sexta-feira, 3 de julho de 2009

A zona do Senado: Arthur Virgílio critica apoio de Lula a Sarney diz que presidente é refém do PMDB

Arthur Virgílio: Para o senador, Lula, que apoia José Sarney, tem uma visão caolha da governabilidade

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), afirmou nesta sexta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é refém do PMDB porque faz uma política na base da barganha do voto. O tucano disse ainda que Lula precisa de várias "muletas" para governar e tem uma "visão caolha da governabilidade". Virgilio afirmou ainda que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) é como um parto branco.

Segundo o líder do PSDB, a afirmação de que o presidente Lula apoia o presidente do Senado, em nome da governabilidade, não tem fundamento porque o PSDB, em 90% das votações na Casa, sempre votou com o governo.

"O presidente Lula tem uma visão caolha da governabilidade. Em 90% das matérias aprovadas no Senado, o PSDB votou com o governo. O problema do presidente Lula é que ele acha que precisa sem dar algo em troca de apoio. Mas voto é de graça. Ele se sente refém porque quer. Ele precisa para de xingar a gente e aprender a conversar", afirmou.

Para Virgílio, a interferência do presidente Lula a favor de Sarney afronta a opinião pública. "Ele deveria ouvir os eleitores dele. Com certeza eles não apoiam a permanência de Sarney por aqui", disse. Folha Online

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A zona do Senado: Saída de Sarney gera crise imprevisível, diz Lula a senadores

PT se encontrando: Partido diz que fica com Sarney mas a maioria dos senadores pede afatamento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que a renúncia do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pode gerar uma crise "gravíssima", de "desfecho imprevisível" na qual "tudo pode acontecer". Aos senadores da bancada petista, Lula defendeu o apoio a Sarney em favor da parceria estratégica entre PT e PMDB.

Após quatro horas de encontro no Palácio da Alvorada para debater a crise, os 11 senadores petistas reunidos para avaliar o apoio a Sarney mantiveram o impasse. Cinco deles defenderam o licenciamento do presidente da Casa, a fim de isentar as investigações sobre as irregularidades do Senado.

Na manhã desta sexta-feira, Aloizio Mercadante (SP) e Ideli Salvatti (SC) darão uma entrevista coletiva para resumir o encontro. Um dos presentes no encontro afirmou que Marina Silva (AC), Eduardo Suplicy (SP), Augusto Botelho (RR), Fátima Cleide (RO) e Tião Viana ainda defendiam a saída do peemedebista. Folha Online

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Florianópolis: Fim da greve deve ser definido em assembléia da categoria na manhã desta sexta. Ônibus devem voltar a circular

Dário e o vice João Batista: A indicação é de que a greve dos ônibus termine nesta sexta pela manhã

Trabalhadores querem quatro meses sem demissão

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano (Setuf) e a prefeitura de Florianópolis fecharam um acordo para o fim da greve sem intervenção. Mas a proposta foi rejeitada pelos trabalhadores, que querem quatro meses de estabilidade depois que acabar a greve.

Os empresários dizem que não vão garantir o emprego de nenhum funcionário e aí voltaram à discussão. A reunião na prefeitura continua até que uma decisão seja tomada.

Dário informou ao repórter da CBN/Diário que a questão será analisada em assembléia dos trabalhadores (Sintraturb) que será realizada as 7 horas da manhã desta sexta-feira. “Os coletivos devem voltar a circular”, foi a garantia dada pelo prefeito da Capital.

Com informações do Blog da Rua - ClicRBS


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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Florianópolis: Fim da greve depende de acordo entre empregados e prefeitura

Greve no transporte não tem hora para terminar. Prefeito negocia intervenção diretamente com empregados

Sei que vocês estão esperando alguma notícia sobre a continuação da greve dos empregados no transporte coletivo de Florianópolis.

A informação que tenho é a que segue abaixo:

O prefeito de Florianópolis, Dário Berger, estava reunido com o procurador geral do município, Jaime de Souza, discutindo a possível intervenção nas empresas de transporte urbano.

O Sindicato dos Trabalhadores no Transporte (Sintraturb) apresentou a sugestão de intervenção em assembleia da categoria na noite desta quinta-feira.

Dário deu um prazo até a meia-noite para que o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano (Setuf) recue e aceite a proposta do município. Caso não haja acordo, Berger assinará o decreto-lei que promove a intervenção nas concessionárias, encerrando a greve.

Dário saiu da reunião com o procurador geral do município, Jaime de Souza, com o decreto-lei redigido e com o nome do interventor geral escolhido. O nome, no entanto, ainda não foi divulgado. Se o Setuf não ceder, a intervenção passa a valer a partir desta sexta-feira.

Neste momento, Dário está reunido com o Sintraturb para decidir a participação da categoria na intervenção.

Assim que tiver definição a respeito dessa bandalheira que está acontecendo na cidade, repassarei para vocês.

Aguardem.

Informações: Blog da Rua – ClicRBS

Foto: Hermínio Nunes - DC


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Opinião de O Globo: Única saída

"Fora, Sarney": Quem quiser aderir à campanha basta clicar na imagem, copiar o link e colar em seu site

O Senado não pode naufragar na inércia do impasse criado pela sucessão de denúncias porque o Palácio [do Planalto] não quer se arriscar a perder o frágil controle que mantém sobre a Casa. Não é hora - aliás, nunca deveria ser - do varejo político. A própria sustentação de Sarney se esfarela. Na terça-feira, o DEM, uma das bases históricas do senador, recuou. Pediu-lhe que se licenciasse, assim como fizeram o PSDB e o PDT. Na tarde de ontem, senadores do próprio PT apelaram a Sarney que se afastasse por 30 dias, mesmo que isso significasse entregar o comando provisório do Senado ao tucano Marconi Perillo. Depois, voltaram atrás. Sarney esperaria uma conversa com Lula, de volta da Líbia, com chegada prevista para ontem, antes de anunciar alguma decisão. O encontro poderia ocorrer ainda à noite.

As circunstâncias conduziram Sarney ao mesmo beco de única saída em que se meteram Antonio Carlos Magalhães, Jader Barbalho e Renan Calheiros, guardadas as diferenças entre cada um: para eles e o Senado a única alternativa foi afastamento do cargo. Inerte, a massa orgânica dessas crises tende a se deteriorar e apodrecer.

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Florianópolis: Greve dos ônibus continua nesta quinta

Greve de ônibus em Florianópolis: Até que ponto a população vai aturar tanto desaforo, descaso e abandono?

Depois de um dia inteiro de negociações, o secretário de Transportes e vice-prefeito de Florianópolis, João Batista Nunes, recebeu na noite desta quarta-feira uma proposta do Sindicato dos Empresas de Transporte Urbano (Setuf), que, segundo ele, não tem aprovação da prefeitura.

Portanto, a proposta sequer será entregue aos trabalhadores, o que faz com que o fim de greve esteja longe do fim.

Na proposta, o Setuf concorda com o reajuste de 7% no salário dos trabalhadores se a tarifa for reajustada em R$ 0,15. Também condiciona o aumento em R$ 310 no vale-alimentação ao subsídio pago pela prefeitura (hoje R$ 0,12 por passageiro, o que significa cerca de R$ 550 mil por mês).

A proposta também determina que se o aumento for retroativo a maio (mês da data-base da categoria) deverá ser pago pela prefeitura.

— O prefeito não assinará essa proposta. Não vamos dar aumento na tarifa que signifique ganho real aos empresários, porque eles já o tiveram no início do ano. Só daremos o aumento na tarifa que for proporcional ao impacto do reajuste salarial — disse João Batista, perto das 22 horas.

Segundo o vice-prefeito, a prefeitura não tem de onde tirar o pagamento do reajuste retroativo a maio e, mesmo que fizesse isto, teria que passar por uma aprovação na Câmara de Vereadores, o que demoraria ainda mais.

Os trabalhadores já frisaram que não vão concordar com um reajuste a partir de agora, já que a data base da categoria venceu em maio. ClicRBS

Foto: Herminio Nunes - DC

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Comentário meu: Esse filme nós já estamos cansados de assistir. O jogo de cena é sempre o mesmo e o final nada surpreendente, porém doloroso para os espectadores, no caso, a população. Todo mundo sabe que vai haver aumento da tarifa dos ônibus. De forma direta ou através de subsídio, o usuário e o contribuinte é que irão arcar com o custo da greve.

Passou da hora de alguém com culhão propor a criação de uma empresa púbica de transporte coletivo, onde o usuário estaria pagando para si próprio a tarifa para a utilização dos ônibus em Florianópolis e poderia usufruir de um serviço com melhor qualidade.

O que não pode continuar acontecendo é essa verdadeira sacanagem que fazem com que a população se torne refém tanto dos empregados quanto dos empregadores das empresas de transporte urbano da cidade.

Tá na hora de reagir. Chega de aturar desaforo dessa cacalhada!


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Florianópolis: Dário Berger é absolvido em processo de cassação no TRE/SC

Dário Berger e Bita Pereira: Processos mal conduzidos e sustentação fraca fortalecem a situação do prefeito

O prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB), foi absolvido nesta quarta-feira no processo que pedia sua cassação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Quatro juízes votaram a favor da absolvição e dois contra.

A coligação Amo Florianópolis (PP/PTB), que entrou com a ação, insistirá na cassação de Dário junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em Brasília.

Dário foi julgado por ter sido eleito pela quarta vez consecutiva prefeito — duas vezes em São José e duas vezes em Florianópolis.

Novo entendimento, estabelecido inicialmente pela Justiça Eleitoral de Alagoas, está se baseando no parágrafo 5º do artigo 14 da Constituição, que determina que o presidente, governadores e prefeitos eleitos podem ser reeleitos para um "único período subsequente". Os prefeitos que se reelegeram em um município e mudaram de domicílio eleitoral estão sendo caracterizados como "itinerantes".  ClicRBS

Foto: Daniel Conzi - DC

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Vexame: PT recua e acha que Sarney deve ficar no cargo

Mercadante e senadores do PT saindo da casa de Sarney: O que esperar de um partido safado como este?

Juliana Boedchat – Blog do Noblat

O PT deu pra trás. Depois da reunião com José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado, a bancada do partido mudou o discurso de que apoia o afastamento temporário do presidente do cargo. Agora dizem que essa não é a escolha certa.

- Essa proposta não está no âmbito das possibilidades que estamos discutindo. A renúncia é uma possibilidade que ele pode vir a tomar. Mas, no nosso ponto de vista não é a melhor escolha, porque a crise não pode ser atribuída a ele. Desses 14 anos de atos secretos, ele foi presidente por quatro anos. Não é justo - disse Aloizio Mercadante (PT-SP), líder do partido no Senado, ao fim do encontro.

O discurso também segue a linha de Ricardo Berzoini, presidente do partido, que acredita que todo este escândalo não deve ser debitado na conta de Sarney.

Segundo Mercadante, Sarney disse que não pretende ser um obstáculo para recuperar a imagem do Senado. Mas o partido mantém o disurso de que a decisão definitiva virá somente depois da conversa dos senadores com Lula amanhã de manhã.

Hoje à tarde, depois de uma reunião que durou quase uma hora, os senadores confirmaram quais seriam as opções de Sarney: criar uma comissão de parlamentares para investigar as irregularidades, ou que ele se afastasse do cargo durante as apurações. Sarney topou só a primeira opção.

Foto: Wilson Dias – Agência Brasil


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A zona do Senado: Sarney decide se fica no cargo depois de conversa com Lula

José Sarney: Tá na hora de colocar o pijama, a pantufa e deixar de encher o saco do povo, velho sacana!

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), está disposto a se afastar do cargo, mas espera pelo retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva do exterior para avaliar cenários e tomar uma decisão.

Segundo uma fonte ouvida pela Agência Reuters que esteve com Sarney na manhã desta quarta-feira, o senador está menos abatido do que estava na véspera. Ele e seus aliados imediatos estão contabilizando os ganhos e perdas de uma licença ou até de uma renúncia. A dificuldade para o governo é justamente esta.

Se se afastar, a oposição ocupa a cadeira da presidência na figura do tucano Marconi Perillo (PSDB/GO), primeiro vice. Se renunciar à presidência, novas eleições vão ser convocadas e há sérias dúvidas se o governo conseguirá eleger um novo nome de sua base.

A ministra-chefe da Casa, Dilma Rousseff, conversou com Sarney na terça-feira pedindo que ele não tomasse uma decisão antes do retorno do presidente Lula.

Nesta manhã, Sarney se reuniu com integrantes do PT, PMDB e PTB em sua residência pessoal para analisar a situação. A bancada do PT, que está dividida em relação ao apoio a ele, se reúne nesta tarde para definir que posição vai tomar no caso. A bancada do PMDB divulgou nota na terça reiterando adesão a Sarney.

Após o encontro desta manhã, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), disse que seu pai está sendo tratado como bode expiatório na crise do Senado pois os problemas de administração da Casa são de responsabilidade coletiva dos senadores. Reuters


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A zona no Senado: PT decide não prestar apoio incondicional a Sarney

Ogro Ideli: Essa coisa, que diz representar Santa Catarina no Senado, defende Sarney, o papai Shrek

A bancada do PT decidiu não prestar solidariedade incondicional ao presidente José Sarney (PMDB-AP). Depois de cerca de duas horas e meia de reunião que se estendeu ontem até as 23 horas, o partido acabou colaborando para enfraquecer Sarney ainda mais, ao fechar com uma proposta semelhante àquela apresentada à tarde ao próprio PSDB, que ponderou sobre a necessidade do senador peemedebista se afastar do cargo. A proposta do PT assemelha-se a uma intervenção branca. Sarney esperava o apoio total dos petistas.

O líder petista Aloizio Mercadante (SP) relatou que a sugestão é para que se crie uma comissão formada por representantes dos partidos e por consultores do próprio Senado, com o objetivo de gerir a crise e promover a reforma estrutural profunda que a Casa e a sociedade exigem."Esta comissão vai se integrar à Mesa Diretora de forma complementar, porque o colegiado que compõe a Mesa tem mandato", observou o líder. Estadão Online

Foto: Geraldo Magela – Agência Senado (editada)

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