domingo, 10 de fevereiro de 2008

Arnaldo Jabor e os cartões corporativos - 30/01/2008


Share/Save/Bookmark

Dissidência da CPMF pode virar bloco independente



Blog do Josias - 10/02/2008
Grupo pretende se reunir nesta semana, em Brasília
Se plano vingar, Lula terá novo problema no Senado


Os senadores que se insurgiram contra o governo em dezembro, ajudando a oposição a enterrar a CPMF, discutem a constituição de um “bloco independente” no Senado. Estima-se que o grupo pode somar de oito a dez votos. Um contingente que, num Senado de 81 cadeiras, funcionaria como fiel da balança nas votações mais relevantes.

Deflagrada no final do ano passado pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), a articulação ganhou adesões durante o recesso parlamentar. Entre os senadores que compraram a idéia está Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). “Acho que, se der certo, pode ser útil”, diz o ex-governador de Pernambuco, expoente do MDB autoproclamado “autêntico”. “Acho algo promissor, embora acompanhe o movimento com realismo.”

Outros cinco senadores, consultados por Mozarildo, toparam conversar: Mão Santa (PMDB-PI), Geraldo Mesquita (PMDB-AC), Romeu Tuma (PTB-SP), Expedito Júnior (PR-RO) e José Nery (PSOL-PA). “A idéia foi bem recebida por todos com os quais eu falei”, entusiasma-se Mozarildo, que, na política local de Roraima, é arquiinimigo do líder de Lula no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Foram sete os insurretos da batalha da CPMF. Além dos já citados, o governo amargou a dissidência de César Borges (PR-BA), ainda não consultado acerca da idéia de constituição do “bloco independente”. O grupo acalenta, de resto, a perspectiva de adensar o movimento com nomes que, embora tenham dito “sim” ao imposto do cheque, não costumam alinhar-se automaticamente ao governo –Pedro Simon (PMDB-RS), por exemplo.

Não há no regimento interno do Senado previsão para o reconhecimento institucional de grupos com atuação acima dos partidos. Assim, os “independentes”, se conseguirem se entender, terão uma atuação informal, sem assento no colegiado de líderes. O eventual poder que venha a ter dependerá estritamente da unidade e do número de votos.

A idéia que Mozarildo expôs parte de um princípio básico: “Teríamos independência tanto em relação ao governo quanto à oposição”. Levará à reunião a proposta de fixação de uma pauta básica. Ele cita alguns itens: nada de aumento de impostos, rigor fiscal, aumento dos investimentos públicos, reforma política e eleitoral...

Embora cultive a perspectiva de que o bloco se constitua de fato, Jarbas Vasconcelos vai à reunião com um pé atrás. Torce o nariz para a denominação “independente”. Acha que, na política, só há dois lados possíveis: “Ou você é governo ou é oposição”. De resto, traz na memória um malogro do início da atual legislatura.

Ao chegar no Senado, Jarbas foi tomou parte de um movimento que visava abrir uma dissidência antigovernista no âmbito do PMDB. Aos pouquinhos, os peemedebistas que se dispunham a levantar a voz foram afinando o discurso. Almeida Lima (SE), um dos mais estridentes, aninhou-se à milícia do protogovernista Renan Calheiros. Joaquim Roriz (DF) teve o mandato passado na lâmina. Garibaldi Alves (RN), ex-adepto do “fim do mundo”, se compôs com Lula e virou sucessor de Renan.
Share/Save/Bookmark

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Gasto secreto da União é o maior dos últimos 12 anos

Blog do Noblat - 08/02/2008 - 18h07m
As despesas do governo federal com serviços e materiais de caráter secreto ou reservado, que incluem parte dos gastos com cartão corporativo, bateram recorde em 2007. Foram desembolsados R$ 25,4 milhões pela União com essas ações classificadas por lei como de interesse da segurança do Estado e da manutenção da ordem política e social. O valor gasto com as despesas sigilosas no ano passado, que vem aumentando gradativamente a cada exercício, é quatro vezes maior do que o desembolsado em 1996, por exemplo, quando foram gastos R$ 6,3 milhões.
No ranking dos "gastos misteriosos", a Presidência da República (PR) é o órgão campeão. Só no ano passado, a PR foi responsável por quase metade de todas as despesas com serviços e materiais de caráter secreto e reservado. Dos R$ 10,7 milhões utilizados pela Presidência, a maior parte, R$ 5,8 milhões, foram gastos por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). Outros R$ 4,5 milhões foram gastos de forma sigilosa pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), entidade que monitora ameaças ao Estado brasileiro.
Share/Save/Bookmark

Mau uso do cartão corporativo revela a "pontinha do iceberg", diz Heráclito


Cláudio Bernardo / Agência Senado
O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) garantiu nesta sexta-feira (8) da tribuna, que as últimas denúncias envolvendo o mau uso dos cartões corporativos por autoridades federais e servidores públicos mostram "apenas a pontinha de um iceberg". E advertiu que, na medida em que o quebra-cabeça for montado, "não sabe onde tudo isso vai parar".
- É obrigação do governo dar todas as explicações que a sociedade exige - cobrou Heráclito Fortes.
Ele chegou a prever que o cartão corporativo "vai passar para a história como o Bolsa-Família dos apaniguados do Palácio do Planalto".
Heráclito Fortes também rechaçou a intenção do governo federal de, a seu ver, tentar confundir a opinião pública com relação ao uso do cartão corporativo, na área federal, com o chamado cartão de débito, usado no estado de São Paulo. Para ele, "são duas situações distintas", já que o cartão paulista, explicou o senador, "tem uso específico em determinadas atividades, e é feito por ordenadores de despesas".
- Mas um suposto erro ocorrido em São Paulo não justifica os erros cometidos com o mau uso dos cartões corporativos em nível federal - avisou Heráclito Fortes.
O parlamentar também aconselhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ser "o guardião e o paladino" do Portal da Transparência, criado pelo próprio presidente, em 2004. O portal divulga, pela Internet, todos os gastos do governo federal.
No entender do senador, Lula não pode recuar e nem ficar sujeito a pressões, "partam de onde partir". Por isso, entende ser fundamental a continuidade da divulgação de todos os gastos do governo.
Em aparte, o senador Mão Santa (PMDB-PI) pediu o fim dos chamados cartões corporativos, que classificou "de uma "imoralidade", enquanto o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), também em aparte, afirmou que o cartão corporativo, lançado em 2001, no governo Fernando Henrique Cardoso, "não foi criado para servir a malandragem e a desonestidade".
Share/Save/Bookmark

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

CPI do Cartão saúda o povo e pede passagem

Blog do Noblat - 07/02/2008
Governos têm horror a CPIs em geral e em particular àquelas montadas com o declarado propósito de lhes criar embaraços.
Quando um governo toma a iniciativa de criar uma CPI que poderá lhe infernizar a vida é porque não teria mais como evitá-la.
A oposição conta no Senado com 30 assinaturas para instalar a CPI que quiser. Bastam 27.
A continuar na defensiva e a se opor a uma inevitável CPI do Cartão Corporativo, o governo achou menos ruim sair na frente. Quer mostrar com isso que nada teme. E, de quebra, tentar controlar a nova CPI.
No caso das CPIs do Correio, do Mensalão e dos Bingos, o governo ameaçou investigar também possíveis irregularidades cometidas em governos passados. Outra vez procede assim.
A impressão digital de tal comportamento está na frase lapidar dita ontem pelo ministro Franklin Martins, da Comunicação Social: "Vamos abrir o suprimento de fundos desde lá atrás".
É uma advertência que resume o seguinte pensamento: Se quiserem investigar o que fizemos com cartões corporativos investigaremos também o que se fez com eles no período do governo de Fernando Henrique Cardoso.
Criado em 1998, o cartão corporativo para uso em serviço de autoridades da administração federal foi implementado pelo decreto 3.892 de agosto de 2001. Só a partir de 2003 permitiu-se o uso dele para sacar dinheiro vivo.
Os gastos se multiplicaram desde então. Foram de R$ 8,7 milhões em 2003; R$ 13 milhões em 2004; R$ 20,9 milhões em 2005; R$ 34,6 milhões em 2006; e R$ 78 milhões em 2007.
Quer dizer: em cinco anos os gastos com cartões cresceram pouco mais de 90%. Se comparados com os de 2006, os gastos em 2007 aumentaram 129%.
Estima-se que hoje cerca de 11.500 funcionários disponham de cartões.
O que está fazendo a festa da oposição até aqui é apenas a parte conhecida dos gastos disponível no site Portal da Transparência - 25% do total.
Ou seja: R$ 58 milhões dos R$ 78 milhões gastos no ano passado foram sacados na boca do caixa.
Manda a lei que os portadores de cartões apresentem notas fiscais para justificar saques em dinheiro.
A depender da natureza quente ou fria das notas e dos serviços a que elas correspondam, a festa da oposição poderá dar lugar a um baile. Um barulhento e inesquecível baile.
O presentinho de R$ 416,16 comprado em um free shop pela ex-ministra Matilde Ribeiro, da Igualdade Racial, terá custado uma merreca caso se descubra o uso de cartões para pagar aplicações de botox, operações plásticas, implante de dentes de porcelanas e outros luxos.
Só o motoboy da reitoria da Universidade Federal de Uberlândia, Paulo Sérgio Duarte de Freitas, movimentou no ano passado R$ 46,7 mil, segundo o jornal Correio Braziliense. Seguramente ele é laranja de um graduado portador de cartão.
No que depender do governo, todo tipo de restrição será imposto para inibir o funcionamento da CPI do Cartão. Mas ao fim e ao cabo para alguma coisa ela acabará servindo.
De resto, como observou o ex-senador Jorge Bornhausen quando era Chefe da Casa Civil do governo Fernando Collor, sabe-se como começa uma CPI. Nunca se sabe como termina.
Share/Save/Bookmark

Quanto Romero Jucá gastou no cartão corporativo

Blog Democratas - 07/02/2008
Ao atropelar a Oposição e colher assinaturas para instalação da CPI dos Cartões Corporativos, agindo a mando do governo Lula com o objetivo claro de obstruir a investigação e atingir a independência do Congresso, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, está correndo o risco de ser o primeiro convocado para depor na Comissão. Afinal, Jucá é ex-ministro do presidente Lula e, como todos os ministros do governo, manteve na algibeira um cartão corporativo. E aí senador Romero Jucá, com todo o respeito, este blog quer saber: o senhor, por vontade própria, vai abrir os gastos que fez no cartão com dinheiro público, ou prefere esperar a convocação da CPI?
Share/Save/Bookmark

Explique-se os fatos ou aceite-se as versões.

Do Blog Coturno Noturno - 07/02/2008
Apareceu um comentarista, muito articulado, dizendo que um piloto executivo ganha até R$ 40 mil mensais e que é normal, na aviação executiva, que pilotos paguem as despesas de combustível. E que este blogueiro parece ser muito ligado a certa tendência política, que não afirma qual é. Que deveria tentar outras versões. Vamos por partes.
Em primeiro lugar, empresas que usam jatinhos não possuem embaixadas que organizam, com antecedência, visitas oficiais da Presidência da República, desde logística até programação de encontros e, porque não, pagamento de taxas aeroportuárias e de combustível, no exterior. Ou o mordomo do Presidente da República também leva uma mala preta com dólares para pagar as recepções que Lula oferece aos demais mandatários? Ou o secretário do Presidente da República leva outra maleta entupida de verdinhas para pagar os hotéis? Qualquer visita presidencial é antecedida por um batalhão de assessores, que tudo organizam, que tudo planejam. Dá para imaginar um piloto de Aerolula descer com os bolsos estufados de dólares para pagar querosene? Ou é muito mais lógico e profissional que o Ministério das Relações Exteriores faça um orçamento e solicite uma remessa, abrindo uma conta da viagem, sobre a qual prestará todas as informações necessárias, contábeis, fiscais e legais, ao final da mesma?
Em segundo lugar, na aviação civil, pilotos de jatos executivos não são militares da ativa, retirados da Força Aérea Brasileira, onde continuam ganhando os seus salários e as suas diárias, para servir o Gabinete do Presidente da República. É o que está acontecendo desde 2004, quando o Aerolula começou a ser usado.
Em terceiro lugar, em contabilidade, pessoas jurídicas não se misturam com pessoas físicas. As primeiras têm CNPJ, as segundas têm CPF. As primeiras recolhem DARFs de diversos impostos, as segundas recolhem IRRF. A grande dúvida que paira no ar é porque militares da ativa receberam milhões de reais, como pessoas jurídicas, do Gabinete Presidencial. Não existe meia gravidez. Não existe meio militar. Não existe meia pessoa física. Não existe meia pessoa jurídica. A Secretaria de Administração da Presidência da República precisa decidir qual a personalidade jurídica que quer emprestar a estes militares, pois tudo fica muito suspeito. Por enquanto, até prova em contrário, o que está lançado no Portal da Transparência é salário, pois os pagamentos foram feitos para pessoas físicas, tendo como controle o CPF.
Por último, este Blog não tem cor política não. Aqui se bate em Chico e Francisco, é só não andar na linha, não ter transparência, não ter respeito com a população e com o dinheiro público. E se quisesse ter cor política, qual o problema? Este Blog é feito por uma pessoa física, que tem todos os seus direitos assegurados por um livrinho chamado Constituição Federal. E, neste caso, com informações abertas, do Portal da Transparência Pública.
Ocorre que a pergunta continua em aberto: por que militares da ativa, no Gabinete do Presidente Lula e no Gabinete do Vice-Presidente José Alencar, recebem milhões e milhões de reais? É salário disfarçado? É compra sem licitação? Ou é coisa pior? Se não explicar, podemos pensar o que bem entendermos. E deste Governo este Blog se reserva o direito de pensar sempre o pior, vide o Mensalão e a farra com os cartões corporativos.
Share/Save/Bookmark

sábado, 2 de fevereiro de 2008

A TV Senado não é um canal plural! - E nem singular...


E digoo isso de cadeira.
Assisto a TV Senado todos os dias, mas esse período de recesso tem sido de amargar.
A TV Senado tem apresentado com insistente frequência re-reapresentações das comissões de Educação, Direitos Humanos, e subcomissão de Cinema, os cambáu.
Daquelas memoráveis sessões em plenário e mesmo algumas CPIs que aconteceram no ano de 2007, simplesmente nada.
Transcrevo abaixo o teor de mensagem transmitida à TV Senado, manifestando minha indignação a respeito.
Mensagem enviada em 30/01/2008
Assunto: Respeitem a nossa inteligência
Senhores.
Cheguei à conclusão de que não existe qualquer preocupação da quem faz a TV Senado com sua audiência. A programação nesse período de recesso é simplesmente maçante, chata, sonolenta.
A repetição de sessões de comissões e subcomissões (como as de Educação, de Direitos Humanos, de Cinema), só faz revelar algo que já é notório e público: o desrespeito dos próprios senadores pelos trabalhos da Casa.
Ora, reapresentar sessões de comissões com quoruns de dois senadores (quando muito) é no mínimo insensatez, muito mais com o público do que com os atores.
Num ano (2007) em que o Senado teve sessões históricas, tanto nas comissões como no plenário, alvo de destaque em toda a mídia por meses, fico me perguntando: quem é o responsável pela seleção dos programas da TV Senado no período de recesso e que critério utiliza para levar a programação ao ar.
Onde está a reapresentação das sessões que discutiram a CPMF, as do Conselho de Ética, as CPIs, enfim...
Não querer reapresentar sessões polêmicas como a votação da cassação de parlamentares ou outras coisas do gênero, eu até entendo (eu e a torcida do Flamengo, do Corinthians...), mas daí, partir para uma programação “chulé” como essa do recesso, é demais!
E não me venham com aquela de sempre de que a “a programação da TV Senado é definida em conformidade com a pauta do Senado Federal, determinada pela Mesa Diretora”. No recesso não existe pauta, nem Mesa Diretora. O que existe, isto sim, é desrespeito pela nossa inteligência e muita incoerência.
O que a TV Senado (e aí generalizo) está fazendo com o seu público é no mínimo uma brincadeira. Televisão é coisa muito séria. Tem que haver compromisso, um tipo de cumplicidade com o telespectador. Merecemos um tratamento melhor.
Está na hora de alguém se preocupar mais com as coisas importantes que acontecem ao nosso redor e que influenciam diretamente na opinião da sociedade.
Não consigo entender por que o eleitor é tratado com tanto desdém.
Dependesse a TV Senado de índice de audiência ou patrocínio privado para sobreviver, imagino onde vocês, que se dizem profissionais, estariam.
Respeitem o eleitor e o contribuinte. Até prova em contrário, em minha opinião, a TV Senado não é um canal plural!

Jorge Luiz de Oliveira
Laguna - Santa Catarina

P.S.: Reformularam o site da TV Senado. Esqueceram de colocar um "formmail" ou link para facilitar o envio de correio eletrônico


Não tem mais o que comentar, só lamentar!
Share/Save/Bookmark

Cartão da Presidência bancou compras de vinhos e carnes para gabinete de Lula, num total de R$ 114 mil - Esse furo foi meu!!!

O Globo online - 02/02/2008 - 00h13m

BRASÍLIA - Loja de vinho, delicatessen, boutique de carnes e supermercados de alto padrão estão entre os estabelecimentos comerciais onde foram usados com freqüência o cartão corporativo de um funcionário da Presidência da República em 2007. As despesas foram feitas por José Henrique Souza, assessor especial do gabinete do presidente, conhecido como ecônomo do gabinete, que, entre outras funções, é responsável pelos gastos do gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O Planalto não vai comentar as despesas feitas pelo assessor, porque, alega, a publicação dos dados sobre gastos com alimentação do presidente no Portal Transparência foi um ato de transgressão e será apurado.
José Henrique Souza gastou ano passado R$ 114,9 mil. Ele ostenta o maior gasto entre os portadores de cartões corporativos da Presidência, cujos dados são divulgados pelo Portal da Transparência. Toda a Secretaria de Administração consumiu R$ 4 milhões em 12 meses, mas não há detalhes sobre R$ 3,7 milhões, sob o argumento de que são dados sigilosos.
Em todo o ano, Souza fez 34 compras no supermercado Pão de Açúcar, sendo 27 delas na loja do Lago Sul, área nobre de Brasília. Foram gastos R$ 54 mil. A maior compra foi feita no dia 16 de novembro - R$ 6.495,58. Chama a atenção o uso em seqüência do cartão na Reisman Carnes, especializada em carnes importadas e exóticas, cortes especiais e frutos do mar. Foram dez compras ao longo de 2007, totalizando pouco mais de R$ 23 mil. No Mercadinho La Palma, mistura de hortifruti e delicatessen, conhecido pela qualidade dos produtos e pelos preços salgados, os gastos somaram R$ 14,8 mil, em cinco pagamentos.
Souza também esteve duas vezes na Casa do Vinho, na Asa Sul de Brasília, que vende todo o tipo de bebidas e comidas para festas, como frios e pães a metro. Foram gastos R$ 2.350.

Comentário meu: Por essas e outras é que acredito que o que falta mesmo é investigação e humildade no jornalismo brasileiro.
E nem quero ser o pai da criança. No entanto no dia 01/02/2008, as 19h52m, no Blog do Noblat, postei comentário a respeito dos cartões corporativos, com o pseudônimo "Na_Medida" e colocando um e-mail válido, como faço em todos os comentários em qualquer site/blog da internet (reparem na data e horário em que o comentário foi publicado e também na data e horário da matéria de "O Globo on line").
Teor do meu comentário:
"Pois é. A Matilde foi, o Lula tá com dó e mandou uma cartinha pra ela. Vai se cansar de mandar carta, se levarem a coisa a sério. Vejam só essa daqui, que é de um funcionário, também da Presidência da República, lotado em São Paulo, e que em dezembro/2007, entre outros gastos, deu uma passadinha em alguns estabelecimentos para comprar insumos de interesse público. O nome da ave: José Henrique Souza - CPF 462.673.101-59:
Reisman Carnes - R$ 5.546,64
Pão de Açúcar - R$ 12.747,19
Wine Bebidas - R$ 1.311,80
Mercadinho La Palma: R$ 2.203,06
Total de gastos em dezembro/2007: R$ 114.944,73
O homem não é fraco!".
Confesso que o único detalhe que errei foi na lotação do funcionário, pois nem tenho como saber onde ele trabalha. Por dedução, imaginei que fosse em São Paulo pelas compras efetuadas no Pão de Açúcar, o que não muda muita coisa.
E mais: esse negócio de denunciar os gastos com o cartão corporativo, foi iniciativa do Coronel, do blog Coturno Noturno, mantido por um professor que mora em Florianópolis. Os jornalistas/repórteres simplesmente aproveitaram o gancho da denúncia e passaram a detalhar os gastos, sem dar o mínimo de crédito ao blog ou ao seu autor, da mesma forma que fizeram comigo. Um abuso!

Share/Save/Bookmark

Este é o seu espaço para críticas e sugestões




Aqui você pode meter o pé na jaca. Xingar à vontade.
Mande o seu comenrário, sugestão de matéria ou comentário sobre qualquer situação que esteja lhe agradando ou incomodando.
Farei o possível para que sua mensagem chegue à quem de direito.
Obrigado.

Share/Save/Bookmark