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segunda-feira, 21 de março de 2011

FHC: 'Espero que não tenha sido ciúmes'

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comenta ausência de Lula em almoço com Barack Obama

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse no domingo que espera não ter sido ciúmes a causa da ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do almoço de sábado em torno do presidente americano Barack Obama. Ele, no entanto, tentou minimizar a ausência de Lula.

- Ele realmente pode ter tido outros compromissos. Me parece que tinha o aniversário do filho. Mas realmente é difícil para um ex-presidente ter de voltar a Brasília. Ele pode ter achado que não contribuiria. Achar que foi por ciúmes pelo fato de Obama ter vindo ao Brasil no governo da Dilma e não no dele seria pequeno. E eu espero que não tenha sido isso - disse FH.

Fernando Henrique voltou a dizer que foi "um gesto de civilidade" o fato da presidente Dilma Rousseff ter convidado todos os ex-presidentes para o almoço com o presidente americano, e que isso mostra que o novo governo petista pode estar corrigindo os rumos do governo de Lula, que em oito anos nunca o convidou para ir ao Palácio do Planalto, pois elegeu o PSDB como inimigo público número um, ao invés de dialogar com a oposição.

- Foi um gesto de civilidade. O convite foi uma posição madura da presidente Dilma. É normal na democracia essa atitude, principalmente quando se trata de assuntos de interesse da nação. Quando eu fui presidente, convidei todo mundo para ir ao Palácio, inclusive o Lula. Ele foi ao Palácio do Planalto várias vezes. Depois de eleito, mesmo ainda quando não era presidente, eu cedi a ele a Granja do Torto. Mas no governo dele não me convidou nenhuma vez. Só me chamou para ir ao enterro do Papa. Agora não, a Dilma foi muito gentil - disse FH, que se sentou na mesma mesa de Obama, ao lado de Dilma e de outros quatro ex-presidentes, menos Lula.

Sarney: Lula não quis comparação

Já o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) disse no domingo que o convite a todos os ex-presidentes "é prova do amadurecimento do país".

- Mostra que os problemas políticos são menores quando se trata do interesse nacional. É um avanço democrático - sintetizou o presidente do Senado.

Sarney não estranhou a ausência de Lula:

- Ele não quis ir ao almoço com o presidente Obama para não estabelecer uma comparação, um confronto dele com a presidente Dilma e preservar a visita de possíveis saias justas. Afinal, a presidente trataria com Obama de questões que Lula tratou quando era presidente e a intenção de Lula foi mais no sentido de ajudar para o sucesso da visita de Obama ao Brasil. Não tem nada de pessoal. Foi uma coisa secundária. A posição de Lula mostra que as relações dele com Obama eram de chefe de estado para chefe de estado e agora a chefe de estado é a presidente Dilma. O Globo Online


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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Excelência é posto

altPatriota: ‘A questão dos passaportes é uma medida tomada pela administração anterior. Nada a acrescentar’

Dora Kramer

A declaração do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, sobre a concessão indevida de passaportes diplomáticos a familiares do ex-presidente Lula, ao pastor mandachuva na TV Record e a parentes de parlamentares a fim de lhes facilitar o trânsito turístico alfândegas afora, não quer dizer nada.

"Nós estamos examinando a situação dos passaportes como um todo. É uma medida tomada pela administração anterior. Não tenho nada a acrescentar." Na realidade não tinha era nada a dizer, ante a impossibilidade de dar à situação a definição que ela merece: desmando.

A concessão dos documentos virou uma farra. E daquelas bem parecidas com as que ocorrem no Parlamento.

A justificativa de Patriota de que a decisão foi tomada na "administração anterior" poderia fazer sentido caso ele não fosse o segundo na linha hierárquica na referida administração, onde ocupava o posto de secretário geral do Itamaraty.

No Congresso, quando se descobriu a farra das passagens aéreas distribuídas indiscriminadamente a parentes, amigos, correligionários e funcionários de deputados e senadores que também as usavam para fazer turismo, a reação do Legislativo foi semelhante à do chanceler.

O anúncio de revisão da "situação como um todo" é uma excelente maneira de não tratar do assunto e principalmente de não corrigir o malfeito. Não é a regra que precisa ser revista, mas o procedimento na aplicação. A lei é claríssima quanto a quem tem direito e sob quais condições os passaportes devem ser concedidos.

O que se impõe ao novo chanceler não é a exposição de subterfúgios. É a explicação clara a respeito do que acontece no Itamaraty, há quanto tempo grassa a anarquia e por quais motivos a diplomacia brasileira funciona ao molde de uma confraria de privilégios, como ocorre no Congresso.

Antonio Patriota não estreia bem a função quando sai pela tangente e, assim, se alia aos arautos da tese de que a banalização do documento diplomático é uma irrelevância diante de tantos e mais sérios problemas a serem resolvidos no Brasil.

O País de fato tem muito a resolver. A diplomacia, celebrada como uma das mais competentes, profissionalizadas e avançadas áreas do Estado brasileiro, daria uma enorme contribuição ao farto cardápio de providências se incluísse entre suas prioridades a preservação da excelência do Itamaraty, no lugar de rebaixá-lo à companhia das demais mazelas nacionais. Estadão Online


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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A foto da semana – Isso é que é rainha

Rania al-Abdullah - Rainha da Jordânia


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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Crise com Odebrecht será 'resolvida nos próximos dias', diz Amorim

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse acreditar que o embargo do governo do Equador aos bens da empresa brasileira Odebrecht e a proibição de que funcionários da companhia saiam do país será ''discutida e resolvida'' nos próximos dias.

O presidente do Equador, Rafael Correa, ordenou, através de um decreto, o embargo dos bens da Odebrecht e proibiu que funcionários da empresa deixem o Equador.

De acordo com o ministro equatoriano de Setores Estratégicos, Derlis Palacios, a medida significa a expulsão da empresa do país.

O governo equatoriano exige o pagamento de uma indenização por parte da empresa devido a falhas no funcionamento e da posterior paralisação da central hidrelétrica San Francisco, construída pela empreiteira.

Correa ordenou a militarização imediata das obras que estão sob responsabilidade da Odebrecht, entre elas uma outra hidrelétrica, uma rodovia e um aeroporto.

Há uma semana, o presidente equatoriano chegou a ameaçar expulsar a empresa se não fosse paga a indenização exigida pelo Estado e disse que a empreiteira está sendo investigada por suposta corrupção. De acordo com Correa, algumas obras da construtora foram realizadas "com um terço de capacidade e o triplo de custo".

"Estou 'por aqui' com a Odebrecht, quanto mais cavo mais lama encontro (...) Estes senhores (da construtora) foram corruptos e corruptores, compraram funcionários do Estado. O que está sendo feito é um assalto ao país", afirmou.

Foram gastos na construção da hidrelétrica US$ 338 milhões, com uma capacidade estimada de geração de 12% do total da energia elétrica consumida no país. A hidrelétrica é a segunda maior do país e está fechada desde junho deste ano.

''Achamos que a Odebrecht é uma grande companhia, obviamente não podemos pré-julgar todas as reclamações do governo do Equador'', afirmou o chanceler Amorim.

Em um comunicado, a empresa afirmou que, até o momento, "os trabalhos prosseguem dentro do cronograma estabelecido".

Celso Amorim comentou que ''a Odebrecht fez ofertas que nos pareceram, pelo menos à primeira vista, razoáveis. Agora, ela é um consórcio, a Odebrecht não pode resolver sozinha, ela depende também de outras empresas. O que sei é que a Odebrecht tinha que ter a aprovação de suas sócias''.

Mas acrescentou que a companhia ''não obteve, ou pelo menos não obteve logo (essa aprovação)''.

O chanceler contou ter sido informado pelo embaixador brasileiro em Quito que dois diretores da Odebrecht já deixaram o Equador e outros dois estão refugiados na embaixada brasileira. ''Não há uma ameaça física a eles e não há um mandado de prisão'', acrescentou.

Amorim afirmou também que o governo brasileiro tem dado ao caso ''um acompanhamento normal, adequado, para uma empresa brasileira no exterior''. BBC Brasil


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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Chávez expulsa embaixador dos Estados Unidos

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, seguiu decisão do governo da Bolívia nesta quinta-feira e também ordenou a expulsão do embaixador dos Estados Unidos de seu país. O diplomata Patrick Duddy tem um prazo de 72 horas para deixar a Venezuela.
Chávez, que ordenou ainda a saída de seu corpo diplomático de Washington, disse que tomava a decisão em apoio ao governo de Evo Morales, um de seus principais aliados na América do Sul.

"Para que a Bolívia saiba que não está sozinha. Tem 72 horas, a partir deste momento, o embaixador ianque em Caracas para sair da Venezuela, em solidariedade à Bolívia e ao povo da Bolívia", afirmou Chávez em um ato de campanha política no Estado de Carabobo.
Horas antes, o governo boliviano anunciava prazo semelhante para que o embaixador dos Estados Unidos na Bolívia, Philip Goldberg, deixe o país.

Morales enfrenta há três dias uma das piores crises de seu governo, com uma escalada da violência realizada por grupos separatistas opositores, considerados a elite boliviana.

"Já basta de tanta merda de vocês (...) aqui há um povo digno, ianques de merda", disse Chávez.

No ínicio do mês, Chávez já havia ameaçado expulsar o embaixador americano por criticar a política de combate ao narcotráfico do governo venezuelano.

''(Há) milhões de nós dispostos a brigar pela Bolívia", acrescentou diante de milhares de simpatizantes que o ovacionavam com o coro: "Assim, assim, assim que se governa".

Sem petróleo

O mandatário venezuelano voltou a ameaçar cortar o abastecimento de petróleo dos Estados Unidos se Washington atacar seu país e afirmou que só restabelecerá os canais diplomáticos com o governo americano quando este país tiver outro presidente.

Mais cedo, Chávez ameaçou intervir na Bolívia e apoiar um movimento armado boliviano para "restituir o governo" caso a oposição derrube Morales ou "tente matar" o mandatário boliviano.

O presidente venezuelano acusou também o governo dos Estados Unidos de estar por trás de um plano de golpe de Estado que, supostamente, estava sendo planejado por oficiais das Forças Armadas venezuelanas, e que foi "revelado" na noite desta quarta-feira em um programa do canal oficial VTV.

A revelação das gravações telefônicas com o plano para a tomada do Palácio de Governo e um suposto assassinato de Chávez foi o tema central das discussões entre os venezuelanos nesta quinta-feira e pautou quase que a totalidade da programação do canal oficial.

No início da noite desta quinta-feira, milhares de simpatizantes do governo se concentraram do lado de fora do Palácio de Miraflores, em uma manifestação convocada pelo partido do governo, PSUV, para "rechaçar as tentativas golpistas" e expressar apoio ao presidente.

Em 2002, um golpe de Estado organizado pela oposição empresarial e apoiado pelos meios de comunicação fracassou. Com manifestações populares e com o apoio de militares constitucionalistas, Chávez regressou ao poder em 48 horas. BBC Brasil


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