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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Opinião do Estadão: Cartão vermelho

Suplicy no Senado: Segundo Heráclito Fortes o cartão deve ser mostrado também para o presidente Lula

O golpe de cena do senador petista Eduardo Suplicy, de sacar de um cartão vermelho para dramatizar, da tribuna onde discursava, a sua posição pela renúncia de José Sarney à presidência da Casa, foi apenas a expressão mais vistosa da persistência de uma crise que os parceiros do cacique maranhense supunham superada quando, com a inestimável contribuição do presidente Lula, impediram na semana passada o desengavetamento de qualquer das 11 denúncias e representações contra Sarney no Conselho de Ética. A realidade é que o Senado travou e não se imagina como conseguirá se recuperar sem o afastamento do seu dirigente. A tropa de choque do governismo pode intimidar os adversários no grito. Lula pode impor a sua vontade aos senadores do seu partido desconfortáveis com a operação-abafa dos pedidos de investigação das malfeitorias de Sarney. Mas nem as milícias da maioria nem, muito menos, a descarada intromissão do Planalto para assegurar a impunidade do seu aliado podem deter o esvaecimento do Senado como instituição legislativa.

"A crise não está no Senado", resumiu com propriedade o tucano Sérgio Guerra, de Pernambuco. "É o Senado." Isso porque, embora o repúdio da opinião pública ao descalabro ético encarnado na figura do obsoleto oligarca não tenha levado multidões às ruas, os senadores continuam a receber mensagens de protesto em volume tal que não os deixa resvalar para a acomodação, na proverbial paz dos cemitérios. (Segundo uma recente pesquisa, 74% dos brasileiros querem que Sarney se vá.) Obrigados, portanto, a dar um mínimo de satisfação à sociedade, ou fazem como Suplicy - que simbolizou com o lance do cartão o fato de que "o País não suporta mais tantas denúncias sem respostas à altura", como afirmou - ou fazem como os 9 membros do PSDB e do DEM no desmoralizado Conselho de Ética, renunciando aos seus cargos. Ou fazem como os integrantes oposicionistas - e do PT - no colégio de líderes da Casa. Eles boicotaram na terça-feira a primeira reunião convocada por Sarney desde a farsa no Conselho para definir a pauta dos próximos trabalhos parlamentares.

Foto: Geraldo Magela: Agência Senado

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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A zona do Senado : Flávio Arns diz que PT 'rasgou a página da ética'

Flávio Arns, ontem, para quem o PT tem de buscar outra bandeira, porque a da ética foi jogada no lixo

Ao felicitar a postura e a coerência do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), o senador Flávio Arns (PT-PR) disse estar envergonhado por ser filiado ao Partido dos Trabalhadores. O senador disse que o PT "rasgou a página fundamental de sua constituição, que é a ética", ao votar a favor do arquivamento, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado Federal, das denúncias apresentadas contra o presidente da Casa, senador José Sarney.

Abaixo discurso feito pelo senador na data de ontem:

O PT tem de buscar outra bandeira, porque a ética deixou de existir, foi jogada no lixo.

Eu me envergonho de estar no PT, com esse direcionamento que o partido está fazendo. Quero dizer isso de maneira muito clara para todos os meus eleitores. Houve um equívoco. Quando entrei no partido, achava que bandeiras eram pra valer, não eram de mentira. As bandeiras que hoje movem o PT são bandeiras eleitorais, bandeiras visando a eleição do ano que vem.

Peço [a esses senadores – Ideli Salvatti, Delcício Amaral e João Pedro] que prestem conta a seus eleitores para dizer por que se posicionaram de uma maneira em um documento discutido por todos e divulgado por escrito e votaram de outra maneira no Conselho de Ética - afirmou Flávio Arns, perguntando como se pode confiar em pessoas que tomam um posicionamento em um documento e depois tomam outro na prática.

Foto: José Cruz – Agência Brasil


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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A zona do Senado: Ideli Salvatti trai os catarinenses e enterra o PT

Hoje, no Conselho de Ética do Senado, Ideli Salvado (PT/SC), traiu mais uma vez a confiança do povo de Santa Catarina e ajudou a jogar a pá de cal no desfigurado Partido dos Trabalhadores, votando pelo arquivamento da representações e denúncias contra José Sarney.

Que os cararinenses se lembrem desse dia. Que os catarineses guardem bem a fuça dessa senadora metida a besta que só faz envergonhar ainda mais o nome de nossa terra por onde quer que passe.

Ideli Salvatti não merece a confiança da nossa gente. Chega de aturar desaforo dessa desqualificada!

Fora Ideli!


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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Opinião do Estadão: A resistência ao acórdão

Mercadante com cara de réu: Estaria o PT no Senado (apesar da Ideli) tentando se redimir de seus erros?

Desde que o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) foi à tribuna para desculpar-se por ter protagonizado - junto com o colega Renan Calheiros (PMDB-AL) - uma das cenas mais vergonhosas da história do Senado da República, estava dada a senha para o início da costura do "acordão" - ainda não completada e que, certamente, não será de fácil digestão para a opinião pública. É que a "paz" política que governo e oposição têm pretendido restabelecer na Câmara Alta tem um alto preço ético: a anistia recíproca de todas as indecências praticadas pelos ilustres representantes das unidades da Federação no Poder Legislativo nacional.

É claro que nesse processo de costura tem sido utilizada a velha receita das "informações" que acusados têm sobre seus acusadores e a ameaça de utilizá-las a qualquer momento - no que os senadores alagoanos Renan e Collor deram, recentemente, exibições de mestria. Por outro lado, reconheça-se a capacidade do presidente Lula - auxiliado pela facilidade do seu líder no Senado, Romero Jucá, para defender, sem rubor na face, o indefensável - de condimentar, no melhor estilo, a geleia político-partidária que tem dado sustentação a seu despudorado governo. No entanto, ainda há uma resistência ao "acordão" - e ela se chama Partido dos Trabalhadores (PT), por suas divergências internas quanto ao julgamento ou não do senador maranhense do Amapá e presidente da Casa, José Sarney, no Conselho de Ética, e, especialmente, pela posição assumida por seu líder, senador Aloizio Mercadante (SP) nessa questão.

Foto: Geraldo Magena – Agência Senado (editada)

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A zona do Senado: Homem de Agaciel tentou legalizar atos secretos antigos

Heráclito indignado: Funcionários fundamentalistas estão esperando a volta do aiatolá [Agaciel] algum dia

Partiu de um integrante da chamada tropa de choque do ex-diretor Agaciel Maia a ordem para que os 468 atos secretos revelados nesta quinta-feira - editados entre 1998 e 2000 como "suplementares" - fossem publicados após 29 de maio no Boletim de Administração de Pessoal (BAP), sistema que divulga esses dados.

Promovido a diretor de Recursos Humanos em março, Ralph Siqueira, que integrou a comissão que investigou a existência de atos secretos no Senado, ordenou a introdução dos atos no sistema para legalizá-los. A ação, detectada por um grupo de servidores não-alinhados com a chamada "turma do Agaciel", escancarou o conflito de bastidor no Senado entre os funcionários.

Nesta quinta, ele admitiu ao Estado a responsabilidade pelas publicações desses atos, que, assim como os demais, tratam de nomeações, criação de cargos e gratificações a servidores. Mas negou que tenha feito isso na surdina. "Não houve boicote", afirmou. Na opinião do funcionário, esses 468 atos não seriam secretos porque foram impressos pela gráfica do Senado na época, apesar de não terem tido publicidade externa.

Ralph Siqueira era um dos homens de confiança de Agaciel Maia. Foi advogado-geral adjunto até outubro, uma espécie de braço-direito do então advogado-geral, Alberto Cascais, da tropa de choque de Agaciel. Estadão Online

Foto: Agência Senado

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A zona do Senado: Interpelação de Simon a Collor chega à Corregedoria

Collor ataca Simon: Os olhos de ódio não escondem o rancor e a sede de vinçança. Collor é um bandido!

A Mesa do Senado encaminhou hoje ao corregedor-geral da Casa, Romeu Tuma (PTB-SP), requerimento do senador Pedro Simon (PMDB-ES) para que o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) seja interpelado e explique sua ameaça de "relembrar alguns fatos e momentos incômodos" para o peemedebista. A Mesa deu andamento ao requerimento exatos oito dias depois de Simon ter desafiado Collor, em plenário, a explicar a ameaça feita na segunda-feira da semana passada. Foi um dos momentos em que confrontos verbais entre aliados e adversários do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), atingiu altas temperaturas. Pressionado por Simon a explicar a que se referia, Collor respondeu que falará "quando quiser e achar oportuno."

Simon argumenta, em seu requerimento, que "um senador não tem o direito de ocultar dados e fatos que afetam a vida e a conduta dos representantes do povo no Senado" nem tampouco de fazer uso dessas informações apenas quando julgar oportuno, de acordo com conveniências pessoais. O senador do PMDB cobra o esclarecimento e diz que Collor, se não explicar suas frases, corre "risco de parecer omisso diante de irregularidades ou leniente perante malfeitos conhecidos." A resolução que trata do funcionamento da Corregedoria do Senado não fixa prazo para exame do requerimento. Tuma só deverá se manifestar sobre o assunto na próxima semana. Estadão Online

Foto: Geraldo Magela – Agência Senado (editada)


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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A zona do Senado: Polícia Federal indicia Zoghbi por três crimes

Zoghbi: Cria de Agaciel, que é cria de Sarney, que é conselheiro de Lula, que é o chefe da quadrilha

A Polícia Federal indiciou nesta segunda-feira (10) o ex-diretor de Recursos Humanos do Senado João Carlos Zoghbi por três crimes no caso das irregularidades nos contratos de crédito consignado da Casa. Zoghbi já tinha sido indiciado pela Polícia do Senado em investigação relativa ao mesmo tema.

O pedido para que a PF abrisse inquérito para investigar o ex-diretor de Recursos Humanos foi feito pelo Ministério Público Federal no início de julho. De acordo com a PF, Zoghbi foi indiciado pelos crimes de concussão, inserção de dados falsos em sistema de informação e formação de quadrilha. Somados, os crimes podem render uma pena máxima de 23 anos de prisão.
O inquérito deve ser concluído até o final do mês pela PF e Zoghbi é o primeiro indiciado. Ele depôs por três hora na manhã desta segunda-feira. Segundo a PF, outras cinco pessoas devem ser indiciadas no mesmo caso. Portal G1

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sábado, 1 de agosto de 2009

A zona do Senado: Renan comanda resistência à renúncia de Sarney

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Decidido a comandar a resistência à possível renúncia do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ao cargo, o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), resolveu esticar a corda e partir para cima da oposição. A estratégia é pôr a tropa de choque do PMDB para se revezar na tribuna do Senado, a partir desta segunda-feira, quando acaba o recesso parlamentar, denunciando ininterruptamente erros da oposição, em particular do líder do PSDB na Casa, Arthur Virgílio (AM). No início da semana, o PMDB promete entrar com até quatro representações contra o tucano no Conselho de Ética do Senado.

O senador Wellington Salgado (PMDB-MG) foi escolhido como porta-voz do clima de beligerância que tomará conta da Casa na volta do recesso. "Na atual conjuntura, não tem ninguém limpo no Senado. A ética que era praticada pelos senadores não é mais aceita pela sociedade. Isso tem de mudar. Agora, o que não pode é encontrarem apenas um boi de piranha para isso, um boi com bigode", afirmou Salgado, um dos integrantes da tropa de choque de Sarney e do líder do PMDB.

Renan adianta que vai se reunir com os líderes partidários para definir os próximos passos. "Licença ou renúncia não estão nas intenções do presidente Sarney. Isso interessa apenas a setores da oposição e a um pequeno segmento da mídia", disse o líder do PMDB. Agência Estado

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Recuo de Lula ao defender Sarney ocorre após pesquisa

O Brasil precisa ser desratizado urgentemente. Alguém tem que começar essa limpeza antes que seja tarde

A mudança de discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), começou a ser ensaiada na semana passada, quando o Palácio do Planalto recebeu uma pesquisa mostrando os efeitos da crise política sobre o governo. A consulta revelou que a blindagem de Sarney não era bem assimilada pela opinião pública e, pior, estava "pegando mal" tanto para Lula como para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência, em 2010.

Convencido de que a situação do aliado está cada vez mais difícil, Lula pretende ter uma conversa com ele na segunda-feira, apesar de negar publicamente o encontro. Sarney está deprimido com a avalanche de denúncias que também atingem sua família e disse ao presidente, por telefone, que a saída política para pôr fim à guerra no Senado pode ser a renúncia.

— Eu estou vivendo um calvário, um inferno astral — afirmou Sarney a dois interlocutores que estiveram com ele nos últimos dias, um do PT e outro do PSDB. ClicRBS

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Opinião do Estadão: Tática de terra arrasada

Crise no Senado: Além de Sarney, Lula tem toda a responsabilidade sobre essa bandalheira. Relho neles!

Custa crer que o presidente do Senado, José Sarney, e o chefe da sua tropa de choque, Renan Calheiros, líder do PMDB na Casa, imaginassem que o PSDB desistiria das suas três representações contra o primeiro no Conselho de Ética diante da ameaça de levar o troco na mesma moeda. Não porque os tucanos sejam um modelo de desassombro, mas pela prosaica razão de que, a esta altura do ciclo de denúncias centradas na figura do oligarca maranhense, eles simplesmente não teriam condições de baixar as armas - a menos que não temessem uma desmoralização perante a opinião pública ainda mais completa que a de seus adversários.

Se assim é, a anunciada intenção da cúpula peemedebista de formalizar na próxima semana, quando termina o recesso de meio de ano, o que seria a primeira representação contra um senador tucano - no caso o líder do PSDB, Arthur Virgílio, por sinal membro do Conselho de Ética -, chega a ser pior do que uma chantagem, mesmo levando em conta a folha corrida dos seus autores. É uma retaliação que vai além das regras tácitas que costumavam governar as relações entre os partidos no que em outros tempos era comparado a um clube exclusivo dentro do Congresso Nacional.

Tanto assim que a decisão de representar - que não pode ser tomada por um parlamentar isoladamente, mas apenas por uma sigla - saiu a contragosto. O próprio Sarney precisou apelar ao presidente licenciado do PMDB, deputado Michel Temer, para que levantasse as resistências ao lance mafioso do olho por olho. Mais reveladora ainda é a tática de terra arrasada que ela embute. Se o Senado pudesse ser comparado a um templo filisteu, seria o caso de dizer que Sarney, ciente de que a sua posição se tornou insustentável, resolveu derrubar sobre todos as colunas da instituição. Nesse ponto é preciso distinguir as coisas.

De um lado, o extremo a que ele chegou com essa "operação mãos sujas", como a ela se referiu neste jornal a colunista Dora Kramer para assinalar que se trata do oposto da devassa da política italiana no início dos anos 1990, por iniciativa do Ministério Público. De outro, a efetiva necessidade de serem postos em evidência - e punidos - os atos de quaisquer senadores que configurem ofensa ao decoro parlamentar. A motivação espúria da "reciprocidade" de que fala, com o habitual cinismo, o senador sem-voto Wellington Salgado (PMDB-MG), um dos leões de chácara de Sarney, não pode ser invocada para absolver condutas antiéticas.

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

A zona do Senado: Nos bastidores, Sarney já avalia deixar o cargo

Salgado: ‘Se Sarney renunciar, o Senado vai virar a terra dos suplentes porque está todo mundo contaminado’

O governo recebeu informações de que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), já avalia que sua sobrevivência política pode depender de seu afastamento do cargo. Alvejado por denúncias que vão da contratação de aliados e parentes por atos secretos a desvio de dinheiro destinado pela Petrobras à Fundação Sarney para empresas fantasmas, o senador disse, em conversas reservadas, que não pretende suportar calado o ataque à sua honra.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff - pré-candidata do PT ao Planalto, em 2010 -, estão preocupados com a reação de Sarney. Temem que ele não resista ao bombardeio e decida renunciar, para não correr risco de cassação, antes de um acordo entre o PMDB e o PT. O pior cenário para o governo é ver o Senado em guerra e sob comando da oposição, mesmo que por poucos dias, em plena Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.

Sarney poderá optar pelo caminho seguido por Renan Calheiros (PMDB-AL), que em 2007 renunciou à presidência da Casa para fugir da cassação, se concluir que a permanência no cargo contribuirá para piorar a situação de seu filho, o empresário Fernando Sarney.

O presidente do Senado se queixou com Lula dos vazamentos de diálogos gravados pela PF. “Eu acho que o senador tem razão de reclamar porque ocorreu aí uma divulgação dolosa, fora da Polícia Federal, quando foi aberto o segredo de Justiça”, amenizou o ministro da Justiça, Tarso Genro. Aliado de Sarney, o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) afirmou que não haverá renúncia. “Se Sarney tiver de renunciar, o Senado vai virar a terra dos suplentes porque está todo mundo contaminado”, disse ele, que também é suplente. Agência Estado

Foto: Roosewelt Pinheiro – Agência Brasil (editada)

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terça-feira, 28 de julho de 2009

A zona do Senado: Guerra diz que não teme retaliação de aliados de Sarney

Guerra sobre declarações de Renan: 'Ameaças não valem nada. Não ameaçamos ninguém e não aceitamos isso'

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirmou nesta terça-feira que não teme retaliação dos aliados do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que promete apresentar representações no Conselho de Ética contra senadores que defendem a saída do peemedebista do cargo.

Segundo Guerra, ameaças não vão ajudar o Senado a sair da crise que atingem a imagem da instituição. O tucano confirmou que recebeu um telefonema nesta segunda-feira do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), na tentativa de reverter a ideia dos tucanos de apresentar mais uma representação contra Sarney.

"Se o líder Renan promover ameaças ou retaliações ele estará equivocado. Ameaças não valem nada. Não ameaçamos ninguém e não aceitamos isso", disse Guerra.

O grupo de apoio ao presidente do Senado pretende dividir a responsabilidade pela crise com outros senadores e estudam apresentar representação contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Efraim Moraes (DEM-PB) e Tião Viana (PT-AC). Todos já estiveram envolvidos em denúncias de irregularidades nos últimos meses. Folha Online

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Lula cobra Senado e diz que não é possível 'permitir desgaste'

Lula: 'Na volta do recesso, eles têm de reunir-se e dizer o que querem do Senado'. Pra ele quanto pior, melhor

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou dos senadores nesta terça-feira uma solução para a crise do Senado. "Na volta do recesso, eles têm de reunir-se e dizer o que querem do Senado. O que não é possível é permitir esse desgaste porque isso mata as pessoas e mata a instituição." As declarações foram feitas em entrevista à Rádio Correio Sat, em Campina Grande, a 120 quilômetros de João Pessoa.

Lula afirmou que "o Senado tem maioridade para resolver o seu problema". "Mas o que não pode é deixar a coisa esticar e esticar", afirmou. "Se a cada dia você tem uma novidade no jornal, por menor que seja, você vai criando um desgaste na instituição", afirmou, sobre as denúncias quase diárias de irregularidades envolvendo o presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP), e o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia.

Nesta terça-feira, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), vai apresentar ao Conselho de Ética, uma representação contra Sarney, por quebra de decoro parlamentar, que pode resultar na cassação do mandato do peemedebista. Será a quinta representação no órgão e a primeira por iniciativa do partido tucano. A informação é do vice-líder tucano, senador Alvaro Dias (PR).

Segundo ele, a representação já está pronta e pede a punição máxima a Sarney. O PSDB entendeu que o presidente do Senado feriu o decoro parlamentar em vários episódios denunciados pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), e também publicados pela imprensa: ligação com atos secretos, favorecimento do neto em contratos na Casa, entre outros. Estadão Online

Foto: Ricardo Stuckert – Secom/PR

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Opinião do Estadão: Situação insustentável

Sarney, que para Lula não é uma pessoa comum, transformou o Senado no pior puteiro do Brasil. Relho nele!

O senador José Sarney transformou-se em um fardo para um número crescente de colegas - a começar da bancada do PT. A ampla divulgação das fitas em que se ouve o presidente do Senado tratando com o filho da nomeação do namorado da neta para uma vaga de assessor parlamentar, consumada por ato secreto, agravou o desconforto dos senadores petistas com a exigência do presidente Lula para imitá-lo no apoio ao oligarca cercado de denúncias por todos os lados. No começo do mês, chamados à ordem por Lula, eles passaram pelo constrangimento de recuar da decisão de pedir que Sarney se licenciasse do comando da Casa pelo tempo que durassem as investigações sobre os escândalos destampados na instituição. Silenciaram, enquanto Lula reincidia nas suas especiosas declarações em favor do aliado de quem já dissera que não era "uma pessoa comum", o que presumivelmente deveria absolvê-lo.

Mas o flagrante do envolvimento de Sarney no episódio do namorado da neta, exposto na semana passada pelo Estado, abriu uma fratura entre o presidente e os senadores de seu partido. São os respectivos interesses que passaram a se contrapor. Lula, como se sabe, considera Sarney essencial para a CPI da Petrobrás não desandar; para o governo ver aprovados os seus principais projetos neste que é efetivamente o último ano útil do seu mandato, na esfera legislativa; e, sobretudo, para garantir a adesão do PMDB à candidatura Dilma Rousseff em 2010.

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sexta-feira, 17 de julho de 2009

A zona do Senado: ‘Contra as injustiças, só o silêncio, a paciência e o tempo’, diz Sarney

José Sarney: Velho ladrão, safado. Quem tem que ter paciência e culhão é o povo pra aturar tanto desaforo

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), fez um discurso de desabafo nesta sexta-feira, último dia de sessões da Casa, antes do recesso parlamentar.

“Contra as injustiças, só o silêncio, a paciência e o tempo”, declarou Sarney, de sua cadeira da presidência no plenário da Casa.

fora-sarney_pequeno O presidente fez um balanço do semestre e apresentou um relatório de atividades realizadas no período. Os demais parlamentares que acompanham a sessão manifestaram solidariedade a Sarney. “Não enxergo todo esse descrédito por parte da população brasileira. Por mais que se tente atribuir à população. Por tanto, senador Sarney, desejo boa sorte e um bom recesso”, afirmou o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC).

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) questionou Sarney sobre as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chamou os senadores de “bons pizzaiolos” na quarta-feira (15). “Pergunto ao senhor, presidente Sarney, se o senhor já falou com o presidente Lula para defender o Senado dessas declarações?”, indagou Cristovam.

Sarney respondeu dizendo que entregaria o relatório de atividades do Senado ao presidente Lula. "E logo que estiver com ele (o presidente Lula), transmitirei as observações do senhor", disse Sarney.

“É preferível correr o risco de cometer injustiças contra esse ou aquele parlamentar, do que cometer injustiça contra a instituição”, afirmou Álvaro Dias (PSDB-PR). Portal G1

Foto: J. Freitas – Agência Senado

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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Opinião do Estadão: Da crise ao caos no Senado

Lula diz: É importante ser leal a Sarney porque há uma campanha pesada e não se pode individualizar

Em um intervalo da reunião do Gabinete do presidente Lula, na segunda-feira, o coordenador político do Planalto, ministro José Múcio Monteiro, transmitiu à imprensa o que seria o diagnóstico do governo sobre a crise do Senado - "instalada, mas em processo de superação". Era o que lhe competia propagar e é nesse desfecho que Lula investe os seus recursos de mando, quanto mais não seja porque ele se atrelou para o que der e vier ao seu parceiro José Sarney, o sitiado presidente de uma Casa em processo de desagregação. Lula decerto aposta que a sua popularidade o autoriza a assumir a irrestrita defesa de uma figura que hoje em dia encarna como ninguém o vicioso poder oligárquico na política nacional e, nessa condição, é alvo de denúncias devastadoras que ecoam amplamente na opinião pública.

Ainda na reunião ministerial, Lula exortou a sua equipe a cerrar fileiras em torno de quem ele é devedor por serviços prestados no transe do mensalão e com quem conta para unir o PMDB à candidatura Dilma Rousseff no próximo ano. "É importante ser leal a Sarney", comandou, "porque há uma campanha pesada contra ele e não se pode individualizar as acusações." Estas palavras abrigam uma falsidade e um despropósito - até aí nenhuma novidade, considerando o repertório do autor, embora a contumácia apenas acentue o seu cinismo. O que ele quer que se considere campanha nada mais é que uma sequência pesada, sem dúvida, mas de fatos objetivos que a imprensa desentranhou e que só agravaram a situação do seu protagonista nas raras vezes em que tentou contestá-los.

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Mais escândalos recentes de Sarney e família, acesse:

Fundação Sarney repassa verba a seu diretor

Fernando Sarney é acusado de superfaturar obra de rodovia

ONGs da família Sarney recebem R$ 3 milhões de estatais


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terça-feira, 14 de julho de 2009

A zona do Senado: Simon pede renúncia de Sarney e diz estar envergonhado

Pedro Simon: Chegamos no limite. José Sarney tem que renunciar a presidência como seus antecessores

Logo após discurso do líder do PSDB, o senador Arthur Virgilio (AM), pedindo ao Conselho de Ética do Senado para investigar denúncias contra o presidente José Sarney (PMDB-AP), o senador Pedro Simon (PMDB-RS) fez um discurso emocionado pedindo, desta vez, a renúncia do presidente do Senado:

- Chegamos no limite! Nessa altura não adianta mais o presidente Sarney se afastar. Ele tem que renunciar a presidência como seus antecessores. O que adianta encaminhar isso para o Conselho de Ética? Perdemos toda a credibilidade! Os membros do Conselho não foram indicados por suas qualidades, mas pela fidelidade, para fazer o que querem o líder Renan Calheiros e o Sarney, que controlam o partido.

Simon afirmou ainda que o Senado está em uma situação limite e disse não saber o que fazer.

- Estou morrendo de vergonha! Me dizem: vá para outro partido. Mas não tenho para onde ir meu Deus! Estou pensando em ir para casa. Não tenho mais nada a fazer aqui - desabafou o senador, afirmando que fora ao gabinete de Sarney para pedir que renunciasse, mas o presidente reagiu com tanta veemência, que desistiu. O Globo Online

Foto: Geraldo Magela – Agência Senado

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A zona do Senado: Associação repassa verba de patrocínio à Fundação Sarney

Convento das Mercês: Aí fica a Fundação José Sarney, onde se reúnem ladrões e bandidos de toda ordem

A Abom (Associação dos Amigos do Bom Menino das Mercês), entidade de assistência social ligada à família Sarney no Maranhão, repassou recursos obtidos por meio de patrocínio cultural para a Fundação José Sarney.

A associação repassou à Fundação Sarney ao menos R$ 35 mil pelo aluguel de um espaço para festas - o pátio do Convento das Mercês, construído no século 17 e atual sede da fundação no centro histórico da capital maranhense.

A Folha informa que pelo menos uma destas festas foi financiada com dinheiro público. Trata-se do auto de Natal Canto de Luz, bancado pela Eletrobrás, controlada por aliados do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). No fim de 2008, a estatal destinou R$ 389 mil à Abom.

O diretor da Abom, Raimundo Nonato Pereira Filho, ainda tem cargo no gabinete do senador Lobão Filho (PMDB-MA), filho do ministro Edison Lobão (Minas e Energia) - a pasta é responsável pelo controle da Eletrobrás. Pereira Filho não quis falar ontem sobre os repasses. Folha Online


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sexta-feira, 3 de julho de 2009

A zona do Senado: Arthur Virgílio critica apoio de Lula a Sarney diz que presidente é refém do PMDB

Arthur Virgílio: Para o senador, Lula, que apoia José Sarney, tem uma visão caolha da governabilidade

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), afirmou nesta sexta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é refém do PMDB porque faz uma política na base da barganha do voto. O tucano disse ainda que Lula precisa de várias "muletas" para governar e tem uma "visão caolha da governabilidade". Virgilio afirmou ainda que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) é como um parto branco.

Segundo o líder do PSDB, a afirmação de que o presidente Lula apoia o presidente do Senado, em nome da governabilidade, não tem fundamento porque o PSDB, em 90% das votações na Casa, sempre votou com o governo.

"O presidente Lula tem uma visão caolha da governabilidade. Em 90% das matérias aprovadas no Senado, o PSDB votou com o governo. O problema do presidente Lula é que ele acha que precisa sem dar algo em troca de apoio. Mas voto é de graça. Ele se sente refém porque quer. Ele precisa para de xingar a gente e aprender a conversar", afirmou.

Para Virgílio, a interferência do presidente Lula a favor de Sarney afronta a opinião pública. "Ele deveria ouvir os eleitores dele. Com certeza eles não apoiam a permanência de Sarney por aqui", disse. Folha Online

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A zona do Senado: Saída de Sarney gera crise imprevisível, diz Lula a senadores

PT se encontrando: Partido diz que fica com Sarney mas a maioria dos senadores pede afatamento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que a renúncia do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pode gerar uma crise "gravíssima", de "desfecho imprevisível" na qual "tudo pode acontecer". Aos senadores da bancada petista, Lula defendeu o apoio a Sarney em favor da parceria estratégica entre PT e PMDB.

Após quatro horas de encontro no Palácio da Alvorada para debater a crise, os 11 senadores petistas reunidos para avaliar o apoio a Sarney mantiveram o impasse. Cinco deles defenderam o licenciamento do presidente da Casa, a fim de isentar as investigações sobre as irregularidades do Senado.

Na manhã desta sexta-feira, Aloizio Mercadante (SP) e Ideli Salvatti (SC) darão uma entrevista coletiva para resumir o encontro. Um dos presentes no encontro afirmou que Marina Silva (AC), Eduardo Suplicy (SP), Augusto Botelho (RR), Fátima Cleide (RO) e Tião Viana ainda defendiam a saída do peemedebista. Folha Online

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