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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Minc volta a criticar produtores rurais

Minc na Câmara: Não podemos jogar a agricultura familiar nos nos braços da minha querida amiga Kátia Abreu

Pouco depois de dizer que queria se encontrar com a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) e que a ecologia e a agricultura precisam se entender, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, voltou a carga contra os produtores rurais nesta tarde. "Podem ameaçar, mas não vão transformar nossos biomas em latifúndio, em monocultura. Não vamos deixar essa turminha destruir nossos biomas", disse o ministro a uma plateia de funcionários do Instituto Nacional do Meio Ambiente (Ibama), durante evento na sede do órgão em comemoração à semana do Meio Ambiente.

O ministro voltou a falar também da senadora Kátia Abreu, que é presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Segundo ele, o Ibama tem de dar um tratamento diferenciado aos pequenos produtores rurais para que eles não se aproximem dos grandes produtores. "Não podemos jogar a agricultura familiar nos braços dos grandes produtores, nos braços da minha querida amiga Kátia Abreu, porque eles usam os pequenos como massa de manobra para passar o rodo na legislação ambiental e para renegociar dívidas milionárias", disse. Estadão Online

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Opinião no Estadão: Desmatamento, não Produção, sim

Kátia Abreu: 'É hora de quebrar o monopólio usurpado por um grupo de falsos anjos da natureza'

Kátia Abreu

Um estatuto ambiental equilibrado, eficiente e prático é indispensável à segurança jurídica da atividade agropecuária e à sua própria responsabilização perante a sociedade. Tal segurança e responsabilização, porém, tornam-se inviáveis se mantida a legislação vigente, impossível de ser cumprida, pois impede a produção de alimentos em 71% do território nacional. Isso num país onde, infelizmente, 23 milhões de pessoas ainda passam fome, segundo dados da ONU.

A saída, portanto, ao alcance de um gesto de boa vontade geral, sem ranhetices, preconceitos ou radicalismos, é buscar o consenso e a aplicação de soluções simples, como a do artigo 24 da Constituição, que estabelece a competência da União para fixar as normas gerais (e a aprovação de um novo Código Florestal moderno e vigoroso é a oportunidade perfeita para isso) e os Estados se encarregarão de aplicá-lo conforme as situações regionais específicas.

Aliás, é hora de quebrar o monopólio usurpado por um grupo de falsos anjos da natureza que pretende decidir o que pode e não pode em matéria de meio ambiente, recusando verdades científicas e laudos insuspeitos da Embrapa, referência essencial do desenvolvimento sustentado da agropecuária brasileira. A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), que presido, dispensa quem investe no confronto e insiste no diálogo para ajudar a construir um Brasil com mais comida, meio ambiente, diversão e arte.

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Kátia Abreu é senadora (DEM-TO)


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terça-feira, 2 de junho de 2009

Kátia Abreu diz desprezar Carlos Minc 'e os seus'

Kátia Abreu responde à Minc: Meio ambiente não é religião, não é dogma, não é reserva de mercado

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) evitou comentar a afirmação feita esta noite pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de que, se ela senadora fosse presidente da República, no lugar de criar o Bolsa-Família, instituiria o "Bolsa-Latifúndio". "Isso não merece resposta", disse ela, logo após encerrar seu pronunciamento no plenário do Senado. No final de seu discurso, no entanto, sem saber do comentário do ministro, Kátia disse que desprezava "o ministro e os seus" e afirmou que Minc "não fazia parte da sua poesia, bem como não fazia parte da poesia do Brasil". A frase foi inspirada em versos do poeta Carlos Drummond de Andrade. Estadão Online

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Minc: Se Kátia fosse presidente faria 'Bolsa-Latifúndio'

Carlos Minc, que chama agricultor de "vigarista", acha que é dono do Brasil. Viadinho!

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou hoje que se a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) fosse presidente da República, implantaria não o programa Bolsa-Família, e sim "o Bolsa-Latifúndio". A senadora, que é presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entrou com representação na Justiça contra Minc, acusando-o de crime de responsabilidade por ter chamado os ruralistas de "vigaristas".

Em entrevista, Kátia Abreu afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria demitir o ministro do Meio Ambiente. "Quanto a pedir minha destituição... um pequeno problema, porque o presidente do Brasil é o presidente Lula. Se fosse ela - a Kátia Abreu -, a gente não teria o Bolsa-Família, mas a Bolsa-Latifúndio. Quanto à minha manutenção no cargo de ministro, felizmente, é o presidente Lula que resolve isso, e ele já resolveu, e fico até o fim do governo." Agência Estado

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