segunda-feira, 5 de maio de 2008

É ruim, hein?: Força Sindical: Paulinho é vítima de perseguição

A Força Sindical afirmou em nota que o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) é vítima de "implacável perseguição política, cujo único objetivo é impedir que mantenha, como sempre manteve, sua independência política e sua luta incansável na defesa dos direitos dos trabalhadores brasileiros".

O deputado, conhecido como Paulinho da Força, teria tido o nome citado em relatórios da Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, sobre os desvios feitos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ele é o presidente da Força Sindical.

Segundo a nota, as centrais sindicais conseguiram "junto ao governo conquistas que jamais tiveram desde os governos de Getúlio Vargas e João Goulart".

"O salário mínimo está recuperando seu poder de compra (...), as centrais sindicais foram legalizadas, conseguimos regulamentar o trabalho dos comerciários aos domingos, convencemos o presidente Lula a enviar ao Congresso as Convenções 151 e 158 da OIT (...), garantimos a participação dos trabalhadores no Sistema S, garantimos o veto a Emenda 3 e reunimos este ano milhões de trabalhadores em 22 Estados cobrando a redução da jornada de trabalho sem redução salarial", completa o documento.

A nota ressalta ainda que a oposição vem de "autoritários conservadores" devido a todas as conquistas realizadas para os trabalhadores e reitera o apoio ao presidente da Força Sindical. Redação Terra
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Lula: 'Ninguém segura este país'

TERESINA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu a uma frase-exaltação cunhada durante o regime militar - "Ninguém segura este país" - para comentar o grau de investimento concedido ao Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor''s na última quarta-feira. Ao discursar para um público de cinco mil pessoas, Lula optou pela informalidade ao abordar o tema.

"Soube da notícia pela televisão. Eu nem sabia o que era e fui ligar para o Celso Amorim (ministro das Relações Exteriores): "O que é isso ?" Ele disse que era grau de investimento. Fiquei ainda mais confuso", brincou, em meio a risos e aplausos da multidão que o ouvia sob um sol intenso, no terceiro e último compromisso público de sua agenda na capital piauiense.

Lula voltou a avaliar como "um problema bom" a inflação dos alimentos ao comentar a alta da saca de feijão de R$ 60,00 para mais de R$ 200,00. O presidente repetiu o argumento que "os chineses, os indianos, o povo todo do Brasil, estão comendo mais" e, em seguida, arrematou: "Se falta alimentos, ótimo, vamos produzir mais alimentos no País; temos terra, água, sol."

Em uma fala otimista e entusiasmada, o presidente tocou na duração do mandato ao dizer que não é possível consertar em quatro, oito ou dez anos o desmazelo de séculos. Frisou ainda que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ainda não tem três anos e "é o maior investimento social do país".

O discurso de Lula foi feito durante a entrega de 280 casas para policiais construídas no Programa de Arrendamento Presidencial (PAR) da Caixa Econômica Federal, em solenidade que incluiu também o anúncio de bolsa de formação para policiais e liberação de recursos do PAC no montante de R$ 333 milhões. Agência Estado
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Valeu, Figueira!

Determinação e garra foram os principais ingredientes da conquista do 15º título estadual do Figueirense. Jogando no Heriberto Hülse, contra a torcida adversária e o gramado prejudicado, a equipe do Figueirense que tinha a vantagem do empate, venceu o Criciuma pelo placar de 1x0 na prorrogação. Com o resultado, o time mais vezes campeão garantiu um título inédito na história do clube, conquistado fora de casa.

No primeiro jogo da final, semana passada, em Florianópolis, o Figueirense venceu a equipe do Criciuma por 1x0.

O jogo

A equipe do Figueirense abriu o marcador aos vinte minutos do primeiro tempo, em uma roubada de bola Welington Amorim deu o passe para o Cleiton Xavier fazer o gol. A equipe do sul do estado continuou pressionando e fechou o primeiro tempo com empate, na cobrança de falta de Cláudio Luiz.

No segundo tempo, o Criciuma manteve a pressão e voltou a marcar com Zulú e Cláudio Luiz novamente. O Criciúma fechou o tempo regulamentar com o placar de 3x1. Com a vitória do time do sul do estado no tempo normal, o jogo foi para a prorrogação, onde quem vencesse sagraria-se campeão.

Apesar da disposição adversária desde o início da partida, a qualidade técnica e a preparação física do Figueirense foram decisivas para que o único representante catarinense na série A, retomasse a vantagem na prorrogação. O gol do título saiu aos 4 minutos do segundo tempo, depois de uma tabela entre o meia Marquinhos com o jovem atacante Bruno Santos, que mandou para o fundo da rede adversária. Bruno Santos, das categorias de base do clube, fechou o campeonato com o saldo de 5 gols, em atuação importante, confirmou sua décima terceira partida pelo estadual.

A torcida que compareceu em grande número, superou os 1.900 lugares destinados aos visitantes e junto com o elenco alvinegro, comandou a festa, diante de um Heirbeto Hülse lotado. Em Florianópolis, os torcedores que não puderam ir a Criciúma, comemoraram na avenida Beira Mar Norte, com carreata e muita festa nas ruas.

A taça do título estadual que recebeu o nome Ariel Botaro Filho, em homenagem a memória do vice-presidente de comunicação do clube, foi levantada com muita emoção pelos jogadores. Para o zagueiro Asprilla, o título teve um sabor especial. "Foi o melhor aniversário da minha vida" - disse. Já o meia Elton, preferiu comemorar atravessando o estádio de joelhos, para pagar uma promessa.

O treinador Alexandre Gallo, participou da festa do título e garantiu que apesar das críticas, nunca deixou de acreditar no sucesso da equipe. Na oportunidade, agradeceu a toda delegação, em especial aos preparadores físicos do clube, Hudson Coutinho e Cristiano Nunes, pelo importante trabalho feito com o elenco, durante o campeonato.

O Figueirense que é o único representante catarinense na série A, depois da festa do título estadual, reinicia suas atividades focando no seu primeiro compromisso no brasileiro. A partida será no próximo dia 11 de maio, contra a equipe da Portuguesa, em São Paulo.

Retrospecto favorável ao Figueirense

Figueirense e Criciúma já haviam se enfrentado em três partidas no campeonato estadual de 2008. No primeiro turno o Figueirense saiu com a vantagem de uma vitória por 4x2. No segundo turno a equipe do Criciúma respondeu com o placar de 3x1. No primeiro confronto da final o alvinegro voltou a levar vantagem, com o resultado de 1x0.

No retrospecto, as duas equipes se enfrentaram pela terceira vez em decisões estaduais. O Figueirense repetiu o feito de 1994 e confirmou o segundo título conquistado em cima da equipe do sul do estado. Assessorias de Imprensa do FFC
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Senadores criam estratégias para depoimento de Dilma em comissão do Senado

A oposição vai cobrar da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) nesta quarta-feira explicações sobre o dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) com as chamadas "contas B", que deram origem ao cartões corporativos. Embora a convocação de Dilma na Comissão de Infra-Estrutura do Senado tenha sido aprovada para a ministra falar sobre o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), senadores do DEM e PSDB já anunciaram que vão focar o depoimento no dossiê.

Os governistas, ao contrário, se articulam para encher o plenário da comissão com o objetivo de tirar o tema "dossiê" do centro dos debates. A base aliada já encomendou questionamentos referentes ao PAC para evitar que a oposição desvie o foco do depoimento.

Os oposicionistas, por sua vez, não escondem que também montaram uma "artilharia" de perguntas para a ministra sobe o vazamento de informações da Casa Civil que deu origem ao dossiê.

A expectativa é que o depoimento da ministra se transforme em disputa política entre senadores do governo e da oposição. "Eu espero que ela aproveite a oportunidade e nos poupe de pedir em outras instâncias que ela fale sobre o dossiê. Ela tem que se explicar perante a sociedade", afirmou o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN).

A oposição argumenta que, se Dilma esclarecer de forma contundente detalhes sobre a montagem do dossiê, poderá ser poupada de se explicar em outras instâncias do Congresso. DEM e PSDB, no entanto, afirmam que só vão desistir de novas convocações se a ministra conseguir detalhar sem restrições toda a operação de confecção do dossiê.

"O dossiê existe, foi produzido pela Casa Civil para constranger o ex-presidente Fernando Henrique e dona Ruth. A ministra tem que explicar com que objetivo ele foi feito, principalmente no que diz respeito ao uso da máquina para constranger as pessoas", afirmou Agripino. Folha On Line
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Opinião no Estadão: Fica faltando o progresso ético

Elogios são sempre bons de ouvir, mas nem sempre surpreendem. É o caso da constatação da agência de risco Standard & Poor's de que as instituições nacionais estão firmes e funcionam. Trata-se de fato sabido pela unanimidade dos brasileiros que atentam para questões como essa. Sabem também quanto isso conta para a confiança no sistema político, apesar de suas diversas peças à espera de reformas que reduzam os aspectos ainda disfuncionais da ordem democrática consolidada. Não menos evidente é o papel da estabilidade institucional ao longo dos períodos Fernando Henrique e Lula para a expectativa de que as políticas governamentais produzam os efeitos duradouros para o interesse comum imaginados por seus autores. Assim não fosse, o País talvez não teria a festejar - muito além da promoção que acaba de receber - os ganhos econômicos e sociais dos anos recentes, que configuram um avanço com alcance e velocidade sem paralelo na história do Brasil democrático.

O que parece ter sido removido desse cenário alentador é a esperança da sociedade na aptidão das instituições - e no empenho dos governantes - para dar origem e garantir o desenvolvimento sustentável de políticas igualmente robustas de moralidade pública. Entenda-se por isso o engajamento direto dos condutores da Administração para baixar gradativamente a patamares civilizados os índices de corrupção - como se queira caracterizá-la - no âmbito da área estatal. Na realidade, o que se vê é um abismo entre a chamada vontade política visando ao progresso econômico e social e aquela sem a qual não se alcançará nada parecido com isso em matéria da integridade dos agentes públicos. Já entrou para a história a lucidez do presidente Lula em manter as diretrizes macroeconômicas responsáveis pelo ciclo de bonança de que o Brasil desfruta - à falta delas nem mesmo o impulso sumamente favorável da conjuntura internacional teria gerado as conseqüências que estão aí -, bem como a determinação com que o governo leva a cabo as suas amplas políticas de transferência de renda.

Comparem-se essas conquistas com o notório retrocesso destes anos no campo da ética política e administrativa, e o resultado só pode ser o desalento. Diga-se desde logo que seria um despropósito responsabilizar diretamente o presidente da República, qualquer que fosse, pela escalada de maracutaias que praticamente transformaram o noticiário nacional da imprensa em páginas policiais - embora se possa no mínimo presumir a sua cumplicidade com os escândalos políticos do gênero do dossiê confeccionado em pleno Palácio do Planalto. A responsabilidade pessoal do chefe de governo é outra, além, naturalmente, de cobrar e acompanhar medidas vigorosas de defesa do dinheiro público. Trata-se do exercício, por palavras e atitudes, do papel pedagógico inseparável da sua liderança. E nesse sentido o desempenho de Lula é o oposto do que deveria ser.

Quando ele proclama o seu respeito pelo ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti, que cobrava mensalinho do dono de um restaurante, ou diz que nada abalará a sua amizade com o ex-titular do Senado Renan Calheiros, ligado a um lobista que lhe pagava contas pessoais, a sua mensagem é uma ode ao deboche impune. Agora mesmo, desdenhando do princípio de que os homens públicos não apenas precisam ser honestos, mas parecer honestos, ele se solidarizou com o governador do Ceará, Cid Gomes, exposto na mídia por ter levado a sogra numa viagem ao exterior, a bordo de um jatinho alugado por R$ 388,5 mil do bolso do contribuinte. É certo que o aluguel de aviões se paga pelo percurso e não pelo número de passageiros. Mas a carona dada à sogra é só o tempero da história. Em companhia dela, da esposa, de um secretário e de um assessor, também com as respectivas, Gomes passou 10 dias entre Madri, Londres, Edimburgo, Dublin e Berlim, em visitas a feiras e eventos, com a finalidade de "buscar investimentos para o Ceará".

Dias antes de receber a absolvição do presidente, o governador se desculpara "pelo constrangimento" causado aos cearenses. Mas não explicou por que não viajaram todos em aviões de carreira, por uma fração do preço pago. Na visão ética que Lula transmite aos brasileiros, isso deve ser detalhe.
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domingo, 4 de maio de 2008

Ronaldo e o problema com travestis: 'Fiz uma grande besteira'

Atacante garante ser 'completamente heterossexual' e reforça o sonho de jogar no Flamengo em breve

O atacante Ronaldo disse neste domingo, em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, estar "completamente arrependido e envergonhado" do episódio que viveu no início da semana passada, em que se envolveu com três travestis. Ele ratificou que não usou drogas e que não percebeu que as "garotas de programa" não eram mulheres. Garantiu que é "completamente heterossexual".

"Eu fiz uma grande besteira na minha vida pessoal. Todos nós estamos sujeitos a errar. Eu cometi o grande erro de buscar esse programa", disse, abatido, à apresentadora Patrícia Poeta. "Chorei muito." Com quinze minutos (após a edição), a entrevista - a primeira depois da confusão, que acabou na delegacia da Barra da Tijuca - foi gravada no sábado, na casa de veraneio da mãe do atacante do Milan, em Angra dos Reis, litoral Sul do Rio de Janeiro.

Ronaldo apareceu de camiseta branca, bermuda amarela e chinelos. Disse acreditar que o caso irá "manchar" sua "vida pessoal pra sempre"; no entanto, considera que um dia poderá até "rir dessa história, fazer piada disso." "Sofri com as pessoas ‘sacaneando’, dizendo ‘cuidado com o traveco’", contou, num momento de descontração.
Para Ronaldo, o programa foi "a pior decisão" de sua "vida pessoal". "Eu sou um ser humano, tenho minhas fraquezas, tenho meus medos, tenho tudo que uma pessoa normal tem. De alguma forma, como Ronaldo Fenômeno - desculpe falar na terceira pessoa -, eu me aproveito dessa situação pra me aproximar mais das pessoas." Pensa em processar os travestis? - perguntou a apresentadora. "Eu me processaria. A minha consciência está ainda pesada por este ato".

O jogador contou que tinha brigado com a namorada, Bia Antony, naquela noite - "uma briga boba". Ronaldo e as travestis foram parar na delegacia da Barra da Tijuca na manhã de segunda-feira. Ele havia assistido ao jogo entre Botafogo e Flamengo, primeira partida da final do Campeonato Carioca, no Maracanã, no domingo à tarde. Após a partida, foi a uma boate na Barra e, na saída, passou pela Avenida Sernambetiba.

Lá, resolveu contratar garotas de programa. Só ao chegar ao motel, perto dali, é que o jogador teria percebido que se tratava de travestis, e não de mulheres. O travesti Andréa Albertini (André Luiz Albertini) confirma que o jogador não percebera sua condição, mas diz que Ronaldo fez, sim, sexo com sua amiga, a também travesti Carla Tamini. Ronaldo desmente: "Chegando ao local, eu comprovei que se tratava de travesti. Tentei concluir ali, de modo que eu pudesse voltar pra casa. Não consegui, daí começou toda a extorsão."

Ele prossegue: "Foi um ato isolado, completamente estúpido da minha parte. Em nenhum momento soube que era travesti. Sou completamente heterossexual. Pouco importa o que ela fala ou deixa de falar. O importante é que meu erro criou um problema muito grande, uma repercussão mundial e graças a Deus os fatos e tudo que eu falei no meu depoimento ao delegado Carlos (Nogueira Pinto, da 16ª Delegacia Policial, da Barra da Tijuca) está sendo investigado e comprovado."

Ronaldo terminou a entrevista dizendo que mantém o sonho de jogador no Flamengo, depois que o contrato com o Milan terminar. Agência Estado
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Fica vermelha, cara sem vergonha: Coordenador da faculdade de medicina da Ufba renuncia

O coordenador do colegiado da Faculdade de Medicina (Famed) da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Antonio Natalino Manta Dantas, anunciou, em nota distribuída neste domingo, que renuncia ao cargo. Dantas causou polêmica ao afirmar que os estudantes baianos tinham "déficit de inteligência" em comparação com os de outros lugares e que sofriam "contaminação" por causa do sistema de cotas.

As afirmações foram feitas como justificativa para o baixo rendimento da Famed no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), do Ministério da Educação (MEC).

Na nota, ele afirma ter renunciado ao cargo de coordenador no dia 30 e pede desculpas pelas declarações. "Por força de um estado emocionalmente comprometido e por uma profunda tristeza, uma irritação incomum e um assomo de destempero arrastaram-me a uma manifestação inadequada, da qual expressamente me redimo", diz o texto. "Ela não reflete o que vem do meu íntimo, não traduz o meu pensamento, o que, aliás, vem sendo reconhecido e externado pelas pessoas que me conhecem."

Em alguns trechos da nota, o professor afirma que as declarações foram dadas por pressão de jornalistas - como quando disse que o berimbau, um dos símbolos da Bahia, é o "típico instrumento de quem tem poucos neurônios". "Fui incisivamente indagado por jornalistas acerca do meu gosto musical, o que certamente foi feito para criar polêmica", justifica.

As afirmações de Dantas levaram o Ministério Público Federal a instaurar um procedimento administrativo, com o objetivo de apurar se houve conteúdo discriminatório "racial ou de procedência" em suas afirmações.

Na manhã desta segunda-feira, estudantes e professores da Famed reúnem-se em assembléia para analisar a situação da faculdade. Na terça, é a vez de o colegiado da instituição se reunir para definir ações que combatam o mau desempenho nas avaliações. Durante a semana, a Câmara de Graduação da Ufba começa uma auditoria acadêmica na Famed, a pedido do reitor Naomar Almeida Filho. Estadão On Line
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Um dos DVDs mais lindos que já comprei e recomendo



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Denúncia contra Paulinho preocupa PDT

A denúncia de suposto envolvimento do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) em um esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já preocupa o PDT no que diz respeito a eventuais prejuízos ao partido na disputa eleitoral em São Paulo. A ordem, por enquanto, é esperar o desenrolar dos acontecimentos para ver se o caso tende a esfriar ou complicar a situação do deputado.

"Sem dúvida que essas denúncias criam um prejuízo à candidatura do Paulinho e ao trabalho de composição de alianças", disse o deputado Brizola Neto (PDT-RJ). "Enquanto pesar uma suspeição o candidato fica enfraquecido", considerou o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

Apesar da preocupação, integrantes do partido dizem que, por enquanto, as denúncias não abalaram o cacife eleitoral do deputado ou o poder de negociação da sigla nas conversas com partidos como o PT, o PSDB e o "bloquinho" - grupo formado por PDT, PSB, PC do B e PRB.

O partido tem grande expectativa de que a reunião pedida pelo próprio Paulinho para dar sua versão dos fatos investigados à Executiva Nacional do PDT e às bancadas do partido na Câmara e no Senado na próxima terça-feira ajude a evitar um movimento de resistência dos aliados. Agência Estado
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Opinião do Estadão: Inflação, perigo à vista

Errou mais uma vez o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, a inflação está controlada e bem comportada e o problema "é só o feijãozinho". Nem uma coisa nem outra. As pressões inflacionárias são crescentes, acumulam-se desde o ano passado e não se manifestam só nos preços dos alimentos. Também as matérias-primas industriais estão em alta, as pressões de custo são fortes e o risco de repasse aos preços finais está longe de ser desprezível. Há uma coleção de más notícias para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) divulgado na terça-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em abril, o aumento acumulado em 12 meses chegou a 9,81%, a pior marca desde abril de 2005, quando o número cravado foi 10,74%, e a escalada pode continuar em maio, segundo o coordenador de Análise Econômica da entidade, Salomão Quadros. Esse panorama ainda não inclui possíveis aumentos de preços da gasolina e do álcool combustível.

Inflação contida tem sido um dos principais pilares da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele sabe disso, mas ainda não mostrou disposição de agir para conter a nova escalada dos preços. Prefere deixar as medidas impopulares para o Banco Central (BC), sem comprometer a imagem de um presidente bonzinho e portador somente de boas notícias. Para que correr o risco de cortar gastos públicos e limitar a expansão do consumo de bens duráveis num ano de eleições municipais, primeira escala para a grande disputa nacional de 2010?

Os preços por atacado, medidos pelo IPA-M, continuam sendo os principais motores da inflação. Subiram 12,17% nos 12 meses terminados em abril, puxados principalmente pelos preços agrícolas (28,88%). Mas os produtos industriais também sobem perigosamente. A alta acumulada de seus preços, no atacado, chegou a 7,34%, na maior variação registrada em 40 meses. Os bens intermediários - sem contar os combustíveis para produção - encareceram 8,66%. Minério de ferro, chapas de aço e plásticos, insumos com grande peso na formação dos custos, continuam sendo reajustados tanto por causa de pressões externas quanto da procura no mercado interno.

O IPA-M é o principal componente do IGP-M, com peso de 60%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) ainda foi pouco afetado pelo repasse dos custos, mas também se move com velocidade crescente. Há um ano, acumulava uma alta de 2,72% em 12 meses. Em abril de 2008, esse número chegou a 4,75%. No mês, a variação ficou em 0,76%. Mas a variação mensal dos indicadores não é a mais preocupante. Índices de preços podem oscilar de um mês para outro por causa de fatores sazonais ou acidentais. É preciso olhar para mais longe. Há um ano sobem os valores acumulados de todos os grandes componentes do IGP-M.

Os economistas do BC identificaram essa tendência. O Comitê de Política Monetária (Copom) agiu da forma previsível, determinando uma nova alta da taxa básica de juros. Essa providência dará algum resultado - se der - apenas dentro de alguns meses. Talvez seja necessário, como já se prevê no mercado financeiro, continuar elevando os juros por algum tempo. Mas seria possível conter mais prontamente a demanda de consumo, se duas medidas fossem tomadas. Uma delas seria uma contenção real do gasto público. A despesa de governo continua a crescer velozmente, como demonstraram as contas do governo central divulgadas nessa semana. No primeiro trimestre, mesmo sem orçamento aprovado, o poder central (Tesouro, Previdência e BC) gastou 8,2% mais do que um ano antes, em termos nominais. E a previsão para o ano, de acordo com a programação orçamentária, é de um aumento bem maior que o do Produto Interno Bruto (PIB).

A outra medida seria a contenção do crédito, que continua em expansão. Em março, o maior crescimento mensal foi o dos empréstimos à indústria, mas, quando se consideram períodos mais longos - de um ano, por exemplo -, os financiamentos à pessoa física continuam sendo o destaque e isso inclui as operações de leasing de automóveis. Talvez o presidente não queira ouvir falar em contenção do consumo, mas será muito pior ter de ouvir protestos, mais tarde, contra o aumento da inflação.
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