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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Grampo contra líder tucano pode levar CPI a prorrogar trabalhos

Deputado José Aníbal (PSDB/SP) que teve seu telefone grampeado (Foto: Paula Sholl)

A CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas da Câmara pode ter seus trabalhos prorrogados mais uma vez após a descoberta de que o líder do PSDB na Casa, deputado José Aníbal (SP), foi vítima de grampo telefônico.

A comissão já teve o seu prazo de funcionamento estendido até o dia 15 de março. O relator da CPI, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), disse que a prorrogação terá de ser discutida com os líderes partidários.

"A informação extraoficial é de que esse grampo teria ocorrido por uma triangulação: uma esposa contratou um detetive para investigar seu marido; o marido teria ligado várias vezes para o deputado e ela teria pedido para interceptar aquele telefone para saber do que se tratava. Mas de qualquer maneira é grave", afirmou.

Segundo Pellegrino, a CPI vai pedir acesso ao conteúdo do inquérito para, a partir disso, levar o caso à apreciação da própria comissão e dos líderes partidários. "A prorrogação da CPI foi negociada com o colégio de líderes. Então, só ele pode rever esse acordo, pois ficou acertado que prorrogação seria única e exclusivamente para discutir e votar o relatório."

A Polícia Civil de São Paulo divulgou na semana passada que havia desbaratado um complexo esquema envolvendo nove pessoas suspeitas de atuar na realização de escutas telefônicas e quebra de sigilo bancário.

Segundo as investigações, os dados eram vendidos depois. Entre os presos estão detetives, funcionários de bancos e de operadoras de telefonia. Também há policiais suspeitos de participarem do esquema, que seriam os responsáveis pela emissão de falsas autorizações judiciais para a quebra de sigilo telefônico enviadas para as operadoras de telefonia. Folha Online


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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Escutas ilegais: foco de suspeita volta ao Senado

central_telefonica

Por eliminação, as investigações sobre o grampo telefônico de uma conversa do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demostenes Torres (DEM-GO) convergem novamente para o próprio Senado. O grampo teria sido feito por gente ligada à própria segurança do Senado, que tem acesso à central telefônica da instituição, a mais moderna de Brasília e considerada à prova de escutas clandestinas externas. A informação foi levantada pelo Correio ainda no mês passado.

A central telefônica é capaz de gravar toda e qualquer ligação feita na Casa ser for programada para isso. A disputa de bastidor pelo controle da instituição, protagonizada pelo vice-presidente da instituição, Tião Viana (PT-AC), e o primeiro-secretário ,Efraim de Moraes (DEM-PB), hoje envolve funcionários da Polícia do Senado. O presidente do Casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN), teria perdido o controle da situação.

O clima no Senado não é dos melhores por causa das denúncias em relação a contratos de prestadores de serviços, lobbies das grandes empresas de telefonias e disputas de poder na alta burocracia. Esse seria o caldo de cultura para a espionagem na própria Casa, cujo serviço de segurança é um dos mais equipados do país, com tecnologia adquirida principalmente na gestão do senador Romeu Tuma (PTB-SP), atual Corregedor do Senado, como primeiro-secretário da Mesa (2003/2004).

Além disso, a velha cooperação entre a segurança do Senado e a Polícia Federal já não é a mesma. Os agentes federais que investigam a atuação de empresas prestadoras de serviços contratadas pelo Senado têm convicção de que funcionários da Casa sumiram com as fitas gravadas pelas câmeras de segurança na noite que antecedeu uma frustrada operação de busca e apreensão realizada em alguns gabinetes da burocracia do Senado.

Veteranos

Uma ala da segurança do Senado teria se aproximado de Viana durante a sua interinidade na presidência da Casa, outra seria mais ligada ao senador Romeu Tuma. Há, ainda, os veteranos funcionários ligados aos arapongas da Abin. A alta burocracia mudou muito pouco na gestão de Garibaldi. A tradição entre os senadores é mexer muito pouco na composição dos cargos de mando da burocracia. Viana, porém, não quer acordo com o grupo de Efraim e pretende mudar a composição dos cargos de mando.

Entretanto, depende do apoio dos senadores José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL), aliados de Efraim, para ter os votos da bancada do PMDB e ser eleito presidente do Senado. Esse ambiente acaba quebrando a hierarquia e facilita a formação de facções e grupos de pressão em todos os setores da burocracia. Correio Braziliense


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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Correa nega proteção em arquivos de Dantas

O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Correa, classificou como especulação a informação divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo de que cinco discos rígidos do banqueiro Daniel Dantas, apreendidos na Operação Satiagraha, ainda não foram analisados porque peritos não conseguem acessar os códigos criptografados. "O jornal também deveria ter o compromisso com a verdade. É especulação", disse.

Correa disse ainda que 70% do inquérito sobre a realização de escutas ilegais durante a operação já está concluído. Segundo ele, as provas produzidas durante o trabalho de investigação não serão prejudicadas em função das irregularidades que possam ter sido cometidas por agentes da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

A Abin é apontada como suspeita de grampear senadores, deputados e autoridades da Justiça durante a Operação Satiagraha. Entre os telefonemas monitorados, estaria um entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

"Tudo que se produziu foi com ordem judicial. O que contamina a prova é a produção da prova e não a sua utilização", afirmou Correa, ao participar da abertura da 5ª Conferência Internacional de Perícias em Crimes Cibernéticos, em um hotel da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.

Ameaças

O diretor da Polícia Federal não quis comentar o conteúdo do depoimento da deputada federal Marina Magessi (PPS-RJ) à CPI das Milícias, ontem, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Ela disse que vem sendo ameaçada por policiais federais porque faz parte da CPI das Escutas Ilegais da Câmara Federal. "Ela deve informar que tipo de ameaça está tendo e nós vamos investigar", afirmou.

Correa acredita que a conclusão da CPI pode ser concluída com relatórios produtivos para a Polícia Federal, pois a comissão está cumprindo o papel de trazer um assunto importante à discussão. Redação Terra


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