segunda-feira, 5 de maio de 2008

MPF vai apurar vazamento de informações na Operação Santa Tereza

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo vai investigar o vazamento de informações da Operação Santa Tereza, deflagrada pela Polícia Federal há duas semanas e que investiga o envolvimento de treze pessoas em denúncias de prostituição, tráfico de pessoas, lavagem de dinheiro e fraudes em financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Hoje (05), a procuradora da República Adriana Scordamaglia disse que pediu a instauração de inquérito policial para “apurar de onde saiu esse vazamento, porque as pessoas que estavam sendo monitoradas souberam dessa investigação”.

Até o momento, o MPF abriu processo contra 13 pessoas: Ricardo Tosto, José Carlos Guerreiro, Marcos Vieira Mantovani, João Pedro de Moura, Celso de Jesus Murad, Manuel Fernandes Bastos Filho, Washington Domingos Napolitano, Edson Luis Napolitano, Boris Timoner, Wilson de Barros Consani Junior, Jamil Issa Filho, Jack Rubinstein Leiderman e Marcelo Rocha de Miranda.

Quatro deles ainda continuam em prisão temporária, sem prazo definido. São eles: José Carlos Guerreiro, Marcos Vieira Mantovani, João Pedro de Moura e Celso de Jesus Murad. O pedido de prisão contra o advogado e conselheiro do BNDES Ricardo Tosto, foi negado pelo juiz substituto Márcio Ferro Catapani, da 2ª Vara Federal Criminal de São Paulo. Já Manuel Fernandes Bastos Filho, dono da casa de prostituição We e de uma construtora, considerado o articulador da organização criminosa, continua foragido.

Para o MPF, a prisão preventiva dos acusados é necessária porque eles podem atrapalhar as investigações, com ameaças contra testemunhas e destruição de provas. “O motivo de pedido de prisão preventiva do advogado Ricardo Tosto foi exatamente a conveniência da instrução criminal, porque havia sérias suspeitas, e ainda há, de que ele poderá, de alguma forma, atrapalhar a tramitação do processo, assim como existem provas documentais de que esta era sua intenção: acabar com as investigações da Polícia Federal”.

A Operação Santa Tereza teve início com uma investigação sobre a casa de prostituição We, localizada no bairro da Bela Vista, em São Paulo. Nas interceptações telefônicas, autorizadas judicialmente, surgiu a informação de que a organização criminosa também atuava em um esquema de fraudes de financiamentos junto ao BNDES, utilizando-se de pessoas com influência política junto ao banco. De acordo com o MPF, as pessoas que se aproveitavam da influência política eram o advogado Ricardo Tosto, também conselheiro do BNDES pela Força Sindical, e João Pedro de Moura, um assessor da central sindical.

Nas investigações da Polícia Federal, há imagens de João Pedro de Moura gravadas na Câmara dos Deputados, em Brasília, no momento em que ele deixou o gabinete do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Para a procuradora Adriana Scordamaglia, “o transitar pelos gabinetes não significa nada, mas no contexto em que ocorreu esse trânsito e com as provas da investigação, fica evidenciada a sua participação”.

As investigações policiais, baseadas em monitoramento telefônico e documentos como planilhas, e-mails, notas fiscais e material manuscrito pelos acusados, comprovaram fraudes em três financiamentos: um, para obras da Prefeitura de Praia Grande, na Baixada Santista, totalizando R$ 124 milhões, e dois para a expansão da rede de lojas Marisa, de R$ 220 milhões.

Segundo o MPF, na Praia Grande o desvio dos recursos do BNDES foi conduzido pela empreiteira Termaq, pertencente a José Carlos Guerreiro, e que iria realizar as obras na cidade. Para justificar as retiradas no caixa da empresa foram apresentadas notas frias de uma consultora chamada Progus, pertencente a Marcos Vieira Mantovani. A intermediação entre a prefeitura e os acusados era feita pelo assessor da prefeitura Jamil Issa Filho.

Já no caso das lojas Marisa, o dinheiro foi pago à Progus, que também emitiu notas frias de prestação de contas. Os valores foram repassados a Boris Timoner, consultor da Marisa.

A casa de prostituição WE era gerenciada por Bastos Filho, Murad e pelos irmãos Washington Domingos Napolitano e Edson Luis Napolitano, e servia para a lavagem do dinheiro obtido junto aos financiamentos do BNDES. O coronel reformado da Polícia Militar Wilson de Barros Consani Junior utilizava-se de sua influência para manter a casa de prostituição aberta, pagando propinas para que funcionários públicos não a fiscalizassem. Leiderman era o responsável pelo tráfico internacional de mulheres.

De acordo com o Ministério Público, por haver suspeitas de participação do prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, e do deputado federal Paulo Pereira da Silva - o Paulinho da Força Sindical -, que gozam de foro privilegiado, também foram remetidas cópias dos processos ao Tribunal Regional Federal (TRF) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Uma investigação dos dois suspeitos só poderia ser feita com autorização dos dois órgãos. Agência Brasil
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Marco Aurélio deixa da presidência do TSE defendendo combate à corrupção

Cercado de elogios, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Marco Aurélio, despediu-se nesta segunda-feira da presidência da Corte após dois anos na função. De personalidade polêmica, Mello apelou para que seja mantida a punição ao abuso de poder econômico e político, à compra de votos e ao uso indevido dos meios de comunicação. Segundo ele, sua gestão foi um tempo de "purificação de costumes" por ter defendido essa posição. Foi a última sessão presidida por Mello.

"Adotado o giro cabível nos casos de abuso de poder econômico, político e no uso de meios de comunicação, apenando de forma exemplar a compra de votos. Foi este um tempo de purificação dos costumes, de aprimoramento da ordem jurídica, que há de ser mantido", afirmou Mello, que teve sua gestão marcada por decisões controvertidas, como a regulamentação da fidelidade partidária e críticas a programas de caráter eleitoreiro.

Orgulhoso, o ministro destacou a modernização implementada no sistema eleitoral. Mas disse que foi apenas um administrador. "Fui nesse período de dois anos um simples coordenador e administrador", afirmou Mello, que em 1996 também assumiu a presidência do TSE.

Em seguida, Mello disse que a informatização mudou a forma de votar e sua apuração, que passou a ocorrer em "tempo real". "O êxito foi compensador. E, cada brasileiro sentiu que foi compensador. Neste segundo mandato, a emoção foi ver o sistema atingir inédito resultado. A totalização foi efetuada em prazo recorde", disse ele, lembrando as eleições de 2006.

O novo presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, o advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, o representante dos advogados, Fernando Neves, e ministros do TSE homenagearam Mello destacando sua personalidade combativa e coragem.

Elogios

"Vossa Excelência é um homem independente, livre, solto e independente de qualquer grupo que o valha. Acumula hoje uma experiência que se aproxima dos 30 anos de juriscatura [magistratura]. Nós somos beneficiários desse convivência. [Isso] é um depoimento", afirmou Ayres Britto. "A primeira qualidade que queremos realçar é o espírito combativo."

O procurador-geral ressaltou a gestão de Mello durante as eleições majoritárias de 2006. Segundo Souza, a gestão foi marcada pela organização e agilidade. "Foi uma gestão exitosa especialmente nas eleições de 2006, não só pela organização primorosa, mas também pela rapidez", afirmou Souza.

De acordo com o procurador, Mello não deixa apenas a marca de uma "invulgar inteligência", mas pela retidão de caráter. "Não só um magistrado brilhante, mas um homem de caráter reto e fidalgo. Em meu nome pessoal e do Ministério Público Federal, quero cumprimentá-lo", disse Souza.

Toffoli ressaltou o rigor de Mello na contenção de gastos na Justiça Eleitoral e a modernização implementada por ele no sistema eleitoral. "Vossa Excelência marcou esse tribunal", disse ele.

Em nome da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Fernando Neves também destacou a gestão de Mello no comando do TSE. "Vossa Excelência lembrou [ao longo de sua gestão no TSE] que o processo deve ser célere, mas nem por isso pode ser sacrificado o direito de defesa", afirmou Neves. "Não perseguiu nem protegeu. Honrou a toga que lhe cobre os ombros."

Polêmicas

Durante a presidência de Mello houve a regulamentação da fidelidade partidária, orientações pela modernização do TSE e inúmeras controvérsias. Mesmo no comando da Corte, Mello não se furtou de fazer críticas e posicionar-se sobre temas polêmicos. Segundo ele, uma das atribuições da Justiça Eleitoral é "pedagógica".

Mello foi a público criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por levantar dúvidas e a possibilidade sobre o caráter eleitoreiro do lançamento de alguns programas federais em ano de eleições.

O PT reagiu às críticas de Mello e protocolou uma reclamação contra o presidente do TSE no CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Para os petistas, o ministro extrapolou suas atribuições de magistrado ao opinar sobre a atuação do presidente da República.

Mello reagiu à ação, informando que iria se curvar às pressões e que somente quem o não conhece pode pensar de tal forma. Folha On Line
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O valor da humildade: Guga exalta Larri e quer seguir no tênis

Às vésperas de se aposentar do circuito profissional, o tenista Gustavo Kuerten destacou nesta segunda-feira a importância do técnico Larri Passos em sua carreira. Em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, o tricampeão de Roland Garros disse que considera o treinador como se fosse um pai.

"Me perguntaram uma vez se o Larri era meu pai, e eu respondi que não, mas que sim também. Ele teve uma presença muito grande tanto dentro quanto fora de quadra. Não consigo falar de mim sem falar do Larri", disse Guga, que irá se aposentar logo depois de participar do torneio de Roland Garros, que começa neste mês, na França.

Sobre o sucesso obtido nas quadras pelo mundo, Gustavo Kuerten apontou que, apesar das dificuldades, sobretudo nos últimos anos, o saldo foi bastante positivo.

"Eu aprendi a ser um ídolo. Todo mundo se perguntava se eu era um ídolo ou não, até eu mesmo. Mas fui me adaptando, formando minha imagem para as pessoas", afirmou Guga.

"(Ser ídolo) sempre foi me reconfortando, me animando. Acho que as pessoas não me viam só pelos resultados, mas também pela maneira que eu encarava o tênis. Mesmo com dificuldades nos últimos três ou quatro anos, estive sempre buscando os resultados, com muita luta, e acho que isso contagiava todo mundo", declarou.

Guga comentou também sobre o que espera na edição deste ano de Roland Garros, a última em sua carreira. "Tenho a expectativa de como o público vai me ver pela última vez. O pessoal da França sempre teve muito carinho por mim, mesmo sendo um lugar distante do meu país".

Por fim, o tenista disse que ainda não sabe o que vai fazer depois de deixar as quadras. No entanto, Guga tem certeza que quer continuar ligado ao tênis.

"Agora, o momento é para refletir um pouco. O tênis ainda tem alguns desafios para mim, mas de uma maneira mais objetiva, ainda não sei como vai ser. Quero ajudar ativamente, na academia com o Larri, incentivar a garotada", afirmou. "Tem alguns conceitos que devem ser mudados no tênis para gerar mais jogadores". Redação Terra
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Segura, Cachaça: TSE mantém julgamento de processo contra LHS

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu nesta segunda-feira dar continuidade ao julgamento do pedido de cassação do mandato do governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Luiz Henrique foi acusado de uso indevido dos meios de comunicação do Estado.

O recurso contra o governador foi movido pela coligação adversária "Salve Santa Catarina" formada por quatro partidos - PP-PMN-PV-PRONA. Na sessão, o presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello, sugeriu a extinção do processo. Mas a maioria dos ministros votou pela continuidade da ação.

O próximo passo é aguardar a explicação do vice-governador de Santa Catarina, Leonel Pavan (PSDB). Ele deverá prestar seus esclarecimentos para o novo relator do processo, Marcelo Ribeiro.

A ação foi movida pela coligação que representou o candidato derrotado ao governo de Santa Catarina Esperidião Amin (PP). Segundo o grupo de Amin, Luiz Henrique usou indevidamente os meios de comunicação social do Estado, realizando propaganda ilegal em jornais, rádios e TVs com recursos públicos. De acordo com os adversários, Luiz Henrique se afastou do cargo para fazer campanha, mas contou com apoio de seu sucessor, Eduardo Pinho Moreira --vice-governador que assumiu o governo e apoiou sua candidatura à reeleição.

A ação foi levada a julgamento em outras três ocasiões. Em fevereiro, o TSE adiou pela terceira vez o julgamento do pedido de cassação do governador catarinense. Mas o relator do caso na época, ministro José Delgado, recomendou a cassação de Luiz Henrique. Segundo Delgado, houve uso indevido dos meios de comunicação. Para o ministro, as despesas com publicidade foram pagas pelos cofres públicos com o objetivo de fazer promoção pessoal do governador, caracterizando ilegalidade. Folha On Line
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Governo deve reajustar salários de servidores por MP

Diante da ameaça de greve em vários setores do serviço público, o governo, para acelerar o processo, deve reajustar os salário por medida provisória (MP). Hoje, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, disse que o projeto de lei que aumentará a remuneração de 17 categorias do setor público está pronto e em fase final de avaliação na Casa Civil. Segundo Bernardo, a proposta saiu do Planejamento no formato de projeto de lei, mas a tendência é que seja publicada como MP. Uma MP entra em vigor tão logo o presidente a assine. "Mas isso depende do presidente Lula", disse. O acréscimo salarial beneficiará cerca de 800 mil funcionários públicos federais.

Ele disse que não é possível melhorar a proposta de reajuste feita aos auditores fiscais da Receita Federal, em greve desde 18 de março. "Nós lamentamos que não tenha havido acordo, mas, de fato, nós não temos mais como oferecer além do que já fizemos ", afirmou. "Não temos a menor possibilidade de aumentar mais nada."

Os auditores têm salário inicial de R$ 10,16 mil, que pode chegar a R$ 13,38 mil no fim da carreira. A categoria reivindica equiparação com o da Polícia Federal (PF), que tem teto superior a R$ 19 mil. Em relação ao corte de ponto dos auditores da Receita Federal, Bernardo reafirmou que os grevistas terão descontados os dias parados dos salários. "Não deixaremos de cortar. Vocês podem fiscalizar isso", disse.

Entre as categorias contempladas, estão professores das instituições federais de ensino superior; servidores administrativos da PF, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Hospital das Forças Armadas, Ministério da Cultura (MinC), Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE) e da Previdência Social, Saúde e Trabalho; agentes de combate a endemias; fiscais federais agropecuários, e técnicos administrativos em educação.

De acordo com os porcentuais divulgados hoje, alguns servidores passarão a ganhar até 2010 mais do que o dobro do que recebem hoje. O reajuste dos servidores do PGPE, por exemplo, deve variar entre 27,19% e 106,11%, dependendo do cargo. Já para os trabalhadores da Previdência, Saúde e do Trabalho, a variação será entre 37,25% e 137,28%.

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão disse ainda que espera ver o projeto de reforma tributária aprovado ainda neste ano pelo Congresso. Segundo Bernardo, o crescimento da economia está entre os fatores que favorecem a aprovação do projeto neste momento. Segundo Bernardo, o aumento da arrecadação neste ano, que bateu recorde no primeiro trimestre e assegurou uma melhora das contas públicas no mesmo período, deve-se ao crescimento da economia, uma vez que o governo não conta mais com os recursos da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que deixou de ser cobrada no início do ano. Agência Estado
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Filho de Renan é internado em clínica para drogados

Após se envolver em episódios criminosos, Rodolfo Calheiros foi levado sob camisa de força para São Paulo

Após se envolver em vários episódios tipificados no Código Penal, Rodolfo Rodrigues Calheiros, filho do senador Renan, foi levado em camisa de força para São Paulo, onde está internado em uma clínica de recuperação de drogados. O endereço é o mesmo que abriga vários adolescentes filhos de outros políticos alagoanos, viciados em drogas.

A internação de Rodolfo Calheiros ocorreu há 15 dias, mas só agora foi divulgada, extra-oficialmente, e confirmada por amigos de Rodolfo, já que a família se recusa a falar sobre o caso.

Rodolfo estava dormindo quando foi metido em camisa de força e levado para São Paulo em um jatinho cedido pelo senador Wellington Salgado, de Minas Gerais, amigo de Renan. Salgado é aquele senador cabeludo líder da tropa de choque que evitou a cassação de Renan, no escândalo de Mônica Veloso.

Renan decidiu tirar Rodolfo de Alagoas após o filho se envolver em vários episódios de violência em companhia de René Caju, filho do vice-governador José Wanderley Neto e outros drogados.

Assim como Renan, o vice-governador também está sendo aconselhado a retirar seu filho de Alagoas. Jornal Extra
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"Mãe" diz que responderá sobre suposto dossiê

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse hoje que não irá fugir das perguntas sobre o suposto dossiê dos gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no depoimento que prestará quarta-feira na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado. "Eu vou falar sobre o que me perguntarem. Obviamente, vou começar falando do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), porque é para isso que eu vou lá, mas aceito responder qualquer pergunta", disse a ministra, que participou da solenidade de abertura do 25º Congresso Mineiro de Municípios, em Belo Horizonte.

Oficialmente, Dilma foi convocada para falar na comissão das obras do PAC, mas os senadores de oposição já avisaram que vão aproveitar a ocasião para questionar a ministra sobre a sua suposta participação na elaboração e no vazamento do dossiê. Dilma reafirmou a versão de que foi montado "um banco de dados" e não um dossiê na Casa Civil. Reiterou também que o alvo das investigações é o vazamento da relação de gastos do ex-presidente Fernando Henrique. "Nós não fizemos dossiê, fizemos um banco de dados. E o que nós queremos saber, posto que eram informações privativas da Casa Civil da Presidência da República, queremos saber quem vazou."

Segundo Dilma, a sindicância aberta na Casa Civil para apurar o caso deverá ser prorrogada por mais um mês. "Nem a Casa Civil concluiu e nem a Policia Federal concluiu. Se eu não me engano, a Casa Civil já pediu a prorrogação de mais um mês. Mas eu acredito que as investigações estão evoluindo bem e acredito que nós vamos ter um bom resultado", afirmou. Estadão On Line
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Dilma assume compromissos com catarinenses e diz que não é candidata

A ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, saiu com pelo menos dois compromissos firmados de Santa Catarina: levar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a preocupação dos empresários catarinenses quanto a criação de áreas de unidades de conservação e lançar, até outubro, o edital de duplicação da BR-280 no trecho entre São Francisco do Sul e Jaraguá do Sul, no Norte do Estado. Ela foi sabatinada, nesta segunda-feira, em Joinville, por jornalistas e empresários durante o Painel RBS.

Como na grande maioria dos eventos dos quais tem participado, Dilma fez questão de ressaltar os pontos positivos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e afirmou que o planejamento foi feito tendo em vista as demandas dos estados. A ministra considera injustas as comparações do volume de investimentos no Nordeste e no Sul, por exemplo.

— O setor de logística é o gargalo de Santa Catarina e por isso terá os investimentos do PAC — disse.

Considerada a mãe do PAC pelo presidente Lula, a ministra também foi cobrada e questionada quanto aos investimentos em energia e transporte. Para ela, os investimentos no setor elétrico do Estado também são considerados prioridades e, se depender disso, os empresários não terão grandes problemas.

— Não temos uma situação limite ainda e acredito que não haverá problemas. Asseguro que nossos melhores esforços serão conduzidos nesse sentido — avaliou.

Outro ponto reiterado inúmeras vezes durante a sabatina foram os entraves ambientais para a realização de obras. Dilma assegurou que há limites impostos por órgãos como o Ministério Público e o Ministério do Meio-Ambiente. Mesmo assim, disse que todos os esforços são voltados para impedir o atraso nas principais obras do PAC, principalmente naquilo que é considerado prioridade pelo Governo.

Apesar das questões elaborados por jornalistas e empresários do Estado terem sido respaldadas em cobranças de promessas da administração, Dilma não se furtou em alicerçar as respostas nos números positivos do PAC.

— O país está amadurecendo e conseguimos um grau de inclusão social que poucas conseguiram — disse.

Ministra nega candidatura

Durante a sabtina, a ministra negou sua candidatura à presidência nas próximas eleições. Com uma resposta pouco clara, ela afirmou que seu papel no Governo é o de divulgar os números do PAC, o que às vezes acaba a confundindo com a figura de presidenciável.

— Não sou candidata — assegurou. A Notícia
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Senadores trocam farpas em sessão de homenagens a Ricardo Izar

A Câmara e o Senado suspenderam nesta segunda-feira as sessões plenárias em conseqüência da morte do deputado Ricardo Izar (PTB-SP), que presidia o Conselho de Ética da Câmara. Izar morreu na tarde de sexta-feira, em São Paulo, vítima de falência múltipla dos órgãos.

Em apenas dez minutos de sessão, os deputados aprovaram votos de pesar à família de Izar. Os parlamentares presentes no Senado também fizeram discursos de homenagem ao deputado - mas os senadores Álvaro Dias (PSDB-PR) e Epitácio Cafeteira (PTB-MA) trocaram farpas durante as homenagens ao parlamentar.

Cafeteira ficou irritado com Dias depois que o tucano decidiu fazer um discurso sobre a "crise ética" no governo federal desencadeada pelos episódios de mau uso dos cartões corporativos. "Quero, em homenagem ao já saudoso deputado Ricardo Izar, que foi presidente do Conselho de Ética num período em que a tragédia ética se abatia sobre o Congresso Nacional [no caso do mensalão] fazer a leitura de um discurso em que abordamos os abusos dos cartões corporativos e a quebra da autoridade moral", disse.

Irritado com a postura de Dias, Cafeteira pediu a retirada de seu requerimento de homenagens pela morte do petebista. "Queria pedir ao presidente que, se for preciso, retire meu requerimento. Eu quis prestar uma homenagem a um companheiro de partido falecido agora, e está transformado em assunto político", afirmou.

Dias reagiu ao afirmar que Izar "não perdoaria determinados atos praticados em nome do governo" no que diz respeito às irregularidades com cartões corporativos. "Eu sempre devotei o maior respeito ao senador Epitácio Cafeteira, meu amigo há tantos anos. Confesso que não compreendo esse seu gesto inusitado, já que o que fiz foi realmente prestar uma homenagem. Cada um presta homenagem da forma que melhor lhe aprouver." Folha On Line

Comentário: É brincadeira! Quando Jonas Pinheiro morreu, o Senado não parou por causa disso. Agora, esse caduco do Cafeteira inventa uma parada dessas. Tá na hora de ir pra casa, velho maluco!

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Procurador diz que pode pedir inquérito sobre Paulinho

O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, disse hoje que, "se tiver elementos", pedirá abertura de inquérito para investigar suposto envolvimento do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP), no esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investigado pela Polícia Federal. O procurador informou que o processo será "examinado detidamente". Cópia dos autos da Operação Santa Tereza foi encaminhada pela Justiça Federal de São Paulo e deverá chegar amanhã ao Supremo Tribunal Federal (STF), que pedirá o parecer do procurador geral.

"Vou examinar detidamente. Eu só tenho informação de jornal. Quando chegar (a cópia dos autos), vou verificar. Se tiver alguma coisa, tomo as providências que sempre tenho tomado", disse o procurador. Indagado se pedirá abertura do inquérito, ele respondeu com cautela: "Se tiver elementos, sim. Agora eu não posso fazer um juízo, porque quando se lê uma documentação, alguma pessoa extrai dela uma convicção. Eu posso extrair outra."

A presença de Paulinho nas investigações é o que motivou a remessa do processo ao STF. Como deputado, ele tem foro privilegiado e só pode ser processado e julgado pelo Supremo. A Polícia Federal investiga se Paulinho foi beneficiado com recursos desviados do BNDES. No entanto, ele só poderá ser incluído na lista de investigados com autorização do Supremo. Assim que o processo chegar ao STF, um ministro será designado relator e encaminhará imediatamente um pedido de parecer à Procuradoria Geral da República (PGR).

Além de decidir se abre ou não inquérito para investigar Paulinho, o STF também dirá se apenas o deputado ficará no âmbito da mais alta instância do Judiciário ou se todos os envolvidos responderão ao Supremo. Se o STF ficar restrito à investigação de Paulinho, a apuração poderá ser mais rápida. De qualquer maneira, o processo, se aberto, dificilmente levará menos de dois anos até o julgamento final. Agência Estado

Comentário: Enquanto o foro privilegiado não for abolido, essa cambada de bandido vai continuar zombando da nossa cara e gastando o nosso dinheiro.

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