a obra estaria adiantada o bastante para que a entrega fosse possível na terça-feira. No Boletim PT Câmara, que chega à minha caixa postal todo santo dia (e hoje já chegou!), eles já puseram até apelidinho no tal CEU, como se fosse para já estar pronto (???). Aliás, no Boletim do PT os trabalhadores não são chamados de "peões".

Como foi dito no debate e consta do cronograma, é para estar pronto em março. Marta diz que não - embora ela própria diga que entregará trocentos quilômetros de metrô, isentará todo mundo de ISS e liberará internet wifi para toda a cidade de São Paulo.

Honestamente? Não sei se Kassab consegue terminar o CEU Vila Formosa até março. Pode até ser que não. Mas parece menos complicado do que tudo isso que a Marta prometeu.

Ou não?

Por fim, é norma da segurança do trabalho (e só quem nunca trabalhou na vida não sabe disso) o impedimento de entrar numa obra de construção civil sem autorização prévia e sem as vestimentas adequadas. Marta e sua equipe tentaram praticamente INVADIR a obra do CEU.

Não, não é assim que funciona. Poderíamos dizer "ah, então vamos invadir uma obra da Marta". Mas ela não faz obras, então fica difícil.

Por fim, fiquem com esta nota publicada ontem no Painel da FSP e sintam a que ponto chegou o nível de cascata da Marta (e vamos ver se alguém a defende dessas):

Memória. No debate da Record, Marta Suplicy disse que, quando prefeita, criou a operação urbana Faria Lima para buscar dinheiro e poder investir. A operação, porém, foi criada por Paulo Maluf (PP) em 1995. E o PT votou contra.

Dureza, né?

Blog Imprensa Marrom


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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Florianópolis - Esperidião Amin propõe reduzir valor das passagens de ônibus em horários de pico

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O candidato Esperidião Amin (PP) conversou na manhã desta terça-feira com internautas do diario.com.br. Em 45 minutos de bate-papo, o candidato respondeu perguntas dos leitores sobre assuntos como transporte público e saúde.

Durante o chat, Amin foi questionado sobre a proposta de redução da tarifa de ônibus nos horários de pico. Para o candidato, a medida depende da ampliação da frota de Florianópolis.

Ainda em relação ao transporte urbano, Amin defendeu a implantação de faixas exclusivas para ônibus e a instalação de relógios nas paradas, além da colocação de veículos mais confortáveis.

Quanto às eleições de 2010, onde será eleito o governador do Estado, Amin, que foi governador duas vezes, ressaltou que não estará na disputa.

120 pessoas participaram do chat

O chat, moderado por um jornalista do diario.com.br, teve a participação de 120 internautas — 60 fazendo perguntas —, que fizeram 214 perguntas.

Amin respondeu 28 questionamentos durante o bate-papo. As perguntas foram filtradas e ofensas ao candidato ou a qualquer outra pessoa foram vetadas. ClicRBS


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Rio de Janeiro - Paes reclama de 'campanha absurda' contra ele na web

Diante dos episódios de apreensão de material apócrifo contra o adversário Fernando Gabeira (PV), que levam a cabos eleitorais de sua campanha, o candidato do PMDB, Eduardo Paes, tem se queixado de ser vítima da guerra suja na internet. "Qualquer pessoa que tem e-mail já recebeu. Aliás, quero que forcem mais essa campanha absurda contra mim na internet porque comecei a receber nos últimos dias uma quantidade grande de e-mails em solidariedade pelos absurdos que falam", disse. Porém, Gabeira também é alvo de campanha contra na web.

Entre os textos que têm circulado em e-mails e blogs de internautas cariocas, o intitulado "5 razões para não votar em Eduardo Paes" sustenta que o candidato do PMDB é apoiado por milícias (grupos paramilitares que dominam favelas). A mensagem ainda indica um vídeo do site Youtube que mostra Paes, da coligação "Unidos pelo Rio" (PMDB-PP-PSL-PTB), defendendo a "polícia mineira" na zona oeste da cidade numa entrevista de 2006, divulgada pelo boletim eletrônico do prefeito Cesar Maia (DEM) no início do primeiro turno.

Gabeira também tem sido alvo das correntes. O e-mail "15 razões para não votar no Gabeira", afirma que o candidato da "Frente Carioca" (PV-PSDB-PPS) teria influenciado a criação de facções criminosas no Rio ao ensinar táticas de guerrilha aos presos comuns quando foi preso na Ilha Grande pela ditadura, em 1969. Em várias comunidades do site de relacionamentos do Orkut, Gabeira é xingado de "maconheiro".

O juiz Luiz Márcio Pereira, responsável pela fiscalização da propaganda eleitoral no Rio, explica que a expressão de opinião e argumentos contra ou a favor dos candidatos é liberada em sites e blogs, já que só quem tem interesse busca esses endereços. Da mesma forma, correntes de e-mails entre amigos são consideradas legítimas. "Se for uma mera crítica, não há problema. A ilegalidade é o crime contra a honra. Isso sim poderia sofrer algum tipo de penalidade", diz o magistrado. Agência Estado


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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Florianópolis - Dário Berger promete ampliar sistema de tratamento de esgoto

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O prefeito de Florianópolis e candidato do PMDB à reeleição, Dário Berger, promete ampliar de 45% para 80% o número de ruas com tratamento de esgoto na Capital.

A declaração foi dada durante a série de entrevistas online do diario.com.br na manhã desta segunda-feira. O candidato respondeu perguntas de 90 internautas que participaram do chat durante 45 minutos. Mais de 220 dúvidas não foram respondidas por falta de tempo.

Antes de serem encaminhadas ao entrevistado, as questões foram filtradas por um jornalista do diario.com.br. Ofensas ao candidato ou a qualquer outra pessoa foram vetadas. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio. Nesta terça-feira é a vez de Esperidião Amin (PP), também às 11h.

Segurança

Para minimizar os problemas de violência e segurança na Capital, o candidato do PMDB pretende levar para outros morros de Florianópolis os projetos sociais implantados no Maciço do Morro da Cruz durante o atual mandato.

Tapete preto

Dário Berger disse que com a Operação Tapete Preto asfaltou cerca de 700 ruas em Florianópolis e se compromete a pavimentar o restante caso seja reeleito.

Transportes

O candidato aposta em transportes alternativos para desafogar o trânsito em Florianópolis e promete fazer 100 quilômetros de ciclovias nos próximos quatro anos. Para solucionar os problemas de congestionamento no Sul da Ilha de Santa Catarina, Dário quer construir o elevado no trevo da Seta e criar uma terceira pista na SC-405. ClicRBS


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Briga de foice pelo poder

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Ipojuca Pontes

A política é a atividade superior do homem que tem por objetivo  definir e propiciar a melhor direção dos negócios públicos, certo? Errado. Errado pra cachorro. Exemplo? Em São Paulo e Rio de Janeiro, nesta segunda fase da refrega eleitoral pela posse das duas prefeituras mais ricas do país, a “arte de bem governar” virou, entre os respectivos candidatos, uma tremenda briga de foice no escuro. De fato, uma batalha incruenta, onde vale tudo, inclusive (como diria o caudilho Brizola, ao medir a ambição política do Dr. Lula) “pisar o pescoço da mãe”. 

Certo, justifica-se, está em jogo o usufruto de receitas tributárias que envolvem bilhões de reais a cada mês, empregos de familiares e companheiros, mordomias sem fim, banquetes infindáveis, viagens internacionais, folguedos do carnaval, bons negócios com empreiteiras compreensivas – para não falar no fanal de luz que pode levar o eleito à governança do Estado e até à Presidência da República. Então, com perdão da palavra, por que titubear? Diante de um quadro tão inebriante quanto dionisíaco, o que representa, na ética política em andamento, um simples pisar de pescoço – seja da própria mãe ou da mãe do adversário? Nada, um zero a esquerda.  

No Rio de Janeiro temos o caso do candidato Eduardo Paes, o típico carreirista político. De esquerda, ele começou no ecológico Partido Verde. Para subir na hierarquia da atividade, ingressou no DEM (ex-PFL), tido como “de direita”, onde, pelas mãos do blogueiro César Maia, foi feito Secretário do Meio Ambiente (e, devido a irregularidades, está sendo processado por improbidade administrativa). Em seguida, para se fazer deputado federal, bandeou-se para o PSDB. Pelo empenho, tornou-se  líder do partido no período da CPI dos Correios. Nela, diante dos holofotes, denunciou veemente o socialista Lula da Silva como o agente beneficiário por trás da “quadrilha organizada” instalada em Brasília (aventou, até, o seu impeachment), sem livrar a cara de Lulinha, o filho, transformado em milionário da noite para o dia.  

Mas em política a grande meta (negócio) é o poder executivo. Para ser candidato a prefeito da cidade, Paes largou o tucanato e ingressou no PMDB pelas mãos de Sérgio Cabral, o governador leninista e generoso anfitrião noturno de Lula, que se mostrou reticente com as pretensões do algoz. O que, vale dizer, não representou obstáculo algum. Para obter o aval de Sua Santidade, Paes não pensou duas vezes: escreveu copiosa carta ao Soberano pedindo desculpas pelas palavras impensadas – desculpas, claro, extensivas à D. Marisa e ao herdeiro (milionário) Lulinha.    

Mas em matéria de pragmatismo abjeto o candidato Gabeira, que ficou famoso por seqüestrar o embaixador americano Charles Elbrick, usar tanga e calçar sandálias tecidas com folha de maconha, não fez por menos. Flagrado pela mídia tecendo críticas por telefone à vereadora aliada, Lucinha - a mais bem votada da zona oeste da cidade, a quem chamou de “analfabeta política de visão suburbana” -, Gabeira, pensando nos votos da companheira, apresentou um maroto pedido de desculpas, tal como fez o seu adversário Paes. Enviando o pedido de desculpas em nota à imprensa, o candidato verde, antigo “pauteiro” de jornal, não perdeu espaço e ainda prometeu se empenhar na “valorização e o crescimento dos subúrbios da cidade”. 

Em São Paulo, por sua vez, a luta pelo poder entre as facções atinge a chamada região do baixo-ventre. Diante da flagrante vantagem eleitoral do candidato Gilberto Kassab (DEM-SP), o programa de propaganda televisivo da candidata Marta Suplicy (PT-SP) interrogou, com malícia, se o adversário era casado e tinha filhos – mesmo sabendo, com antecipação, que ele não era casado e muito menos pai de filho.

A pergunta, claro, dizia respeito à macheza do candidato, a ser interpretada assim: pode um sujeito ao qual se coloca dúvida sobre a sua masculinidade ser prefeito de São Paulo? (De minha parte, creio que sim, pois Edward Koch, judeu e homossexual, governou a cidade de New York durante dez anos – de 1977 a 1987 – com o aplauso dos seus habitantes). 

A indagação torna-se mais irônica, ou indecente, quando se sabe que Marta Suplicy é “sexóloga progressista”, que faz figura e hora na vida política por supostamente defender “as minorias” de todos os tons e matizes. Sobrelevado o fato de que, há poucos anos, no posto de prefeita, a atual ministra de Turismo de Lula arrostou escandaloso adultério quando trocou o brando marido (Eduardo Suplicy) pela galanteria do aspone Luís Fabre, dito revolucionário da Quarta Internacional, mas, na realidade, nascido “em la Boca” da vizinha Buenos Aires sob o batismo de Felipe Belisário Wermus (sendo acusado de possuir contas em paraísos fiscais abastecidas com dinheiro proveniente do superfaturamento da coleta do lixo administrado pelas prefeitura do PT).

Já o prefeito Kassab - que, embora “de direita”, fez vultosa doação de campanha ao PCdoB - não deixa de ser figura curiosa. Interrogado por um repórter de jornal se era ou não homossexual, achou por bem negar, dando-se ao luxo de um sorriso à Mona Lisa, depois. Talvez por isso, levando-se em conta o conservadorismo da sociedade, o candidato do DEM tenha perdido cinco pontos de vantagem na disputa contra a “sexóloga progressista” do PT. Os dezessete pontos iniciais de vantagem reduziram-se a uma dúzia.

Desde que Maquiavel, ele mesmo um pilantra, demonstrou a notória oposição entre a ética política e a ética religiosa - aquela que nos ensina a não roubar, matar ou desejar a mulher do próximo -, os políticos encontraram um sólido lastro teórico para justificar suas patifarias. Vale tudo, inclusive pisar o pescoço da mãe, pois, como ficou consagrado, o objetivo é tomar o poder para se “promover o bem comum”. Mídia sem Máscara


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domingo, 19 de outubro de 2008

Humilhante - Marta pede desculpas a Kassab

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy (PT), pediu desculpas na noite deste domingo ao adversário Gilberto Kassab (DEM) e aos companheiros de partido pela propaganda onde questiona se o prefeito é casado e tem filhos.

"Eu não havia visto essa conotação [da propaganda]. Fez parte da minha campanha [o comercial], agora foi retirado do ar por meu pedido. Eu sinto que tenha molestado o candidato e outras pessoas do meu partido", afirmou Marta.

Kassab agradeceu a atuação dos "formadores de opinião" que condenaram a propaganda e disse estar "satisfeito" com o resultado da Justiça. " A imprensa condenou e até os companheiros do seu partido condenarem. Estou profundamente satisfeito com a avaliação da Justiça".

Comentário: Mais uma vez o peixe morre pela boca. Marta Suplicy pisa na bola e morde a língua ao trazer para o debate político questões de ordem pessoal. Que se ferre. É isso que ela merece. Relaxa e goza, Marta. O que é teu tá guardadinho no próximo dia 26.


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Dário Berger e Joares Silveira trocam idéias

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Você vai ouvir agora um diálogo, por telefone, entre o vereador Joares Silveira e o prefeito Dário Berger. Falam sobre a cidade. O diálogo é extremamente esclarecedor no sentido que mostra bem como são e como agem os nossos políticos, vereadores e prefeito. Como encaram os problemas de Florianópolis e como defendem os seus interesses e de "amigos" contra os interesses da cidade. As gravações foram feitas durante a Operação Moeda Verde. Espere 13 segundo para iniciar o show. Clique aqui e confira. Do CangaBlog

Comentário: É desta forma que essa gente trata os interesses da população. É por isso que querem se perpetuar no poder a todo custo. Não estão nem aí pra moral, ética e qualquer outro adjetivo que sugira um pouco de probidade ou transparência com a coisa pública.

É por essas e outras que devemos mudar a atual condução de nossa Prefeitura Municipal. Dário Berger não tem mais as mínimas condições de continuar comandando os destinos de nossa cidade.


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